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Roma enterra estábulos para mais tarde recuperar

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 18, 2014

 

 

Roma enterra estábulos para mais tarde recuperar

Quando Roma se prepara para celebrar o segundo milénio da morte do imperador Augusto (a 19 de agosto de 14) com uma série de eventos e exposições, é conhecida a decisão de que os estábulos do fundador do Império Romano vão voltar a ser enterrados por falta de fundos para os restaurar. O monumento, descoberto em 2009, por uma empresa que construía um parque subterrâneo, juntou valiosa informação a fatos já conhecidos de outras escavações a campos militares romanos e no Norte de África, permitindo conhecer os estábulos na Roma Antiga.

O edifício em mármore e as pinturas nas paredes demonstraram que existiam no local quatro equipas que partilhavam os estábulos e dividiam os fãs romanos nas corridas de cavalos, que depois decorriam no Circus Maximus. Em 2011, foi anunciado que a descoberta arquitetónica seria preservada e aberta ao público, planos agora cancelados devido a cortes orçamentais e estando já em curso o enterro do monumento.

Este acontecimento marca mais um golpe nos festejos do segundo milénio da morte do filho adotivo de Júlio César, depois das autoridades não terem conseguido alocar fundos para o restauro do mausoléu de Augusto, que foi reprogramado para 2016. Os estábulos e o mausoléu não tiveram a sorte de outros monumentos da cidade que beneficiaram da iniciativa privada de grandes marcas italianas, como a Tod’s, que está a patrocinar a recuperação do Coliseu ou a Fendi, que apoia o restauro da Fonte de Trevi. Segundo especialistas em arqueologia, os artefactos sobrevivem mais tempo à erosão dos elementos e à mão humana debaixo de terra, podendo ser desenterrados quando haja fundos suficientes para a sua preservação.

Voltar a enterrar descobertas arqueológicas para impedir que fiquem vulneráveis ao passar do tempo torna-se cada vez mais frequente, numa altura em que as escavações se tornam num luxo para economias fustigadas pela crise, como a italiana e a grega. Já nos anos 90, as termas do imperador Tito, em Roma, voltaram a ser enterrada. Na Grécia, uma situação semelhante aconteceu com uma basílica cristã descoberta em 2010 e, atualmente, nos arredores de Roma, especialistas tentam reunir dinheiro para evitar que o túmulo de Marcus Nonius Macinus, que inspirou o filme “Gladiador”, seja também conservado debaixo da terra…. Marina Almeidahttp://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4082802&page=-1

 

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