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Archive for the ‘DIVERSÃO’ Category

Homem destrói PlayStation 4 no dia do lançamento

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em novembro 15, 2013

O lançamento da nova consola da Sony, a PlayStation4, aconteceu hoje nos Estados Unidos e no Canadá, com as lojas a registarem grandes filas de compradores. Mas à porta de um Best Buy em Montereal, no Canadá, aconteceu um insólito (e violento) momento, quando um homem destruiu uma PS4 à frente de toda a gente. O incidente foi registado em vídeo e colocado no canal Montreality do YouTube. Não é conhecida a identidade do homem nem os motivos que o levaram a tal tresloucado ato. A PlayStation 4 será lançada em Portugal no dia 29 de novembro e o seu preço deverá começar nos 399 euros. http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3536128

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Eu Quero o Meu PlayStation IV! Vou a Miami Comprar!

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em outubro 26, 2013

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Morreu responsável pela fama mundial da Nintendo

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em setembro 19, 2013

Hiroshi Yamauchi era neto do fundador da Nintendo

Hiroshi Yamauchi tinha 85 anos.

O japonês Hiroshi Yamauchi, neto do fundador da Nintendo e pioneiro dos videojogos da empresa, morreu na manhã desta quinta-feira, aos 85 anos. Yamauchi chegou a ser considerado o homem mais rico do seu país, em 2008, pela revista ‘Forbes Asia’, com uma fortuna estimada em cerca de 6 milhões de euros. O empresário sucedeu ao seu avô no comando da Nintendo em 1949 e liderou a empresa durante 53 anos. ‘Super Mario’ foi um dos jogos mais famosos criados pela marca sob o comando de Hiroshi Yamauchi.

Com o avô de Hiroshi Yamauchi, a Nintendo dedicava-se à produção de jogos de cartas japoneses, mas o grande impulsionador da marca quis mudar o rumo à empresa. Hiroshi chegou a expandir o negócio da família para armas de brincar, fast food e até produtos para bebé. As aventuras de Hiroshi Yamauchi com a Nintendo noutras áreas quase levaram, nos anos 60, a empresa à falência. Só a partir dos anos 80 é que a marca renasceu e se tornou a maior empresa de consolas de videojogos do mundo. Cátia Carmo – http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/obituarios/morreu-responsavel-pela-fama-mundial-da-nintendo

Morreu um dos primeiros “pais” dos jogos vídeo

Morreu um dos primeiros "pais" dos jogos vídeo
Fotografia © Reuters

Hiroshi Yamauchi, antigo patrão da Nintendo e um dos pais dos jogos vídeo, morreu hoje, aos 85 anos, vítima de pneumonia. Yamauchi dirigiu a empresa entre 1949 e 2002, transformando-a num dos maiores gigantes de jogos de consola.

Hiroshi Yamauchi herdou a empresa em 1949, quando tinha apenas 22 anos e esta estava concentrada na produção de jogos de cartas. Mas é na transição dos anos 70 para a década de 80 que o seu espírito visionário e inovador se vai afirmar, ao transformar a Nintendo num dos pioneiros do nascente setor dos jogos vídeo. Em 1983, é comercializada pela Nintendo a primeira consola de jogos familiar, o Nintendo Family Computer, conhecido como Famicom. Vão seguir-se os Game Boy, a partir de 1989, e outras consolas, além de milhares de jogos, como a série Mario, os Pokemon ou Zelda, e outros. Mais recentemente, a última inovação da Nintendo foi a consola Wii.

Yamauchi era considerado um visionário inspirado no Japão, encontrando-se entre as pessoas mais ricas do país. Entre as decisões na origem do sucesso da Nintendo, é apontada a contratação de Shigeru Miyamoto, que concebeu a série Mário, The Legend of Zelda, Pikmin e Donkey Kong. Miyamoto foi também o criador do primeiro título da Nintendo para máquinas de jogos, Sheriff. Nascido em Kyoto, Yamauchi teve de deixar a Universidade Waseda, de Tóquio, para dirigir a empresa, que fora fundada pela sua família em 1889. Era também conhecido pela sua informalidade, uma qualidade raramente cultivada nos meios empresariais nipónicos. Tornou-se conselheiro especial da empresa em 2004, um momento em que a Nintendo vivia uma situação menos positiva devido a transformações sucedidas no mercado de jogos. A.C.M. – http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3429338&seccao=Tecnologia&page=-1

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Grand Theft Auto V: ele está à altura da expectativa?

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em setembro 18, 2013

O jogo mais aguardado do ano tem cenários fantásticos e jogabilidade inédita

Divulgação

Divulgação

Rockstar Games escalou uma montanha com GTA V. O jogo tem belos gráficos, ótima trilha sonora e, além de tudo, a melhor jogabilidade de todas as versões da franquia. Pelo visto, a ambição da empresa era de reunir uma boa história e uma experiência incrível de imersão e interação. Com o game, ela subiu bem alto. Não chegou ao topo da montanha, mas criou um belo caminho a ser trilhado. Para quem esperava ansioso pelo lançamento, GTA V atinge as expectativas, mas também traz um entusiasmo novo, algo inédito nas aventuras de mundo aberto. O jogo em si parece perfeito, mas é, ao mesmo tempo, um esboço do que está por vir.

Enfim, talvez seja interessante falar como ele é em comparação com seu antecessor, o GTA IV, lançado em 2008. A versão nova tem gráficos muito melhores, mesmo se jogada em um computador exatamente igual. O mundo está mais interessante e as missões, mais variadas. O game é mais longo (possivelmente com o mesmo número de horas do GTA IV, somando os dois pacotes de expansão), mais bem arquitetado, com menor tom de seriedade. A falha do novo GTA é não ter um personagem muito convincente na trama, como era Niko Bellic. No mais, também tem tanques e aviões.

Kotaku

Como nos jogos anteriores da franquia, GTA V é tiro em terceira pessoa em um mundo aberto tridimensional. O espaço onde se passa é uma recriação de Los Angeles e seus desertos, florestas, montanhas, lagos e pequenas cidades.

A Los Santos é, então, uma paródia completa, com estações de rádio, celebridades falsas, internet de mentira, além sátiras da política norte-americana e da cultura pop. Vale lembrar que estamos falando de um jogo no qual existem lojas de armas chamadas Ammu-Nation. Esse mundo é repleto de pessoas de mau caráter, onde quase todas são um estereótipo. Entre elas estão playboys do sistema financeiro, agentes corruptos do governo, estrelas sem cérebro, jogadores burros e advogados durões. O universo criado é imenso, variado e recheado com diferentes tipos sociais cômicos. Tudo isso está lá para sua diversão.

A mudança mais notável na fórmula da série foi nos protagonistas. Sim, agora são três personagens a serem controlados. Em vez do ambicioso Tommy Verceti ou do relutante Niko Bellic, o jogador de GTA V pode alternar entre cada um do novo trio em Los Santos e no vasto Blaine County, ao norte do mapa. Cada um deles tem sua parte a ser jogada e narrativa própria.

Basicamente, são três homens que vivem diferentes vidas, com a única semelhança de serem todos criminosos. Franklin Clinton é um nativo do Centro Sul, com um péssimo emprego em uma distribuidora de carros, e que sonha em cometer grandes crimes. Michael De Santa é um ladrão de bancos aposentado e vive na versão fictícia de Beverly Hills, onde mora com sua esposa (que o trai com seu instrutor de tênis e seu professor de ioga), sua filha que tenta conseguir uma oportunidade em shows de talento e seu filho, um preguiçoso que passa seus dias falando besteira e em jogos de violência online, além de difamar celebridades em uma representação do Twitter. O terceiro e último protagonista é Trevor Phillips, antigo colega de crimes de Michael. Um traficante de metanfetamina que vive em um trailer. O personagem, que está sempre gritando, tem tatuado em seu pescoço uma linha e as palavras ‘corte aqui’. Ele é o psicopata do trio. Quando os três se reúnem, logo começam a planejar e a cometer uma série de crimes.

Esse novo sistema de jogo muda completamente a estrutura antiga, na qual um personagem tinha de percorrer todo o mapa, roubando carros e encarando o trânsito. Agora o jogador pode mudar a qualquer momento de lugar, a partir da seleção entre Franklin, Michael e Trevor.

Kotaku

Por boa parte da trama é permitido escolher com quem jogar, por meio de um pequeno círculo que surge no canto da tela, mostrando informações sobre eles. Quando um é selecionado, a câmera sobe e viaja até o local onde ele estiver. O tempo de cada mudança pode variar, mas em geral são 30 segundos de espera. O legal em tudo isso é que cada um dos três não fica aguardando sua vez – todos seguem suas atividades normalmente, e elas são informadas ao jogador, quando ele decide fazer a troca. Os dias de Trevor parecem ser os mais impressionantes. Ele pode ser visto bêbado usando apenas meias ou amarrando outro cara em um píer.

Nesse sistema, o jogador não pode controlar onde seu personagem estará. Quem decide isso é o próprio jogo, e a localização exata de cada um é sempre uma surpresa, o que adiciona uma variável interessante à formula do game. Podemos comparar a mudança entre cada um deles com canais de televisão: você pode ter uma ideia do que vai encontrar, mas nunca sabe o que acontece nos outros programas, a menos que mude de canal.

Como antes, as missões de GTA são espalhadas pelo mapa, sendo as principais marcadas por letras e cores que indicam qual personagem pode fazê-la. Da mesma forma, a maioria das missões paralelas (sidequests) é exclusiva para cada um deles. E, como nas versões anteriores, existem muitas delas. Por isso, dependendo do protagonista que você estiver controlando, um personagem do jogo pode te passar coisas diferentes para fazer. Essa nova possibilidade ajuda a tecer novas narrativas diferentes para cada um deles. Por isso, GTA V é sem dúvida a versão menos linear da série, já que mesmo com algumas ações obrigatórias, o jogador pode escolher em muitos momentos o que quer fazer. Tudo isso se une às surpresas no mapa, a cada troca de personagem.

Quando uma missão é escolhida, o jogo o direciona para uma sequência de acontecimentos, com cenas de corte e tarefas definidas, semelhante ao sistema dos antecessores. A diferença mais legal é que agora alguns objetivos envolvem mais de um personagem, o que permite ao jogador alternar entre eles. Nesses casos as trocas acontecem imediatamente, e não com as cenas de transição.

Muitas vezes as trocas de personagem nas missões são mínimas, como colocar Michael para se proteger de um tiroteio atrás de um carro, enquanto Trevor dá cobertura com uma sniper no topo de um prédio. No entanto, outras vezes elas serão surpreendentes, como a seleção entre um personagem dentro de um trem que cruza uma ponte e outro que o espera em um barco no rio, logo abaixo. Durante algumas missões, o próprio jogo alterna entre os três, mas, mesmo assim, cria uma noção nova sobre a ação, que agora parece mais a união de atividades simultâneas entre os envolvidos nos roubos.

Além de tudo isso, o jogador que se entregar ao que esse novo mundo oferece, como as missões principais e paralelas, mini-games e outros passatempos, deve dar preferência para um dos três protagonistas, com quem vai passar a maior parte do tempo e fazer aquilo que a franquia GTA sempre permitiu: roubar um conversível, escutar às estações de rádio, cruzar estradas a toda velocidade, fugir da polícia e, além disso, parar para um jogo de dardos ou invadir uma base militar.

Kotaku

Alguns jogadores de GTA ignoram as missões principais e jogam por horas apenas para aproveitar o caos criado na cidade, mas outros preferem seguir a história e terminar de um jeito linear. Quando jogo em mapas abertos, procuro andar por aí e ver tudo que o mapa oferece. Enquanto escrevia esta resenha, explorei Los Santos e Blaine County por muito tempo, em vez de ir pulando de missão em missão. A verdade é que sou aficionado por bons cenários e sidequests e, para minha sorte, GTA V está cheio dos dois. Quem quiser equilibrar a história principal com missões paralelas deve ter em torno de 30 horas de jogo, mas quem prefere fazer tudo de uma vez pode terminar muito mais rápido.

Nas primeiras 11 horas de jogo, ainda não havia feito nem o primeiro grande roubo e nem liberado o terceiro personagem. Consegui ver os créditos somente após 42 horas com o controle nas mãos, 69 missões principais e 33 sidequests completas. Mesmo assim, o tempo que passei com cada um dos três acabou sendo quase idêntico.

Entrar no game desse jeito me permitiu conhecer a história devagar, passando por várias atividades paralelas. Cada uma delas abria novas possibilidades dentro daquele mundo e mais missões especiais, como fazer base-jumping, o que me fez conhecer melhor cada protagonista. Deixar de fazer esse tipo de coisa limita sua experiência de jogo. Você vai perder uma corrida na praia com uma bela mulher, não vai roubar celebridades da alta sociedade e não vai ver como Trevor lida com seus problemas de imigração.

Mas mesmo que você faça todas as missões paralelas, explore ao máximo o mapa, o jogo vai impor alguns limites. Se você for para as fazendas de Blaine County’s, nunca poderá ver a prisão de lá, ou ver os jogos no estádio. Isso pode parecer um defeito, mas é só uma demonstração da vastidão do jogo e do que o enredo permite ao jogador.

Voar por cima dos emaranhados de redes rodoviárias mostra como a Rockstar conseguiu criar um ambiente graficamente interessante, com reproduções fiéis das áreas urbanas, incluindo pontos de referência, como uma cópia do letreiro de Hollywood e os canais de drenagem de Los Angeles. Algumas das paisagens incríveis do jogo podem estar lá apenas para embelezar o mapa, mas outras devem fazer parte do modo multiplayer, com lançamento marcado para outubro e gratuito para quem comprou o jogo.

De qualquer forma, o este mundo criado oferece incontáveis caminhos, e cada cenário guarda seus segredos, como itens colecionáveis – em todas as 42 horas de jogo encontrei apenas três. Existe tanto a ser explorado que realmente parece com a geografia do mundo real. Se enormes lagos, um celeiro abandonado, uma boa bicicleta ou uma enorme montanha não são o suficiente para você, é melhor buscar um mundo mais fantástico para jogar.

Os quatro jogos dentro de GTA

Vasto como é, GTA V poderia ser dividido em quatro jogos independentes, com qualidades e defeitos próprios.

O menu de mini-games 

Rockstar Games

De certa forma, as cidades do jogo são enormes menus que oferecem acesso a menores, que focam em uma opção. Por exemplo, se quiser é possível jogar uma partida de dardos, praticar ioga, ou tênis, ou golfe, voar de avião, apostar corridas de carro, ou de barco, fazer triatlo. Na verdade, não importa. Vá até o lugar certo do mapa e você pode fazer o que quiser.

De qualquer maneira, os mini-games são a parte menos interessante do jogo. Neles não estão presentes as características mais legais, todo o sarcasmo que existe nos outros ambientes. E eles não trazem nenhuma inovação que os tornem especiais. GTA V pode ter mais deles do que qualquer outro, só que nenhum deixa vontade de brincar mais de uma vez.

Rockstar Games

O elemento mais interessante de GTA sempre foi uma mutação louca da perseguição ao estilo Pac-Man, a forma pegue-ou-seja-pego de ação, dentro de um cenário urbano. A fórmula básica de GTA III, de 2001, e seus sucessores é a possibilidade de andar pelas ruas com liberdade na forma de agir. Você rouba um carro ou atira em alguém e talvez a polícia venha atrás de você. Fugir ou reagir é uma escolha e, para cada uma delas, existe uma resposta diferente. Se estiver andando, você acaba em um tiroteio; se estiver em um veículo, tem início uma grande perseguição. Ou você acaba morto ou consegue escapar, mas sempre vai existir uma alta carga de caos em seu caminho. No GTA V a perseguição policial pode chegar a cinco estrelas. Se não estiver com nenhuma, poucos policiais vão aparecer no mapa. Mas, se conseguir quatro, pode se preparar para enfrentar alguns helicópteros.

Um ponto positivo que deixou as perseguições mais divertidas foi a mudança no comportamento dos policiais. Agora, se um oficial te vê, o mini-mapa pisca em azul e vermelho e todos os outros entrarão na caçada. Escape, e o mapa mudará para preto e cinza. Nesse caso, será possível ver alguns pontos que indicam cada policial e seu campo de visão. Eles ainda estarão em sua busca e, diferentemente dos jogos anteriores, você não poderá mais ficar parado até que eles desistam.

Dentro do jogo, a parte da polícia sempre foi importante, mas agora surgiram novos elementos. Por exemplo, as missões de veículos ainda existem. Se você roubar um taxi, será possível pegar passageiros e fazer uma corrida com eles. Mas boa parte delas ficaram para trás. Isso não significa que vai faltar coisa para fazer.

O uso de celular foi mantido, mas mudou um pouco desde o GTA IV, no qual existiam amigos com quem era possível sair, ir a um bar ou jogar bilhar, o que no geral era um pouco chato, já que eles costumavam fazer sempre as mesmas coisas. Agora cada um dos três personagens tem um telefone próprio, com amigos e familiares exclusivos, mas que pouco interferem no andamento do jogo. Você ainda pode ir a um bar com eles, mas somente se quiser.

Mas então a química do jogo não é feita nem pelos veículos, nem pelos amigos, e sim pelo dinheiro. Assim como tantas outras coisas, a economia mudou. A ideia de comprar propriedades introduzida no Grand Theft Auto: San Andreas evoluiu e novas variáveis entraram em cena. Por exemplo, quando se compra uma casa, seu preço muda de acordo com o que ocorre nos arredores. Caso seja dono de um ferro velho, os lucros crescem conforme o número de carros batidos.

Para incrementar, existem mercados de ações dentro em Los Santos. Dois, mais precisamente. Um deles é controlado pelo próprio jogo, mas o outro varia de acordo com o preço das ações de cada companhia, de acordo com a Rockstar, baseada em como todos os jogadores de GTA V estão jogando. Se todos gostam de roubar um determinado tipo de carro, seu preço vai ser afetado. As ações também mudam conforme as missões são realizadas, por isso é importante prestar atenção ao que se faz, para não assassinar o CEO da empresa onde você investiu milhões. A química de GTA V é, então, voltada para o jogador fazer o que quiser. Invada um aeroporto e roube um jato para descobrir o que acontece, ou então saia andando com um carro de bombeiros. Vá em frente e veja o resultado.

Kotaku

Pode parecer uma apostasia aos puristas dos videogames, mas uma das coisas mais legais em todos os GTA é a busca por conteúdo não interativo. Nesse sentido, o novo jogo é uma enorme caça ao tesouro. Dentro do vasto mundo criado existem centenas de coisas diferentes que os desenvolvedores desejam que o jogador encontre, mas muitas delas ficam bem escondidas. No total são dezenas de estações de rádio, programas de TV e até comerciais satíricos que você pode parar para assistir.

Mesmo que não seja possível interagir com esse tipo de coisa, o mundo fica ainda mais interessante. No sistema fictício de internet é possível encontrar lojas online, serviços de encontro e muitas outras coisas que a rede real oferece. Esse tipo de conteúdo transforma também o jogo em uma espécie de capsula de tempo, que muda para cada nova versão da franquia e representa as características de sua época.

Um comentário sobre a sátira: pode ser complicado para alguns levar a sério a representação da Rockstar da cultura moderna, principalmente por se tratar de um jogo no qual se pode assistir a uma dança sensual interativa em primeira pessoa ou bater em algum participante de reality show. O jogo é carregado de piadas críticas, da política liberal aos usuários de maconha. Mas GTA já fez isso outras vezes, e o noticiário chamado “Weazel News: Confirmando seus Preconceitos” não tem a mesma graça de como se fosse algo nunca visto. O novo título da franquia introduz esses elementos jocosos inclusive dentro das missões. Sem querer estragar a surpresa, mas existe uma missão com clara referência aos atentados de 11 de setembro. Essas representações acabam tornando o jogador em um cúmplice da ideia do jogo.

A maioria do conteúdo para procurar não é muito forte, mas também não tão massante. Na verdade, a cada instante você encontra novos personagens ou novos lugares para explorar, novas coisas para olhar ou ouvir. Para quem gosta de procurar surpresas em todos os cantos do mapa, em GTA V tem muito a ser apreciado.

GTA - Series

Nesse tipo de jogo existe, geralmente, um enredo com começo, meio e fim. No novo GTA isso não é diferente. Aqui, o jogo deixa de ser algo perfeito e se torna mais uma tentativa de criar algo diferente, mas ainda com alguns defeitos. Basicamente, a história do jogo é sobre três homens que se unem para cometer crimes. Como os três não podem estar juntos o tempo todo, os roteiristas tiveram que inventar diversos motivos para reunir Michael, Trevor e Franklin. Enquanto isso, é preciso manter acontecimentos atrativos para eles. Nesse ponto, nem tudo ficou tão bom.

Separadamente, Trevor supera os outros dois. Um maluco total que entra no jogo de uma forma que o faz imediatamente incorrigível e fascinante. É o tipo de louco ideal para um GTA. Diferentemente das outras versões, nas quais o personagem agia de uma forma calma e contida nas cenas de corte, mas violento e descontrolado nas ruas, Trevor é sempre louco. Além disso, sua relação com amigos é estranha, e ele está sempre sendo assombrado pelo que aconteceu no passado com ele e Michael. Por isso é sempre o mais legal de se controlar.

Michael já é um pouco menos interessante. Seus problemas familiares criam uma trama forte, mas que acaba não passando da complexidade de uma novela. Ele frequenta a terapia, que é feita praticamente só de sátiras. Ele tem seus próprios problemas do passado, mas acaba se tornando um mentor para Franklin. No entanto, além da possibilidade de mudança de carreira no meio do jogo, Michael tem poucas surpresas. A parte de Franklin ganha muito com a participação de Lamar, seu amigo do Centro Sul que rouba a cena no começo e no fim do jogo. No mais, sua história é um pouco apagada. Sua vida é basicamente trocar e-mails com uma ex-namorada, mas é difícil ver algo a mais nele, apenas um aspirante a bandido.

No entanto, muito dos protagonistas anteriores eram também tão sem graça ou até mais do que Franklin, então talvez seja injusto derrubar dois terços do elenco do novo jogo. O problema é que a comparação é inevitável – a perfeição de Trevor faz com que os outros dois pareçam sem graça. Quando jogamos com cada um separado, todos têm seus atrativos e uma vida social exclusiva, mas se Trevor aparece em cena, toda a atenção volta-se a ele. Ainda mais, ele conta com dois amigos profundos bem construídos, Cole Phelps e John Marston, que deixam a trama ainda mais bacana.

Kotaku

Assim como em L.A. Noir, de 2001, a Rockstar decidiu mexer com o conhecimento do jogador sobre a história e as personagens. Não são raras as situações nas quais a visão de um acontecimento entre os três personagens é diferente, e somente quem está no controle sabe a verdade. No entanto, mesmo com uma nova forma de construir uma história interativa, o jogo não conseguiu amarrar os acontecimentos tão bem assim.

Existe algo inegável em tudo isso: a empresa fez um grande progresso no estilo de jogo de personagens múltiplos, comparando com outros já feitos por aí. Infelizmente faltou uma boa justificativa narrativa para que os três não se separassem e também motivos para o jogador se relacionar com os três igualmente. Quem jogar pode acabar com saudades do bem montado Niko Bellic, sem se lembrar de quão esticada ficou sua história. Nesse sentido, os contos curtos de Trevor, Michael e Franklin são um ponto forte, que seria mais forte ainda se a relação entre eles fosse mais interessante.

Os assaltos

Kotaku

Sobre os assaltos cometidos pelo trio, enquanto promovia o jogo, a Rockstar demonstrou missões completamente maleáveis, nas quais era possível ver os três atuando juntos. Seria possível mudar variáveis e cumprir o mesmo objetivo de maneiras diferentes. Bem, alguma delas realmente criam os momentos mais incríveis de ação da história, mas que, mesmo assim, não são as melhores partes e nem as maiores missões.

Ainda faltou alguma coisa quanto aos crimes. É realmente possível ter atitudes diferentes de forma divertida, mas faltou liberdade nesse quesito. Para cooperar nos assaltos, existem personagens auxiliares, como um motorista de fuga ou um atirador. Cada um deles detém diferentes níveis de habilidades e, por isso, exigem cuidado. Levar um motorista ruim pode custar todo o plano e fazer sua missão falhar. O problema é que, mesmo com tudo isso, pouca coisa muda no jogo. Em vez de ter de evoluir vários assistentes, você pode usar sempre o mesmo e ainda assim pode pagar pelos serviços, já que conseguir dinheiro não é um problema.

As missões de assalto feitas para o trio são um bom vínculo entre eles, mas as outras criam ótimos momentos para cada um, incluindo excelentes formas interativas de roubo.

Rockstar Games

Os créditos de GTA V se estendem por 36 minutos, mas a duração do jogo explica o por quê. O nível de detalhes é algo sem paralelo com qualquer outro game existente. Estacione um carro e você vai ouvir a ventoinha funcionando. Termine uma missão enquanto um homem grita atrás de você e fique para observar. Ele vai continuar por bastante tempo. Comparando minha experiência com outros a de jogadores, percebi que nem tudo é igual. Alguns encontraram diálogos maiores dentro do jogo, enquanto outros os perderam. É comum, então, que a compreensão dos acontecimentos varie para cada um.

Um obrigado a todos que trabalharam nesse projeto pelas incontáveis melhorias e pelo fim de alguns problemas irritantes dos títulos anteriores. Uma série que antes era conhecida pela jogabilidade tosca e por missões sem check-points agora tem precisão nos tiros, um modo furtivo decente e controle de direção redefinido. Agora o jogo é salvo tantas vezes durante um objetivo que é possível até reclamar, pois o jogador é em muitos momentos carregado pelas mãos. (Entretanto, a Rockstar está preparada para responder a qualquer crítica, já que existem recompensas para cada nível de jogador, como medalhas de ouro).

Outra coisa interessante é que agora cada um dos personagens tem diferentes níveis de habilidade, como para dirigir ou atirar, e todas podem ser melhoradas. Isso ajuda a controlar o jogo de forma mais fácil conforme você avança por ele. No início, tentei muitas vezes vencer uma corrida e, com isso, não só eu aprendi mais sobre a física do jogo, como Franklin aprendeu como fazer melhor as curvas. Cada um deles tem suas próprias habilidades: a do meu motorista era de desacelerar o tempo durante uma perseguição, o que faz as cenas de fuga muito mais divertidas.

Tudo isso faz GTA V ser mais amigável em relação aos anteriores. Pequenos erros agora são perdoados e te fazem perder menos tempo repetindo a mesma coisa. A experiência de jogo ficou mais agradável. Enquanto um personagem dirige, conversas longas entre ele e o parceiro acontecem, mas sem que isso se torne repetitivo para cada missão. Quando está trânsito, o diálogo é interrompido por alguns xingamentos e retomado do exato ponto em que parou. Incrível.

Kotaku

Diferentemente de GTA IV, que excluiu a possibilidade de inventar saídas para uma missão, novamente o jogador pode encontrar formas criativas para cada uma delas. Você decide como vai dirigir ou assassinar alguém. Em um jogo pautado pelo roteiro, isso é muito bem-vindo. Também impressiona como existem meios de surpreender o jogador por meio de eventos interativos que surgem de repente. A ideia para esses encontros quase aleatórios vem das missões como pedestre de GTA IV, expandidas em Red Dead Redemption, também da Rockstar. Nos dois casos, alguns personagens apareciam no meio do mapa, com poucas linhas de fala, e pediam algum favor. GTA V está cheio disso. Por exemplo, você pode encontrar um homem que foi chutado pela mulher, olhando para suas roupas sendo jogadas pela janela. E ele pode precisar de uma carona para sair de lá. Essas coisas acontecem a qualquer momento, e inclusive seu jogador pode ser roubado, o que às vezes é um pouco irritante. Um homem que precisa de carona para o aeroporto pode gerar uma boa gorjeta, mas vai saber o que Los Santos esconde.

Ao terminar o jogo, você terá muitas histórias para contar. Uma é aquela pela qual Michael, Trevor e Flanklin passaram, mas a melhor a ser contada é sobre as coisas que aconteceram às margens dela, nas ruas, nos vales e no espaço aéreo. Muito se deve ao roteiro, mas tudo isso só é possível graças à química incrível que existe naquele mundo. Além de tudo isso, é um fato sobre todos os bons jogos: eles criam ótimos lugares para se divertir. Em GTA V isso é muito claro para quem conhece a região de Los Angeles. Ela é facilmente  reconhecida por quem se depara com Los Santos.

Ocasionalmente uma missão vai fazer o jogador sair da cidade e levá-lo ao norte do mapa para ver seu céu estrelado. Nesses momentos você vai controlar Trevor e sua motocicleta para perseguir um avião e notar a imensidão de Blaine County e o mundo de possibilidades que o mapa oferece. Você pode ir para onde quiser e fazer uma infinidade de coisas, completando uma missão ou apenas para explorando. Esse é o melhor de GTA V e do que todos esperavam dele. Enquanto isso a Rockstar se dirige para atingir o impossível topo da montanha. Stephen Totilo- Kotaku – http://jogos.br.msn.com/consoles/xbox360/grand-theft-auto-v-ele-est%C3%A1-%C3%A0-altura-da-expectativa-1#page=0

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