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Israel perdeu a guerra

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 29, 2014

Nas redes sociais, a percepção do conflito no Oriente Médio custou ao Estado judeu bem mais do que imaginam seus líderes

Pedro Doria Foto: O GloboAs redes sociais estão mudando em tempo real a maneira como o longo conflito entre Israel e Palestina é percebido. E o fluxo contínuo de informação e conversas distribuídas por Twitter e Facebook custam a Israel mais em prestígio do que os velhos políticos que comandam o país estão percebendo. Esta guerra já foi perdida.

Quando as Forças de Defesa de Israel invadiram Gaza, em janeiro de 2009, o Twitter tinha por volta de 15 milhões de usuários ativos. O Facebook, 250 milhões. Hoje, o Twitter tem 244 milhões e o Facebook, 1,28 bilhão. Naquele mês, 4% da população mundial tinha um smartphone nas mãos. Hoje, um quarto de nós humanos convivemos diariamente com o telefone que acessa a internet. Nele, usamos principalmente as redes sociais.

Neste conflito, como de hábito, há um nítido desequilíbrio entre os mortos. Morrem muito mais palestinos. Em 2009, foram 1.400 de acordo com a ONU. Até o dia 27 último, também segundo a ONU, foram 999. Mas uma coisa são os números brutos. Outra é ver gente morrendo. Principalmente crianças. Ainda assim, imagens de mortes chegavam ao público pela imprensa tradicional. As redes mudaram esta dinâmica.

Na manhã do dia 16, o fotógrafo Tyler Hicks, do New York Times, viu incrédulo quando uma bomba matou alguns meninos numa praia de Gaza. Registrou o que pôde. Mas também, como inúmeros outros jornalistas vêm fazendo durante toda esta operação, tuitou. Ao fazer a narrativa em tempo real de uma matança, os filtros que buscam mais precisão e menos adjetivos, incorporados por qualquer jornalista, baixam e a emoção aflora. As narrativas desta operação estão mais carregadas. De certa forma, talvez representem melhor os horrores de uma guerra.

Em guerras, porém, a primeira vítima é a verdade. A frase de um antigo ministro britânico segue precisa. Dentre as muitas imagens e vídeos que circulam pelo burburinho da rede, nem todas são de Gaza. É difícil, frequentemente, discernir quais cenas vêm na verdade de conflitos muito mais sangrentos, como o da Síria. Ou do que ainda ocorre no Iraque.

Assim como nem toda informação que chega às redes circula com a velocidade dos virais. John Reed, repórter do “Financial Times”, viu no dia 22 quando dois foguetes foram disparados contra Israel. Partiram dos fundos do Hospital al-Wafa que, depois, foi atacado. Os tweets com detalhes do bombardeio israelense correram o mundo. Os iniciais, de Reed, tiveram menos repercussão. E ainda renderam ao jornalista ameaças por simpatizantes do Hamas. Junto com a informação, as redes carregam um segundo problema para Israel: conversas. É onde a percepção de quem está certo ou errado se consolida. Em alguns casos, estas conversas escorregam para o antissemitismo disfarçado ou escrachado. Mas nem sempre. São conversas que estão ocorrendo mundialmente. E, perante as imagens de crianças mortas, é difícil que terminem numa conclusão diferente: não importa se tinha razão no início, Israel está matando inocentes demais.

É isso mesmo que um grupo político radical com forte braço paramilitar como o Hamas deseja. O Hamas, pois, venceu esta guerra. E a armadilha que armou para Israel é feia por dois motivos.

Primeiro porque fez com que a opinião pública mundial se voltasse contra Israel. Para onde vai a opinião pública, para lá seguem os governos. Segundo porque, conforme o mundo lhe vira as costas, Israel se fecha em copas. Reforça sua impressão de que está sozinho contra todos e alimenta a máquina que derramará mais sangue palestino. O ciclo se retroalimenta. Pedro Dória – http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/israel-perdeu-guerra-1-13415052

Deputada Israelense de partido radical defende morte de todas mães palestinas.

A deputada do partido Casa Judaica, diz que elas deveriam ser mortas pois gerariam “pequenas serpentes”.

No início de julho, a deputada Ayelet Shaked, do partido Casa Judaica, compartilhou no Facebook um texto em que chamava crianças palestinas de “pequenas cobras”, pedia a morte das mães palestinas e afirmava que o conflito no Oriente Médio não se trata de uma guerra contra extremistas, mas “entre dois povos”. Após a confirmação da morte dos jovens israelenses, grupos marcharam por Jerusalém cantando “morte aos árabes” e agredindo pessoas na rua. Uma página no Facebook chamada “O Povo de Israel Exige Vingança” atraiu 35 mil pessoas e milhares de comentários racistas antes de ser tirada do ar. A onda de xenofobia culminou, em 2 de julho, com a morte de um adolescente palestino. Ele foi queimado vivo por extremistas israelenses.

Antes da Operação Borda Protetora ser lançada, ministros israelenses sugeriram que a Faixa de Gaza fosse deixada sem combustível, eletricidade, água e luz. Depois do início dos ataques, o ódio continuou a ser destilado. Em 12 de julho, em Tel Aviv, uma manifestação de israelenses contrários à ofensiva na Faixa de Gaza foi reprimida violentamente por uma turba de extremistas de direita, insuflada por um rapper local.

O sucesso da tentativa de desumanizar os palestinos foi verificado pela imprensa internacional. Diversos veículos mostraram como moradores de Sderot, cidade no sul de Israel conhecida por ser alvo frequente dos foguetes do Hamas, assistem ao bombardeio de Gaza como se estivessem em um cinema ao ar livre. Na quinta-feira 17, uma equipe da rede de tevê CNN flagrou israelenses vibrando quando um míssil atingiu um alvo na Faixa da Gaza. Carta Capital – http://plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=80252&p=3

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