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Archive for the ‘Ciência’ Category

Um fóssil de réptil de 90 milhões de anos é encontrado no interior de Minas Gerais

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 3, 2014

O crocodiliforme, descoberto em Honorópolis, pesaria 280 quilos

Vista lateral do crânio, com alguns dentes evidentes. / Fabiano Iori (Museu de Paleontologia de Monte Alto (SP))

A descoberta, na semana passada, do fóssil de um réptil carnívoro no interior de Minas Gerais, região sudeste do Brasil, animou os estudiosos da era pré-histórica brasileira. Avisados por um fazendeiro da região, uma equipe da Universidade Federal do Triângulo Mineiro seguiu para Honorópolis, a 750 quilômetros da capital de Minas, sem muita expectativa. “Pensamos que seria apenas mais uma coleta, mas voltamos muito empolgados do campo. Nunca encontramos nada tão grande assim”, explica Thiago da Silva Marinho, especialista em paleontologia de vertebrados da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), e membro do grupo de dez profissionais que exploraram o sítio paleontológico.

Trata-se de um crocodilo, da família dos baurussuquídeos, que pertenceria ao período Cretáceo Superior, entre 99 e 65 milhões de anos atrás. Somente o crânio do fóssil encontrado tem cerca de 40 centímetros de comprimento, com alguns dentes intactos, e um corpo de aproximadamente 2,4 metros. A importância da descoberta está na possibilidade de determinar qual era a fauna e o clima durante o Cretáceo Superior na região, preenchendo mais uma lacuna na linha do tempo da pré-história brasileira.

Além desse fóssil, os paleontólogos também encontraram no mesmo local “tartarugas e restos de dinossauros, o que prova que os crocodilos tinham outros animais associados a ele em seu ambiente”. E, entre as descobertas mais importantes, estão os ostracodes, pouco conhecidos do grande público, mas que são cientificamente importantes. “São crustáceos de um milímetro que são ótimos indicadores de idade e ambiente, e havia uma camada deles logo abaixo do crocodilo”, complementa Marinho.

Os especialistas – três paleontólogos, um geólogo, quatro técnicos em escavação e dois biólogos – chegaram até o local onde se encontrava o fóssil, avisados por Amarildo Martins de Queiroz, comerciante e proprietário da Fazenda Três Antas, em Honorópolis. É a segunda vez que ele entra em contato com o Museu dos Dinossauros, em Uberaba, onde está sediado o Complexo Cultural e Científico de Peirópolis da UFTM, que cuida deste tipo de pesquisa. A primeira foi quando coletou uma pedra em um afloramento (porção de camada rochosa) de uma propriedade vizinha. “Em 2010 eu levei ao Museu uma parte da pedra onde havia um dente, que já estava ali há 60 anos, mas não víamos com um olhar clínico”, explica. Se tratava de um crocodilo Campinasuchus dinizi, batizado assim, segundo conta Queiroz, em homenagem ao seu filho “que se chamava Izonel Queiroz Diniz Neto”, e que morreu aos seis anos.

Como muitos sítios de interesse arqueológico e paleontológico estão localizados em áreas privadas, a colaboração de donos de terras é fundamental e, ao mesmo tempo, rara. “Isso é incomum. Observamos que há resistência por parte dos fazendeiros, por medo a embargar e tomar a terra deles, algo que dificilmente acontece. Nossa coleta agride pouco”, explica Marinho. Apesar disso, contou que quando o fóssil chegou à cidade, em um bloco envolvido por terra e rochas que pesava 280 quilos, houve uma “maior compreensão por parte dos moradores”.

Queiroz, porém, que localizou o fóssil em suas terras, é uma exceção. O interesse do fazendeiro pelos objetos da pré-história começou cedo. Durante a infância foi seminarista em Belo Horizonte, onde ganhou “um fóssil de um padre. Era um peixe da Chapada do Araripe [um sítio paleontológico no Ceará]”. Desde então, sempre se sentiu atraído pelo exercício de procurar sinais em pedras da região. Seu sonho, inclusive, é que um museu seja construido na sua região, a exemplo do que existe em Uberaba, que está há mais de 250 quilômetros de Honorópolis.

O crocodilo descoberto nesta semana é da mesma família do primeiro que Queiroz encontrou em 2010, mas ainda não é possível afirmar ao certo “se se trata de uma nova espécie”, afirma Marinho.

Sítios paleontológicos

As mais recentes descobertas na área de paleontologia no Brasil se centraram na Bacia Bauru, que abrange os estados São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, na Chapada do Araripe (Ceará), e na região de Uberaba, também conhecida como a terra dos dinossauros, no oeste do estado de Minas. Nesta última, há aproximadamente um mês, foi encontrada uma vértebra do dinossauro herbívoro Uberabatitan ribeiroi, chamado pelos mineiros de Uberaba Titã, o maior dinossauro encontrado até hoje no Brasil. “Somente uma vértebra do pescoço dele mede 60 centímetros, estimando o tamanho total entre 20 e 24 metros de comprimento”, esclarece Marinho. A descoberta acabou por revisar os estudos anteriores sobre esse dinossauro, pois acreditava-se que ele era menor. No museu dos Dinossauros, em Uberaba, por exemplo, há uma réplica, de 18 metros. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/01/sociedad/1406913218_957733.html

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Apollo 11, edição remasterizada

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 18, 2014

O primeiro desembarque na Lua completa 45 anos neste domingo e agora você poderá assistir, em versão remasterizada, a todas as imagens dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin transmitidas ao vivo do solo lunar em 20 de julho de 1969. A Nasa acaba de divulgar o vídeo completo, que você pode checar aí embaixo.

Neil Armstrong ao lado do módulo lunar em 20 de julho de 1969. Na Lua.

Em 2009, na comemoração dos 40 anos da Apollo 11, a Nasa havia divulgado alguns trechos dessa remasterização, feita pela empresa americana Lowry Digital. Agora temos o material completo da caminhada, baseado nas melhores versões que se pôde encontrar espalhadas pelo mundo.

Foram essas imagens que chegaram aos televisores de cerca de 1 bilhão de telespectadores (dos 3 bilhões de habitantes que a Terra tinha naquela época) e eletrizaram o mundo com uma nova realidade — a partir dali, todos sabiam que seres humanos podiam visitar e explorar outros corpos celestes. E o mais importante: voltar para contar a história.

FITAS PERDIDAS

Também são essas imagens que estavam contidas nas famosas fitas perdidas pela Nasa. Quer entender a história? Foi assim. Essas transmissões ao vivo eram geradas por uma câmera de TV levada à Lua presa do lado externo da espaçonave. Pelas exigências técnicas de portabilidade e confiabilidade para funcionamento no ambiente lunar, elas produziam imagens em preto-e-branco de baixíssima resolução. Mas esse era o único meio de transmitir a missão ao vivo. (Para ter imagens melhores, a Nasa despachou com os astronautas também câmeras de 16 mm, que operavam com filme fotográfico. Mas esse material só poderia ser exibido depois que os astronautas trouxessem o filme de volta e o revelassem, como de fato aconteceu. Aqui você tem todas as imagens em filme 16 mm da Apollo 11.)

Certo, voltando à tosca câmera de TV (instalada do lado de fora do módulo lunar, para filmar os primeiros passos de Armstrong, e depois retirada dali pelos astronautas para fazer um enquadramento panorâmico), ela enviava seu sinal para o módulo lunar por cabo e dali, por rádio, para a Terra. O sinal era captado por poderosas antenas espalhadas pelo mundo e redirecionado para o controle da missão, em Houston. De lá, as imagens eram refilmadas (com uma câmera apontada para um monitor) e transmitidas para o resto do mundo, ao vivo — a função primordial delas era esta. Em paralelo, a Nasa gravava a transmissão em suas próprias fitas magnéticas — em tese a melhor cópia possível das ditas imagens.

Isso era procedimento padrão, feito com todas as missões. Mas, naturalmente, a Nasa não tinha por que guardar todos esses vídeos velhos e de baixa qualidade de todos os voos. Adotou, portanto, a política de reciclar as fitas menos importantes, para reutilizá-las nas missões dos ônibus espaciais, a partir da década de 1980. Claro que eles não queriam ter se desfeito de nenhuma fita da Apollo 11, por conta de sua importância histórica. Mas quem é da era dos videocassetes e nunca apagou acidentalmente um programa, sobrepondo a gravação anterior sem se tocar que a estava perdendo, que atire a primeira pedra! Incompetência e fatalidade, e lá se iam os minutos iniciais da épica caminhada lunar.

Seria imperdoável se não houvesse tantas e tantas cópias dessa mesma imagem! Para se redimir, a Nasa saiu pelo mundo procurando as melhores versões. Encontrou-as na Austrália e na Nova Zelândia — ao vivo, só lá elas haviam sido vistas. Remasterizadas com técnicas para obter o máximo da antiga transmissão, elas estão agora disponíveis para todo o mundo ver.

No vídeo de cerca de três horas, podemos acompanhar na íntegra a primeira caminhada lunar da história — e a única da missão Apollo 11. Há alguns dias, por conta dos 45 anos do evento, perguntaram ao Buzz Aldrin se ele gostaria de ter ficado na Lua mais tempo. Ele respondeu: “Foi o suficiente.” Bem, este é o homem que, ao descer do módulo lunar, descreveu o que viu como uma “magnífica desolação”. No vídeo, vemos o controle da missão apressando o retorno dele ao interior do módulo lunar, para manter uma margem de segurança com o suporte de vida do traje.

Aliás, por falar em segurança, é interessante observar a cautela de Neil Armstrong ao descer do módulo, verificando primeiro a natureza do solo e o quanto o pé do módulo lunar afundou nele. Ao observar que o afundamento foi menor que o esperado, ele chega a descer até o pé do módulo e saltar de volta para o primeiro degrau. E se explica: queria ver se ele e Buzz teriam dificuldade de regressar ao interior da espaçonave. (Queria ver alguém dar um salto daqueles sob a gravidade terrestre, com ou sem câmera lenta!) Só então dá o “pequeno passo” e começa a trabalhar na superfície lunar. Ele observa o solo sob o módulo e também registra que o motor-foguete não produziu uma cratera sob si durante a descida.

Mais tarde, Buzz se junta a ele e os dois instalam quatro experimentos e colhem 23 kg de amostras. Não se afastam mais que 100 metros do módulo lunar em nenhum momento — para o caso de surgir uma emergência, nunca se sabe. Atendem a um telefonema do presidente americano, o infame Richard Nixon, e evitam a todo custo olhar diretamente para o Sol. Mas tudo transcorre com tranquilidade e os dois voltam à Terra cobertos de glória, após cumprir os objetivos dessa primeira missão.

REGISTRO

É um bocado de vídeo velho e de má qualidade, mas os entusiastas irão se deleitar com a versão completa. Como bônus, confira essa incrível sequência de fotos da preparação da missão. E não se esqueçam de aderir à campanha que Aldrin está promovendo nas redes sociais usando a hashtag #Apollo45.

Já aos conspiracionistas de plantão, eu sugiro que pulem direto para os 51 minutos, logo depois que Neil e Buzz, com muito esforço, conseguem fincar e ajustar a bandeira americana no solo lunar. Uma vez estabilizada, ela tremula? Não! Fica absolutamente estática. Aliás, fantasmagoricamente estática, com um engruvinhado na porção inferior do tecido que eu nunca vi acontecer em nenhum lugar onde eu tenha estado aqui na Terra. Se o incrédulo não se satisfizer com isso, tenho aqui cinco provas da veracidade das missões lunares, e aqui outras cinco. Divirta-se! Salvador Nogueira – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/07/18/apollo-11-edicao-remasterizada/

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Museu Britânico expõe esqueletos de humanos mortos em batalha há 13 mil anos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 14, 2014

São duas ossadas descobertas com outras 59 às margens do Rio Nilo, no Norte do Sudão

 Maneira como corpos foram dispostos mostra preocupação com o sepultamento Foto: Divulgação Maneira como corpos foram dispostos mostra preocupação com o sepultamento – Divulgação

RIO – Fósseis da guerra mais antiga de que se tem notícia estão à mostra no Museu Britânico, em Londres. São dois esqueletos que apresentam indícios de morte brutal acontecida há cerca de 13 mil anos. Eles foram descobertos junto com outros 59 ossadas que estavam enterradas no mesmo local, às margens do Rio Nilo, em Jebel Sahaba, onde hoje fica o Norte do Sudão. Junto com os fósseis, há pedras muito afiadas que são remanescentes de armas antigas.

“Esta descoberta foi de grande importância por dois motivos. Em primeiro lugar, o questionamento de como um cemitério foi utilizado ao longo de várias gerações sendo um dos primeiros cemitérios formais do mundo. Antes desta descoberta, conhecia-se apenas sepulturas isoladas ou grupos de até três corpos enterrados no Vale do Nilo. Mas talvez ainda mais significativo, entre 61 homens, mulheres e crianças enterrados em Jebel Sahaba, pelo menos 45% deles morreram de feridas, fazendo desta a mais antiga evidência de violência intercomunitária no registro arqueológico”, afirmou o curador da exposição do Museu Britânico René Friedman.

A pesquisa mostrou que os corpos foram enterrados com muito cuidado. Dispostos deitados com o rosto para a esquerda, o olhar ficava para o leste, em direção à nascente do rio e do sol, os dois elementos necessários para sobreviver na região.

Atualmente, o cemitério de Jebel Sahaba encontra-se submerso sob as águas da barragem de Assuão. Os novos estudos só foram possíveis devido uma doação de uma pesquisa anterior. Na década de 1960, o arqueólogo americano Fred Wendorf, fez uma série de escavações no local, financiadas pela Unesco, para recolher o maior número de artefatos possíveis antes que as águas tomassem conta da região. Uma das ações desenvolvidas na época foi o desmantelamento do templo de Abu Simbel e sua reconstrução em um terreno mais alto.

Wendorf recuperou os restos de 61 indivíduos e das armas que os mataram. Quando se aposentou da Universidade Southern Methodist do Texas, em 2001, ele doou sua coleção, incluindo notas de pesquisa, fotografias e desenhos da região, para o Museu Britânico. Para Friedman, as descobertas de Wendorf ajudam a compreender um período histórico remoto.

“As razões para toda essa violência provavelmente se resume ao clima. As geleiras da Idade do Gelo, cobrindo grande parte da Europa e América do Norte fez o clima no Egito e Sudão ficar frio e árido. O único lugar para ir era o Nilo mas o seu regime era irregular: dependendo da data exata, o rio tinha uma elevação de água alta e agitada ou baixa e lenta. De qualquer forma, houve pouca terra viável para se viver e os recursos devem ter sido escassos. A competição por alimento pode muito bem ter sido a razão para o conflito com mais grupos agrupados em torno das melhores áreas de pesca e coleta e relutantes ou incapazes de se afastarem”, escreveu Friedman em seu blog relatando as conclusões da pesquisa. http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/museu-britanico-expoe-esqueletos-de-humanos-mortos-em-batalha-ha-13-mil-anos-13247508

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Astrônomos descobrem planeta com condições semelhantes à Terra e ‘próximo’ de nós

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 30, 2014

Gliese 832c fica a pouco mais de 16 anos-luz de nós, distância considerada pequena

Gliese 832c é um dos planetas com condições semelhantes à Terra mais próximos de nós, a 16 anos-luz Foto: Divulgação
Gliese 832c é um dos planetas com condições semelhantes à Terra mais próximos de nós, a 16 anos-luz – Divulgação

RIO – Astrônomos anunciaram nesta semana a descoberta de um planeta cujas características estão entre as mais parecidas com a Terra já identificadas até hoje. Batizado Gliese 832c, o corpo celeste fica a cerca de 16 anos-luz de nós, distância considerada pequena em termos astronômicos.

Apesar de ter uma atmosfera semelhante a nossa, o Gliese 832c tem uma massa 5,4 vezes maior que a Terra e orbita uma estrela vermelha “anã” a cada 36 dias. Isso significa que o planeta em questão fica muito mais perto de sua fonte de calor, em comparação com a nossa distância do Sol. No entanto, como essa estrela anã tem apenas metade da massa do Sol, o Gliese recebe cerca da mesma quantidade de energia solar. Por esta condição, o novo planeta não é nem muito quente e nem frio demais. Ou seja, poderia existir água líquida em sua superfície.

O Gliese 832c é um dos mais planetas semelhantes à Terra já descobertos, de acordo com o Índice de Similaridade Terra. Esta medida integra uma série de fatores, incluindo a temperatura da superfície e a densidade do planeta, em uma escala que vai de 0 a 1. O Gliese foi classificado como 0,81 na tabela, próximo ao índice conferido ao planeta considerado mais semelhante à Terra já descoberto, de 0,89.

No entanto, isso não quer dizer o Gliese 832c tem superfície parecida com a nossa, pois a grande massa do planeta indica que sua atmosfera seja bem mais espessa que a nossa, o que levaria a um efeito estufa fora de controle e temperaturas em ebulição. http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/astronomos-descobrem-planeta-com-condicoes-semelhantes-terra-proximo-de-nos-13075948

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