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Archive for 23 de julho de 2014

O piano de ‘Casablanca’, a leilão

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 23, 2014

O instrumento será a estrela de uma venda que inclui o roteiro e fotos autografadas pelo elenco

Um fotograma de ‘Casablanca’ (1942), o clássico de Michael Curtiz.

“You must remember this, a kiss is just a kiss…”, cantava Sam repetidamente no Rick’s Café, a pedido de Ilsa (Ingrid Bergman), no filme Casablanca. “Toque-a, Sam”, dizia ela, repetidamente. E a melodia que saía da voz de Sam e daquele piano rosado voltavam a apaixoná-la. Passados 72 anos desde que Dooley Wilson tocou aquela canção no filme de Michael Curtiz, o mítico piano irá a leilão no próximo dia 24 de novembro, na casa Bonhams, em Nova York.

There’s No Place Like Hollywood (não há um lugar como Hollywood) é o nome do leilão cinéfilo em que o piano será a peça central de um grande lote de memorabilia do filme, pertencente a um colecionador privado. A coleção inclui desde as portas internas e externas do café de Rick (Humphrey Bogart) até fotos autografadas pelo elenco, as notas de imprensa originais, um último rascunho do roteiro e os passaportes e vistos criados para a fuga de Ilsa e Victor Laszlo (Paul Henreid). “É uma das coleções de cinema mais significativas que ainda estavam em mãos privadas”, afirma Catherine Williamson, diretora do departamento de Memorabilia do Entretenimento da Bonhams.

Cartaz de ‘Casablanca’, o mítico filme de Michael Curtiz, que terá objetos cenográficos leiloados.

A casa de leilões se associou pela segunda vez ao canal de cinema clássico TCM para organizar aquela que é considerada uma venda “inesquecível e histórica”, por causa da popularidade da qual ainda goza o filme com Humphrey Bogart, de 1942. “Casablanca é um dos filmes de guerra mais queridos de Hollywood e um dos títulos mais prestigiosos da nossa coleção”, diz Dennis Adamovic, vice-presidente sênior do TCM. Por isso, estima-se que o piano de Sam chegue a ser vendido por um montante superior a um milhão de dólares (2,22 milhões de reais), superando o valor em torno de 1,5 milhão de reais alcançado por um segundo piano, usado nas cenas de flashback em Paris, quando Rick e Ilsa se apaixonaram.

O ator de Uma aventura na África parece ser um sucesso garantido até hoje. Outro filme popular de Bogart, O falcão maltês (1941), detém ainda hoje o recorde de venda de um objeto de cena. No ano passado, quando a Bonhams e o TCM se associaram pela primeira vez para o leilão What Dreams Are Made Of (do que são feitos os sonhos), a figura do falcão que aparecia no filme de John Huston alcançou o equivalente a nove milhões de reais. Naquele dia, também foi vendido o carro que aparece na mítica cena de despedida em Casablanca, um Buick Phaeton de 1940, pelo qual alguém pagou quase um milhão de reais.

No leilão de novembro próximo, estarão à venda também objetos de outros filmes que farão as delícias dos cinéfilos, como o vestido que Rita Hayworth usou enquanto cantava Amado Mio, em Gilda (1946); um retrato de Rodolfo Valentino como o Falcão Negro, pintado por Federico Armando Beltrán Massés em 1925; uma peça do vestuário usada por Jena Russell em O proscrito (1943); figurinos de Barbra Streisand em Num dia claro de verão (1970), Nosso amor de ontem (1973) e Yentl (1983); o avental que Judy Garland vestiu em O Mágico de Oz (1939); e as provas de capa que o desenhista Adrian fez para os macacos voadores.

Entre tantos fetiches, o piano em que Dooley Wilson tocou As time goes by será outra vez a estrela. Embora já não esteja dentro do café de Rick, o piano cor salmão ainda está em perfeito estado e pode tocar a canção tantas vezes quanto pedirem. Foi utilizado pela última vez em um concerto de 2006 no Hollywood Bowl, em Los Angeles, em que se homenageava a trilha sonora de Casablanca, de autoria de Max Steiner, que foi indicada ao Oscar. E aquele “You must remember this…” voltará a soar dentro de alguns meses, quando alguém (sem conseguir perder a piada) gritará: “Compra outra vez, Sam”.   – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/22/cultura/1406037158_991632.html

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Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 23, 2014

Pais escrevem carta sobre os 3 filhos que perderam no MH17 Numa carta aberta dirigida a familiares e políticos, Anthony e Marite partilham a dor que sentem pela perda e revolta e pedem privacidade e respeito à comunicação social. Anthony Maslin e Marite Norris são pais de três crianças australianas que morreram, assim como o avô que as acompanhava, na passada quinta-feira, na sequência do voo MH17 ter sido abatido, na Ucrânia. Numa carta, que tornaram pública através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Austrália, descrevem a dor que sentem neste momento, depois da perda que sofreram. “Estamos a viver o inferno para além do inferno. Os nossos bebés já não estão connosco.
Temos que viver este ato de horror todos os dias e todos os momentos para o resto das nossas vidas.” São palavras que se podem ler no comunicado, onde os pais afirmam que ninguém deve passar por uma dor similar: “Nem mesmo as pessoas que mataram a nossa família.” (Pode ler a carta na íntegra no fim do texto) Mo, de 12 anos, Evie, de 10, e Otis, de 8, voltavam a casa depois de umas férias na Europa na companhia do avô Nick, a tempo de começarem as aulas, enquanto os pais planearam ficar mais tempo em Amesterdão, na Holanda, local de onde descolou o avião da Malaysia Airlines abatido por um míssil na Ucrânia e que tinha como destino Kuala Lumpur (Malásia). Os irmãos e o avô seguiam depois para a Austrália. Na carta, agradecem a todos os familiares e amigos que os têm apoiado e cujo amor os “mantém vivos”. D.P. – Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/pais-escrevem-carta-sobre-os-3-filhos-que-perderam-no-mh17

A CARTA DO PAIS

“Uma mensagem para os soldados na Ucrânia, para os políticos, para os meios de comunicação social, para os nossos amigos e para a nossa família. A nossa dor é intensa e implacável. Nós vivemos um inferno para além do inferno. Os nossos bebés não estão aqui connosco. Temos que viver com este ato de horror todos os dias e todos os momentos para o resto das nossas vidas. Ninguém merece o que estamos a passar.
Nem as pessoas que mataram a nossa família. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos pelos nossos filhos, por Mo, por Evie, por Otis. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos pelo avô Nick. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos um pelo outro. Esta é uma revelação que nos dá algum conforto. Pedimos a todos que se lembrem disto quando tomarem decisões que nos afetem e às outras vítimas deste horror. Até agora, todos os momentos desde que saímos de casa, temos estado rodeados de família e amigos.
Rezamos desesperadamente para que isso continue, porque esta expressão do amor é o que nos mantém vivos. Queremos continuar a saber coisas sobre a vossa vida, o bom e o mau. Nós já não queremos viver as nossas vidas. Por isso, gostaríamos de agradecer a toda a gente, a todos os nossos amigos, família e comunidade incríveis, e dizer-vos que vos amamos muito. Também queríamos agradecer às pessoas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Austrália, à coordenadora local Claire, e a Diana e Adrian, de Haia, sem os quais não estaríamos aqui. Pedimos aos meios de comunicação social que respeitem a privacidade da nossa família e amigos, a dor não é uma história.
Anthony Maslin & Marite Norris”

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Batman faz 75 anos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 23, 2014

Nesta quarta-feira, 23 de julho, acontece o ‘Dia do Batman’, em milhares de livrarias dos EUA

O Batman exclusivo para EL PAÍS assinado pelo desenhista Carlos Rodríguez.

“É como um diamante inquebrável. Poderia colidir contra a parede ou o teto sem ficar nem sequer com um risco. Era só questão de encontrar a faceta que ninguém havia usado nunca.” A citação, em tom reverencial, quase religioso, é do roteirista e desenhista Frank Miller (300, Sin City), provavelmente a definição mais célebre do justiceiro de Gotham. Milionário playboy durante o dia. Gárgula vivente, flagelo do mal à noite. Batman. Um herói humano no Olimpo dos deuses dos quadrinhos. Um diamante de psique torturada que um sem-fim de artistas reinterpretou sem descanso em gibis, filmes e videogames. Um mito que agora completa 75 anos.

O ano de suas 75 velinhas encontra o Cavaleiro das Trevas no auge do sucesso, em pé e sorridente sobre uma das gárgulas de Gotham, de onde sempre vigiou sua cidade. Sobram-lhe motivos para estar de bom humor. Um novo filme em andamento, Batman v Superman: Dawn of justice (2016), com a criticada escolha de Ben Affleck sob a máscara. A conclusão da tetralogia do videogame Batman Arkham, que vendeu mais de 12 milhões de cópias. E um macroevento que se realiza nesta quarta, rebatizado como Dia do Batman, e que tem milhares de lojas de quadrinhos nos Estados Unidos cantando parabéns pelo aniversário. Mas tudo começou como um sonho humilde. O sonho de um desenhista (Bob Kane) e um sapateiro (Bill Finger).

1938. Uma festa qualquer em Nova York. Finger e Kane apertam pela primeira vez as mãos. O encontro é narrado em detalhes no livro Batman: serenata nocturna (Timun Mas, 2014), de David Hernando (editor de Batman na Espanha durante seis anos), crônica do grande esquecido na criação do personagem: o sapateiro Finger. Hernando descreve um Finger retraído, apaixonado por cinema e Mozart, e um Kane deslumbrado e voraz que logo percebeu o negócio. Aquele cara poderia dar-lhe uma fortuna se escrevesse os gibis que ele desenhara. Kane ofereceu o trabalho, e Finger, que ainda não havia escrito uma linha sequer, aceitou. Sem saber que Kane ocultaria sua importância capital na gênese da personagem e arrebataria toda a fama. Afronta que a DC emendará nesta quarta, incluindo pela primeira vez a assinatura de Finger em uma capa, a do número especial que comemora o aniversário.

A. Rúa, C. Martínez

Salto no tempo para maio de 1939. Detective comics27, primeira ilustração. Grandes letras brancas avisam: Batman. Uma silhueta recortada com o que parece ser uma capa desdobrada e duas pequenas orelhas pontiagudas. Era o ser evocado pelo dicionário de psicologia consultado por Finger enquanto ele e Kane, desesperados, tentavam sair do aperto de criar um novo super-herói depois do Super-Homem ter arrasado. “Kane queria criar uma cópia do Super-Homem. Mas Finger se empenhou em fazer algo muito mais sombrio. Queria um detetive”, revela Hernando. O desenho original de Kane estava longe da figura icônica mundialmente conhecida. Um sujeito vestido de vermelho, com duas asas de morcego surgindo nas costas, máscara e o rosto descoberto. Um esboço que Finger corrigiria à saciedade, inspirando-se em outra personagem de seriados muito popular, o Sombra, até chegar a essa silhueta que se vislumbrava na primeira ilustração.

O Batman original imaginado por Bob Kane que logo seria corrigido por Bill Finger segundo mostra o gibi: ‘Bill, the boy wonder’.

Os anos 40 foram o esplendor para o cavaleiro das trevas. Nasceram o Coringa, Charada, Duas-Caras e Mulher-Gato, vilões que tinham muito mais a ver com Jung ou Freud do que com ficção a científica desenfreada que outros super-heróis enfrentavam. Nasceu também a origem da personagem, uma das gêneses mais dramáticas de um super-herói. À saída do cinema com os pais, um rapaz filho de milionários, Bruce Wayne, fica órfão por causa da cobiça de um ladrão vulgar. Dois disparos acabam com seus pais. São as ilustrações da origem da personagem em Detective Comics33 (1939). De novo, uma ideia de Finger.

As bases do sucesso estavam assentadas e tudo parecia caminhar à perfeição para o justiceiro das trevas. Mas a psicologia, que tanto contribuiu para o gibi do Batman, estava a ponto de cobrar seu preço. “Milhares e milhares de postos de trabalho perdidos. Uma censura brutal. Foi uma débâcle. A maior crise da história dos quadrinhos.” Quem fala é Dennis O’Neal (Missouri, 1939), roteirista e editor de Batman durante três décadas. A hecatombe a que se refere foi a publicação do best-seller de Fredrick Wertham, Seduction of the innocent (Rinehart & Company, 1954), um livro em que o psicólogo de origem alemã apontava os gibis como um dos maiores culpados pela alta delinquência juvenil nos Estados Unidos. O’Neil destaca a magnitude da catástrofe: “Chegaram a queimar pilhas de gibis nas ruas. Muitíssimas coleções acabaram e a maioria das editoras foi fechada. Os quadrinhos estiveram a ponto de morrer. Dos super-heróis, só o Super-Homem e o Batman aguentaram.”

Primeira página de Batman em quadrinhos, os desenhos que abrem o ‘Detective comics nº 27’.

Mas de que maneira. Os anos cinquenta são os anos de vergonha para a personagem. Contava com Robin e passou a ter uma Batfamília, com o Bat-Cão incluído. Enfrentava vilões tão tortuosos como Duas-Caras ou o Coringa e passou a lutar em outros planetas contra alienígenas. Um broto do que era o Batman daquela época. Capa da revista Batman nº 97 (1956): Batman e Robin com matrazes e tubos de ensaio olhando para o Bat-Cão que tem na boca uma foto de suas identidades secretas. Robin: “Olhe! Uma foto de Bruce Wayne e Dick Grayson, Ace descobriu nossas identidades secretas!”. Batman: “Você será um grande detetive!”.

Os anos sessenta foram o momento de levantar a cabeça. E o primeiro passo no futuro da personagem e de toda a indústria dos quadrinhos: ser um laboratório de ideias para o audiovisual. No dia 12 de janeiro de 1966 foi ao ar o primeiro dos 120 episódios de Batman, série de televisão protagonizada por Adam West. Seu espírito era muito camp, na linha festiva do Batman daqueles anos, mas regularizou a presença da personagem e de seus vilões. “Produziu-se uma retroalimentação entre a série e o gibi que logo se repetiria com os filmes. Para o pessoal de Hollywood, a personagem só interessava porque era algo que podia render muito dinheiro, mas contribuiu para tirar o gibi do ostracismo”, afirma O’Neil. O êxito da série pavimentou a nova era dourada que estava prestes a começar.

Um livro de psicologia provocou a maior crise do gibi ao acusá-lo de corromper a juventude

Batman, vinte e poucos anos, em uma Gotham cheia de putas, brutais gangues de rua e polícia corrupta. Batman, 50 anos, em um futuro distópico ao estilo de Blade runner. Entre esses dois, o rapaz sem experiência (Batman: Ano um) e o homem maduro que pendurou a capa e volta anos depois (Batman: A volta do cavaleiro das trevas), se forjou grande parte do boom artístico e comercial das histórias em quadrinhos americanas nos anos oitenta. Seu autor, Frank Miller, um artista naquela época kamikaze, que havia revolucionado Daredevil, algo assim como o Batman da Marvel, e que tinha uma ideia muito clara de como misturar reflexão sociopolítica, o futuro orwelliano e a violência com os super-heróis.

Capa de ‘Batman #97’, na qual se vê a sagacidade do detetive ‘Bat-Cão’.

Mas Miller, que ficou com todos os méritos, se beneficiou do trabalho de limpeza que na década anterior havia sido feito por Dennis O’Neil –como editor e escritor– e Neil Adams –como artista revolucionário. O’Neil explica como dinamitou a personagem: “Me deram carta branca. Bill Finger me passou o bastão e pude tomar decisões radicais. Primeira: Batman sozinho, nem Robin, nem nada. Segunda: os vilões clássicos e obscuros assumiam o protagonismo”. E um terceiro ingrediente para a fórmula mágica: risco artístico. De dezembro de 1988 a janeiro de 1989, O’Neil encabeçaria uma aposta radical: Uma morte na família.

Os leitores, discando 1-900-720-2666, deviam decidir se o segundo Robin, Jason Todd, deveria morrer ou viver. 5.271 pessoas disseram que não. Mas 5.343 disseram sim. O Coringa, armado com uma alavanca de ferro, golpeia Robin até a morte. “Foi a primeira vez que senti o gibi como algo mais que um trabalho. Percebi que realmente tínhamos um impacto emocional enorme em nossos leitores, que estávamos fazendo arte”, recorda O’Neil, emocionado. Resultado: Hollywood focalizou Batman, Tim Burton dirigiu Batman (1989) e a era do blockbuster super-heróico começava.

Portada de ‘El regresso do caballero escuro’, a distopía futurista com Batman de Frank Miller.Capa de ‘A volta do cavaleiro das trevas, a distopia futurista com o Batman de Frank Miller.

Há uma ponte diáfana que conecta o Batman de 1989 com a recente trilogia de Christopher Nolan, que faturou quase 2 bilhões de euros (cerca de 6 bilhões de reais), e a situação da personagem hoje em dia. A sombra do poder de Hollywood se estende sobre o cruzado encapuzado. Por sua vez, o videogame obteve um sucesso que volta a deixar pequeno tudo o que se pode conseguir no gibi. Um filme como O cavaleiro das trevas ressurge (2012), recordista de público entre os nove filmes da personagem, arrecadou mais de 800 milhões de euros (aproximadamente 2,4 bilhões de reais). Uma cifra muito acima do valor de toda a indústria do gibi (menos de 600 milhões de euros anuais, algo como 1,8 bilhões de reais).

Frank Miller revolucionou o Batman com um coquetel de sociopolítica, futurismo ‘orwelliano’ e violência

“É um risco muito grande e creio que pode ter um efeito terrível sobre a liberdade dos roteiristas. Me dá muito medo”, afirma Brian Azzarello, um de os criadores que mais revolucionaram a personagem nos últimos anos, especialmente em Batman: o cavaleiro da vingança (2011), uma história na qual os pais de Bruce Wayne sobrevivem e se transformam em Batman e no Coringa. Outros, como Dennis O’Neil ou Katie Kubert, a primeira mulher a ser editora da personagem, o veem com mais otimismo: “Somos seu laboratório de ideias. O gibi sempre foi o lugar onde se forjam as revoluções que depois chegam ao cinema”, afirma Kubert. O’Neil é menos romântico: “É bom para eles usar-nos como storyboard, porque quando colocam duzentos milhões de dólares sobre a mesa não se pode correr o risco de experimentar para ver como fica”.

Se Batman poderá fazer outros 75 anos é algo à mercê do acaso. Mas os criadores acreditam que sim. “Claro que ele pode reinventar-se outra vez. O Super-Homem é muito mais rígido. Mas o Batman sempre pode se renovar”, afirma Azzarello. Neil Gaiman, que escreveu a morte definitiva de Batman em O que aconteceu ao cavaleiro das trevas? (2009), o vê como um vovô centenário por uma razão muito simples: “Batman funciona. Tudo nele encaixa. O traje encaixa. Suas origens encaixam. E há algo mais. O Super-Homem vem de um planeta que foi pelos ares. Assim, a cada dia que a Terra continua intacta, o Super-Homem tem um passo de vantagem. Os pais do Batman foram assassinados. De modo que a cada dia que sai para lutar, tem um passo de desvantagem”. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/15/cultura/1405437251_859388.html

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Judeus, de Vítimas a Réus! Até Que Enfim Acordaram Para o Genocídio!

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 23, 2014

ONU vai investigar se houve crimes de guerra de Israel em Gaza

Combates são brevemente suspensos na Faixa de Gaza para ajuda humanitária Um menino palestino carrega sua bicicleta sobre escombros após um ataque militar israelense na Cidade de Gaza Foto: MAHMUD HAMS / AFP Um menino palestino carrega sua bicicleta sobre escombros após um ataque militar israelense na Cidade de Gaza – MAHMUD HAMS / AFP

TEL AVIV — O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu nesta quarta-feira abrir uma investigação sobre a ofensiva militar israelense em Gaza, que em pouco mais de duas semanas provocou a morte de ao menos de 695 palestinos. Na reunião, 29 países votaram a favor da resolução (entre eles árabes e muçulmanos, latino-americanos e africanos, assim como Brasil, Rússia e China), os Estados Unidos votaram contra e a maioria dos europeus e Japão se abstiveram. Mais cedo, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, havia pedido uma apuração sobre possíveis crimes de guerra israelenses em território palestino, ao mesmo tempo em que denunciara ataques indiscriminados do movimento islamista palestino Hamas contra zonas civis israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou a decisão e disse que a ONU sinalizava ao Hamas que usar civis como “escudo humano” era uma boa estratégia.

“A última ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza tem causado ataques desproporcionais e indiscriminados que podem constituir crimes internacionais”, afirmou a resolução aprovada pelo Conselho, após quase sete horas de debate.

O texto solicitou o envio urgente de uma comissão internacional independente de inquérito para estabelecer, entre outras coisas, uma lista de violações e crimes e identificar responsáveis. Além disso, pediu para colocar os palestinos sob proteção internacional e apelou para a suspensão imediata dos ataques militares israelenses e a civis. O Hamas, por sua vez, descartou um cessar-fogo a menos que Israel levante o bloqueio a Gaza.

– Todos queriam que aceitássemos um cessar-fogo e depois negociássemos nossos direitos. Nós rejeitamos isso no passado e rejeitamos hoje. Quando concordarem com o cumprimento de nossas demandas, decidiremos o momento para um cessar-fogo – disse Khaled Meshaal, que mora no Qatar.

Mais cedo, Pillay afirmou em um debate de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra que a ofensiva militar israelense não tinha feito o suficiente para proteger civis. Ela também criticou o Hamas por “ataques indiscriminados” em Israel.

Os combates na região foram brevemente suspensos em duas áreas de Gaza nesta quarta-feira, para ajuda humanitária, informou a Cruz Vermelha, mas há registros de violência em outras localidades.

— Um comboio de sete ambulâncias e dois veículos da Cruz Vermelha entrou em Shajaya para retirar os feridos — indicou a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Cecilia Goin.

Segundo a CICV no Twitter, uma terceira área está incluída no acordo, no Norte da Faixa de Gaza, em Beit Hanun, perto da fronteira israelense.

UMA NOVA FASE DO CONFLITO

Apesar da suspensão, o secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, afirmou que Israel pediu ajuda financeira aos Estados Unidos para compensar dificuldades na operação de seu sistema de defesa antiaérea, e o ministro israelense da Defesa, Moshe Ya’alon, alertou as tropas para se prepararem para uma nova fase da ofensiva contra Gaza.

Em Washington, Hagel afirmou que Israel pediu US$ 225 milhões para suprir carência relativas a “partes não especificadas” de seu mísseis Tamir, usado no sistema de defesa antiaérea. Segundo o secretário americano, o governo israelense afirma que não pode esperar pela próxima remessa de seu fornecedor americano, agendada para 2016.

O ministro israelense da Defesa, Moshe Ya’alon, ordenou que soldados das Brigadas de Golã se preparem para a próxima missão em Gaza, que visa localizar e destruir túneis da rede subterrânea utilizada pela resistência palestina.

— Estamos nos preparando para os próximos estágios do combate depois de lidar com os túneis, e vocês devem estar prontos para qualquer missão. É preciso estar pronto para passos mais importantes em Gaza, e as unidades que estão de prontidão precisam se preparar para entrar em combate — declarou Ya’alon.

O anúncio da ajuda vem no mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegou a Israel, num esforço para tentar negociar um possível cessar-fogo que interrompa o mais mortal confronto em anos entre Israel e o Hamas. E no momento em que a violência explodiu na vila de Hazaa, no Sul de Gaza, com relatos de dezenas de mortos e feridos por um ataque pesado das forças israelenses.

De acordo com informações da mídia palestina, citando fontes locais, Hazaa está sitiada e em chamas. No 16º dia da operação militar israelense “Limite Protetor” contra o grupo militante islâmico, o número de mortes do lado palestino já chega a 655. Do lado de Israel, foram registradas a morte de 32 soldados e de dois civis.

O combate chegou também ao Hospital al-Wafa em Gaza, que foi atacado pelas Forças Armadas de Israel depois que militantes do Hamas disparam contra soldados israelenses de dentro da instalação. Segundo comunicado divulgado pelo porta-voz do Exército, Israel já havia advertido repetidamente sobre suas intenções de atacar o hospital. O diretor do centro informou ao jornal “Haaretz” que o local está vazio desde 17 de julho.

O secretário de Estado americano disse que “alguns passos” foram dados em direção a uma trégua, mas advertiu “que ainda há muito a ser feito”. O avião que trouxe Kerry aterrissou no Aeroporto Internacional Ben-Gurion, em Tel Aviv, um dia depois de a Administração de Aviação Federal (FAA, na sigla em inglês) dos EUA ter proibido as companhias áereas americanas de voarem para Israel.

Kerry visitará ainda Jerusalém e Cisjordânia, e tem encontros agendados com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas; e com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A decisão da FAA foi tomada de depois da queda de um foguete em Yehud, perto do aeroporto de Ben Gurion. Adotada na terça-feira, ela foi estendida por mais 24 horas nesta quarta.

TROCA DE ACUSAÇÕES NA REUNIÃO DA ONU

Durante a reunião extraordinária em Genebra, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riad Maliki, também acusou Israel de cometer crimes contra a Humanidade em Gaza. E exigiu uma investigação internacional.

— Israel está cometendo crimes hediondos. Israel destrói completamente bairros residenciais. O que Israel faz é um crime contra a humanidade e viola as convenções de Genebra — declarou o chanceler. — Israel, força de ocupação, mira há 16 dias nas crianças, mulheres, idosos e os priva de seu direito à vida com bombardeios. Há uma incursão terrestre e isso vai trazer consigo crimes contra civis palestinos, assassinatos deliberados de civis.

Já o representante israelense no Conselho, Eviatar Manor, acusou o Hamas de cometer crimes de guerra quando dispara foguetes e mísseis contra civis, constrói túneis para atacar aldeias e oculta munições nas escolas.

— O Hamas carrega toda a responsabilidade pelas vítimas de Gaza e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, deveria dissolver seu governo para demonstrar sua vontade de paz — afirmou.

A reunião extraordinária desta quarta-feira foi convocada para estudo de um projeto de resolução apresentado pela ANP pedir proteção internacional para os palestinos e uma investigação internacional urgente sobre a ofensiva israelense. Também pedia à Suíça, como depositária das Convenções de Genebra, que organize uma conferência sobre a situação dos territórios ocupados. http://oglobo.globo.com/mundo/onu-vai-investigar-se-houve-crimes-de-guerra-de-israel-em-gaza-2-13346528

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