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Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 31, 2014

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Assento sanitário de 2.000 anos usado por romanos é achado na Inglaterra

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

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ASSENTO SANITÁRIO DE 2.000 ANOS – Arqueólogos encontraram um assento sanitário feito de madeira de 2.000 anos perfeitamente preservado e que pode ser o único existente usado pelos romanos. O artefato foi descoberto no forte Vindolanda, na Muralha de Adriano, em Northumberland, no norte de Inglaterra e pode ter sido usado por soldados de fronteira, cujo trabalho era manter os bárbaros afastados. O coordenador das escavações do forte, Andrew Birley, já havia desenterrado ouro e prata do local, além de outros objetos relacionados com o poder militar romano. Ele descobriu o assento sanitário em uma vala cheia de lama, que antes estava cheio de lixo secular. Birley acredita que a madeira sobreviveu justamente por causa da lama, que teria deixado ela livre do oxigênio. Daily News/Reprodução

Arqueólogos encontraram um assento sanitário feito de madeira produzido há 2.000 anos perfeitamente preservado e que pode ser o único existente usado pelos romanos. O artefato foi descoberto no forte Vindolanda, na Muralha de Adriano, em Northumberland, no norte de Inglaterra e pode ter sido usado por soldados de fronteira, cujo trabalho era manter os bárbaros afastados de seus domínios.

O coordenador das escavações do forte, Andrew Birley, já havia desenterrado ouro e prata do local, além de outros objetos relacionados ao domínio romano na região. Ele descobriu o assento sanitário em uma vala cheia de lama, que antes abrigava lixo. Birley acredita que a madeira sobreviveu justamente por causa da lama, que teria deixado o material livre do oxigênio. “Nós conhecemos muito sobre banheiros romanos a partir de escavações anteriores, que incluíram muitas latrinas romanas fabulosas. No entanto, nunca antes tivemos o prazer de ver um assento de madeira perfeitamente preservado”, afirmou a um jornal inglês. http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/08/28/assento-sanitario-de-2000-anos-usado-por-romanos-e-achado-na-inglaterra.htm

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O alto preço pago por uma testemunha de crimes de guerra

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Haia, Holanda – Ela escolheu o anonimato de uma estação de trem para conversar sobre o peso insustentável de levar uma vida dupla.

O alto preço pago por uma testemunha de crimes de guerra

Haia, Holanda – Ela escolheu o anonimato de uma estação de trem para conversar sobre o peso insustentável de levar uma vida dupla.

Ela jamais planejara viver dessa forma. Quando a jovem de Belgrado resolveu testemunhar no julgamento de um dos casos de crime de guerra mais sensacionais das últimas décadas, envolvendo o presidente sérvio Slobodan Milosevic, prometeram que sua identidade não seria revelada.

Ela recebeu um codinome, Testemunha B-129, e sua voz e seu rosto eram eletronicamente alterados no telão do tribunal das Nações Unidas durante o julgamento do líder da antiga Iugoslávia, em Haia, quando testemunhou em 2003.

Até que um técnico divulgou trechos de sua voz verdadeira por engano, e o som foi transmitido ao vivo para a Sérvia. Logo que ela voltou para casa, alguém tentou matá-la.

A Testemunha B-129 agora está entre as que vivem sob os cuidados da polícia em programas de proteção a testemunhas, longe de casa, com novos nomes e histórias para esconder suas identidades reais.

‘Para a Sérvia eu sou uma traidora’, afirmou a mulher discreta de modos delicados, atualmente com 42 anos. ‘Ajudar o tribunal arruinou a minha vida’.

A Testemunha B-129 buscou um repórter que, de acordo com determinações legais, não pode revelar sua identidade, nem sua localização, para conversar sobre o preço alto pago por ela pelo testemunho contra Milosevic e a polícia secreta da Sérvia.

Segundo ela, os últimos 11 anos foram como viver ‘em um labirinto’.

‘Nos disseram que poderíamos levar uma vida normal’, afirmou. Ao invés disso, ela e o marido se sentem presos nas garras de uma burocracia passiva, dos integrantes do tribunal da ONU e da polícia de um país desconhecido.

‘Você não é imigrante’, afirmou a Testemunha B-129. ‘Quando recebe uma nova identidade, perde tudo: os amigos, as propriedades, os contatos com a família, a carteira de motorista, sua própria história’. Com frequência, acrescentou, ‘sinto como se estivesse prestes a perder a cabeça’.

Autoridades do tribunal de Haia e da polícia do novo país de residência da testemunha se negaram a discutir o caso. Porém, a história foi corroborada por documentos judiciais e cartas mostradas por ela e por advogados que trabalharam no caso, fornecendo uma rara perspectiva sobre uma parte moderna, mas profundamente escondida, da justiça internacional.

Todos os tribunais de crimes de guerra atuais dependem das testemunhas, já que chacinas, torturas e estupros raramente vêm acompanhados de documentos que determinam os responsáveis.

Muitas utilizam pseudônimos ao testemunhar, mas apenas algumas recebem proteção em função do perigo a que são expostas, recebendo uma nova identidade e mudando de país.

Os números de telefone e seu paradeiro são segredos cuidadosamente guardados, e não se sabe praticamente nada a respeito de sua situação. As testemunhas são informadas de que serão cortadas do programa de ajuda se revelarem suas identidades originais.

Durante dois anos, a Testemunha B-129 deixou boquiaberto o tribunal em que Milosevic foi julgado ao descrever seu trabalho como assistente de confiança de Zeljko Raznatovic – mais conhecido como Arkan – empreendedor sérvio com mandados de prisão emitidos por toda a Europa.

Na guerra dos Balcãs, no início dos anos 1990, Raznatovic criou uma milícia, os Tigres, ou Guarda Voluntária da Sérvia. Eles logo ganharam fama por fazer saques, tráfico, e cometer assassinatos na Croácia e na Bósnia. Milosevic afirmou durante o processo em Haia que não sabia nada a respeito das atividades dos Tigres.

Porém, citando detalhes meticulosos do livro de registros do escritório entre 1994 e 1995, a Testemunha B-129 afirmou que Raznatovic e os Tigres eram controlados, recebiam ordens e eram pagos pela inteligência de Milosevic e seus chefes de segurança. Parte de seu trabalho era contar o dinheiro e colocá-lo em envelopes para os milicianos, afirmou ao tribunal. Raznatovic jamais enviou seus homens à batalha sem ordens dos assessores de Milosevic, acrescentou, e ele falava abertamente que jamais fazia prisioneiros.

Raznatovic foi indiciado por crimes de guerra em 1997, porém, foi assassinado no lobby de um hotel em Belgrado, em 2000.

‘Uma testemunha extraordinária’, recordou um antigo promotor, falando a respeito da Testemunha B-129. Em uma carta, outro promotor escreveu que suas evidências mostravam a total cumplicidade da Sérvia com os Tigres ‘criminosos’.

Durante uma das muitas entrevistas que ela concedeu, contou ter ido trabalhar para Raznatovic porque era estudante de direito na época e precisava de dinheiro. No começo, acreditava que os Tigres estivessem lutando para defender o povo Sérvio, mas acabou se desiludindo. ‘Eles faziam aquilo pelo poder e porque gostavam de matar’, afirmou. ‘Queriam traficar e ganhar muito dinheiro. E muitas pessoas morreram sem razão’.

Sua raiva fez com que ela decidisse testemunhar em 2003, depois de assistir ao julgamento do ex-presidente iugoslavo. ‘Milosevic mentia e negava tudo, inclusive seus laços com Arkan’, afirmou. ‘Senti que deveria falar. Vi coisas que a maioria das pessoas não sabia ou não admitia’.

Quando voltou para casa depois de testemunhar, encontrou um policial a paisana em frente a seu prédio. Algumas semanas depois, parentes seus começaram a receber ameaças pelo telefone. Certa noite, enquanto atravessava a rua, um carro tentou atropelá-la. Ela disse que reconheceu o motorista, o mesmo agente da polícia secreta que estava montando guarda em frente a sua casa.

Membros do tribunal agiram rapidamente e tiraram-na do país junto com o marido, levando-os primeiro para a Croácia, e depois para um abrigo na Holanda. Eles tiveram de esperar 18 meses até que o governo europeu os aceitasse no programa nacional de proteção a testemunhas.

Em Belgrado, eles tinham casa própria. Ela era dona de uma escola de idiomas e o marido trabalhava para uma organização de ajuda internacional. Agora, eles não podem mais exibir seus diplomas e tiveram que aceitar trabalhos mal pagos de meio período em lojas, e se revezam nos cuidados dos três filhos, todos nascidos no exílio. As dívidas só crescem e os atrasos no pagamento do aluguel fizeram com que o casal fosse processado, afirmou.

Ela tem dificuldades de fazer amigos de verdade. ‘Sempre tenho medo de falar mais do que a boca’, afirmou. ‘Fico sempre doente e tenho que mentir para o médico sobre o que me deixa tão deprimida, me tira o sono e me faz ficar maluca desse jeito’.

Uma angústia constante causada pela perda de sua identidade sempre a persegue. ‘É difícil acreditar, mas há 10 anos eu era uma pessoa confiante’, afirmou, quase sussurrando. ‘Agora tenho ataques de pânico antes de ir ao banco ou ao supermercado. Sinto como se tivesse feito alguma coisa errada. Viver escondendo a verdade me faz parecer uma criminosa’.

Há cinco anos, quando foi pressionada a testemunhar em um segundo julgamento, ela fez o promotor e os policiais que cuidam do caso prometerem que iriam vender seu apartamento em Belgrado, para que ela pudesse pagar suas dívidas. ‘Eu não posso vender o apartamento’, afirmou. ‘Não posso mais provar quem eu sou’.

Atualmente, ela ainda espera pela venda do imóvel, enquanto um emaranhado de documentos vai e vem entre o tribunal e a polícia. ‘Não posso recorrer a nenhum tipo de ajuda legal, porque não sou criminosa’, afirmou, com um sorriso fraco.

A polícia recentemente concedeu um empréstimo, como adiantamento pela venda do apartamento.

Este ano, com passaportes e nomes novos, o casal pôde finalmente fazer uma viagem curta para a Sérvia, pela primeira vez desde que saíram, há 11 anos.

Mas a Testemunha B-129 não consegue se livrar da sensação de que o sacrifício foi em vão. Milosevic morreu na prisão em 2006, antes do fim do julgamento. Duas autoridades sérvias contra as quais ela testemunhou foram absolvidas recentemente.

‘Eu me sinto usada’, afirmou. ‘Eles estão livres na casa deles, e eu estou presa nessa vida. Minha situação é muito pior, e não cometi crime algum’. Marlise Simons- The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.

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Alemanha vai republicar o “Mein Kampf”

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Setenta anos após a morte de Hitler, os direitos de autor expiram. Um instituto de Munique vai fazer uma edição comentada.Uma das duas cópias originais de "Mein Kampf", com dedicatória do próprio Afolf Hitler, que foram vendidas em fevereiro deste ano num leilão em Los Angeles

Uma das duas cópias originais de “Mein Kampf”, com dedicatória do próprio Afolf Hitler, que foram vendidas em fevereiro deste ano num leilão em Los Angeles / FREDERIC J. BROWN/AFP/Getty ImagesOs direitos de autor de “Mein Kampf”, livro em que Hitler se apresentou ao povo alemão, extinguem-se no final do próximo ano. Qualquer pessoa ou entidade poderá lançar uma nova edição e a Alemanha discute se deve fazer algo para evitar que os cidadãos possam adquirir nas livrarias uma obra associada a uma ideologia quase universalmente odiada.

O “Mein Kampf” – em português, A Minha Luta – foi escrito em 1924 pelo futuro Fuhrer. Após um golpe falhado em Munique, ele encontrava-se preso (cumpriria uma fração dos quatro anos a que foi condenado). Aproveitou o tempo para ditar um texto no qual, além de contar a história da sua vida, propunha ideias e um programa político. O antissemitismo era explícito e já havia alguns indícios do genocídio que viria a ficar rotulado na História mundial sob a designação de Holocausto.

Em 1945, pouco antes de a II Guerra Mundial terminar, Hitler cometeu suicídio no seu bunker em Berlim. Quando a sua editora, a Eher-Verlag, foi oficialmente liquidada, os direitos do “Mein Kampf” passaram para o estado da Baviera. Isso tornou dispensável fazer uma lei específica a proibir a publicação do livro na Alemanha, uma vez que a Baviera decidiu jamais a autorizar. Quanto à venda de edições anteriores a 1945, continuou a fazer-se nos alfarrabistas. Além disso, o livro foi sendo publicado em muitos países pelo mundo fora, incluindo Portugal, sem que ocasionais tentativas de recorrer aos tribunais produzissem um efeito dissuasor, exceto num ou noutro caso.

O direito de autor sobre obras literárias termina no fim do ano em que se cumpram sete décadas sobre a morte do autor. Para o “Mein Kampf” será, portanto, a 31 de dezembro de 2015. Com a data a aproximar-se, foi decidido fazer alguma coisa. Não sendo possível evitar a publicação, optou-se por fazer uma edição anotada que explique aos leitores a origem e o significado das ideias de Hitler. A tarefa ficou a cabo de uma respeitada instituição, o Instituto de História Contemporânea de Munique, que recebeu 500 mil euros para esse fim.

A questão parecia encerrada, a equipa de académicos avançou. Mas no ano passado, após meses de trabalho, o ministro-presidente da Baviera, Horst Seehofer, um político social-cristão conhecido pelos seus imprevistos, decidiu retirar o financiamento. Tinha visitado Israel na companhia de uma sobrevivente do Holocausto que dirige uma organização judaica e fora convencido a cancelar o projeto.

Os académicos ficaram indignados e outros comentadores apoiaram-nos. Seguiu-se uma polémica pública, com vários intelectuais a fazerem notar que se tratava de uma ofensa às liberdades de informação e de expressão – liberdades que os nazis rejeitavam – e de qualquer forma o livro de Hitler é facilmente acessível na internet há bastante tempo. Mais valia que os eventuais leitores impressionáveis, quando o procurassem por lá, o encontrassem acompanhado de explicações contextualizadas.

Foi essa a posição que venceu. O ministro-presidente acabou por desistir do seu boicote. Para aplacar quem se opõe à publicação, anunciou que os 500 mil euros serão desviados para outras atividades do o Instituto de História Contemporânea de Munique, o qual fica assim livre para ir buscar o dinheiro a fundos diferentes que já tinha. A edição comentada do “Mein Kampf” deverá mesmo estar disponível a 1 de janeiro de 2016. Luís M. Faria – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/alemanha-vai-republicar-o-mein-kampf=f887297#ixzz3BhIOxOup

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