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Perguntas e respostas sobre o surto de Ébola

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em agosto 8, 2014

É o maior surto de sempre. Saiba quais são os países afetados, os cuidados a ter, como é que o surto apareceu e que medidas é que Portugal preparou.

Cuidados de higiene básicos como a lavagem das mãos são uma das medidas de prevençãoCuidados de higiene básicos como a lavagem das mãos são uma das medidas de prevenção / Ahmed Jallanzo/EPA

O que é o Ébola?

1. Anteriormente conhecida como a febre hemorrágica do Ébola, a doença surgiu em 1976 em Nzara, no Sudão e em Yambuku, no Zaire (atual República Democrática do Congo), localidade próxima do rio Ébola.

2. Não existe vacina.

3. A taxa de mortalidade atinge os 90%, embora na fase atual se situe nos 60%.

4. Os surtos têm ocorrido em aldeias da África central e ocidental, próximas de florestas tropicais.

5. O vírus é inicialmente transmitido através do contacto com animais selvagens e depois propagado entre os humanos.

6. A contaminação dos animais para os humanos ocorre pelo contacto com sangue, secreções, órgãos e outros fluídos corporais dos animais infetados.

7. A contaminação entre os humanos ocorre através do contacto direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas.

Quais são os países mais afetados?

Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria.

Quantas vítimas é que o surto já fez?

932 mortos.

Qual é a origem deste surto?

A Organização Mundial de Saúde refere que origem deste surto deverá ter ocorrido em janeiro na Guiné-Conacri, quando a primeira vítima terá sido infetada. No mês seguinte foram reportados os primeiros casos em zonas daquele país.

Este é o maior surto de Ébola de sempre?

Sim. Mesmo em 1976, o ano em que a doença surgiu e quando causou um maior número de vítimas, registaram-se 431 mortes. Desde então, a doença voltou a conhecer alguns surtos ao longos dos anos, mas, excetuando no caso atual, ficou sempre muito abaixo desses valores. Não foram dadas indicações sobre o motivo porque estará este surto a atingir tamanhas proporções.

Que cuidados deve ter se viajar para um dos países afetados? 

1. Seguir as indicações das autoridades locais e cumprir regras de higiene básicas, como a lavagem frequente das mãos (o vírus é facilmente eliminado com sabão ou lixívia)

2. Não contactar com animais selvagens vivos ou mortos. Não consumir a carne destes animais

3. Cozinhar bem os alimentos de origem animal

4. Evitar o contacto próximo com casos suspeitos ou confirmados de doentes com o vírus Ébola

5. Evitar o contacto com cadáveres antes e durante cerimónias fúnebres

6. Não manipular qualquer material ou objetos utilizados no tratamento de doentes

7. Atentar ao risco de transmissão através de relações sexuais

Quais são os sintomas?

. Febre elevada de início súbito

. Mal-estar geral

. Dores musculares

. Dor de cabeça

. Dor de garganta

. Manchas na pele

. Dor abdominal

. Náuseas

. Vómitos

. Diarreia

. Dores no peito

. Hemorragias (não relacionadas com traumatismos)

Que cuidados deve ter se regressar de um país afetado pelo surto? 

A Direcção-Geral da Saúde aconselha que vigie o seu estado de saúde durante 21 dias após o regresso. Quem apresentar algum dos sintomas ou tiver tido contacto direto sem a proteção adequada com pessoas contaminadas com o vírus deve contactar a Linha Saúde 24 (808 242 424)

Portugal reforçou o controlo de fronteiras por causa do surto? 

Não foram tomadas quaisquer medidas de controlo de fronteiras devido ao Ébola, existindo um plano de contingência que passa pelo isolamento, diagnóstico e tratamento adequado de quem apresente sintomas próprios da doença. A Direção-Geral da Saúde considera que o risco do surto chegar ao nosso país é baixo. – Ler mais: http://expresso.sapo.pt/perguntas-e-respostas-sobre-o-surto-de-ebola=f883752#ixzz39p8k2dkx

OMS declara surto de Ébola uma emergência internacional de saúde

É a terceira vez que a organização declara uma emergência internacional de saúde, depois da gripe das aves na Ásia em 2009 e os desenvolvimentos da poliomielite em maio deste ano.

URGÊNCIA Margaret Cho pediu à comunidade internacional ajuda célere para combater o progresso do ébola URGÊNCIA Margaret Cho pediu à comunidade internacional ajuda célere para combater o progresso do ébola  / EPA/SALVATORE DI NOLFI

Depois de dois dias de deliberação em Génova, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a epidemia do Ébola uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. O anúncio foi acompanhado de um “apelo à solidariedade internacional” para combater o avanço da doença.

Margaret Cho, diretora geral da OMS, apelou à comunidade internacional para “prestar apoio o mais urgente possível”, pois, apesar de a maior parte dos países provavelmente não vir a ter casos de Ébola, “os afetados simplesmente não têm a capacidade para controlar sozinhos um surto deste tamanho e complexidade sozinhos”.

No entanto, há que estar preparado para o pior. Keiji Fukuda, chefe de segurança sanitária da OMS, projetou que “a probabilidade é que as coisas piorem antes de melhorar” e que a organização prevê que “o surto esteja a um nível elevado nos meses vindouros”.

Esta decisão vem na senda de uma reunião com um comité de especialistas para determinar a gravidade de um surto que, segundo os números da OMS, já matou 932 pessoas e infetou outras 1711. Concluiu-se que é “a maior e mais grave” epidemia de Ébola nas últimas quatro décadas. Neste momento, a Guiné-Conacri, a Libéria e a Serra Leoa são os países afetados, com a Nigéria cada vez mais temerosa de ver o Ébola progredir no seu território.

A OMS não recomendou interdições de viagem ou de trocas, mas indicou que pessoas que estiveram em contacto com doentes não devem viajar. Dirigindo-se aos países afetados, a organização disse que deviam aumentar a vigilância através de medidas como rastreamentos à saída dos aeroportos ou junto às fronteiras para localizar casos e tratá-los como emergências médicas.

Margaret Cho também deixou uma advertência quanto às declarações da Presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, que admitiu a possibilidade de suspender alguns direitos civis em prol da contenção da doença. Cho reconheceu a necessidade de implementar medidas extraordinárias, mas frisou que “precisamos de respeitar a dignidade das pessoas e informá-las por que motivo é que estas medidas estão a ser tomadas”.

Quem também lançou uma crítica foi Bart Janssens, diretor de operações da Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em resposta ao anúncio da OMS, o responsável disse que “declarações não salvarão vidas”, lembrando que, “durante semanas, temos repetido que uma resposta massiva e epidemiológica de saúde pública é desesperadamente necessária”. Ler mais: http://expresso.sapo.pt/oms-declara-surto-de-ebola-uma-emergencia-internacional-de-saude=f885332#ixzz39p9LfwI9

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