REPÚBLICA BANANA PEOPLE

Publique sua OPINIÃO Sem CENSURA! DENÚNCIE! Seja Um Colaborador!

Archive for the ‘Saúde’ Category

OMS diz que pode haver mais de 20 mil pessoas infectadas por ebola na África

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Segundo organização, quantidade de casos pode ser até seis vezes maior do que o número oficial

Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria Foto: ZOOM DOSSO / AFP Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria – ZOOM DOSSO / AFP 

RIO – Mais de 20 mil pessoas podem já ter sido infectadas pela epidemia de ebola, segundo informou nesta quinta-feira (28) a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, o número de casos pode ser até seis vezes maior do que os 3.069 reportados até o momento. Desde fevereiro, quando começou o surto, o vírus já tirou a vida de 1.552 pessoas em quatro nações da África Ocidental.

A estimativa foi feita durante um pronunciamento à imprensa sobre as novas estratégias para combater o surto. Em um comunicado, técnicos da organização afirmaram que a tática já reconhece que o número de casos possa ser bem acima do relatado por voluntários que trabalham na África Ocidental. Segundo o informe, “as atividades de resposta à epidemia devem ser adaptadas de acordo com as áreas de transmissão intensa, e especial atenção deve ser dada à interrupção da transmissão nas capitais e grandes portos das nações africanas, facilitando assim a resposta maior e esforços de ajuda.”

O comunicado veio pouco depois de o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, afirmar, em entrevista à CNN, que a epidemia é “muito maior do que ele temia”. No entanto, Frieden disse que ainda há esperança na luta, uma vez que o vírus é transmitido apenas por contato corporal com o paciente infectado. Segundo o diretor do CDC, é preciso alertar as comunidades africanas sobre os procedimentos a serem adotados em caso de contágio:

“O ebola é transmitido através do contato com fluidos corporais, o que muitas vezes acontece quando se cuidam dos doentes ou durante o enterro do paciente já falecido. Precisamos trabalhar juntos para cuidar das comunidades, para que possam obter o apoio de que necessitam sem espalhar o vírus”. Das 1.552 mortes registradas, quase a totalidade são pessoas nascidas nos países africanos envolvidos no surto: Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria. Neste último, foi confirmada nesta quinta a primeira morte por ebola fora da região de Lagos. Outras 70 pessoas estão sob vigilância na cidade. A vítima foi um médico que trabalhava no centro petrolífero de Port Harcourt. Ele morreu na sexta-feira, mas o diagnóstico da infecção só foi registrado dias depois. Sua esposa foi colocada sob quarentena, além de outras 70 pessoas na cidade.

O ebola chegou à Nigéria através de Patrick Sawyer, um homem liberiano-americano que viajou para Lagos antes de morrer. Um dos profissionais de saúde que o atendeu foi o referido médico, que depois viajou para Port Harcourt. Mais de 240 profissionais de saúde já foram infectados com o ebola, uma taxa que a OMS alega ser “sem precedentes”. Ministros da Saúde dos países da África Ocidental estão reunidos em Gana para discutir a melhor estratégia de combate ao surto mais letal dos últimos anos no mundo. Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/oms-diz-que-pode-haver-mais-de-20-mil-pessoas-infectadas-por-ebola-na-africa-13751722#ixzz3Bh6yHbQp

A metade dos contatos dos casos de ebola escapa aos controles

Peter Piot, codescobridor do vírus há 38 anos, afirma que esta epidemia é “uma tormenta perfeita”

Médicos da Libéria desinfeta o calçado de pessoas que saem de um centro de isolamento. / J M. (Getty Images)

O lento desembarque da ajuda internacional aos países com a atual epidemia de ebola (Guiné, Serra Leoa e Libéria) começou a dar pistas sobre por que a epidemia está fora de controle. Com cerca de 70 pessoas em campo e a presença de seu diretor, Tom Frieden, o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, a sigla em inglês) apontou um problema-chave: a falta de acompanhamento das pessoas que estiveram em contato com um doente. Lyle Petersen, diretor do Centro de Controle de Zoonoses (doenças transmitidas por animais) do CDC, estima que há uma subnotificação de 40% a 60%.

Os cálculos são muito simples. Quando uma pessoa chega a um hospital, parte do histórico clínico é ter a relação dos contatos do caso suspeito. Mas a médica Kelsey Mirkovic calculou que, em media, cada doente dá o nome de duas pessoas, quando o número médio de ocupantes das casas é de cinco ou seis. “Quando suspeitamos que a pessoa está mentindo, tentamos obter a informação dos vizinhos ou dos líderes comunitários”, disse a especialista, segundo informa a Associação Americana de Doenças Infecciosas. Este é apenas um dos problemas. Outro é a falta de material. A crise do ebola afetou três países cujos sistemas sanitários já eram muito débeis.

O conjunto, nas palavras de Peter Piot, codescobridor do ebola há 38 anos e ex-diretor da Unaids, é “uma tormenta perfeita”. “A epidemia disparou em países onde os serviços sanitários não funcionam”, e onde “a população desconfia das autoridades e dos sistemas sanitários”. Piot também criticou a resposta tardia diante da epidemia: “O alerta foi dado em março, e apesar dos pedidos da ONG Médicos sem Fronteiras, a Organização Mundial da Saúde [OMS] não acordou até julho, assumindo a liderança quando já era tarde”.

Este mal-estar é vivido em primeira pessoa nos países afetados. O enviado da OMS a Serra Leoa, Jacob Mufunda, foi retirado do país uma semana depois de o presidente do país, Ernest Bai Koroma, ter criticado o órgão. Uma porta-voz da OMS declarou que se trata de um rodízio rotineiro.

As críticas de Bai Koroma se unem às de Frieden, que afirmou que se a reação tivesse sido mais rápida, o surto estaria controlado. O CDC, além de pessoal, enviou 10.000 equipamentos de proteção, 400.000 pares de luvas, duas unidades de purificação de água e plástico para construir centros de isolamento. Com isso se pretende atender melhor os doentes e proteger os agentes sanitários que, por falta de material, pressa e cansaço descuidam da própria segurança e já somam cerca de 240 afetados e 120 mortos, 9% do total. Apenas a Nigéria, com 16 casos de um único foco, tem boas notícias. O chefe de seu centro de controle de doenças, Abdusalami Nasidi, disse que o surto poderá estar controlado em setembro. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/26/sociedad/1409079432_707231.html

Posted in MAGAZINE, Saúde | Leave a Comment »

Centro de isolamento do Ébola foi atacado e doentes estão em fuga

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 17, 2014

Centro de isolamento do Ébola foi atacado e doentes estão em fuga

Homens armados atacaram durante a noite uma ala de um centro de isolamento de doentes com Ébola em Monróvia, capital da Libéria, colocando em fuga 29 doentes, disseram, este domingo, testemunhas.

foto Carl de Souza/ AFP

“Eles arrombaram as portas e saquearam o local. Os doentes fugiram todos”, disse Rebecca Wesseh, que testemunhou o ataque, citada por agências internacionais. A descrição do ataque foi ainda confirmada por moradores locais e pelo presidente da Associação dos Trabalhadores da Saúde liberiana, George Williams. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4081612

Suspeita de ebola em Espanha

Cidadão nigeriano deu entrada na unidade hospitalar espanhola, com sintomas parecidos ao do vírus. Um cidadão nigeriano deu entrada este sábado na unidade hospitalar de Alicante, em Espanha, com febre, inflamação das amígdalas e mal-estar. Face a estes sintomas, há a suspeita de que poderá estar infetado com o vírus do ébola. Nesse sentido, o doente foi transportado para o Hospital de San Juan, unidade referência naquela província em prevenção e tratamento de casos de ébola. Ainda não há confirmação absoluta de que o paciente está infetado com o vírus do ébola, no entanto, este foi isolado e foi ativado o plano de emergência. Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/suspeita-de-ebola-em-espanha

Um milhão de pessoas estão em quarentena na África por causa do ebola

A OMS prevê que a epidemia dure “vários meses”

Um menino prepara o pai, com suspeita de ebola, para ser levado a um centro de isolamento. / John Moore (Getty Images)

O surto de ebola que afeta a Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria é maior do que indicam as cifras oficiais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Os números foram muito subestimados”, disse a organização em um comunicado. Essa situação supõe que a epidemia ainda durará “vários meses”, acrescenta, e, portanto, a OMS adaptou seus planos de resposta a tais previsões.

A gravidade do cenário levou os três países mais afetados – Guiné, Serra Leoa e Libéria – a decidir não apenas pelo fechamento das fronteiras entre eles para tentar frear os deslocamentos de pessoas infectadas. Também decretaram medidas internas de contenção. Por isso, o Programa Mundial de Alimentos já está atendendo um milhão de pessoas que estão nas zonas de quarentena (os três países têm cerca de 22 milhões de habitantes), e a OMS fez um apelo para que mais países forneçam provisões. Além disso, é temporada de chuvas na região, período que os camponeses da Libéria, por exemplo, chamam de “temporada de fome”, porque as inundações impedem o trabalho nos campos e, ademais, aumentam os casos de doenças como malária, dengue e cólera.

As medidas se tornam cada vez mais drásticas diante da impossibilidade dos países de conter o vírus seguindo os métodos já testados, de identificar e isolar doentes e suspeitos de ter a doença. O último caso que se soube da Nigéria ilustra bem esses problemas. O país não tem fronteira com os outros três, e o ebola chegou de avião no dia 20 de julho, transportado por Patrick Sawyer, um funcionário liberiano que desobedeceu os médicos de seu país e viajou para uma reunião em Lagos apesar de estar em observação porque sua irmã havia morrido de ebola. Sawyer foi hospitalizado logo depois de aterrissar, mas durante o trajeto e a estada no hospital teve contato com cerca de 70 pessoas, das quais 11 deram positivo para o ebola e quatro já morreram.

Uma enfermeira levou o vírus a 450 quilômetros de Lagos

Uma das infectadas foi uma enfermeira do hospital que o tratou. Na quarta-feira, o ministro da Saúde Pública nigeriano, Oneyebucho Chuwaku contou indignado o caso dela. “Desobedeceu às instruções dos médicos” que a mantinham em observação e viajou para Enugu, uma cidade a 450 quilômetros a leste de Lagos. Lá adoeceu e foi confirmado que tinha ebola. Como consequência dessa viagem — cujas causas são desconhecidas — foram identificadas 21 pessoas que tiveram contato com ela, às quais foi feito um acompanhamento. Na quinta-feira, Chukawu diminuiu o alerta ao afirmar que o número de contatos suspeitos era de seis.

Nessa situação, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, pediu ajuda internacional sem rodeios, informa José Naranjo.“Temos muito trabalho a fazer e muito treinamento a receber”, disse. No mesmo sentido, a presidenta liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, afirmou dias atrás que “isso é muito, muito sério”. “Aproximamos-nos de uma catástrofe. Necessitamos de médicos e de toda a ajuda possível. Não é um problema da Guiné, Libéria ou Serra Leoa, é um problema do mundo”.

A ajuda chega pouco a pouco. O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA anunciou há alguns dias que vai enviar mais 50 especialistas à região. Além disso, enviou equipes de exames clínicos para acelerar a identificação dos casos positivos. Os EUA anunciaram uma ajuda de 12 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de reais) e a China acaba de enviar à Libéria o equivalente a 1,2 milhões de euros (aproximadamente 3,63 milhões de reais), além de um avião com ajuda.

Desde março, a UE destinou 12 milhões de euros à região

Por seu lado, a Comissão Europeia destinou cerca de 12 milhões de euros (cerca de 36,3 milhões de reais) desde março para conter o ebola. A Espanha anunciou na quinta-feira o envio do primeiro avião com 5.400 quilos de material sanitário ao hospital católico de Saint Joseph, em Monróvia, onde foi contagiado o missionário Miguel Pajares. Além dessa contribuição, o Governo espanhol assumiu os custos da remoção do religioso falecido e de uma religiosa não contagiada, Juliana Bonoha Bohé. O Executivo de Mariano Rajoy não informou publicamente o valor dessa operação. Diversas fontes do setor das seguradoras consultadas por este jornal apontam que os gastos oscilam entre 240.000 e 500.000 euros (727.000 reais e 1,5 bilhões de reais). No caso das ONGs, suas seguradoras assumem os gastos de repatriação de seus membros.

Além dessas ajudas, a Espanha contribuiu com outras remessas específicas para o ebola. Foram destinados 100.000 euros (cerca de 300.000 reais) para a estratégia regional da OMS, outros 50.000 (150.000 reais) para a ONG Ação contra a Fome na Guiné e 150.000 euros (cerca de 450.000 reais) para uma unidade de resposta de emergências da Cruz Vermelha em Serra Leoa, segundo dados fornecidos por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Também foi a Espanha o país a pedir que na reunião de ministros de Relações Exteriores da União Europeia desta quinta fosse acrescentado um ponto na ordem do dia sobre o ebola, informa Ignacio Fariza. Mas suas conclusões se limitaram a manifestar apoio e a necessidade de que haja uma resposta internacional coordenada.

Os EUA ampliarão os vistos de cidadãos dos países afetados

Além da ajuda, os países estão especialmente preocupados com a segurança de seus cidadãos que estão nos países com ebola. O Ministério das Relações Exteriores estima que cerca de 500 espanhóis estejam na região: oito na Libéria, 260 na Nigéria, 160 na Guiné e 30 em Serra Leoa, onde, além disso, está uma equipe de cooperantes da Cruz Vermelha que o ministério calcula em 16 ou 17 pessoas.

O Ministério da Saúde Pública, por meio dos consulados, distribuiu recomendações aos espanhóis que vivem nesses países sobre como evitar o contato direto com o sangue ou os líquidos corporais de um paciente ou um cadáver e com objetos que possam estar contaminados, assim como não tocar em animais selvagens nem consumir sua carne, já que essa é a via pela qual o ebola passou dos morcegos aos humanos. O Ministério das Relações Exteriores os aconselha, desde o dia 8, a pensar em “abandonar temporariamente” a Libéria, Guiné e Serra Leoa. Por seu lado, o Governo dos Estados Unidos anunciou que prolongará os vistos das pessoas dos países com ebola para que possam atrasar a volta.

O COI proíbe três atletas africanos de competir na China

A última prova da internacionalização do medo do ebola foi dada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Diante da próxima realização dos Jogos da Juventude, na China — uma espécie de Jogos Olímpicos júnior — decidiu excluir três atletas dos países afetados: dois que competiriam em esportes de combate e um nadador. O COI admite que com isso provoca uma dupla dor nos afetados, depois da incerteza de viver em um país com ebola, e afirma que eles serão convidados para uma competição futura. / http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/15/sociedad/1408123969_202506.html

Posted in MAGAZINE, Saúde | Leave a Comment »

Perguntas e respostas sobre o surto de Ébola

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 8, 2014

É o maior surto de sempre. Saiba quais são os países afetados, os cuidados a ter, como é que o surto apareceu e que medidas é que Portugal preparou.

Cuidados de higiene básicos como a lavagem das mãos são uma das medidas de prevençãoCuidados de higiene básicos como a lavagem das mãos são uma das medidas de prevenção / Ahmed Jallanzo/EPA

O que é o Ébola?

1. Anteriormente conhecida como a febre hemorrágica do Ébola, a doença surgiu em 1976 em Nzara, no Sudão e em Yambuku, no Zaire (atual República Democrática do Congo), localidade próxima do rio Ébola.

2. Não existe vacina.

3. A taxa de mortalidade atinge os 90%, embora na fase atual se situe nos 60%.

4. Os surtos têm ocorrido em aldeias da África central e ocidental, próximas de florestas tropicais.

5. O vírus é inicialmente transmitido através do contacto com animais selvagens e depois propagado entre os humanos.

6. A contaminação dos animais para os humanos ocorre pelo contacto com sangue, secreções, órgãos e outros fluídos corporais dos animais infetados.

7. A contaminação entre os humanos ocorre através do contacto direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas.

Quais são os países mais afetados?

Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria.

Quantas vítimas é que o surto já fez?

932 mortos.

Qual é a origem deste surto?

A Organização Mundial de Saúde refere que origem deste surto deverá ter ocorrido em janeiro na Guiné-Conacri, quando a primeira vítima terá sido infetada. No mês seguinte foram reportados os primeiros casos em zonas daquele país.

Este é o maior surto de Ébola de sempre?

Sim. Mesmo em 1976, o ano em que a doença surgiu e quando causou um maior número de vítimas, registaram-se 431 mortes. Desde então, a doença voltou a conhecer alguns surtos ao longos dos anos, mas, excetuando no caso atual, ficou sempre muito abaixo desses valores. Não foram dadas indicações sobre o motivo porque estará este surto a atingir tamanhas proporções.

Que cuidados deve ter se viajar para um dos países afetados? 

1. Seguir as indicações das autoridades locais e cumprir regras de higiene básicas, como a lavagem frequente das mãos (o vírus é facilmente eliminado com sabão ou lixívia)

2. Não contactar com animais selvagens vivos ou mortos. Não consumir a carne destes animais

3. Cozinhar bem os alimentos de origem animal

4. Evitar o contacto próximo com casos suspeitos ou confirmados de doentes com o vírus Ébola

5. Evitar o contacto com cadáveres antes e durante cerimónias fúnebres

6. Não manipular qualquer material ou objetos utilizados no tratamento de doentes

7. Atentar ao risco de transmissão através de relações sexuais

Quais são os sintomas?

. Febre elevada de início súbito

. Mal-estar geral

. Dores musculares

. Dor de cabeça

. Dor de garganta

. Manchas na pele

. Dor abdominal

. Náuseas

. Vómitos

. Diarreia

. Dores no peito

. Hemorragias (não relacionadas com traumatismos)

Que cuidados deve ter se regressar de um país afetado pelo surto? 

A Direcção-Geral da Saúde aconselha que vigie o seu estado de saúde durante 21 dias após o regresso. Quem apresentar algum dos sintomas ou tiver tido contacto direto sem a proteção adequada com pessoas contaminadas com o vírus deve contactar a Linha Saúde 24 (808 242 424)

Portugal reforçou o controlo de fronteiras por causa do surto? 

Não foram tomadas quaisquer medidas de controlo de fronteiras devido ao Ébola, existindo um plano de contingência que passa pelo isolamento, diagnóstico e tratamento adequado de quem apresente sintomas próprios da doença. A Direção-Geral da Saúde considera que o risco do surto chegar ao nosso país é baixo. – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/perguntas-e-respostas-sobre-o-surto-de-ebola=f883752#ixzz39p8k2dkx

OMS declara surto de Ébola uma emergência internacional de saúde

É a terceira vez que a organização declara uma emergência internacional de saúde, depois da gripe das aves na Ásia em 2009 e os desenvolvimentos da poliomielite em maio deste ano.

URGÊNCIA Margaret Cho pediu à comunidade internacional ajuda célere para combater o progresso do ébola URGÊNCIA Margaret Cho pediu à comunidade internacional ajuda célere para combater o progresso do ébola  / EPA/SALVATORE DI NOLFI

Depois de dois dias de deliberação em Génova, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a epidemia do Ébola uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. O anúncio foi acompanhado de um “apelo à solidariedade internacional” para combater o avanço da doença.

Margaret Cho, diretora geral da OMS, apelou à comunidade internacional para “prestar apoio o mais urgente possível”, pois, apesar de a maior parte dos países provavelmente não vir a ter casos de Ébola, “os afetados simplesmente não têm a capacidade para controlar sozinhos um surto deste tamanho e complexidade sozinhos”.

No entanto, há que estar preparado para o pior. Keiji Fukuda, chefe de segurança sanitária da OMS, projetou que “a probabilidade é que as coisas piorem antes de melhorar” e que a organização prevê que “o surto esteja a um nível elevado nos meses vindouros”.

Esta decisão vem na senda de uma reunião com um comité de especialistas para determinar a gravidade de um surto que, segundo os números da OMS, já matou 932 pessoas e infetou outras 1711. Concluiu-se que é “a maior e mais grave” epidemia de Ébola nas últimas quatro décadas. Neste momento, a Guiné-Conacri, a Libéria e a Serra Leoa são os países afetados, com a Nigéria cada vez mais temerosa de ver o Ébola progredir no seu território.

A OMS não recomendou interdições de viagem ou de trocas, mas indicou que pessoas que estiveram em contacto com doentes não devem viajar. Dirigindo-se aos países afetados, a organização disse que deviam aumentar a vigilância através de medidas como rastreamentos à saída dos aeroportos ou junto às fronteiras para localizar casos e tratá-los como emergências médicas.

Margaret Cho também deixou uma advertência quanto às declarações da Presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, que admitiu a possibilidade de suspender alguns direitos civis em prol da contenção da doença. Cho reconheceu a necessidade de implementar medidas extraordinárias, mas frisou que “precisamos de respeitar a dignidade das pessoas e informá-las por que motivo é que estas medidas estão a ser tomadas”.

Quem também lançou uma crítica foi Bart Janssens, diretor de operações da Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em resposta ao anúncio da OMS, o responsável disse que “declarações não salvarão vidas”, lembrando que, “durante semanas, temos repetido que uma resposta massiva e epidemiológica de saúde pública é desesperadamente necessária”. Ler mais: http://expresso.sapo.pt/oms-declara-surto-de-ebola-uma-emergencia-internacional-de-saude=f885332#ixzz39p9LfwI9

Posted in Início, MAGAZINE, Saúde | Leave a Comment »

Ainda não há arma secreta contra o vírus de Ébola

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 5, 2014

Não há tratamento para a causa das febres altas causadoras de hemorragias provocadas pelo vírus de ÉbolaApesar da esperança alimentada por um soro referido como “milagroso”, não é conhecida cura para o vírus de Ébola.

Há cura para o vírus de Ébola? O efeito de um soro experimental, a que se chamou “milagroso”, em dois médicos norte-americanos infetados aumentou as esperanças numa cura para o surto da doença que já matou 887 pessoas em quatro países, segundo dados da Organização Mundial de Saúde de 1 de agosto, que revelam haver 1603 casos conhecidos da doença. “ZMapp” é o nome do soro que foi administrado a Kent Brantly, um médico norte-americano infetado com Ébola na Libéria, que se encontra numa unidade de isolamento em Atlanta, Estados Unidos. O soro provocou uma notável reversão da doença ao fim de uma hora e o estado de saúde do médico tem melhorado, segundo descreve a CNN.

O soro, que até agora só tinha sido testado em macacos, pertence a uma nova família de drogas conhecida por “anticorpos monoclonal”, que usa proteínas manufaturadas para evitar que o vírus de Ébola infete novas células. Citado pelo jornal britânico “Telegraph”, Martin Hibberd, professor das doenças infecciosas emergentes da Escola de Medicina e Higiene Tropical de Londres, diz que aquela categoria de drogas – ZMab – tem “um bom registo de segurança” mas tem ainda de ser desenvolvida a partir de experiências clínicas. “Neste caso, os anticorpos mostraram em vários modelos animais que ‘neutralizam’, assim agindo como eliminadores do vírus, provavelmente ao impedirem que o vírus infete novas células”, conclui Hibberd. Os médicos que seguem o estado de saúde de Brantly em Atlanta mantêm reservas, assumindo que, apesar das melhorias do estado do médico, não há condições para afirmar que se encontre fora de perigo.

Não há cura para o ébola

Não há tratamento para a causa das febres altas causadoras de hemorragias provocadas pelo vírus de Ébola. No entanto, um indivíduo infetado pode ter mais probabilidades de sobreviver se for devidamente isolado, hidratado, e tratado no sentido de controlar a febre e evitar que entre em estado de choque. Nestas condições, mais semelhantes às de que está a beneficiar Kent Brantly do que a maioria dos infetados nos países afetados pelo surto, faz que a perspetiva de mortalidade da doença, que ronda os 90%, possa descer para até 30%. Sobre como aniquilar o atual surto de Ébola, Jaime Nina, infecciologista e professor no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, defende que há que repetir o método utilizado em 2006 no Uíge, Angola, durante o surto de Marburgo (“primo direito” do Ébola), ou seja, o recurso aos militares: “Não há medicamentos (só para aliviar os sintomas) nem vacinas contra o vírus, pelo que só o isolamento e a quarentena funcionam, como se fazia na Idade Média”, diz ao Expresso. Para tal, é necessário uma coordenação e um comando unificado, o que não acontece entre os países atingidos, Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e, mais recentemente, Nigéria. http://expresso.sapo.pt/ainda-nao-ha-arma-secreta-contra-o-virus-de-ebola=f884856#ixzz39YH2UOwj

Ligações aéreas. Portugal não tem rotas diretas com os países afetados pelo ébola, mas são 12 as ligações indiretas Medo a bordo

Quase 900 pessoas morreram infetadas pelo vírus do Ébola na África Ocidental. Os casos mais recentes fazem temer o descontrolo da epidemia e aumentam os receios quanto às suas formas de contágio. Estarão a salvo os passageiros nos aviões?

Ligações aéreas. Portugal não tem rotas diretas com os países afetados pelo ébola, mas são 12 as ligações indiretas  / Infografia: Jaime Figueiredo

De surto remoto a possível pandemia, a escalada do número de mortes causadas pelo ébola tornou a doença uma preocupação à escala mundial, agravada pelo relato dos casos mais recentes, nomeadamente o de um passageiro de um voo oriundo da Libéria. Patrick Sawyer morreu dias depois de ter chegado a Lagos, na Nigéria, e soube-se hoje que um dos médicos que o tratou está também infetado pelo vírus. http://expresso.sapo.pt/medo-a-bordo=f884905#ixzz39YHy4zbt

Posted in MAGAZINE, Saúde | Leave a Comment »

 
%d blogueiros gostam disto: