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Archive for the ‘Meio & Ambiente’ Category

Uma bicicleta para passear pelo mundo inteiro

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Uma bicicleta para passear pelo mundo inteiro

O Bike-Sharing World Map é um site que analisa os programas de partilha de bicicletas no mundo inteiro. Russel Meddin, amante de ciclismo, é o criador deste mapa que vai mantendo atualizado à medida que tem conhecimento de mais programas de Bike-Sharing. O número de cidades que recorrem aos programas de partilha de bicicletas tem vindo a aumentar – a bicicleta é um meio de transporte amigo do ambiente e facilita a deslocação das pessoas nos centros das cidades. De acordo com Russel Meddin, neste momento, existem mais de 600 cidades em 52 países com programas de partilha de bicicletas. Meddin refere que, já este ano, foram introduzidas 68 novas estações de Bike-Sharing, ou seja, uma média de 2 novas estações por semana. Dinheiro Vivohttp://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4097345&seccao=Dinheiro%20Vivo

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O pó de fadas da Amazônia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Antonio Nobre, revela os cinco segredos da floresta amazônica e alerta sobre o perigo de seu desmatamento

O cientista brasileiro Antonio Nobre. / Pablo Correa

Ele foi o primeiro a falar no III Encontro Panamazônico realizado em Lima, nos dias 6 e 7 de agosto. Tem um discurso apaixonado e uma qualidade um tanto rara para um cientista: sabe combinar dados com histórias, explicação com emoção. Antonio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), conta nesta conversa qual é a mágica da Amazônia, em que consistem seus segredos e por que as mudanças climáticas e o desmatamento a ameaçam seriamente…

– Já estamos no ‘Dia depois de amanhã’ das mudanças climáticas? Estamos em uma situação bastante grave. A ponto de a comunidade científica, que não costuma concordar entre si, ter formado um bloco com uma convicção homogênea sobre o assunto. As mudanças climáticas não são mais só uma projeção.

– E como essa situação de gravidade se manifesta na Amazônia? No desmatamento, que remove a capacidade de a floresta se manter. Ela conseguiu se manter por milhões de anos, em condições adversas. Mas hoje sua capacidade está reduzida. Antes havia duas estações na Amazônia, a úmida e a mais úmida.

– Que eram facilmente reconhecíveis. Agora temos uma estação úmida moderada e uma estação seca. E a seca tem um efeito muito perverso. Porque quando não chove as árvores se tornam inflamáveis. O fogo entra e já não existe mais uma floresta tropical.

Os jatos verticais e o pó de fadas

– Apesar de tudo, a Amazônia ainda guarda cinco segredos. É algo que os povos indígenas sempre souberam e que a nossa civilização não percebeu. Mas, nos últimos 30 anos, a Ciência revelou esses cinco segredos. O primeiro é como a floresta Amazônia mantém a atmosfera úmida mesmo estando a 3.000 quilômetros do oceano…

– …E fazer com a que a chuva chegue até a Patagônia. E aos Andes, por 3.000 ou quase 4.000 quilômetros. Outras partes do mundo que estão longe do oceano, como o deserto do Saara, não recebem água. Mas na América do Sul não há esse problema, e isso se deve ao primeiro segredo: os jatos de água verticais.

– E qual é o segredo desse segredo? É que as árvores da Amazônia são bombas que lançam no ar 1.000 litros de água por dia. Elas a retiram do solo, a evaporam e a transferem para a atmosfera. A floresta amazônica inteira coloca 20 bilhões de toneladas de água na atmosfera a cada dia. O rio Amazonas, o mais volumoso do mundo, joga no Atlântico 17 bilhões de toneladas de água doce no mesmo intervalo de tempo.

– É incrível. Como isso foi descoberto? Fazendo medições. Com torres de estudo, com satélites que detectavam esse transporte de vapor d’água, que é um vapor invisível.

– Produzido pelas árvores quase que por magia. A magia vem no segundo segredo. Como é possível que caia tanta chuva, se o ar da Amazônia é tão limpo, já que o tapete verde cobre o solo? O oceano também ter um ar limpo, mas não chove muito sobre ele. Nós, cientistas, desvendamos um mistério.

– Qual? Para formar uma nuvem de chuva, que são gotas de água em suspensão, é preciso transformar o vapor baixando a temperatura. Mas se você não tem uma superfície de partículas, sólida ou líquida, para gerar essas nuvens, o processo não começa.

“A floresta amazônica coloca 20.000 milhões de toneladas de água na atmosfera por dia”

– Então o que é que a floresta faz? Produz o que chamamos de pó de fadas. São gases que saem das árvores e que se oxidam na atmosfera úmida para precipitar um pó finíssimo que é muito eficiente para formar chuva.

– Parece uma fábula. É que a floresta manipula a atmosfera constantemente e produz chuvas para si própria, uma coisa quase mágica. Os gases saem das árvores. São como perfumes e se volatilizam.

– Uma espécie de grande fragrância sustentável. É um oceano verde, diferente do azul. O azul não tem esse mecanismo porque carece de árvores. Tem as algas, que produzem um pouco, mas não como o verde.

A bomba natural e os rios voadores

– Vamos ao terceiro segredo. Vamos. Na Amazônia, o ar que vem do hemisfério norte cruza do Equador, entra e vai até a Patagônia. Até lá chega esse ar úmido, que vem do Atlântico equatorial.

– Com os ventos alísios. Sim, com os ventos alísios que trouxeram as caravelas dos europeus, há 500 anos. Mas os alísios do oceano sul sopram para o norte. O que faz esses ventos irem contra a tendência de circulação global? Dois físicos russos com quem eu colaboro responderam a essa pergunta ao estudar o efeito do vapor dos jorros verticais amazônicos.

– Mais uma vez os jatos verticais. Eles descobriram que, pela física fundamental dos gases, essas condensações de vapor puxam o ar dos oceanos para dentro do continente e criam uma espécie de buraco de água. É como uma bomba natural. A floresta traz sua própria umidade do oceano.

“Onde há florestas não há seca, nem excesso de água, nem furacões, nem tornados. É como uma apólice de seguros”

– E ainda tem mais… O quarto segredo é a transferência dessa umidade amazônica para outras regiões: os Andes no Peru, os páramos da Colômbia… Se você olhar o mapa do mundo, vai descobrir que existe um cinturão úmido que passa pelo Equador, pela África e pelo sudeste asiático.

– É a linha do Equador. Sim, mas é na linha dos trópicos, o de Câncer ao norte e o de Capricórnio, ao sul, que estão todos os desertos. O do Atacama, no Chile, o da Namíbia, na África. Mas essa área que concentra 70% do PIB da América do Sul – que vai de Cuiabá a Buenos Aires, de São Paulo aos Andes – é úmida! Apesar de estar na linha dos desertos.

– E qual o mistério dessa área? Chama-se rios voadores. É uma grande massa de ar úmido bombeada pela Amazônia contra os Andes, que são uma parede de mais de 6.000 metros de altura. É assim que essa massa chega a áreas onde deveria haver deserto. Por isso chove na Bolívia e no Paraguai.

– Falta, finalmente, o quinto segredo. O quinto segredo é que, se você colocar em um gráfico todos os furacões que já aconteceram na história – e a NASA já fez isso – na região das florestas equatoriais não há nenhum deles. E essa região é a que tem mais energia porque a radiação solar é muito intensa.

“O sistema terrestre é um organismo e está muito doente”

– Deveria haver ciclones, como na Índia e no Paquistão. Eles não existem porque o topo da floresta, onde estão as copas das árvores, é áspero e faz com que os ventos sejam obrigados a dissipar sua energia, o que acalma a atmosfera.

– Mas ocorrem tempestades. Claro, mas elas não costumam ser destruidoras. Onde há florestas não há secas, nem excesso de água, nem furacões, nem tornados. É como uma apólice de seguros contra os fenômenos atmosféricos extremos.

A guerra contra a ignorância

– Agora esses cinco segredos estão em risco… O problema se chama desmatamento. Se tirarem a metade do fígado de um bêbado, vai ser difícil para ele lidar com o álcool. É isso o que está acontecendo com a Amazônia. Estamos retirando um órgão do sistema terrestre.

– Então a Amazônia não é o pulmão, mas sim o fígado do planeta? É o pulmão, o fígado, o coração… É tudo! Essa bomba natural da qual falei é um coração que pulsa constantemente. O pó de fadas também funciona como uma vassoura química contra substâncias poluentes, como o óxido de enxofre. O melhor ar é o da Amazônia.

– E, apesar disso, continuamos destruindo a floresta. Se você chega com uma motosserra, com um trator ou com fogo, a Amazônia não pode se defender. As intervenções do homem podem ser benéficas, como na medicina, mas também terríveis, como a motosserra. Por isso eu proponho um esforço de guerra.

– No que consistiria esse esforço? Seria uma concentração de forças para resolver um problema que ameaça tudo. Hoje a ciência nos permite saber que a situação é gravíssima. E o que eu proponho é lutar contra a ignorância, o principal motivo da destruição da floresta amazônica.

– Parece que as prioridades mundiais são outras. Em 2008, os bancos foram salvos em 15 dias. Foram gastos trilhões de dólares nisso. A crise financeira não é nada comparada à crise ambiental.

“A ciência hoje nos permite saber que a situação é gravíssima. Temos que lutar contra a ignorância”

– O que está acontecendo? Estamos embriagados com a civilização? É uma embriaguez primitiva. Quando você vai ao médico e ele diz que você tem uma doença em estágio avançado, o que você faz? Continua fumando? O sistema terrestre é um organismo e está muito doente. A parte contaminante é a parte mais degenerada do ser humano.

– Podemos curar a Amazônia dessa doença? Eu acredito que se tivermos uma capacidade semelhante à que tivemos para salvar os bancos, sim. Porque a floresta tem um poder de regeneração impressionante.

– E, além disso, ela deveria ser importante para todo o mundo. A atmosfera tem uma coisa chamada teleconexões. Um modelo climático pode demonstrar que as mudanças na Amazônia vão afetar os ciclones na Indonésia.

– Então, o maior segredo é acordar… E saber que o que fazemos agora é determinante. As gerações posteriores vão sofrer com as más escolhas de hoje. A geração que está na Terra hoje tem nas mãos os comandos de um trem que pode ir para o abismo ou uma oportunidade para se viver muito mais. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/14/sociedad/1408010925_555437.html

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Depois da filha, casal encontra filho perdido no tsunami

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 20, 2014

Jamiliah mostra uma foto dos filhos antes do tsunami, no dia em que reencontrou a filha, que tinha quatro anos quando foi arrastada pelo tsunamiJamiliah mostra uma foto dos filhos antes do tsunami, no dia em que reencontrou a filha, que tinha quatro anos quando foi arrastada pelo tsunami Fotografia © EPA/Achwa Nussa

Um casal indonésio, que no início do mês tinha encontrado a filha que julgava morta no tsunami de 2004, reencontrou agora o filho que também tinha sido arrastado pelas ondas gigantes. Jamiliah e o marido, Septi Rangkuti, encontrou o filho numa pequena aldeia da ilha de Sumatra, reunindo toda a família pela primeira vez em quase uma década.

“Sim, é verdade, é o nosso filho, vamos agora levá-lo para casa”, afirmou Rangkuti à AFP. Jamiliah abraçou, em lágrimas, o filho que tem hoje 17 anos, Arif Pratama Rangkuti, na pequena aldeia de Payakumbuh, onde o adolescente viveu sem abrigo nos últimos anos. “Rezei todas as noite, porque no meu coração sempre pensei que o meu filho estava vivo”, afirmou a mãe do jovem aos jornalistas. “O meu marido estava sempre preocupado por causa disso. Ele queria acreditar que o nosso filho ainda estava vivo”, acrescentou.

A família vivia na província de Aceh, a mais devastada pelo tsunami que deixou mais de 220 mil mortos no oceano índico. A onda arrastou os dois filhos do casal, que sobreviveram agarrados a uma tábua de madeira. A menina, agora com 14 anos, foi encontrada por um tio, graças às semelhanças com a mãe, revelando na altura que o irmão também tinha sobrevivido. A família ficou toda reunida depois de um casal que costumava dar comida e roupa a Arif ter visto a foto de uma criança parecida com ele na televisão e ter contactado o casal. O rapaz tinha-lhes dito que vinha de Medan, sem precisar como tinha ali chegado. Depois de falar com os pais ao telefone, a família reuniu-se finalmente. “Deus concedeu-nos um milagre”, afirmou a mãe. AFP, traduzido por Susana Salvadorhttp://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4084277&seccao=%C1sia&page=-1

 

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Crocodilo albino ‘Michael Jackson’ devora pescador no norte da Austrália

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 19, 2014

Esposa do australiano declarou às autoridades que escutou um grito e quando se virou seu marido não estava mais lá

Austrália – Um crocodilo albino devorou nesta segunda-feira um australiano de 57 anos que foi pescar em um rio no norte da Austrália, publicou nesta terça-feira a imprensa local. Segundo a versão policial, a vítima entrou no rio Adelaide para soltar a linha de sua vara, que tinha ficado presa, quando o predador, de 4,78 metros, o atacou, relatou o jornal local Australian . Foi montada uma operação de busca no rio na mesma noite, e uma hora depois, por volta das 21h30 (local), mataram um crocodilo. No interior do animal foram encontrados restos humanos. Segundo um guia turístico local, o animal era sempre visto na região e apelidado de Michael Jackson pela cor clara.

Predador, de 4,78 metros, era apelidado de Michael Jackson – Foto:  Reprodução Internet

A esposa do pescador, que estava no local, declarou às autoridades que não presenciou o ataque, mas escutou um grito e quando se virou viu a cauda de um crocodilo submergir na água e que seu marido não estava mais lá. A imprudência que causou a morte do crocodilo provocou manifestações contrárias de biólogos e pesquisadores. Adam Britton da Universidade de Charles Drawin afirma que o pescador estava ciente do risco que corria ao entrar na água. “Com certeza ele sabia que haviam crocodilos na água, só que decidiu correr um pequeno risco, por um momento. Só que um pequeno momento foi o suficiente”, disse o pesquisador.

“Eles (autoridades) agiram apropriadamente ao atirar no animal, mas é uma vergonha terem de tê-lo feito”, completou Britton à Fairfax Media. O Território do Norte, onde ocorreu o acidente, tem a maior comunidade de crocodilos de toda a Austrália. O último acidente mortal com o animal aconteceu em junho, também no Território do Norte, quando um crocodilo comeu um pescador de 62 anos. *Com informações da EFE – http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2014-08-19/crocodilo-albino-devora-pescador-no-norte-da-australia.html

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