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Um arrastão. Vinte autocarros incendiados. Governo brasileiro reforça segurança

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 9, 2014

Frustração brasileira, depois da humilhação frente à Alemanha, descamba em manifestações de violência, do Rio ao Recife, de São Paulo a Curitiba.
Rio de Janeiro e Brasília terão segurança reforçada

Rio de Janeiro e Brasília terão segurança reforçada / Getty

O governo brasileiro decidiu reforçar a segurança nas sedes do Mundial2014, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, devido aos confrontos e manifestações de violência ocorridos, esta terça-feira, após a derrota do Brasil frente à Alemanha.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ao Estado de São Paulo que a ordem do governo federal prevê o recurso às forças de segurança pública para reforçar locais de manifestação, com a intenção de evitar atos de vandalismo nas cidades.

“Já temos notícias de que black blocs se estão a querer aproveitar para agir”, afirmou o mesmo responsável, citado pelo diário brasileiro. O ministro realçou ainda que há uma preocupação do governo em relação às reações de tristeza e revolta da população.

Gilberto de Carvalho realçou que o Mundial2014 continua e que é necessário manter a tranquilidade e a recetividade que se tem visto até agora nas cidades-sede. “Uma coisa é o futebol, a nossa seleção e este incidente [a derrota]. Outra é a Copa, que está a ir muito bem em termos de organização. Precisamos saber separar as coisas”, sublinhou.

Após a derrota do Brasil na meia-final do Mundial2014, por 1-7, frente à Alemanha, foram registados atos de vandalismo, furtos, saques em lojas, rixas e vários autocarros foram incendiados em cidades-sedes do evento. Em Belo Horizonte, houve tumultos nas ruas da região do Savassi, ponto de encontro dos adeptos, e 12 pessoas acabaram detidas, segundo a imprensa brasileira.

Arrastão no Rio

As festas oficiais dos adeptos, chamadas de Fan Fest, registaram distúrbios em três cidades, levando à intervenção da Polícia Militar. Em Salvador, também se verificaram confrontos e tentativas de roubos, incidentes que resultaram em cinco detenções. Em Recife, a cavalaria atuou e foram lançadas bombas de gás para conter confrontos entre adeptos. Já no Rio de Janeiro, a ameaça de um assalto coletivo, o chamado arrastão, gerou o pânico.

Em São Paulo, mais de 20 autocarros foram incendiados, a maioria numa garagem na zona sul da cidade, e uma loja de eletrodomésticos foi saqueada. Em Curitiba, no Paraná, quatro autocarros foram apedrejados ou incendiados, segundo os bombeiros. Não houve registo de feridos.

Na próxima quinta-feira, numa reunião a ter lugar no Rio de Janeiro, será definido o esquema de reforço da segurança, envolvendo as forças estaduais e federais, para os jogos da final e de disputa do terceiro e quarto lugares do Mundial, as quais vão ter como palco o Rio de Janeiro e Brasília, respetivamente, para onde serão agora destacados os agentes que se encontravam noutras sedes do Campeonato do Mundo. O ministro Gilberto de Carvalho também defendeu que este é o momento de os adeptos se solidarizarem com os futebolistas brasileiros, apesar da derrota, e de construir “uma nova cultura para o futebol” do país.  – http://expresso.sapo.pt/um-arrastao-vinte-autocarros-incendiados-governo-brasileiro-reforca-seguranca=f880081

Scolari queria uma blitzkrieg, Löw deu-lhe a terra queimada

O Brasil perdeu por 7-1 com a Alemanha? Sim, é verdade, aconteceu. Um resultado histórico, um goleador histórico (Klose) e uma derrota humilhante.

Brasil humilhado no Mineirão Brasil humilhado no Mineirão / DENNIS SABANGAN/EPA

Luiz Felipe Scolari tinha um plano de jogo do qual nunca fez segredo. Todos o conheciam de ginjeira: eu, ele, ela (Regina, a psicóloga do escrete), elas (Dilma e Merkel), eles (brasileiros e alemães), o leitor, a leitora e, claro, Löw. O sargentão do bigode carismático queria mais do mesmo, uma blitzkrieg, como quem se pergunta: se era para ir para a guerra, porque não ir com tudo e em força? Do ponto de vista dele, não havia outra estratégia possível. Porque Neymar estava lesionado e Thiago Silva castigado, e porque Alemanha não só era melhor como era versátil e – esta dizemo-la nós – tinha um treinador mais capaz. Sejamos honestos: infinitamente mais capaz. E isso viu-se. E sentiu-se.

Scolari, contra a Alemanha, ia apostar tudo (menos o bigode dele e do Murtosa) na emoção, no hino gritado, na pressão descontrolada com cabelos desgrenhados, à espera que uma bola ressaltasse para o desajeitado Fred e este fizesse o que só fizera até então de cabeça.

Para tal, o Brasil teria de apertar a toda a largura e toda a profundidade, indo buscar forças a um deus maior que é brasileiro no país do futebol. O xamã Scolari até uma corrente de energia mística mas pouco misteriosa inventou, cobrindo a cabeça de uma equipa inteira com um boné #ForçaNeymar como se Neymar estivesse numa luta entre a vida e a morte, deitado numa cama de hospital e não na sua residência, em Santos, transformada num lugar de culto para evangelizados de Scolari. Bater a Alemanha era uma questão em que a fé e as conversas de divã se iriam sobrepor à razão e à realidade. Só que até a crença e as ciências sociais têm limites quando a realidade é fria e cruel e dá razão aos que veem uma ciência num desporto em que uma bola é chutada por 22 tipos. E, aí, esta Alemanha de Löw é barra.

Os alemães aguentaram aqueles dez minutos de correria louca dos brasileiros, cobertos e encobertos pela tática e por um guarda-redes gigantesco, tranquilos à espera dp momento certo para sair da trincheira e avançar sobre o inimigo. Se Scolari queria uma blietzkrieg à alemã, Löw serviu-lhe a tática da terra queimada soviética: partiu-lhe os canais de comunicação (ligação entre centrais, meio-campo e ataque esfrangalhada), roubou-lhe os transportes (tapando Oscar e Hulk) e destrui-lhe o bem mais precioso (o coração) em apenas 18 minutos. Dos 11 aos 29:

0-1, por Thomas Müller

0-2, por Miroslav Klose (16 golos em mundiais, recorde absoluto)

0-3, por Toni Kroos

0-4, outra vez por Kroos

0-5, por Sami Khedira

A coisa estava má, ficou bera e daí em diante só podia piorar para os brasileiros, que tinham uma hora pela frente para remoer a humilhação de serem eliminados da Copa, Em casa, diante da classe média que criticou o Mundial mas que não se poupou para encher estádios. E que chorou como o povão chora.

Os golos são sete, e os pecados também

O filme da segunda parte também estava escrito: o Brasil ia entrar forte porque a conversa no balneário, em que Scolari apelaria à pátria amada e ao orgulho, faria efeito. De pouca duração. Aos poucos, as palavras do motivador foram-se diluindo e a superioridade alemã acentuou-se e acentuou-se um bocado mais até se tornar um peso insuportável para o Brasil e os brasileiros. David Luiz e companhia faziam de cada lance o último lance da vida deles; e, inevitavelmente, David Luiz e companhia viam-se apanhados em contrapé porque tinham trocado os pés pelas mãos a atacar. Resultado? Dois golos de Schürrle e o golinho de honra de Oscar quando os alemães estavam a pensar no Maracanã. 7-1, um resultado histórico, à hóquei em patins, que mostra que, na Alemanha, tudo corre sobre rodas.  – http://expresso.sapo.pt/scolari-queria-uma-blitzkrieg-low-deu-lhe-a-terra-queimada=f880035

Internet diverte-se com derrota brasileira frente à Alemanha

Internet diverte-se com derrota brasileira frente à Alemanha

Os brasileiros até podem estar a chorar com a pesada derrota frente à Alemanha nas meias-finais do Mundial 2014, mas a Internet não podia ter adorado mais o resultado.

Ainda a primeira parte ia a meio e a Internet já “explodia” com a chuva de golos da Alemanha frente ao Brasil, nas meias finais do Mundial de Futebol 2014. A incredulidade perante o resultado, que se ia adensando, depressa deu lugar a diversas paródias e “memes” (brincadeiras que se tornam virais) na rede, inspiradas na prestação brasileira durante o jogo.

» Veja aqui a fotogaleria

Meia hora de jogo volvida e já se percebia, online, que o resultado ia ser expressivo. Milhões de pessoas, um pouco por todo o planeta, passaram a acompanhar a partida a par e passo e a comentá-la, minuto a minuto, golo a golo, nas principais redes sociais.

Por lá, muitos internautas pediam para que o jogo terminasse mais cedo, outros aconselhavam a seleção brasileira a não comparecer na segunda parte e havia até quem fizesse piadas sobre o famoso “hexa”, perseguido pela seleção brasileira e conseguido por momentos…em golos sofridos.

Pelo meio, havia quem apostasse que o Brasil, organizador do Mundial, ia cancelar os restantes jogos depois do desaire e quem fizesse a festa às “custas” da derrota brasileira, aproveitando para justificar resultados menos bem conseguidos durante o mundial. Foi o caso de muitos portugueses, que viram nesta vitória alemã a justificação para a derrota portuguesa no primeiro jogo. “Afinal até nem jogamos assim tão mal”, diziam alguns, enquanto outros celebravam o 4-0 português frente à Alemanha, percebendo que “podia ter sido pior”. Muitas hashtags relacionadas com o acontecimento foram criadas e partilhadas online e, durante várias horas, não se falou de outro assunto que não futebol em redes como o Twitter ou o Facebook. Esta manhã, no Twitter, hashtags relacionadas com o jogo, David Luiz e Scolari ainda apareciam no top português.

Já no Brasil, as hashtags espelham a confusão entre quem se sente humilhado pelo resultado ( #VergonhaBrasil ou “A Alemanha do 7×1“) e quem ainda apoia a seleção apesar do mesmo ( “Valeu Oscar” e #DavidOBrasilTeAma são disso exemplo). Fora das redes, mas ainda online, diversos espaços de comédia, como o “9gag”, estão, ainda hoje, inundados de piadas relacionadas com o jogo. O Tumblr também foi invadido por GIF e imagens da tristeza brasileira e um dos espaços que mais tem dado que falar chama-se “Sad Brazilians“, onde são mostradas diversas fotografias de brasileiros a chorar por causa do jogo de terça-feira. Daniela Espírito Santo – http://www.jn.pt/PaginaInicial/Desporto/mundial2014/Interior.aspx?content_id=4016903&page=-1

Uma resposta to “Um arrastão. Vinte autocarros incendiados. Governo brasileiro reforça segurança”

  1. Arwen said

    Republicou isso em Arwen Releiturase comentado:
    Me entristece que as pessoas usem o esporte como desculpa para soltar o que há de pior em si.
    Torcedores sofrem por seu time, choram e mesmo esbravejam, mas não saem quebrando tudo que veem pela frente. Quem sai destruindo patrimônio publico ou particular, quem agride seu semelhante não pode ser intitulado torcedor e suas ações não podem ser justificadas pela derrota do seu time. São bandidos, baderneiros e arruaceiros usando uma desculpa qualquer para agir como animais.
    Vândalos não são nem torcedores nem protestantes, são apenas indivíduos deixando que a animalidade supere a racionalidade.
    Se a chamada onda de violência assolar nossas ruas agora que o Brasil não tem mais condições de ficar com a taça pode-se dizer que isto é muito mais resultado da ignorância do que da insatisfação. E quem se esconde atrás da desculpa esfarrapada de “é porque o brasil perdeu que o brasileiro está insatisfeito” não é só um alienado político-social mas um retardado buscando justificar o injustificável.
    Aqueles que estão insatisfeitos e indignados e que tem ido para as ruas desde 2 anos atrás pedindo justiça social não podem ser bode expiatório de pessoas embrutecidas que buscam uma chance de agir selvagemente sem punição.

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