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Archive for 18 de julho de 2014

Apollo 11, edição remasterizada

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 18, 2014

O primeiro desembarque na Lua completa 45 anos neste domingo e agora você poderá assistir, em versão remasterizada, a todas as imagens dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin transmitidas ao vivo do solo lunar em 20 de julho de 1969. A Nasa acaba de divulgar o vídeo completo, que você pode checar aí embaixo.

Neil Armstrong ao lado do módulo lunar em 20 de julho de 1969. Na Lua.

Em 2009, na comemoração dos 40 anos da Apollo 11, a Nasa havia divulgado alguns trechos dessa remasterização, feita pela empresa americana Lowry Digital. Agora temos o material completo da caminhada, baseado nas melhores versões que se pôde encontrar espalhadas pelo mundo.

Foram essas imagens que chegaram aos televisores de cerca de 1 bilhão de telespectadores (dos 3 bilhões de habitantes que a Terra tinha naquela época) e eletrizaram o mundo com uma nova realidade — a partir dali, todos sabiam que seres humanos podiam visitar e explorar outros corpos celestes. E o mais importante: voltar para contar a história.

FITAS PERDIDAS

Também são essas imagens que estavam contidas nas famosas fitas perdidas pela Nasa. Quer entender a história? Foi assim. Essas transmissões ao vivo eram geradas por uma câmera de TV levada à Lua presa do lado externo da espaçonave. Pelas exigências técnicas de portabilidade e confiabilidade para funcionamento no ambiente lunar, elas produziam imagens em preto-e-branco de baixíssima resolução. Mas esse era o único meio de transmitir a missão ao vivo. (Para ter imagens melhores, a Nasa despachou com os astronautas também câmeras de 16 mm, que operavam com filme fotográfico. Mas esse material só poderia ser exibido depois que os astronautas trouxessem o filme de volta e o revelassem, como de fato aconteceu. Aqui você tem todas as imagens em filme 16 mm da Apollo 11.)

Certo, voltando à tosca câmera de TV (instalada do lado de fora do módulo lunar, para filmar os primeiros passos de Armstrong, e depois retirada dali pelos astronautas para fazer um enquadramento panorâmico), ela enviava seu sinal para o módulo lunar por cabo e dali, por rádio, para a Terra. O sinal era captado por poderosas antenas espalhadas pelo mundo e redirecionado para o controle da missão, em Houston. De lá, as imagens eram refilmadas (com uma câmera apontada para um monitor) e transmitidas para o resto do mundo, ao vivo — a função primordial delas era esta. Em paralelo, a Nasa gravava a transmissão em suas próprias fitas magnéticas — em tese a melhor cópia possível das ditas imagens.

Isso era procedimento padrão, feito com todas as missões. Mas, naturalmente, a Nasa não tinha por que guardar todos esses vídeos velhos e de baixa qualidade de todos os voos. Adotou, portanto, a política de reciclar as fitas menos importantes, para reutilizá-las nas missões dos ônibus espaciais, a partir da década de 1980. Claro que eles não queriam ter se desfeito de nenhuma fita da Apollo 11, por conta de sua importância histórica. Mas quem é da era dos videocassetes e nunca apagou acidentalmente um programa, sobrepondo a gravação anterior sem se tocar que a estava perdendo, que atire a primeira pedra! Incompetência e fatalidade, e lá se iam os minutos iniciais da épica caminhada lunar.

Seria imperdoável se não houvesse tantas e tantas cópias dessa mesma imagem! Para se redimir, a Nasa saiu pelo mundo procurando as melhores versões. Encontrou-as na Austrália e na Nova Zelândia — ao vivo, só lá elas haviam sido vistas. Remasterizadas com técnicas para obter o máximo da antiga transmissão, elas estão agora disponíveis para todo o mundo ver.

No vídeo de cerca de três horas, podemos acompanhar na íntegra a primeira caminhada lunar da história — e a única da missão Apollo 11. Há alguns dias, por conta dos 45 anos do evento, perguntaram ao Buzz Aldrin se ele gostaria de ter ficado na Lua mais tempo. Ele respondeu: “Foi o suficiente.” Bem, este é o homem que, ao descer do módulo lunar, descreveu o que viu como uma “magnífica desolação”. No vídeo, vemos o controle da missão apressando o retorno dele ao interior do módulo lunar, para manter uma margem de segurança com o suporte de vida do traje.

Aliás, por falar em segurança, é interessante observar a cautela de Neil Armstrong ao descer do módulo, verificando primeiro a natureza do solo e o quanto o pé do módulo lunar afundou nele. Ao observar que o afundamento foi menor que o esperado, ele chega a descer até o pé do módulo e saltar de volta para o primeiro degrau. E se explica: queria ver se ele e Buzz teriam dificuldade de regressar ao interior da espaçonave. (Queria ver alguém dar um salto daqueles sob a gravidade terrestre, com ou sem câmera lenta!) Só então dá o “pequeno passo” e começa a trabalhar na superfície lunar. Ele observa o solo sob o módulo e também registra que o motor-foguete não produziu uma cratera sob si durante a descida.

Mais tarde, Buzz se junta a ele e os dois instalam quatro experimentos e colhem 23 kg de amostras. Não se afastam mais que 100 metros do módulo lunar em nenhum momento — para o caso de surgir uma emergência, nunca se sabe. Atendem a um telefonema do presidente americano, o infame Richard Nixon, e evitam a todo custo olhar diretamente para o Sol. Mas tudo transcorre com tranquilidade e os dois voltam à Terra cobertos de glória, após cumprir os objetivos dessa primeira missão.

REGISTRO

É um bocado de vídeo velho e de má qualidade, mas os entusiastas irão se deleitar com a versão completa. Como bônus, confira essa incrível sequência de fotos da preparação da missão. E não se esqueçam de aderir à campanha que Aldrin está promovendo nas redes sociais usando a hashtag #Apollo45.

Já aos conspiracionistas de plantão, eu sugiro que pulem direto para os 51 minutos, logo depois que Neil e Buzz, com muito esforço, conseguem fincar e ajustar a bandeira americana no solo lunar. Uma vez estabilizada, ela tremula? Não! Fica absolutamente estática. Aliás, fantasmagoricamente estática, com um engruvinhado na porção inferior do tecido que eu nunca vi acontecer em nenhum lugar onde eu tenha estado aqui na Terra. Se o incrédulo não se satisfizer com isso, tenho aqui cinco provas da veracidade das missões lunares, e aqui outras cinco. Divirta-se! Salvador Nogueira – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/07/18/apollo-11-edicao-remasterizada/

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Fãs de Breaking Bad lançam Walter White no espaço

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 18, 2014

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João Ubaldo Ribeiro – O Fim de Uma Era

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 18, 2014

Ubaldo

RIO — O escritor João Ubaldo Ribeiro, de 73 anos, 7º ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras e colunista do GLOBO e do “Estado de S.Paulo”, morreu em casa na madrugada desta sexta-feira, no Leblon.

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De acordo com a secretária de Ubaldo Ribeiro, Valéria dos Santos, o escritor foi vítima de embolia pulmonar.

— Ele sentiu falta de ar durante a noite. Dona Berenice (a psicanalista Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, mulher do autor) e Chica (uma de suas filhas) tentaram pedir ajuda médica, mas não houve tempo para socorrê-lo. Foi uma morte súbita. Elas estão muito chocadas.

Autor de clássicos como “Sargento Getúlio” (1971) e “Viva o povo brasileiro” (1984), Ubaldo Ribeiro recebeu o Prêmio Camões, maior honraria da literatura em língua portuguesa, em 2008. Ele foi eleito para a ABL em 1993 para a cadeira número 34, no lugar do jornalista e escritor Carlos Castello Branco (1920-1993).

— Foi uma surpresa, um choque para a academia — disse Geraldo Holanda Cavalcanti, presidente da ABL. — Ele estava muito bem disposto, em um momento de plena produção literária. É uma grande perda para as letras. Ele renovou a literatura brasileira. Com a publicação de “Viva o povo brasileiro”, ele inaugurou uma nova etapa do nosso romance. É um momento bastante doloroso, logo depois da perda de outro grande, o Ivan Junqueira (jornalista, poeta e crítico literário morto no dia 3).

O escritor João Ubaldo Ribeiro, com o fardão da Academia Brasileira de Letras, em foto de 1994 – Luciana Leal / Agência O GLOBO

“Viva o povo brasileiro” ganhou o prêmio Jabuti em 1984. O livro, recheado de humor, recria quase quatro séculos da História do país, incluindo episódios marcantes, como a Guerra do Paraguai e a Revolta de Canudos, a partir da vida de personagens anônimos do povo brasileiro.

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O livro já vendeu mais de 120 mil exemplares e foi traduzido para o inglês pelo próprio autor, ganhando versões em vários outros idiomas. Ubaldo Ribeiro, aliás, é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no exterior, com publicações lançadas em alemão, dinamarquês, espanhol, finlandês, francês, holandês, hebraico, inglês, italiano, esloveno, norueguês e sueco.

Ubaldo Ribeiro também teve obras adaptadas para o cinema e a TV. O romance “Sargento Getúlio”, por exemplo, inspirou um longa-metragem de Hermano Penna em 1983, com Lima Duarte no papel principal. O livro narra a saga de Getúlio Santos Bezerra, sargento da PM que busca a proteção de um político após matar a própria mulher e passa a ter de servi-lo. Tendo como tema o banditismo no sertão, rendeu ao autor o Prêmio Jabuti em 1972 (na categoria revelação). O filme levou cinco Kikitos no Festival de Gramado.

Já o romance “O sorriso do lagarto” ganhou adaptação de Walther Negrão e Geraldo Carneiro para minissérie na TV Globo, em 1991, com Maitê Proença, Tony Ramos e Raul Cortez dando vida ao triângulo amoroso que marca a história. Nela, o biólogo João Pedroso (Tony Ramos) se envolve com Ana Clara (Maitê Proença), casada com o corrupto secretário de Saúde Ângelo Marcos (Raul Cortez), que planeja levar a especulação imobiliária para a paradisíaca ilhade Santa Cruz. João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, na Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Ele foi criado até os 11 anos no estado do Sergipe, onde seu pai trabalhava como professor e político. Antes de voltar para Itaparica, o escritor passou um ano em Lisboa e um ano no Rio de Janeiro.

INÍCIO NO “JORNAL DA BAHIA”

Formado em Direito pela Universidade da Bahia em 1962, Ubaldo Ribeiro jamais advogou. Ele fez pós-graduação em Administração Pública pela mesma instituição e mestrado de Administração Pública e Ciência Política pela Universidade da Califórnia do Sul, nos EUA. A formação literária do escritor começou já nos seus primeiros anos de estudante. Ele foi um dos jovens escritores brasileiros que participaram do International Writing Program da Universidade de Iowa.

Joao Ubaldo Ribeiro, escritor. – Leonardo Aversa / Agência O Globo

Entre outras atividades, o romancista, cronista, jornalista e tradutor foi professor da Escola de Administração e da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia e professor da Escola de Administração da Universidade Católica de Salvador. Entre 1990 e 1991, morou em Berlim, a convite do Instituto Alemão de Intercâmbio (DAAD – Deutscher Akademischer Austauschdienst). Ao retornar ao Brasil, passou a viver no Rio de Janeiro. Seu primeiro emprego foi como repórter no “Jornal da Bahia”, onde também viria a atuar mais tarde como redator, chefe de reportagem e colunista. Em entrevista ao GLOBO em junho de 2012, ele comentou a atividade:

— O jornalismo me deu os macetes e recursos redacionais a que sua prática leva, bem como o senso de disciplina para não “furar a pauta”, qualquer que seja ela, e escrever mesmo quando não se está disposto. E, entre os escritores brasileiros, grande número deles, ou a maior parte, é e tem sido de jornalistas. Pessoalmente tenho orgulho disso.

Ele também escrevia para o diário alemão “Frankfurter Rundschau”. E já colaborou com publicações como o jornal “Diet Zeit” (Alemanha), “The Times Literary Supplement” (Inglaterra), “O Jornal” (Portugal), “Jornal de Letras” (Portugal), “Folha de S. Paulo” e “A Tarde”. João Ubaldo Ribeiro deixa mulher, Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, e quatro filhos: Bento e Francisca (do casamento atual) e Manuela e Emília (de seu primeiro casamento, com Mônica Maria Roters). Mais cedo, a ABL havia informado que o corpo chegaria à sede da academia às 10h. Há pouco, foi confirmado que o velório será apenas às 13h. O enterro, segundo a ABL, deverá acontecer às 10h deste sábado, no Mausoléu da Academia, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A família aguarda a chegada de Manuela, que vive na Alemanha. http://oglobo.globo.com/cultura/livros/morre-joao-ubaldo-ribeiro-aos-73-anos-1-13296123

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Bianca Balti na Playboy

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 18, 2014

A modelo italiana despiu-se de preconceitos nesta produção fotográfica para a edição americana da revista masculina Playboy.  Bianca Balti já foi cara de marcas como Roberto Cavalli, Dolce & Gabbana, Missoni, Guess, Victoria’s Secret ou Versace. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/bianca-balti-na-playboy

CLIQUE NA IMAGEM PARA SABER MAIS E VER A FOTOGALERIA

Fotos: DR/Playboy

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