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Políticos Vivem Milagre Econômico Brasileiro – R$ 325,5 milhões apenas nos últimos quatro anos!

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 8, 2014

Chapa no Ceará une políticos com patrimônio que chega a R$ 500 milhões

Tasso Jereissati (PSDB) concentra R$ 389 milhões destes recursos

O senador Tasso Jereissati (PSDB) concentra R$ 389 milhões de recursos de chapa no Ceará – Gustavo Miranda/ 25/05/2010 / Agência O Globo

BRASÍLIA — Uma análise na lista dos candidatos a governador, vice e senador que já tinham seus registros divulgados até a noite desta segunda-feira no TSE revela uma seleta lista de milionários que disputarão as eleições deste ano. A chapa “Ceará de Todos”, com Eunício Oliveira (PMDB) ao governo, Roberto Pessoa (PR) a vice e Tasso Jereissati (PSDB) ao Senado é a de maior patrimônio somado da campanha deste ano: meio bilhão de reais. Tasso concentra a maior parte desses recursos: R$ 389 milhões. Eunício é dono de R$ 99 milhões e o seu candidato a vice, R$ 14 milhões.

Tasso tem o maior patrimônio entre os candidatos majoritários e registrou um aumento de R$ 325,5 milhões apenas nos últimos quatro anos (512%). Após ser derrotado na disputa ao Senado em 2010, o tucano mergulhou nos negócios e hoje boa parte do patrimônio está em ações das empresas Calila Participações e Jereissati Participações, focadas na construção e administração de shopping centers. Ele ainda tem mais de R$ 60 milhões em investimentos e contas de bancos. Além disso, tem vários imóveis e joias.

De 2010 para cá, os bens declarados do senador Eunício Oliveira aumentaram de R$ 37 milhões para R$ 99 milhões, 169% de crescimento. Roberto Pessoa (PR) declarou R$ 14 milhões este ano, R$ 3 milhões a mais do que na eleição de 2008, quando concorreu a prefeito.

O terceiro candidato mais rico da eleição deste ano, o senador Jayme Campos (DEM), que concorre à reeleição no Mato Grosso, aumentou 380% seu patrimônio em oito anos, passando de R$ 14,14 milhões para R$ 67,88 milhões em fazendas, imóveis rurais, tratores, caminhões, escavadeiras, plainas e motoniveladoras.

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB) declarou na última eleição patrimônio de R$ 7,7 milhões. Nos últimos quatro anos, acresceu R$ 12,6 milhões aos seus bens, somando hoje R$ 20,3 milhões. Ele declarou 14 carros, entre eles uma Ferrari Scaglietti avaliada em R$ 556 mil, e um BMW 760, de R$ 714 mil, e duas lanchas. Em 2010, Collor declarou nove carros, entre eles um Maserati, que vendeu.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), candidato ao governo do Rio Grande do Norte, figura entre os políticos mais ricos da disputa. Seu patrimônio, de R$ 12 milhões, cresceu 120% em relação a 2010, quando declarou R$ 5,6 milhões.

Deputado e candidato ao governo do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou ter R$ 38 milhões. Agropecuarista, seus bens se concentram em fazendas, rebanho de gado e tratores, colheitadeiras, carretas, caminhonetes e plantadeiras. Armando Monteiro (PTB), que concorre a governador de Pernambuco e dono do 10° maior patrimônio da disputa eleitoral, enriqueceu 1.110% em quatro anos. Tinha em 2010, na eleição ao Senado, R$ 1,2 milhão. Agora, são R$ 14,9 milhões. http://oglobo.globo.com/brasil/chapa-no-ceara-une-politicos-com-patrimonio-que-chega-r-500-milhoes-13174042

Deputados estaduais e candidatos à reeleição no Rio respondem a processos na Justiça

Crimes como abuso de poder, conduta vedada e captação ilegal de recursos são investigados

RIO — A menos de três meses das eleições, 15 deputados estaduais fluminenses – 21% da bancada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) – respondem a 23 processos por crimes eleitorais. Doze deles são candidatos novamente. Entre os crimes estão abuso de poder, conduta vedada, captação ilegal de recursos, abuso econômico e captação ilícita de votos, cuja pena prevista é de cassação do mandato ou da diplomação.

Os processos foram iniciados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) ainda durante a campanha eleitoral de 2010 e correm hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas os parlamentares conseguiram se eleger e exercer seus mandatos até hoje, sem que o processo fosse concluído pela Justiça Eleitoral.

Dos 23 processos em andamento no TSE, 21 foram julgados improcedentes, entre o final de 2011 e o início de 2012, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Mas a Procuradoria Eleitoral recorreu.

Dois deputados foram condenados pelo TRE: Domingos Brazão (PMDB) e Graça Pereira (PRTB), ambos por abuso de poder e uso de centros sociais para a campanha política (conduta vedada pela Lei Eleitoral). Eles também recorreram ao TSE.

Os 15 deputados que aguardam julgamento atualmente no TSE são Brazão, Graça, Altineu Cortes (PR), André Correa (PSD), Dionísio Lins (PP), Edson Albertassi (PMDB), Fábio Silva (PMDB), Iranildo Campos (PSD), Jorge Moreira Theodoro, o Dica (PMDB), Marcelo Simão (PMDB), Márcio Panisset (PDT), Marcos Abrahão (PTdoB), Paulo Melo (PMDB), Rafael Picciani (PMDB) e Thiago Pampolha (PSD). Altineu, Graça e Pamplona não registraram candidatura para disputar as próximas eleições.

A maioria dos processos questiona a manutenção de centros sociais pelos deputados que, segundo o Ministério Público, foram usados para campanha em 2010. É o caso de Dica, Dionísio Lins, Brazão, Graça, Iranildo Campos e Márcio Panisset. Muito comuns no Rio, os centros sociais são locais onde os candidatos distribuem serviços e realizam atividades assistencialistas. Há desde a emissão de carteira de identidade até a realização de cirurgias odontológicas e exames médicos. Em troca, os políticos pedem votos para si, formando, assim, “currais” eleitorais.

Dionísio Lins responde a cinco ações relativas a atividades de centros sociais. Em Vaz Lobo e Vicente de Carvalho, os centros de Dionísio Lins foram fechados em julho de 2012, pelo TRE. Ele responde ainda a ações por centros sociais em Vila da Penha e Cordovil. O deputado sustenta que, em 2010, os centros sociais já não eram mais seus, e acredita na absolvição pelo TSE.

Embora condenado pelo TRE, em julho de 2011, por manutenção de centro social, o que o tornaria inelegível por oito anos, Brazão teve sua condenação suspensa liminarmente, por decisão do ministro Ricardo Lewandovski. Até o momento, a relatora Laurita Vaz não apreciou a decisão do ministro. Segundo a Procuradoria da época, Brazão utilizou seus centros sociais em Jacarepaguá, Bento Ribeiro e Meriti para captar votos e construir redutos eleitorais. O deputado peemedebista se diz inocente e acredita que será absolvido pelo TSE.

Marcio Panisset responde a três processos, por uso de centro social e indício de uso da máquina pública em São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do estado. Em 2011, no entanto, o TRE rejeitou a ação que pedia a cassação do deputado e a perda de mandato por sua irmã e então prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, e pelo ex-secretário de Governo de São Gonçalo Adolpho Konder.

“CELERIDADE É UM FATOR MUITO CARO”

Os deputados Dica e Iranildo Campos também foram acusados de usar centros sociais para fazer propaganda nas eleições de 2010. Iranildo Campos defende não ter envolvimento no centro social onde foram encontradas propagandas de sua candidatura. Já o deputado Dica diz que a função do MP é mesmo recorrer nos casos que perde, e que está confiante na absolvição.

Sobre a falta de celeridade no julgamento dos processos que chegam à Corte, o presidente do TSE no biênio de 2012 a 2014, ministro Marco Aurélio Mello, explica que o presidente do tribunal fica impedido de colocar os processos em pauta enquanto o relator do processo não dá o parecer.

— O presidente fica preso, impedido de colocar os processos em pauta. A celeridade na Justiça Eleitoral é um fator muito caro — defende.

Houve outras irregularidades além da manutenção de centros sociais. Os deputados Paulo Melo, Rafael Picciani, Edson Albertassi e André Correa respondem, por exemplo, a processos por outras ilicitudes, como assédio e uso eleitoral de programa federal.

Presidente da Alerj, Paulo Melo foi processado em 2010, junto com sua mulher, Franciane Conceição Gago Motta, atual prefeita de Saquarema, por captação ilícita de sufrágio. Na época, Melo foi acusado de utilizar indevidamente o cadastro de contribuintes da prefeitura de Saquarema para envio de propaganda eleitoral. O deputado argumenta ter uma mala direta própria de moradores de Saquarema que atualiza há 20 anos.

Os deputados André Correa e Edson Albertassi, juntos com o então deputado Jorge Picciani (atual presidente regional do PMDB), foram alvos de ação por abuso de autoridade pela utilização eleitoral do programa Minha Casa Minha Vida. De acordo com o MP, durante fiscalização do TRE em Nilópolis, os fiscais flagraram a entrega de folhetos institucionais da Alerj às pessoas que estavam sendo cadastradas no programa. Correa e Albertassi se dizem tranquilos quanto ao julgamento do TSE.

Em 2010, a PRE do Rio entrou com ação para investigar suposto crime de abuso de poder político e conduta vedada contra o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), o ex-vice-governador Luiz Fernando Pezão – atual governador e candidato à reeleição -, Jorge Picciani, o deputado federal Leonardo Picciani e o deputado Altineu Cortes. Naquele ano, o então prefeito de Italva, Joelson Gomes Soares, e o ex-secretário de Saúde daquele município, Gilberto Willys de Faria, teriam feito uma reunião na sede do governo para pedir a servidores comissionados empenho nas campanhas de Cabral, Picciani e Altineu, como forma de garantir investimentos ao município. Na ocasião, um dos servidores gravou e mandou o conteúdo para o MP.

Picciani também foi alvo de ação do MP, junto com o filho Rafael, por abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social em maio de 2010, quando o então secretário de Governo e Habitação do Guapimirim, Nélson da Costa Mello, realizou um evento em que enalteceu o nome e a imagem dos dois, além da de Leonardo Picciani. Os deputados estaduais disseram, por meio de sua assessoria, que não comentariam o assunto.

Graça Pereira, Thiago Pampolha, Altineu Cortes, Fábio Silva, Márcio Panisset e Marcos Abrahão foram procurados pela reportagem, mas não retornaram até o fechamento da edição. Leandra Limahttp://oglobo.globo.com/brasil/deputados-estaduais-candidatos-reeleicao-no-rio-respondem-processos-na-justica-13173214

OS POSTULANTES A MAIS QUATRO ANOS DE LEGISLATURA:

Edson Albertassi – Divulgação

Edson Abertassi: Processado por abuso de poder e propaganda eleitoral irregular, por uso eleitoreiro do programa Minha Casa Minha Vida em 2010.

Paulo Melo – Divulgação

Paulo Melo: rocessado por captação ilícita de sufrágio e propaganda eleitoral irregular por utilizar cadastro de contribuintes de Saquarema para enviar propaganda eleitoral.

Dica – Divulgação

Dica: O deputado Jorge Moreira Theodoro, conhecido como Dica, foi acusado de usar centro social em Duque de Caxias para fazer propaganda nas eleições de 2010.

Marcos Abrahão – Divulgação

Marcos Abrahão: O deputado foi processado pela Procuradoria por abuso de poder por utilizar transporte gratuito, em ação eleitoreira.

Dionisio Lins – Divulgação

Dionísio Lins: Vice-presidente da Comissão de Transportes da Alerj, Dionísio Lins responde a cinco ações relativas a atividades de centros sociais na Zona Norte.

Rafael Picciani – Mauro Pimentel

Rafael Picciani: Processado, junto com o pai, Jorge Picciani, por abuso de poder e uso indevido de meio de comunicação em evento em Guapimirim.

Marcelo Simão – Divulgação

Marcelo Simão: A PRE entrou com ação por conduta vedada a agente público. Além da cassação do registro, o órgão pediu aplicação de multa contra o parlamentar.

Domingos Brazão – Mauro Pimentel

Domingos Brazão: Condenado pelo TRE por abuso de poder por manter diversos centros sociais, teve sua condenação suspensa liminarmente.

Fábio Silva – Divulgação

Fábio Silva: Processado, junto com o governador Pezão, Jorge Picciani e o ex-governador Sérgio Cabral, por propaganda eleitoral irregular e abuso de poder.

Márcio Panisset – Divulgação

Márcio Panisset: Responde a três processos, junto com Aparecida Panisset, por uso de centro social e indício de uso da máquina pública em São Gonçalo.

Iranildo Campos – Divulgação

Iranildo Campos: O deputado foi processado por abuso de poder e conduta vedada por manter, até 2010, centro social em São João de Meriti.

André Correa – Divulgação

André Correa: Alvo de processo por abuso de poder em cadastro do Minha Casa Minha Vida e por captação ilícita de sufrágio em Teresópolis.

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