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Human Rights Watch denuncia violência contra mulheres

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 4, 2014

Organização humanitária responsabiliza tanto as forças de Bashar al-Assad como os rebeldes pelas agressões, sem precedentes, de que as mulheres são vítimas na Síria.

As mulheres são heroínas no conflito que dura na Síria há três anos, mas também são um alvo de violência desmedida

As mulheres são heroínas no conflito que dura na Síria há três anos, mas também são um alvo de violência desmedida  / KHALED AL HARIRI/REUTERS

A Human Rights Watch (HRW), uma organização que denuncia violações dos direitos humanos em várias zonas do globo, divulgou esta quarta-feira um relatório em que 17 mulheres sírias contam as suas experiências durante o conflito armado que dura há três anos no país.

No relatório, intitulado “We are still here: Women on the front lines of the Syrian conflict” (Ainda aqui estamos: Mulheres na linha da frente do conflito sírio), a organização sublinha a “forma peculiar como este conflito afeta as mulheres”, destacando que a situação de vulnerabilidade em que se encontram é da responsabilidade das forças de Bashar al-Assad e dos grupos que as combatem.

Em alguns locais, grupos extremistas aplicaram restrições indiscriminadas às mulheres, tais como a “restrição no vestuário, a limitação no seu envolvimento na vida pública e a capacidade de se deslocarem livremente”. As detenções, perseguições e violência física e sexual de que são alvo são denunciadas pela organização.

Relatos aterradores

As mulheres que a HRW entrevistou têm em comum os esforços feitos para atenuar as consequências deste conflito. Umas acabaram por ser presas e brutalmente torturadas, outras viram os seus familiares mais próximos morrer e algumas ficaram, para sempre, fisicamente limitadas.

Hala, uma das jovens que falou com a organização, contou que, em 2012, quando tinha 20 anos, foi presa e torturada. Explica que “o Governo tinha medo que os ativistas civis dessem comida e medicamentos à população” e que, com a sua ação, pretendiam transmitir medo.

Ponto comum em vários relatos é o Estado Islâmico do Iraque e do Levante  (EIIL), califado instituído por um grupo extremista em zonas do Iraque e da Síria no início da semana. Berivan, de 24 anos, conta que foi presa pelo EIIL. Uma das razões apresentadas foi o facto de não usar hijab. Já Maisa, uma enfermeira de 30 anos, relata que, enquanto foi presa pelas forças governamentais, a sua irmã ficou nas mãos do EIIL e continua desaparecida.

Muitas destas mulheres falaram com a HRW em cidades turcas onde estão refugiadas. A organização estima que cerca de 766 mil sírios tenham procurado abrigo neste país. Esta sexta-feira o Comité das Nações Unidas para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contras as Mulheres fará uma revisão da atual situação em território sírio.  – http://expresso.sapo.pt/human-rights-watch-denuncia-violencia-contra-mulheres=f879289

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