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Archive for the ‘Sociedade’ Category

Levantamento do GLOBO mostra quem é o eleitor médio de Dilma, Aécio e Marina

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

Saiba quais setores da sociedade e regiões do país são mais fortes os três principais candidatos à Presidência

RIO, DEMERVAL LOBÃO (PI) E SÃO PAULO – Com base na pesquisa de intenções de voto mais recente do Datafolha, levantamento do GLOBO aponta em quais setores da sociedade e regiões do país são mais fortes os três principais candidatos à Presidência: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). (Confira o infográfico: o perfil dos eleitores)

DILMA ROUSSEFF (PT)

O lavrador aposentado Ângelo Rodrigues vive com a mulher em Demerval Lobão, no interior do Piauí. Segundo ele, eleitor de Dilma, a construção de casas e as obras de infraestrutura aumentaram a oferta de empregos e incrementaram a renda no município.

— A qualidade de vida melhorou muito porque hoje tem serviço. Antes, os trabalhadores tinham que abandonar a família e ir para São Paulo — diz.

O metalúrgico Edmílson de Sousa, que mora na mesma cidade, é outro entusiasta das gestões petistas.

— Ter um trabalho que garanta o sustento da família é muito importante. A gente não tinha isso nos governos anteriores — critica.

Claudemir Lima de Sousa, 42 anos, é o eleitor médio de Dilma – Efrém Ribeiro

Em Lagoa do Piauí, o comerciante Claudemir Lima está reticente, mas diz que vai votar em Dilma por “falta de uma alternativa melhor”:

— Em uma cidade pequena como a nossa, todos têm moto ou carro. Os banco deram mais crédito para os pobres.

Já a diarista Margareth Barbosa, moradora de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio, diz que vai votar em Dilma porque a vida de sua família melhorou nos últimos anos.

— Consegui comprar televisão, sofá e geladeira. Meu marido arrumou emprego e meu filho também está trabalhando — conta.

Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, as ações que propiciaram transferência de renda são fatores que explicam a força de Dilma nas regiões Norte e Nordeste e nas parcelas menos escolarizadas e com renda mais baixa.

— São eleitores bastante influenciados pelo Bolsa Família e pelo aumento do salário mínimo — explica.

AÉCIO NEVES (PSDB)

Luiz Piu Borges vota no Aécio – Adriana Lorete / Agência O Globo

O eleitorado de Aécio Neves (PSDB) é predominantemente masculino, com renda familiar mensal acima de dez salários mínimos e ensino superior completo. Entre os eleitores do ex-governador de Minas Gerais, sobram críticas aos episódios de corrupção, como o mensalão, ao inchaço da máquina do Estado e à longa permanência do PT no governo federal.

— É um partido que ocupa todos os cargos. A continuidade deste modelo é um perigo — opina o professor universitário Luiz Pio Borges.

O empresário Antônio Carlos de Almeida defende a eleição de Aécio para a “preservação das instituições democráticas”.

— Não sou contra o PT, mas há um desastre administrativo neste governo.

O empresário João Júlio Caesar faz coro:

— É preciso acabar com esses cabides de emprego e ter uma administração enxuta, como nos anos 90. Sou a favor da meritocracia, e esse aparelhamento me incomoda demais — ressalta.

Para o aposentado Armando Baptista, a eleição de Aécio é necessária para corrigir os rumos da economia.

— Ele vai incentivar a produção e investir no que realmente gera riqueza e trabalho.

Segundo o cientista politico Antônio Testa, da UNB, Aécio angaria apoio nestas parcelas do eleitorado por se colocar objetivamente em oposição à Dilma. Já o cientista político Carlos Pereira, da FGV, acredita em um potencial de crescimento.

— Ele pode conquistar o voto feminino, estrato em que ele tem um índice baixo de apoio — avalia Pereira, que prevê uma eleição muito competitiva.

MARINA SILVA (PSB)

Maria Luisa Azevedo vota na Marina – Adriana Lorete / Agência O Globo

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, alcança seus melhores índices entre os eleitores mais jovens e nos centros urbanos das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Aos 17 anos, a estudante Maria Luisa Azevedo, moradora do Rio, diz que o “discurso de Dilma não convence” e acha que Aécio Neves pode privatizar empresas públicas, prática com a qual ela não concorda. Maria Luisa se interessou pelas propostas de Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, e vai levar o voto para Marina.

— O Brasil e o mundo precisam de alguém que fale em sustentabilidade — define.

O universitário Pablo Alves, de 21 anos, votou na ex-senadora em 2010 e pretende repetir a escolha.

— Ela fala da ética da questão ambiental. Acho o governo da Dilma muito assistencialista — diz ele, morador do Rio.

A jornalista Debora Baez também destaca a firmeza da candidata do PSB quando o assunto é sustentabilidade.

— Ela saiu do PT e do PV por não concordar com a falta de clareza no discurso ambiental.

Já a universitária Gabriela Barbosa, que mora em São Paulo, acredita que Marina representa a “verdadeira mudança na política”.

— Ela rompeu com o PT porque discordava das práticas adotadas — diz, sobre saída de Marina do partido.

Segundo o cientista político Antônio Testa, da UNB, o discurso sobre meio ambiente tem uma boa aceitação na juventude urbana.

— A Marina se comunica bem quando cita essa nova visão de mundo, comprometida com a economia verde — avalia. Efrém Ribeiro, Marco Grillo e Nilson Hernandes Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/levantamento-do-globo-mostra-quem-o-eleitor-medio-de-dilma-aecio-marina-13711427#ixzz3BKIY4GzD

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Geração NoMo: A rebelião das mulheres que não contemplam a maternidade

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

As famosas e mulheres anônimas levantam a voz para defender sua decisão e constituem a chamada Geração NoMo, ‘Not Mothers’

Duas mulheres que não querem ser mães: Mirren e Tatou. / Cordon

Depois das PANKS (mulheres solteiras e com dinheiro) e os YUMMIES (jovens urbanas com poder aquisitivo), é hora de dar as boas-vindas à mais recente incorporação ao glossário de siglas que acabará nos deixando loucos. Os especialistas em marketing, em conivência mal intencionada com os sociólogos da modernidade, deixaram aflorar uma palavra que engloba as mulheres que não têm filhos. Com uma carga infinitamente menos comercial que os nomes que mencionamos a princípio, o que a Geração NoMo (Not Mothers) reivindica é “o respeito de uma sociedade fundamentada na absurda crença de que uma mulher tem de dar à luz pelo menos uma vez na vida”. Assim argumenta a associação britânica Gateway Women, paladina da causa e responsável por sua popularização.

O livro Rocking the Life Unexpected é a bíblia das mulheres que formam a Geração NoMo. Jody Day, autora da obra e cofundadora da Gateway Women, alcançou no ano passado os primeiros lugares na lista de títulos mais vendidos da plataforma Amazon. A obra, uma salada de “tom autobiográfico, sociológico e de autoajuda”, se dirige ao 47% de mulheres entre 15 e 44 anos que não têm filhos, segundo estatísticas oficiais dos EUA. Day oferece um retrato pormenorizado da realidade à que se expõe quem não tem descendência: “O que ocorre na vida dessas mulheres é muito mais complexo do que parece, pois nem sempre se trata de uma decisão própria ou uma questão biológica. Há muito mais”.

A autora se baseia na própria experiência. Quando completou 40 anos se deu conta de que nunca seria mãe, o que lhe trouxe não poucas dores de cabeça. “A vida que eu sempre tinha esperado não existia, mas pouco a pouco me dei conta de que não estava só”, afirma. No livro ela propõe ações para desdramatizar uma situação que, segundo ela, em algumas ocasiões pode se tornar complicada. “Quando deixei de me importar com a ideia arquetípica da família com a casa e o cachorro, fui em frente”, diz. Seu objetivo de ajudar outras mulheres se sustenta em uma história pessoal de insatisfação e desesperança, mas nem todas as representantes da Geração NoMo procedem de uma odisseia emocional como a de Day. Na realidade, as iniciativas da associação Gateway Women não só se concentram em oferecer assistência psicológica a essas mulheres, mas também tentam destacar a alegria de viver se ajustando a essa situação.

Muitas famosas de Hollywood confessaram recentemente seu desejo de não serem mães. E o fizeram sem complexos. Assim se expressaram atrizes como Helen Mirren, Zooey Deschanel e Audrey Tatou. Cameron Diaz foi muito clara quando uma ocasião lhe perguntaram a respeito. “Tenho uma vida genial em muitos sentidos precisamente por não ter filhos. É só uma opção”, declarou. Eva Mendes, agora grávida, endossou suas palavras. “As crianças são muito fofas, gosto muito delas, mas não as quero para mim porque adoro dormir”. Em nosso país, Maribel Verdú afirmou em uma entrevista que não queria ser mãe “nem num futuro próximo nem no longo prazo”.

Vocação NoMo: Zooey Deschanel, Cameron Diaz e Renée Zellweger. / Cordon Press

Há um mês, a ministra do Trabalho do Reino Unido, Esther McVey, contou em uma revista que em seus 46 anos não teve filhos porque ninguém “lhe deu corda em seu relógio biológico”. Depois de deixar claro que adora crianças, afirmou que o motivo de sua decisão se fundamenta no fato de não ter encontrado “a pessoa idônea” para tê-los. “Sou feliz com a minha família, meu trabalho e meus amigos”, concluiu. É curioso comprovar a existência dessas respostas – que não deixam de ser a consequência de perguntas que ninguém sabe muito bem por que são feitas e que sempre aparecem quando se trata de mulheres com êxito profissional –, como também surpreende a necessidade de justificar-se com o argumento de que as crianças são uma bênção.

Em 2009, a escritora suíça Corinne Maier invadiu à força as livrarias com uma atitude radicalmente oposta. O livro Sem Filhos: 40 Razões Para Você Não Ter dinamitou qualquer tentação de ferir sensibilidades e verbalizou o que muitas mulheres pensam. “Os filhos são um pé no saco. Se você não tem, desfruta mais do sexo e de maiores oportunidades de trabalho”, disse Maier. Deixando de lado qualquer opinião, o que parece evidente é que a Geração NoMo se apresenta como a reivindicação de um espaço de respeito e liberdade: o respeito às decisões de uma pessoa e à liberdade de poder tomá-las sem ter de dar explicações. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/23/sociedad/1408813287_310188.html

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WTFuck! Que Trapalhada!

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

Avisos da Ucrânia não evitam entrada de comboio humanitário russo

Rússia forçou a entrada na Ucrânia dos camiões com ajuda humanitária. Tensão crescente no território ocupado pelos separatistas russos.

Depois de uma semana de espera do lado russo da fronteira, os camiões com ajuda humanitária entram na ucrâniaDepois de uma semana de espera do lado russo da fronteira, os camiões com ajuda humanitária entram na ucrânia / ALEXANDER DEMIANCHUK/REUTERS

Um conjunto de 34 camiões entrou, esta sexta-feira, na Ucrânia, apesar dos avisos do Governo e das tentativas, durante mais de uma semana, de impedir esse cenário. O medo de que a operação sirva para fazer entrar armas e auxiliar os rebeldes separatistas são as razões apresentadas para a relutância por parte dos ucranianos. A falta de autorização de Kiev não impediu que os russos forçassem a entrada no país dos camiões reiterando. “Todas as desculpas para atrasar o envio de ajuda foram esgotadas”, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, pelo que “tomámos a decisão de agir”.

Um oficial ucraniano, o coronel Andriy Lysenko afirma que outros 90 camiões estão já a caminho de território ucraniano, mas sublinha que “nem os polícias na fronteira nem os representantes da Cruz Vermelha foram autorizados a examiná-los”. Durante 10 dias, a Ucrânia e a Rússia mediram forças. O conjunto de camiões, que integram uma coluna com 260 veículos no total, entra agora em território ucraniano sem ser escoltado pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha. A organização sublinha que a sua equipa testemunhou alguns confrontos em Luhansk durante esta madrugada. A poirta-voz Ewan Watson conta que o comité “não está convencido de ter recebido garantias de segurança suficientes por parte das autoridades relevantes”.

O Governo ucraniano vê este desenvolvimento como o incumprimento de um dos termos previamente acordado entre as partes, sobre o processo de envio de ajuda humanitária. Esta decisão por parte de Moscovo poderá dificultar o entendimento entre as forças ucranianas e os rebeldes separatistas. Na tentativa de mostrar que os seus camiões carregam realmente os objectos típicos de uma operação de ajuda humanitária, o Governo russo decidiu abri-los aos jornalistas, há cerca de uma semana, antes de atravessarem a fronteira com a Ucrânia. Os veículos, apesar de carregarem comida e água, estavam praticamente vazios, algo que intrigou os jornalistas no local. Ler mais: http://expresso.sapo.pt/avisos-da-ucrania-nao-evitam-entrada-de-comboio-humanitario-russo=f886733#ixzz3BJS1QYxL

Comboio humanitário de regresso à Rússia

Os camiões russos que entraram esta sexta-feira na Ucrânia, sem autorização de Kiev, começaram a regressar este sábado ao seu país, na sequência das fortes críticas do Ocidente.

Mais de 200 camiões entraram esta sexta-feira na Ucrânia, sem autorização de Kiev

Mais de 200 camiões entraram esta sexta-feira na Ucrânia, sem autorização de Kiev / Dmitry Serebryakov /AFP/Getty Images

Os 200 camiões com ajuda humanitária russa que entraram em território ucraniano, sem autorização de Kiev, esta sexta-feira, começaram a regressar hoje ao seu país. A informação é divulgada pela agência noticiosa russa Interfax e pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

As autoridades de Kiev classificaram a acção russa como uma “invasão” e “transgressão das normas do direito internacional”. E o Ocidente uniu-se-lhes, caracterizando o episódio como uma “provocação e violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia”, segundo se pode ler num comunicado da Casa Branca. Vladimir Putin, no entanto, reforçou que apenas queria enviar ajuda humanitária o leste do país. Ainda assim, a Reuters noticia que esta manhã mais de 100 camiões atravessaram a fronteira em Izvarino, avistando-se outros a regressar de Donetsk no mesmo sentido.

Bombardeamentos em Donetsk

Enquanto camiões russos deixavam o país em direcção à Rússia esta manhã, os arredores de Donetsk – ocupados pelos rebeldes pró-russos – eram alvo de bombardeamentos e explosões. Vários edifícios foram atingidos com estrondo e ficaram destruídos, registando-se a morte de dois civis, de acordo com a agência noticiosa francesa AFP. Entretanto, em Kiev, capital ucraniana, os preparativos para o Dia da Independência da Ucrânia – que comemora, este domingo, a independência face ao domínio da União Soviética – intensificam-se. – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/comboio-humanitario-de-regresso-a-russia=f886831#ixzz3BJSOp6jS

Ajuda humanitária russa de novo a caminho da Ucrânia

Depois de uma paragem numa base militar, fruto da pressão exercida pelas autoridades ucranianas, os camiões russos prosseguem a sua marcha. No leste do país mais 22 pessoas morreram.

A Rússia continua sem esclarecer qual a fronteira de destino da ajuda enviadaA Rússia continua sem esclarecer qual a fronteira de destino da ajuda enviada / YURI KOCHETKOV/EPA

Encarada como mais uma atitude de desafio às autoridades da Ucrânia, os 280 camiões russos que transportam ajuda humanitária retomaram esta quinta-feira a sua viagem, a caminho do leste do país, contrariando a ordem dada pelo Governo de Kiev para a caravana parar.

Os veículos saíram ainda de madrugada da base militar de Voronezh, onde ficaram imobilizados de quarta para quinta-feira, dado o braço de ferro instalado, e retomaram a marcha, seguindo a uma velocidade de 50 km/h, rumo à região fronteiriça de Rostov, diz o “The New York Times”. A agência AFP confirma a chegada dos camiões a esta zona, no sul da Rússia, ainda que nenhuma fonte oficial o confirme. Certo é que o destino final da ajuda permanece por esclarecer, o que contribui para que a operação continue a levantar as maiores suspeitas, não só à Ucrânia mas à comunidade internacional. O receio é o de que a suposta ajuda mascare o envio de armamento ou mesmo de mais militares russos para apoiar os rebeldes separatistas instalados no país.

Em Moscovo, o porta-voz de Vladimir Putin garante que em causa está uma carga de quase duas toneladas, que inclui carne enlatada, água, comida para bebé e outros artigos de primeira necessidade. O colaborador do Presidente russo insiste que a entrega desta ajuda humanitária está a ser devidamente controlada pela Cruz Vermelha, mas o problema é que esta organização desmente.

Mais 22 civis mortos

Restam os factos. Olhando para a rota seguida pelos camiões, a estrada M4 representa um afastamento da região de Kharkiv, zona controlada pelas autoridades ucranianas e onde se esperava que a caravana pudesse chegar, levando o ‘comboio’ para bem mais perto das faixas fronteiriças, onde o Governo perdeu a autoridade. Entretanto, os combates prosseguem no país. Em Lougansk, 22 civis foram mortos nas últimas 24 horas, devido aos vários bombardeamentos que atingiram a cidade, revela a AFP, citando um representante da administração regional. As consequências do conflito chegam também a Bruxelas, onde hoje representantes da União Europeia vão discutir o impacto do embargo declarado pela Rússia à importação de bens agrícolas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Noruega, uma retaliação às sanções de que foi alvo.  Formas de compensar os agricultores afetados vão estar em cima da mesa. – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ajuda-humanitaria-russa-de-novo-a-caminho-da-ucrania=f885911#ixzz3BJT2i54E

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Detido ministro do Níger suspeito de tráfico de crianças

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 24, 2014

 O ministro da Agricultura do Níger foi colocado em prisão preventiva, no sábado, no âmbito de uma investigação sobre a suspeita de tráfico de bebés para a vizinha Nigéria, indicaram os seus assessores. Uma das mulheres de Hama Amadou, o principal rival do Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, figura entre as 17 pessoas, incluindo 12 mulheres, detidas no âmbito do caso desde o final de junho. Abdou Labo “foi levado para a prisão Say, de Niamey, depois de ter sido ouvido pelo juiz que decretou a sua prisão preventiva”, disse um dos assessores do ministro à agência AFP. Sob o ministro recai a suspeita de “cumplicidade” no tráfico de bebés entre a Nigéria – onde foram concebidos -, o Benin e o Níger. Labo, que exerceu o cargo de ministro do Interior entre 2011 e 2013, é vice-presidente da Convenção Democrata Social, liderada por Mahamane Ousmane – que foi o primeiro Presidente do Níger democraticamente eleito e que exerceu o cargo entre 1993 e 1996 -, tendo entrado para o governo apesar da oposição do seu partido.

“Neste alegado caso de tráfico de crianças não foram apresentadas evidências para o provar”, disse Amadou à Radio France Internationale (RFI) no final de julho. “Este caso é político”, frisou. Contudo, o ministro da Justiça, Marou Amadou, ripostou: “Se fechássemos os nossos olhos teria sido político”. “Vamos acabar com qualquer tipo vergonhoso de tráfico, independentemente de quem estiver envolvido”, acrescentou. O Ministério Público indicou que havia “provas” de que a lei foi violada após uma minuciosa investigação nos três países. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4091455&page=-1

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