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O País das Piadas Vira Piada Mundial! Afinal o Brasil é Bom em Q?

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 9, 2014

Piadas na net depois da “humilhação” do Brasil

Piadas na net depois da "humilhação" do Brasil

Mudaram a bandeira; puseram Merkel de braços abertos no lugar do Cristo Redentor; Gritaram ‘Hexa’ quando a Alemanha fez 6 e um sem número de piadas. Muitas delas portuguesas: afinal, Portugal só levou 4… contra os 7 que a Alemanha infligiu aos canarinhos. Se os portugueses são bons na criatividade de “gozar” com as suas desgraças, os brasileiros não o são menos. À medida que a equipa “canarinha” ia sendo goleada por uma Alemanha impiedosa, sucediam-se as piadas na internet, sobretudo via redes sociais.

E se algumas das anedotas eram feitas pelos históricos adversários dos brasileiros – Argentina e Uruguai, sobretudo – e outras até pelos portuguesas – afinal, Portugal “só” sofreu 4 golos dos germânicos, uma ninharia comparada com os 7 encaixados pelo Brasil –, a grande maioria veio mesmo dos brasileiros. “Mineirazo” foi a expressão mais usada, em memória do famoso “Maracanazo”, de má memória para os brasileiros. Mas houve quem ao sexto golo alemão escrevesse “Brasil, aí tem o seu hexa!”. Nem a psicóloga das seleção brasileira escapou: “Ela acaba de pedir um psicólogo para a ajudar”.

Desde mudanças na bandeira verde e amarela (que apareceu com uma baliza cheia de bolas), a brincadeiras com o Cristo Redentor (substituído por Merkel a comemorar), até à Globo Sport, que anunciou começar o seu programa mais cedo para ter tempo para passar todos os golos alemães, a derrota foi sendo gozada sucessivamente. Claro que em Portugal muitos quiserem também vingar-se da forma como os brasileiros trataram a seleção nacional depois dos 4-0 da Alemanha no primeiro jogo do Mundial. E pediram criatividade à Folha de S. Paulo, que na altura fez foto com Ronaldo com o título “Perdeu, playboy”. E houve até quem lembrasse a atual crise PT/BES/OI: “Os da OI agora devem estar ainda mais furibundos para descarregar nos portugueses!”

Já os “inimigos” argentinos – cuja seleção joga esta quarta-feira a outra meia-final com a Holanda –, não tiveram receio de o cuspo lhes cair em cima da cabeça. A manchete do jornal “Ole” era “Decime que se siete”, o que se pode traduzir por “Diz-me o que setes!” F.M.http://www.dn.pt/desporto/interior.aspx?content_id=4016092

Pátria de luto e “sem chuteiras”

Pátria de luto e "sem chuteiras"

Bandeira a meia haste, rostos em lágrimas, capas pretas. Replica-se o “Maracanazo” de 1950 em várias versões. Mineiraço, Salsichaço. A imprensa brasileira grita bem alto a derrota histórica nas suas manchetes. Vexame, humilhação. Não há consolo possível para o Brasil nestas páginas.

A Folha de São Paulo, depois de ontem à noite ter disparado um “Mineiraço” na manchete da edição online, com uma foto a rasgar todo o ecrã com as redes massacradas da baliza de Júlio César, imprimiu hoje uma primeira página em tons negros, com um título sóbrio mas a soar a quase suave: “Seleção sofre a pior derrota da história”. Lá dentro, segue a bofetada com requintes de luva branca, resgatando uma formulação (feliz) do célebre cronista da bola e do Brasil Nelson Rodrigues (falecido em 1980). Titula no editorial: “Pátria sem chuteiras”. Nelson Rodrigues escreveu, entre 1950 e 1970, dezenas de crónicas, que foram reunidas no livro “A Pátria de Chuteiras.” Chamava ao jogo dos seus “o mais belo futebol da Terra”.

O país adormeceu – ou não dormiu, numa noite de samba ao contrário – incrédulo. Para onde foi o mais belo futebol da Terra? E os jornais marcam a fúria de milhões, com o tamanho de letra maior que conseguem editar.

“Um vexame para a eternidade” titula o Correio Braziliense, numa capa em que, depois do título, é um texto que ocupa toda a faixa central, com um texto de João Valadares que começa assim: “Há quem diga que o futebol explica a vida. Eu sou um deles. E, se você concorda comigo, terá que admitir que ontem morremos.” O texto segue, página abaixo, ladeado de rostos, uns que choram, outros que se espantam. Anónimos e conhecidos. E Scolari, apanhado a fazer o sinal de “sete” com os dedos, a dar indicações para dar a volta ao jogo. Ficou para a posteridade.

O jornal O Dia põe o selecionador nessa mesma pose, a ocupar toda a primeira página. E grita: “Vá pro inferno você, Felipão!” O Agora São Paulo titula “Salsichaço!” Se a algum brasileiro apetecer recordar esta data, não terá dificuldade em escolher posters de indignação nas capas dos jornais. No Globo, David Luiz de gatas sobre a relva, vergado pelas palavras: “VERGONHA/VEXAME/HUMILHAÇÃO”. Assim mesmo.

A Folha de Pernambuco põe a bandeira do Brasil a meia haste sobre um fundo negro. Já o Extra, trouxe dos arquivos uma foto a preto e branco do jogo de 1950 e titula: PARABÉNS. Dirigidos “aos vice-campeões de 1950 que sempre foram acusados de dar o maior vexame do futebol brasileiro”. Para concluir: “Ontem conhecemos o que é vexame de verdade.” Já o Meia Hora de Notícias tem uma capa com fundo negro. Ou uma não capa. Escrevem eles: “NÃO VAI TER CAPA”. E explicam que “hoje não dá para fazer graça, a gente ficou com vergonha”. Podia ficar por aqui mas não fica. Escrevem, depois: “Amanhã nós voltamos” com asterisco. E diz o asterisco: “Enquanto você lia isso…. mais um gol da Alemanha”. Marina Almeida – http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=4016504&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA&page=-1

 

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