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O Brasil fracassa na Copa

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em julho 1, 2014

O país perdeu uma oportunidade de ouro para modernizar sua imagem de potência emergente

Ainda falta muito para que a Copa do Mundo termine, mas não é cedo demais para declarar que o Mundial foi um fracasso para o Brasil: o país perdeu uma oportunidade de ouro para modernizar sua imagem, apresentar-se como uma potência emergente no campo tecnológico e transmitir a ideia de que é muito mais do que a nação do Carnaval, da caipirinha, do samba e do futebol.

Eis aqui algumas histórias que não foram contadas pelos mais de 5.000 jornalistas de 70 países que viajaram ao Brasil para cobrir a Copa e que nas últimas semanas – antes que o torneio começasse – escreveram extensamente sobre o país:

O Brasil é um dos principais fabricantes de aviões do mundo. Sua empresa aeronáutica Embraer é a líder mundial na produção de aeronaves de passageiros de médio porte, vendendo aviões para empresas como American Airlines, United Airlines, Air France e Lufthansa.

O instituto brasileiro Embrapa é um de grande centro de pesquisas. Entre outras coisas, desenvolveu uma planta de soja que se ajusta a solos ácidos, o que contribuiu para que o Brasil se tornasse um dos maiores exportadores mundiais dessa leguminosa.

Lançou recentemente o programa Startup Brasil. Oferece ajuda governamental e escritórios gratuitos a empresas tecnológicas nacionais e estrangeiras recém-fundadas, conhecidas como startups. A ideia é criar um Vale do Silício brasileiro.

Ciência Sem Fronteiras. O Brasil enviará 100.000 estudantes universitários para cursarem pós-graduações e doutorados em universidades dos Estados Unidos e Europa.

O país perdeu uma oportunidade de ouro para modernizar sua imagem de potência emergente

Plano Nacional de Educação. Aprovado no começo deste ano pelo Congresso brasileiro, prevê que o investimento público em educação chegará a 10% do PIB nos próximos 10 anos. O plano foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.

É provável que estas e outras medidas ajudem o Brasil a se tornar uma formidável potência tecnológica emergente. Mas, infelizmente, o Governo tem feito pouco para promovê-las durante a Copa. É fato que é difícil para Dilma Rousseff projetar uma imagem de potência tecnológica emergente quando há protestos nas ruas e quando muitos estádios estavam sem terminar no momento em que o torneio estava prestes a começar.

Mas Rousseff poderia ter aproveitado os dias anteriores à Copa para fazer anúncios sobre educação, ciência e tecnologia. E o Governo poderia ter sugerido um logotipo mais futurista para a Copa do Brasil, que enfatizasse o potencial econômico do país.

Simon Anholt, um consultor britânico que publica um ranking anual sobre a imagem dos países no mundo, diz que o Brasil tem uma imagem internacional boa, mas “branda”, que “limita seu potencial econômico”.

O último Índice de Marcas-Nações Anholt-GFK-Roper mostra que o Brasil ocupa o 20º posto entre 50 países no ranking geral. Ostenta a 10ª colocação em cultura, mas está abaixo da 20ª quando se pergunta às pessoas se comprariam um automóvel brasileiro. Isso faz com que o Brasil possa vender férias e música, mas que tenha dificuldades para exportar softwares, por exemplo.

O Brasil ainda pode ganhar a Copa do Mundo, e as comemorações dos dias subsequentes não prejudicariam sua imagem. Pelo contrário, a festa nas ruas levaria ainda mais gente a pensar no Brasil na hora de decidir aonde ir de férias ou qual música escutar. Isso seria simultaneamente um triunfo e uma tragédia para o Brasil. A tragédia seria que o Brasil perdeu uma magnífica oportunidade de se projetar como algo além do país das grandes festas.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/29/opinion/1404069807_413518.html

Um sueco é assassinado em uma das favelas mais turísticas do Rio

Mille Ballai Miuta, de 34 anos, havia se tornado sócio há poucos meses de um albergue do Vidigalo Brasil se classificava para as quartas de final da Copa do Mundo depois de uma dramática cobrança de pênaltis, a favela do Vidigal explodia em uma euforia coletiva. Enquanto dezenas de milhares de vizinhos festejavam a vitória com música e cerveja, o cadáver do iraniano de nacionalidade sueca, Mille Balai Miuta, de 34 anos, era encontrado no interior do albergue Alto Vidigal, um dos albergues pioneiros, e também um dos mais conhecidos, entre os que funcionam em algumas favelas do Rio. Pouco se sabe ainda sobre a morte do jovem empresário, apenas que era um dos sócios do albergue, conhecido por ter passado por diferentes etapas, algumas delas polêmicas. Enquanto os grupos de traficantes mantiveram o controle territorial da favela, o Alto Vidigal organizava famosas festas de música eletrônica frequentadas por gente de todas as condições sociais. Ricos e pobres se misturavam em um grande terraço do qual era possível ter uma impressionante visão panorâmica da praia de Ipanema. Era normal que a facção que controlava a vida na favela se permitisse às vezes a liberdade de instalar um ponto de venda de drogas na porta do estabelecimento.

Depois de muitas polêmicas e a chegada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade, os traficantes desapareceram e os donos de Alto Vidigal adaptaram o negócio à nova etapa. As festas começaram a ser mais tranquilas e o amanhecer que se avista do privilegiado mirante passou a ser o principal atrativo. O albergue foi selecionado durante anos por múltiplas publicações turísticas como uma das melhores opções noturnas do Rio.

A morte de Balai Miuta, sócio do albergue havia poucos meses, deixa uma série de perguntas. Várias fontes próximas ao empresário consultadas pelo EL PAÍS afirmam que o sueco foi assassinado horas antes do início da partida entre Brasil e Chile. Todas elas também dizem que a morte foi motivada por um ajuste de contas ou por uma vingança. Segundo uma das primeiras pessoas a encontrar o cadáver do sueco, o corpo não apresentava marcas de ter recebido disparos ou feridas próprias de arma branca. As mesmas fontes asseguram que Balai foi assassinado por asfixia ou a golpes. Outras pessoas consultadas sob condição de anonimato relatam que uma semana antes ele recebeu um aviso de um membro do narcotráfico local ainda ativo: Balai estava marcado para morrer.

O início da investigação mostra que Ballai foi asfixiado ou assassinado a golpes por vingança

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil descartou que Balai tivesse sido vítima de um roubo. Uma pessoa próxima ao sueco dá uma informação crucial para descartar esta possibilidade: no quarto onde foi encontrado o corpo sem vida também havia 50.000 reais em dinheiro, que não foram levados.

Balai era conhecido no bairro por ser uma pessoa sociável, solidária e introspectiva. Vivia no albergue e desenvolvia boa parte de sua rotina na zona alta da favela, que conta com uma alta concentração de albergues que estão na moda.

Vidigal é uma favela conhecida no Rio por suas vistas espetaculares e por estar encravada entre os bairros ricos de São Conrado e Leblon. Nos últimos anos, foram abertas nesta comunidade muitos albergues que a converteram no principal pólo de alojamento alternativo no Rio. Caras conhecidas das artes e do espetáculo também investiram no mercado imobiliário local.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/01/internacional/1404168571_180718.html

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