REPÚBLICA BANANA PEOPLE

Publique sua OPINIÃO Sem CENSURA! DENÚNCIE! Seja Um Colaborador!

Separatismo na Escócia ganha força a um mês de referendo

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 17, 2014

Favoráveis à união ainda são maioria, mas indecisos podem mudar o panorama

Fim ao domínio de Londres. Partidários da independência da Escócia durante uma manifestação em Edimburgo: adesão ao “sim” nunca foi tão grande como agora, diz pesquisa – Jill Lawless / AP/15-3-2014
LONDRES — Na reta final para o referendo que pode tornar o reino de Elizabeth II menos unido, a Escócia se prepara para um veredicto sobre a sua independência em meio a uma campanha cada vez mais inflamada — com alguns exageros de ambos os lados — para atrair a atenção do eleitor. Por mais que o “não” venha se mantendo em uma confortável dianteira desde as primeiras pesquisas de opinião, o que garantiria o “status quo”, nenhum cenário está descartado.

A grande preocupação está em um expressivo número de indecisos que poderia mudar o resultado final. São 16%, segundo a pesquisa TNS realizada nesta semana. É daí que poderia sair a grande surpresa para os dois lados da fronteira. Embora seja o menor percentual desde o inicio das pesquisas, eles podem decidir a eleição. Os escoceses favoráveis à separação nunca foram tão numerosos: 38%. E os contrários mantiveram-se em 46%.

Mesmo que o “não” confirme a vitória esperada pelos especialistas, a Escócia jamais será a mesma depois do pleito. A mobilização em torno do referendo deu origem a nova força que tem sido chamada de “Terceira Escócia”, uma espécie de caminho alternativo aos três partidos preponderantes. Trata-se de uma outra corrente, formada por verdes, feministas, independentistas e outros, buscando reformas e renovação, que terá arrebanhado uma fatia dos votos grande demais para ser desprezada pela classe política escocesa e britânica.

— Há pelo menos dois efeitos importantíssimos do referendo, independentemente do resultado das urnas. O primeiro é que conservadores e trabalhistas já anunciaram mais poderes para o Parlamento escocês. Isso é uma mudança na dinâmica. O segundo é que as pessoas se mobilizaram de um jeito que ninguém esperava. E isso não poderá ser ignorado, aconteça o que acontecer — disse ao GLOBO o especialista em política do Reino Unido da Birkbeck University of London, Ben Worthy.

Já Andrew Blick, do King’s College, afirma que o desejo escocês por mais autonomia permanecerá mesmo em caso de derrota na consulta popular.

— O referendo não é o fim do jogo. Mudanças estão acontecendo.

A Escócia foi um Estado independente até 1º de maio de 1707, quando foi formalizada a união política com o Reino da Inglaterra. Desde então, mal ou bem sempre esteve representada na cúpula do poder. A campanha Better Together (melhor juntos) é liderada pelo trabalhista escocês Alistar Darling, ex-ministro várias vezes, e reúne os partidos conservador, trabalhista e liberal-democrata. Já a Yes Scotland tem à frente Blair Jenkins, ex-apresentador da BBC e reúne, entre outros, o partido verde e organizações.

O humor geral não parece ter mudado nos últimos meses e nem o debate entre Darling, e Alex Salmond, um dos líderes do “sim”, chegou a alterar as intenções de voto. Outro duelo está previsto para o dia 25. O “não” prevalece em todas as pesquisas, por menores que sejam as margens entre as opções. Nos últimos dias, um grande debate sobre as diferenças dos percentuais entre os institutos dominou o noticiário.

Para Blick, a variação se deve às distintas metodologias. O importante, segundo o especialista, são os movimentos para um lado e outro.

— E a tendência é pelo não. E é muito difícil que isso mude até setembro — afirmou.

Até lá, vale tudo para angariar a atenção dos eleitores. Para defender a união, há quem garanta que a separação levaria uma corrida aos bancos escoceses por correntistas, empresas e investidores para aplicar o seu dinheiro no “lado seguro da fronteira”. E que, ao deixar o Reino Unido, a Escócia seria obrigada a abandonar a libra e submeter-se a flutuações do câmbio sobre as quais não teria controle.

Pequeno Reino Unido

Do lado inglês, diz-se que os britânicos sairiam enfraquecidos no contexto global e dentro da União Europeia (UE) — onde o governo de David Cameron vem brigando para promover mudanças. Já há quem fale numa polêmica discussão sobre um novo nome para o país, que alguns brincam deveria ser “Pequeno Reino Unido”, ou do desenho de uma nova bandeira, já que a emblemática Union Jack perderia o fundo azul.

Quem é pela separação afirma que a pressão sobre as contas públicas do Reino Unido vai acabar por eliminar benefícios a que os escoceses têm acesso como as aposentadorias e o sistema de saúde gratuito. Uma das maiores cirurgiãs plásticas da Escócia gravou um depoimento no YouTube, que já foi assistido por mais de 30 mil pessoas, em que diz que o “não” será o fim do NHS, a sigla para o equivalente ao SUS britânico, para os britânicos, entre eles os escoceses.

— Em cinco anos, a Inglaterra não vai mais ter o NHS e, em 10 anos, se votarmos não, nem nós — afirma Philippa Whitford, 55 anos. Vivian Oswald – Read more: http://oglobo.globo.com/mundo/separatismo-na-escocia-ganha-forca-um-mes-de-referendo-13633397#ixzz3Af4MYFff

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: