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Archive for 11 de agosto de 2014

Ministério Público quer que concessionária Oi retire imagens pornográficas de orelhões

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 11, 2014

Fotografias de mulheres sem roupa ferem a proteção dos direitos assegurados por lei a crianças e adolescentes

Orelhão com anúncios de garotas de programa no centro do Rio, na Avenida Marechal Floriano – Marcos Tristão / Agência O Globo

RIO – O Ministério Público estadual (MPE), no Rio, encaminhou recomendação à concessionária Oi para que retire as fotos de conteúdo pornográfico dos telefones públicos da cidade do Rio. Segundo o MPE, imagens de mulheres e transexuais sem roupa afixadas em orelhões ferem a proteção dos direitos assegurados por lei a crianças e adolescentes.

No documento, o promotor João Carlos Mendes de Abreu, da 1ª Promotoria de Justiça da Tutela Coletiva da Infância e da Juventude da Capital, solicita resposta, no prazo de 30 dias, indicando as medidas objetivas que serão tomadas. Caso as providências não sejam satisfatórias, o MP poderá ajuizar uma ação civil pública em face da empresa. Procurada pelo GLOBO, a Oi esclareceu que é vítima de atos de vandalismo praticados contra o mobiliário urbano público no Rio de Janeiro, que também incluem os orelhões mantidos pela empresa em vias públicas. A Oi acrescentou ainda “que, para enfrentar os atos de vandalismo praticados por terceiros contra equipamentos da empresa, conta com a colaboração da comunidade e das autoridades”.

Na mesma nota, a empresa também lembrou que “mantém um programa permanente de limpeza e manutenção de seus telefones públicos e conta com as solicitações de limpeza enviadas à companhia pelo canal de atendimento 103 31 por consumidores e por entidades públicas”. Um inquérito civil destinado a viabilizar a retirada de qualquer material de conteúdo pornográfico dos terminais de uso público foi instaurado. O artigo 78, da Lei 8.069/90, estabelece que as crianças e adolescentes “deverão ser resguardadas de todo material contendo material impróprio ou inadequado, com a advertência de seu conteúdo”. Read more: http://oglobo.globo.com/rio/ministerio-publico-quer-que-concessionaria-oi-retire-imagens-pornograficas-de-orelhoes-13564820#ixzz3A86jb9NV

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Morre o ator Robin Williams, aos 63 anos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 11, 2014

Ator foi encontrado morto nesta segunda-feira

O ator Robin Williams – Divulgação

RIO – O ator Robin Williams, de 63 anos, foi encontrado morto em sua casa nesta segunda-feira. Segundo policiais da Califórnia, o ator de filmes como “Sociedade dos poetas mortos” e “Gênio indomável” morreu por asfixia, decorrente provavelmente de um suicídio. Assessora do ator, Mara Buxbaum afirmou que Williams estava lutando contra a depressão e esteve internado em uma clínica de reabilitação para tratar do vício em drogas. “Essa é uma trágica e repentina perda”, disse ela em comunicado. “A família respeitosamente pede para que seja mantida sua privacidade neste momento muito difícil de luto”.

A viúva do ator, Susan Schneider, também se manifestou: “estou totalmente de coração partido. Em nome da família de Robin, pedimos que nossa privacidade seja mantida neste momento de profundo luto. Nossa esperança é que o foco não esteja na morte de Robin, mas nos incontáveis momentos de alegria e riso que ele deu a milhões”. Williams é conhecido por papéis em filmes de drama e comédia. Em 1997, ele ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme “Gênio indomável”. O ator também ganhou vários Emmys e Globos de Ouro. Seu último papel de destaque foi na série de TV “The crazy ones”. O ator deixa mulher e três filhos. Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/morre-ator-robin-williams-aos-63-anos-13568426#ixzz3A83iGZRd

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Gregorio Duvivier: “Os jovens brasileiros estão perdendo o horror à política”

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 11, 2014

O jovem ator, roteirista e escritor carioca defende a tomada de posições no humor e na vida e afirma que “é uma cagada dizer que político é tudo igual”

Duvivier lança em 2013 o livro ‘Ligue os Pontos’, no Rio de Janeiro. / L. W. (Folhapress)

As piadas e, principalmente, a internet anunciaram Gregorio Duvivier para o mundo, graças ao sucesso na web de Porta dos Fundos, o mais bem-sucedido programa de humor do Brasil dos últimos anos. Mas esse ator, roteirista e escritor carioca de 28 anos tem uma longa carreira que respalda sua fama de ser um dos grandes talentos de sua geração – e uma relação com o humor que vai muito além da brincadeira.

Nos palcos de teatro desde os nove anos de idade, Duvivier é filho da cantora Olivia Byington e do músico Edgar Duvivier e formou-se em Letras na PUC do Rio de Janeiro em 2008. Suas primeiras incursões na literatura se deram por meio da poesia, com os livros A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7Letras) e Ligue os pontos – Poemas de amor e Big Bang (Companhia das Letras), e renderam elogios de pesos pesados das letras como Ferreira Gullar e Millôr Fernandes.

Artista polivalente, Millôr foi justamente o homenageado da 12ª Festa Literária de Paraty, da qual Gregorio participou e onde debateu os limites entre prosa e poesia e humor e ofensa, sem medo de dar opiniões – como faz às segundas-feiras na sua coluna publicada pela Folha de S. Paulo.

Não por coincidência, esse que é um dos maiores humoristas do Brasil serve de grande inspiração para o seu trabalho: “Millôr dizia que o humor é sempre de oposição, assim como a imprensa. Tem que estar à direita da esquerda, à esquerda da direita e não pode estar no centro, que é um lugar horrível”. Tarefa que parece ser cada vez mais possível para a juventude brasileira, que segundo Duvivier, “está perdendo o horror à política como um todo”.

Confira sua entrevista exclusiva ao EL PAÍS.

Pergunta. Fazer humor no Brasil, a seu ver, é mais fácil hoje do que já foi?

Resposta. Acho que o humor no Brasil passa por um processo, que, em outros lugares, aconteceu muito antes. De ser tratado como um mundo à parte. Durante muito tempo, o humor eram as piadas, as anedotas, não existia a profissão do humorista. Isso é uma coisa recente, do século IXX, começo do XX: pessoas que viviam disso, ainda que profissão não seja muito levada a sério até hoje. É normal as pessoas dizerem: “Ah, são anedotas. Não tem criatividade e, sobretudo, não tem pensamento”. Muita gente acha que humor é pra fazer rir irracionalmente, produzir uma risada, seja ela qual for. Atualmente se sabe que é uma arte mental, que merece ser tratada como tal. E tem mil tipos de humor, assim como tem mil tipos de música. Em vez de ser tratado como um gênero, ele deveria ser tratado como uma arte em que há vários gêneros.

Não é só uma piada. Uma piada é tudo, não está eximida de qualquer culpa ou de qualquer responsabilidade”.

P. Então há bastante espaço para o humor no país. Mas alguns humoristas são um pouco agressivos, o que atenta contra a profissão. Você acha que isso acontece aqui ou no mundo inteiro?

R. No Brasil, vivemos a explosão de diversidade no humor. Por exemplo, o Porta dos Fundos é uma coisa que não existia, não é só pela explosão da internet. Esse gênero de humor sem muita composição, hipernaturalista, com crítica social, é meio novo no país. De alguma maneira, está começando a surgir a diversidade no humor e a seriedade também. Começaram a ver que é um nicho, não só de mercado e de vendas, como o teatro ou a literatura, mas sobretudo que é um lugar de se pensar. Vale a pena você perder tempo, porque carrega pensamento e gera mudanças. É importante o Millôr ser homenageado na Flip por isso. É difícil o humor ser levado para a Academia, ver teses ou dissertações sobre as obras de autores humorísticos. Acho que é muito legal dar ao humor o lugar que ele merece, que é de reflexão.

Sobre certos humoristas, tem uma coisa que se dizia antigamente: “É só uma piada. É só uma brincadeira”. Tem humoristas que ainda dizem isso quando sofrem processo. Acho uma burrice. Não é só uma piada. Uma piada é tudo, não está eximida de qualquer culpa ou de qualquer responsabilidade. É muita coisa. É importante a gente ter essa consciência: que, por trás do humor, tem um pensamento sempre. Quando você ri de alguma coisa, tem um trabalho intelectual. Mesmo ao rir de alguém que caiu. Acho que estamos nos conscientizando disso agora. É muito recente.

P. Na sua mesa na Flip, você leu um texto do Millôr, Liberdade, liberdade, que ironiza as tomadas de posição. Mas, como você disse, o humor é muito político. No fim das contas, é importante assumir posições?

R. Acho que é isso mesmo. O Millôr está fazendo uma piada a respeito, porque era um iconoclasta e não deixava pedra sobre pedra. Mas o que ele está dizendo ali, e eu acho muito bom, é: “Assumam”. Ele dizia que o humor é sempre de oposição, assim como a imprensa. Tem que estar à direita da esquerda, à esquerda da direita e não pode estar no centro, que é um lugar horrível. Isso é outra coisa que em outros países tem também. Na França, por exemplo, você tem um jornal de esquerda, o Le Monde, e um jornal de direita, que é o Le Figaro. Isso é assumido. E é ótimo, tem leitores pros dois, e eles sabem que aquilo é partidário. É mais sincero do que no Brasil, onde os jornais têm ligações muito escusas com o poder. Isso é um problema. Você esquece que é um ponto de vista e toma aquilo como verdade. Gosto da Folha, por exemplo, porque existe uma polifonia ali dentro. Não tem uma posição do jornal como um tudo, mas existe espaço. Eu levanto toda semana uma bandeira diferente lá. Acho que é importante eles darem esse espaço e sair do armário. A imprensa brasileira tem que sair do armário, assim como os humoristas. Volta e meia, não declaramos nossos apoios, nossas causas. Temos muito medo disso e queremos agradar todo mundo. Mas não é possível.

P. É normal escutar que os jovens de hoje são muito descrentes da política. Você, que faz parte de uma geração jovem aqui no Brasil, concorda?

Eu acredito que tem uma vontade mudança aí, e as manifestações são prova disso”.

R. Acho que a maioria dos jovens está se politizando hoje em dia. Está passando o horror à política como um todo, que era algo mais da geração acima da minha, muito pouco envolvida – por causa da ditadura, claro. A política era sinônimo de militares no poder, de fascismo mesmo. Não existia a possibilidade de aderir a um partido que fosse contra. Hoje, sim. Acho uma cagada dizer que político é tudo igual. É um discurso muito nocivo. Muita gente diz “política é tudo igual, não se meta com isso, só tem ladrão”. É algo que existe, mas está diminuindo. Eu acredito que tem uma vontade mudança aí, e as manifestações são meio que a prova disso.

P. Na Flip, você também fez um certo mea culpa em relação ao Sarney, por causa de uma carta aberta e bastante crítica que escreveu para ele na Folha como se fosse o câncer que ele teve e do qual se curou. Por que você acha que cruzou “a fronteira do afeto” com ele, como disse?

R. Eu acho que quando se fala de morte, de desejar a morte de outra pessoa, talvez se cruze um limite que não teria sido bom cruzar. Você dizer que seria melhor que a pessoa tivesse morrido é terrível demais, falta afeto. Acho que, por mais que você tenha que assumir posições e causas e ser político – não dá pra fugir disso –, quando bate aí eu acho que se perde a humanidade.

P. Como foi participar de uma Flip sendo ator e humorista, além de poeta e cronista? Você se sente cômodo em meio a tantos escritores?

R. Não. Eu fiquei muito nervoso durante a mesa, porque é um meio com o qual não estou tão acostumado assim. Subo num palco para públicos maiores, mas com um personagem, atuando… Não como pessoa física, o que é pra mim uma dificuldade. Por isso, gosto de atuar. Você pode deixar de ser você mesmo e se esconder. As pessoas acham que o ator é um exibicionista, mas na maioria dos casos ele é um tímido. Com o autor é diferente, você está falando na primeira pessoa sobre o que acha, levantando bandeiras. É outro terreno, mas estou gostando muito.

P. Há algum projeto novo em vista?

R. Tenho um novo livro de prosa humorística, que sai em novembro pela Companhia das Letras. É um livro de crônicas, com textos do Porta dos Fundos e da Folha e outros inéditos também.

P. Que rumos vocês pretendem dar ao Porta?

R. Vamos continuar no mesmo formato, mas aumentar algumas coisas. Fizemos recentemente uma série sobre AIDS chamada Viral, que foi um passo importante, de contar uma história com começo, meio e fim. E é um tema sério: um cara que descobre que tem AIDS e vai avisando todas as mulheres quem ele transou sem camisinha na vida. Claro que tem humor, mas drama também. Queremos explorar esse tipo de lugar, sem negar o lado humorístico, porque não conseguiríamos. Até porque o humor não esvazia, não barateia o conteúdo como muita gente acredita. Não necessariamente. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/06/cultura/1407355245_148838.html

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Um dos 55 corpos do cemitério de uma antiga escola da Flórida é identificado

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 11, 2014

George Owen é um dos meninos mortos nos anos 40 no reformatório de Marianna

George Owen Smith, na última foto que a família tem dele

A irmã lembra que Owen era capaz de entrar em uma loja de instrumentos, pegar qualquer um e, em dois minutos, fazer música, ainda que estivesse tocando pela primeira vez. “Poderia ter sido um grande músico. Com o talento que tinha, não entendo como acabou dessa maneira”. Em setembro de 1940, aos 14 anos, George Owen Smith foi acusado de cumplicidade no roubo de um carro e internado na escola para rapazes Arthur Dozier, de Marianna, na região de Panhandle da Flórida. Tentou fugir duas vezes e, na segunda, a escola informou à família dele que havia sido encontrado morto e em condições tão ruins que era impossível devolver seu corpo que, desde então, desapareceu.

Sob as 31 cruzes que havia no cemitério da escola onde Owen devia estar enterrado, um grupo de antropólogos da Universidade de South Florida encontrou em dezembro passado 55 ossadas de meninos. Na quinta-feira, os cientistas a cargo da investigação anunciaram a descoberta do DNA de Owen entre os primeiros 13 restos mortais analisados. Ele é o primeiro rapaz identificado plenamente e com família viva entre a meia centena que morreu por causas desconhecidas ou em circunstâncias turvas, entre 1914 e 1952, na escola Arthur Dozier: um campo de trabalho fundado em 1900 para onde iam meninos órfãos e os “incorrigíveis”, de 6 a 18 anos de idade, de 22 condados diferente dos Estados do sul dos EUA Flórida, Georgia e Carolina do Sul, na maioria deles, negros.

A escola teve três nomes, sempre esteve a cargo do Estado e foi fechada em junho de 2011. No ano seguinte, o Departamento de Cumprimento da Lei da Flórida (FDLE, na sigla em inglês) calculou que podia haver mais de 80 meninos enterrados entre os limites do antigo reformatório, ainda que nos registros oficiais só estejam documentados os enterros de 45 rapazes, que teriam morrido em um incêndio, afogados, de pneumonia, por traumatismos na cabeça e costelas, apunhalados ou na tentativa de fugir. Owen fugiu da escola em 24 de novembro de 1940, apareceu morto na manhã de 24 de janeiro em uma casa do centro de Marianna e foi enterrado às 15h30 daquela mesma sexta-feira. O superintendente e o médico da escola o reconheceram pelo uniforme, a cor do cabelo e por seus dentes, e explicaram à família Smith que, naquele ponto de deterioração, não era possível realizar uma autópsia para saber como ele morreu, nem transferi-lo para Auburndale, seu local de nascimento.

É provável que nunca se saiba como morreram Owen e os outros meninos de Marianna. “Há um certo nível de preservação necessário para determinar o DNA muito diferente do necessário para determinar a causa da morte. Não sei se os níveis de preservação serão suficientes para nos revelar a causa da morte”, explicou na quinta-feira a antropóloga Erin Kimmerle, que dirige a investigação. O nível de preservação de um corpo depende de como foi enterrado: a qual profundidade, em que posição, em que tipo de caixão, se houve um. George Owen Smith estava enterrado no extremo norte do cemitério, sem lápide nem cruzes, a meio metro de profundidade, em um caixão de madeira fabricado na escola.

“Esperei 73 anos e meio para saber isso”. Ovell Krell tem 86 anos e é uma das três irmãs vivas de Owen, cuja família passou a vida o procurando. “Foi difícil acreditar que finalmente tinha aparecido, mas estou começando a aceitar. Ainda há muitos trâmites pelos quais devemos passar. Como sua morte nunca foi registrada oficialmente, nem sequer temos uma certidão de óbito.” A última fotografia que Ovell conserva de seu irmão é do ano em que foi enviado ao reformatório de Marianna: Owen está com uma gaita na boca, ajoelhado, ao lado do pai, de pé, segurando um violão.

Desde o início das escavações na escola Arthur Dozier, em setembro de 2013, os analistas do Laboratório de Antropologia Forense da Universidade de South Florida recolheram mais de uma dezena de amostras de DNA entre as famílias que ainda buscam rastros de familiares mortos ou desaparecidos em Marianna. Ainda falta saber se alguma delas coincide com as amostras que serão extraídas das 42 ossadas que ainda faltam ser analisadas. A partir de um dos crânios melhor conservados, os investigadores conseguiram reconstruir, em julho, o rosto de um menino negro, de 10 a 12 anos, que ainda não foi identificado. “Não sabemos quem é, não sabemos nada dele”, disse Christian Wells, um dos 50 antropólogos que trabalham no caso de Dozier e que continuarão cavando os pátios da escola até o fim do ano, em busca de mais informação. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/08/internacional/1407505279_938566.html

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