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Archive for the ‘Cinema’ Category

Morre o ator Robin Williams, aos 63 anos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 11, 2014

Ator foi encontrado morto nesta segunda-feira

O ator Robin Williams – Divulgação

RIO – O ator Robin Williams, de 63 anos, foi encontrado morto em sua casa nesta segunda-feira. Segundo policiais da Califórnia, o ator de filmes como “Sociedade dos poetas mortos” e “Gênio indomável” morreu por asfixia, decorrente provavelmente de um suicídio. Assessora do ator, Mara Buxbaum afirmou que Williams estava lutando contra a depressão e esteve internado em uma clínica de reabilitação para tratar do vício em drogas. “Essa é uma trágica e repentina perda”, disse ela em comunicado. “A família respeitosamente pede para que seja mantida sua privacidade neste momento muito difícil de luto”.

A viúva do ator, Susan Schneider, também se manifestou: “estou totalmente de coração partido. Em nome da família de Robin, pedimos que nossa privacidade seja mantida neste momento de profundo luto. Nossa esperança é que o foco não esteja na morte de Robin, mas nos incontáveis momentos de alegria e riso que ele deu a milhões”. Williams é conhecido por papéis em filmes de drama e comédia. Em 1997, ele ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme “Gênio indomável”. O ator também ganhou vários Emmys e Globos de Ouro. Seu último papel de destaque foi na série de TV “The crazy ones”. O ator deixa mulher e três filhos. Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/morre-ator-robin-williams-aos-63-anos-13568426#ixzz3A83iGZRd

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Espártaco contra as listas negras

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 9, 2014

Kirk Douglas lembra em um livro a realização do filme de Stanley Kubrick

Uma cena de ‘Espártaco’. / universal studios lincensing 

No prólogo de Eu sou Espártaco!, o ator George Clooney escreve algo que sempre é bom lembrar: a verdadeira natureza de um homem – sua grandeza ou, ao contrário, sua miséria – se manifesta não pelos princípios que diz ter, mas pelos que realmente tem quando o que está em jogo são seu sustento, seu meio de vida e o de sua família. “Nesses momentos é que se compreende do que cada um é feito”. Clooney escreve para lembrar um dos episódios mais corajosos da história de Hollywood. O dia que marca o fim das listas negras provocadas pela caça às bruxas do Comitê de Atividades Antiamericanas. Foi no dia 19 de outubro de 1960, data da estreia de Espártaco, de Stanley Kubrick, que graças ao empenho de seu produtor e protagonista, Kirk Douglas, foi colocado nos créditos da super-produção o nome de seu verdadeiro roteirista, Dalton Trumbo, oculto até então em pseudônimos que perpetuavam a hipocrisia em que estava instalada a indústria do cinema desde que o inquisitorial medo do macartismo se instalou em sua plácida vida.

“I am Spartacus! Making a Film, Breaking the Blacklist” é a memória que o nonagenário Kirk Douglas (Amsterdam, estado de Nova York, 1916) publicou em 2012. Eleito o melhor livro de cinema editado em 2013 na França, detalha tudo que aconteceu durante os 14 enlouquecidos meses que durou a produção do filme. Espártaco custou 12 milhões de dólares, mais do que o dobro do previsto, e seu fracasso implicava o fim da produtora de Douglas, Bryna (nome dedicado a sua mãe russa) e sua própria carreira de ator. Mais de cinquenta anos depois daquela aventura, este patriarca da velha Hollywood dedica a seus netos um relato comovente, para que nunca se esqueçam que no mesmo lugar onde hoje desfrutam de uma vida privilegiada, foi instaurado o terror de um sistema doente. Ajudado por uma equipe de documentaristas, usando seus arquivos e lembranças, Douglas conta aquele vergonhoso capítulo histórico.

Dalton Trumbo em 1947 no Comitê de Atividades Antiamericanas. / universal studios lincensing lcc

“O que me proponho a contar neste livro é como foi a produção do filme Espártaco durante outro período de enfrentamento interno na história de nosso país”, escreve. “A década de 1950 foi uma época de medo e paranoia. Naquela época, o inimigo eram os comunistas. Agora, o inimigo são os terroristas. Os nomes mudam, mas o medo permanece. Os políticos exageram ainda mais o medo e os meios de comunicação o exploram. Eles se beneficiam de nos manterem atemorizados. O primeiro presidente norte-americano em quem votei foi Franklin Roosevelt. Ele disse: ‘A única coisa que devemos temer é o próprio medo’”.

Douglas nunca foi um ativista político. Mas não conseguiu se manter indiferente. Ele atribui isso à ousadia da juventude, a certa ira inata que o faz lembrar da pior cara de seu pai alcoólatra e a um senso de justiça onde o profissionalismo e o trabalho estão acima de outras questões. “Hoje em dia ainda há quem continue tentando justificar as listas negras. Dizem que eram necessárias para proteger os Estados Unidos. Dizem que as únicas pessoas prejudicadas foram nossos inimigos. Mentem. Homens, mulheres e crianças inocentes viram suas vidas arruinadas por causa desta catástrofe nacional. Eu sei. Estava lá. Vi como aconteceu.”

Hollywood se aproveitava de seu talento, mas sem reconhecer seus direitos. Não podia nem pisar num estúdio, nem ir a nenhuma festa ou às filmagens

Dalton Trumbo não era amigo de Douglas, nem se conheciam, mas o contratou simplesmente porque achava que era o melhor roteirista de Hollywood. Trumbo tinha ganhado o Oscar de melhor história por A Princesa e o Plebeu (1953) sob o pseudônimo de Robert Rich. E, três anos depois, o de melhor roteiro por Arenas Sangrentas. Obviamente, nem pôde receber as estatuetas e nem seu nome foi falado em nenhuma premiação. A hipocrisia moral era absoluta. Depois de passar pela prisão e se exilar no México, onde fez parte de uma colônia de roteiristas perseguidos, vivia modestamente com sua mulher e sua filha em uma pequena casa de Los Angeles. Escrevia sem parar, sempre protegido por falsas identidades. Hollywood se aproveitava de seu talento, mas sem reconhecer seus direitos. Não podia nem pisar num estúdio, nem ir a nenhuma festa ou às filmagens. Em 1947, tinha se negado a testemunhar no Comitê de Atividades Antiamericanas. Usando a Primeira Emenda, foi um dos chamados Dez de Hollywood, que se negaram a declarar em um tribunal que violava os direitos de liberdade de expressão e de livre associação. Nem confessou ser comunista nem delatou companheiros. Em um combate verbal que exasperou o juiz, Trumbo gritou: “Este é o começo, nos Estados Unidos, de um campo de concentração para roteiristas!”. Foi tirado da sala à força. Sua firmeza, ao contrário da de outros companheiros, não fraquejou. Antes morreria de fome. “Ele era uma espécie de para-raios da divisão do país”, escreve Douglas. “Depois de ter passado quase um ano na prisão continuava na lista negra dos estúdios de cinema: a instrução de ‘não contratar determinadas pessoas’ estava vigente há mais de uma década”.

Kirk Douglas e seu filho Eric durante a filmagem de ‘Espártaco’. / universal studios lincensing lcc

Douglas lembra algumas histórias terríveis. Suicídios frente à impotência de ver truncadas promissoras carreiras, a pobreza em que terminavam muitas famílias, a aversão de colunistas como Hedda Hopper, que de sua tribuna de fofocas apontava sem piedade os supostos culpados ou quem lhes dava trabalho. Com pena e emoção, o ator evoca Carl Foreman, o roteirista de Matar ou Morrer: por medo de represálias, os produtores tiraram o nome dele do filme. Foreman não tinha pertencido ao Partido Comunista, mas se negou a delatar qualquer um. Fugiu para a Inglaterra. Ficou sem trabalho e sem amigos, sua mulher o abandonou. “Converteu-se em um apátrida”, lembra Douglas. Em um encontro em Londres, Foreman insinuou que para seu bem era melhor que não fossem vistos almoçando juntos. Douglas não dava crédito, morto em vida, tinha ficado totalmente sozinho.

Espártaco estava baseada em uma obra que Howard Fast, popular autor de romances históricos, e ele escreveu enquanto esteve preso por seu apoio a um grupo antifranquista espanhol, o Joint Anti Fascist Refugee. O Comitê de Atividades Antiamericanas queria saber o nome dos simpatizantes e Fast se negou a revelá-los. Terminou na prisão. Ali começou a criar o romance que um tempo depois acabou nas mãos de Douglas. A história do escravo da Trácia que dirigiu a rebelião mais importante contra a República romana era esse personagem épico que a incipiente estrela precisava.

A filmagem se completou com Trumbo escrevendo insone e escondido. Se os estúdios soubessem que ele era o roteirista, o projeto poderia acabar na lata do lixo ou vítima de uma debandada dentro da equipe. Anos antes, quando Frank Capra sentiu que por trás de A Princesa e o Plebeu poderia estar a mão de um escritor da lista negra, foi claro: não se arriscaria: O clima era tóxico: Elia Kazan acabava de jogar a toalha para se somar ao veneno delatando oito companheiros.

Douglas afirma que Espártaco não acabou com as listas negras, mas com “as listas da hipocrisia”

No relato de Douglas há muitas cenas reais que superam a melhor ficção. Como no dia em que, finalizada a filmagem, Dalton Trumbo entrou com ele e Stanley Kubrick no restaurante da Universal depois de anos sem poder pisar um estúdio. Todos os olhares se voltaram para eles, alguns até começaram a apontar com o dedo. O garçom, atônito, entregou o menu a Douglas e este passou ao roteirista: “Vamos começar pelo meu amigo. O que você quer tomar, senhor Trumbo?”. Trêmulo e um pouco cabisbaixo, o escritor respondeu: “Você terá que me dar uns minutos. Faz muito tempo que não venho aqui.”

Até 2011, o nome de Dalton Trumbo não apareceu nos créditos de A Princesa e o Plebeu. Em 1971, o escritor dirigiu o filme sobre seu perturbador discurso antibelicista de 1939, Johnny Vai à Guerra. Morreu em 1976. Douglas afirma que Espártaco não acabou com as listas negras, mas com “as listas da hipocrisia”. Trabalhar com Trumbo foi uma lição de vida que este honorável ancião não quer que seja esquecida. Suas palavras sobre ele não podem ser melhores: “Dalton foi fiel a suas ideias até o final, mas jamais se ofendia quando alguém duvidava delas. Tinha uma estranha mistura de segurança em si mesmo aliviada também por uma grande distância de si mesmo. Levar o trabalho muito a sério sem se levar muito a sério constitui um dom muito incomum que nele era abundante… Ele me ensinou muito sobre valentia e elegância. E espero que este livro contribua para que Dalton Trumbo seja lembrado como o autêntico herói norte-americano que foi.”

De ostras, caracóis e Franco

Kirk Douglas soltou várias pérolas da filmagem de Espártaco. Desde as violentas grosserias de Stanley Kubrick por não ter todo o controle do filme (que sempre renegou) à famosa censura feita sobre uma cena homossexual entre Crasso (Laurence Olivier) e seu escravo Antoninus (Tony Curtis) na qual Olivier tenta seduzir Curtis enquanto este lava as costas no banho.

O diálogo chega em seu ponto culminante quando Olivier pergunta para Curtis se ele gosta de comer tanto “ostras” quanto “caracóis”, em clara alusão ao sexo feminino e masculino.

– Questão de gosto, não?

– Sim, amo.

– E o gosto não é a mesma coisa que apetite, e portanto não se trata de uma questão de moralidade, não é?

– Pode ser visto dessa forma, amo.

– É suficiente. Minha toga, Antoninus… Meu gosto inclui… tanto os caracóis quanto as ostras.

Os censores ficaram loucos, só autorizariam a cena se substituíssem “ostras e caracóis” por “alcachofras e trufas”. Diante de semelhante disparate, a cena, hoje recolocada, ficou de fora.

A outra joia é sobre a filmagem das cenas das batalhas. O que hoje é feito em um escritório com a ajuda de um computador, em 1960 era necessário contratar um exército disponível e barato: ou seja, o Exército espanhol. “O generalíssimo fascista Francisco Franco ordenou que seu ministro de Defesa que cancelasse o projeto quando nossa equipe chegou em Madri. Após uma série de negociações frenéticas – que, segundo soube mais tarde, incluíram um pagamento em dinheiro realizado diretamente para a organização beneficente da esposa de Franco –, a filmagem voltou a andar. Contratamos 8.500 soldados espanhóis, por oito dólares (18 reais) por dia, para que representassem o papel tanto de soldados romanos quanto de escravos rebeldes. A única ordem terminante dada por Franco foi que não autorizava nenhum de seus soldados a morrer no filme. Não é que estava preocupado com a segurança deles, simplesmente não queria que nós disséssemos como deveriam morrer. Orgulho espanhol”. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/07/cultura/1407435018_563616.html

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Veja o final censurado da 4ª temporada de ‘The Walking Dead’

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 9, 2014

A cena cortada reproduz fielmente à fala de Rick Grimes nos quadrinhos: “Eles estão fudendo com as pessoas erradas”, que foi alterada para “Eles estão ferrando as pessoas erradas” na série de TV. A quinta temporada começa a ser exibida dia 12 de outubro nos EUA, e 14 de outubro no Brasil. A série de zumbis é um dos programas mais populares da televisão, e o canal norte-americano AMC pretende aproveitar ao máximo esse sucesso. ‘The Walking Dead‘ é baseada na HQ de mesmo nome, publicada nos Estados Unidos pela Image Comics desde 2003. A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e desenhada por Tony Moore.

A última temporada se encerrou com o episódio ‘A‘, exibido nos EUA dia 30 de Março. Com o sucesso, a AMC agendou o primeiro episódio da nova temporada para 12 de outubro. A quarta temporada de ‘The Walking Dead‘ foi encerrada com Rick e seus colegas capturados por um jovem grupo de canibais. Os sobreviventes chegaram ao Terminus e foram arrebanhados como gado em um vagão. O grupo confinado incluía Rick, Daryl, Michonne, Carl, Maggie, Glenn, Tara, Bob, Sasha, Abraham, Eugene e Rosita. ‘The Walking Dead‘ é centrada em Rick Grimes, um oficial de polícia da pequena cidade de Cynthiana, no estado do Kentucky, sua família e uma série de outros sobreviventes que se uniram para manterem-se vivos depois que o mundo foi infestado por zumbis. http://cinepop.virgula.uol.com.br/veja-o-final-censurado-da-4a-temporada-de-the-walking-dead-77226

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Cineasta e videoartista sueco cria longa com duração de 30 dias, a ser destruído após exibição

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 9, 2014

Projeto ambicioso, ‘Ambiancé’ traz imagens desconexas num tom etéreo

O cineasta sueco Anders Weberg, criador do maior filme do mundo, ‘Ambiancé’ – Divulgação

RIO — O cineasta sueco Anders Weberg divulgou na internet, no mês passado, um teaser curto de seu próximo filme, chamado “Ambiancé”. O vídeo, com imagens desconexas num tom etéreo, é apenas uma pequena amostra do trabalho mais ambicioso de Weberg até aqui, mas serviu para chamar a atenção para a grandiosidade do projeto.

O teaser de “Ambiancé” — lembrando, trata-se do teaser “curto” — tem simplesmente 72 minutos de duração. Já o filme terá 720 horas. Não, não são segundos, minutos ou frames. A previsão é que “Ambiancé” tenha mesmo 720 horas, fazendo dele o maior longa-metragem da história do cinema.

‘Só restará a memória para quem assistir a ‘Ambiancé’’

– Anders WebergCineasta

Considerando o planejamento de Weberg, o teaser de “Ambiancé” é realmente curto. Ele promete lançar, em 2016, um primeiro trailer do seu projeto, com 7 horas e 20 minutos de duração. Já em 2018, aí sim será divulgado o trailer final do filme, onde os espectadores poderão assistir em 72 horas a uma prévia da obra. Depois, em 31 de dezembro de 2020, Weberg, um artista com mais de 300 filmes no currículo, a grande maioria de videoarte, e cujo trabalho já integrou mostras nas principais galerias do planeta,vai dar início à exibição das 720 horas de “Ambiancé”, simultaneamente em países dos cinco continentes. Dali, passados os 30 dias de projeção, o filme, promete o artista de 46 anos, será destruído.

— A única coisa que vai restar, para aqueles que tiverem a oportunidade de participar da experiência de assisti-lo, será a memória — conta Weberg, em entrevista ao GLOBO por e-mail. — Eu já usei em outras obras a ideia de destruir o filme depois de exibi-lo. Nós vivemos num mundo digital em que tudo é mantido guardado para sempre desde que haja espaço de mídia para armazenar. Só que, no mundo analógico, quando alguma coisa se quebra ou pega fogo, ela é perdida e não pode ser recuperada.

Weberg, por mais que as aparências indiquem o oposto, não parece do tipo que solta fogos de artifícios por aí só para aparecer. Ele também não tem nada de maluco ou aventureiro no mundo das artes. Seus trabalhos já foram exibidos no Lincoln Center, em Nova York, no Centro Georges Pompidou, em Paris, e na Art Basel de Miami. No Brasil, vídeos seus fizeram parte da programação de eventos como o Festival Internacional da Linguagem Eletrônica (File).

Sua obra aborda temas como violência, gênero, memória e ideologia. Ele também já dirigiu videoclipes para bandas como a sueca Alice in Videoland e a americana The Sparks. No caso de “Ambiancé”, tudo o que ele já fez servirá de inspiração para preencher as 720 horas do filme.

— A definição contemporânea de cinema fala da arte de simular experiências, de comunicar ideias, histórias, percepções, sentimentos, beleza e atmosfera através de imagens em movimento — diz Weberg. — Eu lido com a técnica do cinema da mesma maneira que os expressionistas atiravam suas emoções na tela em branco. “Ambiancé” será uma espécie de filme-memória que vai tratar das minhas emoções e reflexões ao longo de 46 anos de vida.

O artista já tem 280 horas de “Ambiancé” montadas, de cerca de 900 horas de imagens captadas. Seu objetivo é, semanalmente, filmar entre sete e oito horas e chegar a uma hora de edição para dar conta de todo o trabalho até 2020.

Hoje, o maior filme já realizado é “Modern times forever”, uma produção experimental dinamarquesa assinada pelo coletivo Superflex, sobre décadas de decadência da sede de uma fábrica de papel em Helsinki, na Finlândia. Ele tem 240 horas — um terço da duração do projeto de Weberg — e foi projetado uma vez em 2011, por 10 dias, na parede da fábrica.

TRAGÉDIA PESSOAL

Além desse, para quem gosta de comparações, filmes notavelmente longos não chegam nem perto do tempo programado para “Ambiancé”. A ficção “Não me toque” (1971), de Jaques Rivette, sobre o trabalho de grupos de teatro na década de 1960, tem 12 horas e 40 minutos. O documentário “Shoa” (1985), no qual Claude Lanzmann faz um relato oral do Holocausto, tem 9 horas e 4 minutos. E o experimental “Empire” (1964), no qual Andy Warhol filmou a torre do Empire State Building em sequências intermináveis, tem 8 horas e 5 minutos.

— O tempo tem sido um tema importante de estudo na religião, na filosofia e na ciência, e ele também tem me interessado ao longo dos anos por ser um elemento incontrolável para os homens. Só nos resta aprender como nos relacionar com ele, da maneira que for — explica Weberg. — Eu já fiz filmes longos antes, sendo que o maior deles teve 9 horas, 9 minutos, 9 segundos e 9 frames. Ele teve o título “090909” e foi lançado em 9 de setembro de 2009.

Outro anúncio de Weberg acerca de “Ambiancé” é que o longuíssima-metragem será seu último filme. O artista se diz “cansado dos filmes e de como eles são tratados”. Colabora para essa sensação de finitude uma tragédia ocorrida em janeiro: André, seu filho de 21 anos, morreu em consequência de uma overdose de drogas. “Ambiancé”, portanto, será dedicado a ele.

— Eu já vinha trabalhando no filme havia três anos e, nesse tempo, o vício de drogas dele cresceu muito, tanto que boa parte do longa é sobre ele, nossa relação, minha esperança e perda de esperança. As cenas do teaser, por exemplo, têm muita relação com ele, são muito pessoais. Acredito que o trabalho tem me ajudado a seguir em frente — conta Weberg. André Miranda – Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/cineasta-videoartista-sueco-cria-longa-com-duracao-de-30-dias-ser-destruido-apos-exibicao-13540094#ixzz39tTWodPm

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