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Alemanha vai republicar o “Mein Kampf”

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Setenta anos após a morte de Hitler, os direitos de autor expiram. Um instituto de Munique vai fazer uma edição comentada.Uma das duas cópias originais de "Mein Kampf", com dedicatória do próprio Afolf Hitler, que foram vendidas em fevereiro deste ano num leilão em Los Angeles

Uma das duas cópias originais de “Mein Kampf”, com dedicatória do próprio Afolf Hitler, que foram vendidas em fevereiro deste ano num leilão em Los Angeles / FREDERIC J. BROWN/AFP/Getty ImagesOs direitos de autor de “Mein Kampf”, livro em que Hitler se apresentou ao povo alemão, extinguem-se no final do próximo ano. Qualquer pessoa ou entidade poderá lançar uma nova edição e a Alemanha discute se deve fazer algo para evitar que os cidadãos possam adquirir nas livrarias uma obra associada a uma ideologia quase universalmente odiada.

O “Mein Kampf” – em português, A Minha Luta – foi escrito em 1924 pelo futuro Fuhrer. Após um golpe falhado em Munique, ele encontrava-se preso (cumpriria uma fração dos quatro anos a que foi condenado). Aproveitou o tempo para ditar um texto no qual, além de contar a história da sua vida, propunha ideias e um programa político. O antissemitismo era explícito e já havia alguns indícios do genocídio que viria a ficar rotulado na História mundial sob a designação de Holocausto.

Em 1945, pouco antes de a II Guerra Mundial terminar, Hitler cometeu suicídio no seu bunker em Berlim. Quando a sua editora, a Eher-Verlag, foi oficialmente liquidada, os direitos do “Mein Kampf” passaram para o estado da Baviera. Isso tornou dispensável fazer uma lei específica a proibir a publicação do livro na Alemanha, uma vez que a Baviera decidiu jamais a autorizar. Quanto à venda de edições anteriores a 1945, continuou a fazer-se nos alfarrabistas. Além disso, o livro foi sendo publicado em muitos países pelo mundo fora, incluindo Portugal, sem que ocasionais tentativas de recorrer aos tribunais produzissem um efeito dissuasor, exceto num ou noutro caso.

O direito de autor sobre obras literárias termina no fim do ano em que se cumpram sete décadas sobre a morte do autor. Para o “Mein Kampf” será, portanto, a 31 de dezembro de 2015. Com a data a aproximar-se, foi decidido fazer alguma coisa. Não sendo possível evitar a publicação, optou-se por fazer uma edição anotada que explique aos leitores a origem e o significado das ideias de Hitler. A tarefa ficou a cabo de uma respeitada instituição, o Instituto de História Contemporânea de Munique, que recebeu 500 mil euros para esse fim.

A questão parecia encerrada, a equipa de académicos avançou. Mas no ano passado, após meses de trabalho, o ministro-presidente da Baviera, Horst Seehofer, um político social-cristão conhecido pelos seus imprevistos, decidiu retirar o financiamento. Tinha visitado Israel na companhia de uma sobrevivente do Holocausto que dirige uma organização judaica e fora convencido a cancelar o projeto.

Os académicos ficaram indignados e outros comentadores apoiaram-nos. Seguiu-se uma polémica pública, com vários intelectuais a fazerem notar que se tratava de uma ofensa às liberdades de informação e de expressão – liberdades que os nazis rejeitavam – e de qualquer forma o livro de Hitler é facilmente acessível na internet há bastante tempo. Mais valia que os eventuais leitores impressionáveis, quando o procurassem por lá, o encontrassem acompanhado de explicações contextualizadas.

Foi essa a posição que venceu. O ministro-presidente acabou por desistir do seu boicote. Para aplacar quem se opõe à publicação, anunciou que os 500 mil euros serão desviados para outras atividades do o Instituto de História Contemporânea de Munique, o qual fica assim livre para ir buscar o dinheiro a fundos diferentes que já tinha. A edição comentada do “Mein Kampf” deverá mesmo estar disponível a 1 de janeiro de 2016. Luís M. Faria – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/alemanha-vai-republicar-o-mein-kampf=f887297#ixzz3BhIOxOup

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OMS diz que pode haver mais de 20 mil pessoas infectadas por ebola na África

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 28, 2014

Segundo organização, quantidade de casos pode ser até seis vezes maior do que o número oficial

Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria Foto: ZOOM DOSSO / AFP Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria – ZOOM DOSSO / AFP 

RIO – Mais de 20 mil pessoas podem já ter sido infectadas pela epidemia de ebola, segundo informou nesta quinta-feira (28) a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, o número de casos pode ser até seis vezes maior do que os 3.069 reportados até o momento. Desde fevereiro, quando começou o surto, o vírus já tirou a vida de 1.552 pessoas em quatro nações da África Ocidental.

A estimativa foi feita durante um pronunciamento à imprensa sobre as novas estratégias para combater o surto. Em um comunicado, técnicos da organização afirmaram que a tática já reconhece que o número de casos possa ser bem acima do relatado por voluntários que trabalham na África Ocidental. Segundo o informe, “as atividades de resposta à epidemia devem ser adaptadas de acordo com as áreas de transmissão intensa, e especial atenção deve ser dada à interrupção da transmissão nas capitais e grandes portos das nações africanas, facilitando assim a resposta maior e esforços de ajuda.”

O comunicado veio pouco depois de o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, afirmar, em entrevista à CNN, que a epidemia é “muito maior do que ele temia”. No entanto, Frieden disse que ainda há esperança na luta, uma vez que o vírus é transmitido apenas por contato corporal com o paciente infectado. Segundo o diretor do CDC, é preciso alertar as comunidades africanas sobre os procedimentos a serem adotados em caso de contágio:

“O ebola é transmitido através do contato com fluidos corporais, o que muitas vezes acontece quando se cuidam dos doentes ou durante o enterro do paciente já falecido. Precisamos trabalhar juntos para cuidar das comunidades, para que possam obter o apoio de que necessitam sem espalhar o vírus”. Das 1.552 mortes registradas, quase a totalidade são pessoas nascidas nos países africanos envolvidos no surto: Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria. Neste último, foi confirmada nesta quinta a primeira morte por ebola fora da região de Lagos. Outras 70 pessoas estão sob vigilância na cidade. A vítima foi um médico que trabalhava no centro petrolífero de Port Harcourt. Ele morreu na sexta-feira, mas o diagnóstico da infecção só foi registrado dias depois. Sua esposa foi colocada sob quarentena, além de outras 70 pessoas na cidade.

O ebola chegou à Nigéria através de Patrick Sawyer, um homem liberiano-americano que viajou para Lagos antes de morrer. Um dos profissionais de saúde que o atendeu foi o referido médico, que depois viajou para Port Harcourt. Mais de 240 profissionais de saúde já foram infectados com o ebola, uma taxa que a OMS alega ser “sem precedentes”. Ministros da Saúde dos países da África Ocidental estão reunidos em Gana para discutir a melhor estratégia de combate ao surto mais letal dos últimos anos no mundo. Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/oms-diz-que-pode-haver-mais-de-20-mil-pessoas-infectadas-por-ebola-na-africa-13751722#ixzz3Bh6yHbQp

A metade dos contatos dos casos de ebola escapa aos controles

Peter Piot, codescobridor do vírus há 38 anos, afirma que esta epidemia é “uma tormenta perfeita”

Médicos da Libéria desinfeta o calçado de pessoas que saem de um centro de isolamento. / J M. (Getty Images)

O lento desembarque da ajuda internacional aos países com a atual epidemia de ebola (Guiné, Serra Leoa e Libéria) começou a dar pistas sobre por que a epidemia está fora de controle. Com cerca de 70 pessoas em campo e a presença de seu diretor, Tom Frieden, o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, a sigla em inglês) apontou um problema-chave: a falta de acompanhamento das pessoas que estiveram em contato com um doente. Lyle Petersen, diretor do Centro de Controle de Zoonoses (doenças transmitidas por animais) do CDC, estima que há uma subnotificação de 40% a 60%.

Os cálculos são muito simples. Quando uma pessoa chega a um hospital, parte do histórico clínico é ter a relação dos contatos do caso suspeito. Mas a médica Kelsey Mirkovic calculou que, em media, cada doente dá o nome de duas pessoas, quando o número médio de ocupantes das casas é de cinco ou seis. “Quando suspeitamos que a pessoa está mentindo, tentamos obter a informação dos vizinhos ou dos líderes comunitários”, disse a especialista, segundo informa a Associação Americana de Doenças Infecciosas. Este é apenas um dos problemas. Outro é a falta de material. A crise do ebola afetou três países cujos sistemas sanitários já eram muito débeis.

O conjunto, nas palavras de Peter Piot, codescobridor do ebola há 38 anos e ex-diretor da Unaids, é “uma tormenta perfeita”. “A epidemia disparou em países onde os serviços sanitários não funcionam”, e onde “a população desconfia das autoridades e dos sistemas sanitários”. Piot também criticou a resposta tardia diante da epidemia: “O alerta foi dado em março, e apesar dos pedidos da ONG Médicos sem Fronteiras, a Organização Mundial da Saúde [OMS] não acordou até julho, assumindo a liderança quando já era tarde”.

Este mal-estar é vivido em primeira pessoa nos países afetados. O enviado da OMS a Serra Leoa, Jacob Mufunda, foi retirado do país uma semana depois de o presidente do país, Ernest Bai Koroma, ter criticado o órgão. Uma porta-voz da OMS declarou que se trata de um rodízio rotineiro.

As críticas de Bai Koroma se unem às de Frieden, que afirmou que se a reação tivesse sido mais rápida, o surto estaria controlado. O CDC, além de pessoal, enviou 10.000 equipamentos de proteção, 400.000 pares de luvas, duas unidades de purificação de água e plástico para construir centros de isolamento. Com isso se pretende atender melhor os doentes e proteger os agentes sanitários que, por falta de material, pressa e cansaço descuidam da própria segurança e já somam cerca de 240 afetados e 120 mortos, 9% do total. Apenas a Nigéria, com 16 casos de um único foco, tem boas notícias. O chefe de seu centro de controle de doenças, Abdusalami Nasidi, disse que o surto poderá estar controlado em setembro. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/26/sociedad/1409079432_707231.html

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EMMY – Repórter abre bolsa de comediante e acha ‘maconha’

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 26, 2014

Durante a festa do tapete vermelho do Emmy, na noite de segunda-feira (25/8), em Los Angeles (Califórnia, EUA), Giuliana Rancic, repórter do canal E!, abriu a bolsa da comediante Sarah Silverman. Uma das coisas achadas dentro da bolsa foi um vaporizador. “Isto é, uh, minha maconha”, confessou Sarah. Fernando Moreira – http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/08/26/reporter-abre-bolsa-de-comediante-acha-maconha-547278.asp

 

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Crise e especulação fazem tradicionais bares britânicos fecharem as portas

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

No século XXI, ‘pubs’ ingleses perdem espaço

 “Pub” fechado em Londres: a cada semana, 51 deles encerram as atividades no Reino Unido Foto: Divulgação “Pub” fechado em Londres: a cada semana, 51 deles encerram as atividades no Reino Unido – Divulgação

LONDRES – A cervejinha do final do dia está longe de ser um prazer exclusivamente brasileiro. Nada mais britânico do que o velho hábito de parar num local para uma pint depois do expediente. Local é como os britânicos se referem às public houses, ou pubs, e pint, o tradicional copo de 568 ml de cerveja, mais uma medida idiossincrática inglesa. Mas o futuro destas casas que se tornaram uma instituição nacional há muitos séculos pode estar a perigo. A cada semana, 31 fecham as portas no Reino Unido.

Cerca de 3% dos pubs nos subúrbios estão à venda ou estão sendo usados para outros fins nos últimos seis meses. Os dados são do Camra, fundado em 1971 que, desde então faz campanha pela preservação das cervejas tradicionais, os pubs e seus clientes. Este é um dos vários grupos que têm surgido no país em defesa das public houses. Na semana passada, o Camra levou a campanha para o famoso festival de cerveja do Reino Unido e quer que os 55 mil frequentadores do evento promovam a causa junto a seus representantes no Parlamento.

— Os pubs mantêm o espírito das comunidades. Só depois que os perdem é que as pessoas se dão conta da importância que tinham. Perdem os centenas de milhares de trabalhadores do setor e vilarejos e bairros — disse ao GLOBO, Thomas Stainer, do Camra.

O ponto de encontro britânico por excelência, onde as populações locais conversam sobre a rotina no trabalho ou esquecem de tudo para assistir a uma boa partida de futebol, outra paixão nacional, aos poucos vem se transformando em supermercados, imobiliárias ou até mesmo apartamentos residenciais. Impossível resistir às pressões da sanha imobiliária que tomou conta do país na última década. Mas esta não é a única explicação para o que vem acontecendo. Dados da associação de pubs e cervejarias indicam que a população está consumindo 23% menos cerveja do que uma década atrás.

Prova disso, está no fato de que, para se reinventar, muitos agora tentam melhorar a qualidade dos vinhos e drinques que servem aos clientes, assim como a comida. Os pubs nunca foram conhecidos pela gastronomia. Limitavam-se os pratos locais, como o fish & chips (peixe empanado com batata frita), com grandes quantidades. Mas de uns tempos para cá, surgiu uma geração de gastropubs, com boa cozinha, alguns até estrelados em guias de gastronomia.

A crise financeira internacional que começou nos EUA em setembro de 2008 e ainda paira sobre as economias europeias também teve a sua dose de culpa. Cerca de 7.000 pubs fecharam as portas por dificuldades financeiras desde então.

— O modelo de negócio deles não parece estar mais funcionando. As grandes companhias que hoje detêm o monopólio dos pubs têm dívidas enormes e, muitas vezes, preferem vendê-los para construtoras ou supermercados para fazer dinheiro rápido — afirma Stainer.

O período mais sombrio para os pubs foi logo depois da crise, entre janeiro e julho de 2009, quando fechavam a uma média de 52 por semana. Ainda há 54.490 em todo o país. Para preservá-los, várias campanhas querem dar garantias aos pubs na legislação. Por incrível que pareça, num país, onde tudo é sempre muito detalhista, a lei é extremamente flexível para a conversão dos pubs. Ao contrário do que acontece para outras construções, não há exigências de permissões para as transformações, o que os torna presa fácil para empreendedores.

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— Queremos que haja esta exigência e que a população local seja consultada antes das transformações.

O festival de cerveja inclui a apresentação de 900 tipos distintos de ales, cidras e outros em 29 bares. Cerca de 50 parlamentares já assinaram a petição para que se fechem as brechas legais para proteger os pubs.

A política para os pubs sempre foi acompanhada de perto pelos governos. Até 1988, seguindo uma norma criada logo depois da Primeira Guerra Mundial, eles abriam às 10h e fechavam às 22h, mas passavam a tarde fechados. A ideia era evitar que os trabalhadores perdessem o foco. Hoje, ficam abertos o dia inteiro. Mas têm horário para fechar para evitar bagunça na rua à noite. VIVIAN OSWALD – Read more: http://oglobo.globo.com/mundo/crise-especulacao-fazem-tradicionais-bares-britanicos-fecharem-as-portas-13710884#ixzz3BJGL9AqB

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