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Centro de isolamento do Ébola foi atacado e doentes estão em fuga

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 17, 2014

Centro de isolamento do Ébola foi atacado e doentes estão em fuga

Homens armados atacaram durante a noite uma ala de um centro de isolamento de doentes com Ébola em Monróvia, capital da Libéria, colocando em fuga 29 doentes, disseram, este domingo, testemunhas.

foto Carl de Souza/ AFP

“Eles arrombaram as portas e saquearam o local. Os doentes fugiram todos”, disse Rebecca Wesseh, que testemunhou o ataque, citada por agências internacionais. A descrição do ataque foi ainda confirmada por moradores locais e pelo presidente da Associação dos Trabalhadores da Saúde liberiana, George Williams. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4081612

Suspeita de ebola em Espanha

Cidadão nigeriano deu entrada na unidade hospitalar espanhola, com sintomas parecidos ao do vírus. Um cidadão nigeriano deu entrada este sábado na unidade hospitalar de Alicante, em Espanha, com febre, inflamação das amígdalas e mal-estar. Face a estes sintomas, há a suspeita de que poderá estar infetado com o vírus do ébola. Nesse sentido, o doente foi transportado para o Hospital de San Juan, unidade referência naquela província em prevenção e tratamento de casos de ébola. Ainda não há confirmação absoluta de que o paciente está infetado com o vírus do ébola, no entanto, este foi isolado e foi ativado o plano de emergência. Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/suspeita-de-ebola-em-espanha

Um milhão de pessoas estão em quarentena na África por causa do ebola

A OMS prevê que a epidemia dure “vários meses”

Um menino prepara o pai, com suspeita de ebola, para ser levado a um centro de isolamento. / John Moore (Getty Images)

O surto de ebola que afeta a Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria é maior do que indicam as cifras oficiais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Os números foram muito subestimados”, disse a organização em um comunicado. Essa situação supõe que a epidemia ainda durará “vários meses”, acrescenta, e, portanto, a OMS adaptou seus planos de resposta a tais previsões.

A gravidade do cenário levou os três países mais afetados – Guiné, Serra Leoa e Libéria – a decidir não apenas pelo fechamento das fronteiras entre eles para tentar frear os deslocamentos de pessoas infectadas. Também decretaram medidas internas de contenção. Por isso, o Programa Mundial de Alimentos já está atendendo um milhão de pessoas que estão nas zonas de quarentena (os três países têm cerca de 22 milhões de habitantes), e a OMS fez um apelo para que mais países forneçam provisões. Além disso, é temporada de chuvas na região, período que os camponeses da Libéria, por exemplo, chamam de “temporada de fome”, porque as inundações impedem o trabalho nos campos e, ademais, aumentam os casos de doenças como malária, dengue e cólera.

As medidas se tornam cada vez mais drásticas diante da impossibilidade dos países de conter o vírus seguindo os métodos já testados, de identificar e isolar doentes e suspeitos de ter a doença. O último caso que se soube da Nigéria ilustra bem esses problemas. O país não tem fronteira com os outros três, e o ebola chegou de avião no dia 20 de julho, transportado por Patrick Sawyer, um funcionário liberiano que desobedeceu os médicos de seu país e viajou para uma reunião em Lagos apesar de estar em observação porque sua irmã havia morrido de ebola. Sawyer foi hospitalizado logo depois de aterrissar, mas durante o trajeto e a estada no hospital teve contato com cerca de 70 pessoas, das quais 11 deram positivo para o ebola e quatro já morreram.

Uma enfermeira levou o vírus a 450 quilômetros de Lagos

Uma das infectadas foi uma enfermeira do hospital que o tratou. Na quarta-feira, o ministro da Saúde Pública nigeriano, Oneyebucho Chuwaku contou indignado o caso dela. “Desobedeceu às instruções dos médicos” que a mantinham em observação e viajou para Enugu, uma cidade a 450 quilômetros a leste de Lagos. Lá adoeceu e foi confirmado que tinha ebola. Como consequência dessa viagem — cujas causas são desconhecidas — foram identificadas 21 pessoas que tiveram contato com ela, às quais foi feito um acompanhamento. Na quinta-feira, Chukawu diminuiu o alerta ao afirmar que o número de contatos suspeitos era de seis.

Nessa situação, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, pediu ajuda internacional sem rodeios, informa José Naranjo.“Temos muito trabalho a fazer e muito treinamento a receber”, disse. No mesmo sentido, a presidenta liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, afirmou dias atrás que “isso é muito, muito sério”. “Aproximamos-nos de uma catástrofe. Necessitamos de médicos e de toda a ajuda possível. Não é um problema da Guiné, Libéria ou Serra Leoa, é um problema do mundo”.

A ajuda chega pouco a pouco. O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA anunciou há alguns dias que vai enviar mais 50 especialistas à região. Além disso, enviou equipes de exames clínicos para acelerar a identificação dos casos positivos. Os EUA anunciaram uma ajuda de 12 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de reais) e a China acaba de enviar à Libéria o equivalente a 1,2 milhões de euros (aproximadamente 3,63 milhões de reais), além de um avião com ajuda.

Desde março, a UE destinou 12 milhões de euros à região

Por seu lado, a Comissão Europeia destinou cerca de 12 milhões de euros (cerca de 36,3 milhões de reais) desde março para conter o ebola. A Espanha anunciou na quinta-feira o envio do primeiro avião com 5.400 quilos de material sanitário ao hospital católico de Saint Joseph, em Monróvia, onde foi contagiado o missionário Miguel Pajares. Além dessa contribuição, o Governo espanhol assumiu os custos da remoção do religioso falecido e de uma religiosa não contagiada, Juliana Bonoha Bohé. O Executivo de Mariano Rajoy não informou publicamente o valor dessa operação. Diversas fontes do setor das seguradoras consultadas por este jornal apontam que os gastos oscilam entre 240.000 e 500.000 euros (727.000 reais e 1,5 bilhões de reais). No caso das ONGs, suas seguradoras assumem os gastos de repatriação de seus membros.

Além dessas ajudas, a Espanha contribuiu com outras remessas específicas para o ebola. Foram destinados 100.000 euros (cerca de 300.000 reais) para a estratégia regional da OMS, outros 50.000 (150.000 reais) para a ONG Ação contra a Fome na Guiné e 150.000 euros (cerca de 450.000 reais) para uma unidade de resposta de emergências da Cruz Vermelha em Serra Leoa, segundo dados fornecidos por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Também foi a Espanha o país a pedir que na reunião de ministros de Relações Exteriores da União Europeia desta quinta fosse acrescentado um ponto na ordem do dia sobre o ebola, informa Ignacio Fariza. Mas suas conclusões se limitaram a manifestar apoio e a necessidade de que haja uma resposta internacional coordenada.

Os EUA ampliarão os vistos de cidadãos dos países afetados

Além da ajuda, os países estão especialmente preocupados com a segurança de seus cidadãos que estão nos países com ebola. O Ministério das Relações Exteriores estima que cerca de 500 espanhóis estejam na região: oito na Libéria, 260 na Nigéria, 160 na Guiné e 30 em Serra Leoa, onde, além disso, está uma equipe de cooperantes da Cruz Vermelha que o ministério calcula em 16 ou 17 pessoas.

O Ministério da Saúde Pública, por meio dos consulados, distribuiu recomendações aos espanhóis que vivem nesses países sobre como evitar o contato direto com o sangue ou os líquidos corporais de um paciente ou um cadáver e com objetos que possam estar contaminados, assim como não tocar em animais selvagens nem consumir sua carne, já que essa é a via pela qual o ebola passou dos morcegos aos humanos. O Ministério das Relações Exteriores os aconselha, desde o dia 8, a pensar em “abandonar temporariamente” a Libéria, Guiné e Serra Leoa. Por seu lado, o Governo dos Estados Unidos anunciou que prolongará os vistos das pessoas dos países com ebola para que possam atrasar a volta.

O COI proíbe três atletas africanos de competir na China

A última prova da internacionalização do medo do ebola foi dada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Diante da próxima realização dos Jogos da Juventude, na China — uma espécie de Jogos Olímpicos júnior — decidiu excluir três atletas dos países afetados: dois que competiriam em esportes de combate e um nadador. O COI admite que com isso provoca uma dupla dor nos afetados, depois da incerteza de viver em um país com ebola, e afirma que eles serão convidados para uma competição futura. / http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/15/sociedad/1408123969_202506.html

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