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Uma ONG acusa os jihadistas de execuções em massa no Iraque

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 28, 2014

A Human Rights Watch confirma dois extermínios de ao menos 190 pessoas no total em Tikrit

  • Leia aqui o comunicado completo (em inglês)

Execuções do EIIL em Tikrit (Iraque) difundidas pela Internet em 14 de junho. / AP

A ONG Human Rights Watch (HRW) anunciou nesta sexta-feira que os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) mataram entre 160 e 190 homens em dois lugares de Tikrit, a 180 quilômetros de Bagdá. A ONG norte-americana divulgou a confirmação depois de analisar, em profundidade, as fotografias que o próprio grupo terrorista, que há três semanas avança em direção ao sul do país, difundiu nas redes sociais.

Consegui ver uns 10 milicianos apontando com seus rifles para uma longa fila de homens que saíam dos caminhões.

Um vizinho de Tikrit, testemunha das execuções

A HRW disse através de um comunicado que “a análise das fotografias dá fortes indícios de que o EIIL realizou execuções em massa em Tikrit [cidade-natal do ex-ditador Saddam Hussein] depois de tomar o controle da cidade em 11 de junho passado”.

O massacre de quase duzentos homens pode ter acontecido, segundo a ONG, em pelo menos dois lugares entre os dias 11 e 14. “O número [de mortos] poderia ser maior”, indica a HRW acrescentando que a dificuldade de localizar os corpos e de ter acesso à área impede uma investigação completa.

Depois de tomar a cidade ao norte de Bagdá, os extremistas sunitas difundiram fotografias e vídeos de supostas execuções massivas dizendo que tinham matados 1.700 soldados do exército iraquiano. Naquele momento, fontes militares garantiram a autenticidade das fotografias difundidas pela Associated Press. Mas a ONU se apressou a denunciar que o EIIL havia cometido crimes de guerra por “uma série de execuções sistemáticas e a sangue frio” de centenas de soldados capturados e de civis em Tikrit.

Partindo da análise das imagens e comparando com fotografias do mesmo lugar em 2013, a Human Rights Watch chegou à conclusão de que duas delas foram feitas no mesmo lugar, em um campo localizado a 100 metros ao norte do antigo palácio de Saddam Hussein, perto do rio Tigre. Um comando do Exército afirmou que pelo menos 11 corpos foram recuperados, segundo o jornal norte-americano New York Times.

Também foram revisadas as imagens de satélite dessa zona no último dia 16 de junho, mas não foram encontradas provas dos cadáveres, apenas de certos movimentos na terra, inclusive o rastro de alguns veículos.

A HRW conseguiu falar com um vizinho, que foi testemunha das execuções do telhado de sua casa. “Vi com meus próprios olhos. Foi à tarde. Havia uma fila longa. Consegui ver uns 10 milicianos apontando com seus rifles para uma longa fila de homens que saíam dos caminhões. Alguns usavam máscaras e outros tinham o rosto descoberto. Os sequestrados usavam roupas civis.” Esse vizinho de Tikrit, segundo narra a ONG, deixou a cidade pouco depois das execuções.

No último dia 22, o governo do xiita Nuri al Maliki reconheceu que os corpos sem vida de alguns dos 175 recrutas que tinham sido assassinados foram lançados no Tigre e outros enterrados em uma fossa comum.

Não é a primeira vez que Human Rights Watch aponta sérios crimes cometidos pelo EIIL no Iraque e na Síria, territórios nos quais o grupo jihadista sunita é mais ativo.

O diretor de Emergências da HRW, Peter Bouckaert, afirmou que o EIIL está cometendo e divulgando assassinatos em massa que poderiam ser considerados crimes contra a humanidade “Essas e outras forças abusivas [em referência ao terrorismo jihadista] deveriam saber que estão sendo observados pelos olhos dos iraquianos e do mundo “, acrescentou. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/27/internacional/1403857330_543798.html

Enquanto isso…

Obama pede 500 milhões de dólares para equipar militarmente os rebeldes sírios

O plano, que precisa de aprovação do Congresso, busca “treinar e equipar” a oposição moderada

Obama e um coronel, nesta quinta. / Jose Luis Magana (AP)

A Casa Branca pediu nesta quinta-feira ao Congresso que autorize a concessão de uma ajuda econômica de 500 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais) para “treinar e equipar” militarmente os opositores moderados sírios. O pedido chega num momento em que os Estados Unidos voltam a se envolver militarmente no Iraque em razão do avanço dos insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), um grupo jihadista também presente na Síria.

A assistência militar –que faz parte do fundo global de 5 bilhões para a luta contra o terrorismo anunciado no final de maio pelo presidente dos EUA, Barack Obama– representaria o apoio oficial mais significativo de Washington à oposição moderada síria nos mais de três anos de guerra civil no país árabe, que resultaram em mais de 150.000 mortos.

A ajuda se somaria ao programa secreto da CIA de treinamento dos rebeldes sírios na Jordânia e de entrega de armas de pequeno porte. No ano passado o Departamento de Estado proporcionou aos opositores ajuda “não letal”, como coletes à prova de balas, óculos de visão noturna e sofisticados equipamentos de comunicação. Agora, o Governo Obama, acusado de passividade ante a carnificina síria, dá um passo a mais.

A Casa Branca não precisou os detalhes da ajuda, que se somaria ao programa secreto da CIA de treinamento e fornecimento de armas de pequeno porte aos rebeldes

O Congresso deve aprovar a proposta, que inclui outro pacote de 1 bilhão em ajuda contra o terrorismo para a Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque. Washington busca ajudar os opositores a se “defenderem por si próprios” contra os ataques do regime de Bashar al Assad, reduzir o crescente número de grupos extremistas no país, como o EIIL, e fomentar a segurança e a estabilidade em nível local, segundo um comunicado da Casa Branca.

O medo de Obama é que os grupos jihadistas consolidem sua presença no barril de pólvora sírio e no vizinho Iraque, mergulhado também em um conflito aberto no norte e no oeste do país. O presidente autorizou na semana passada o envio de até 300 assessores militares, que ajudarão o Exército desse país ante o avanço dos jihadistas do EIIL, e se somam aos 275 militares mandados para proteger a embaixada norte-americana em Bagdá.

No ano passado, o Departamento de Estado proporcionou assistência “não letal” aos opositores

A Casa Branca não precisou, no comunicado, os detalhes da assistência militar – como se fornecerá armamentos e mísseis de longo alcance conforme o que é pedido pela oposição, ou equipamentos mais modestos –, mas enfatizou que a ajuda chegará apenas a “integrantes aprovados” da oposição síria. Os EUA querem evitar que a estratégia seja contraproducente, e que o auxílio caia em mãos erradas.

“Estes fundos ajudariam a defender o povo sírio, estabilizar áreas sob o controle da oposição, facilitar a provisão de serviços essenciais, fazer frente a ameaças terroristas, e promover as condições para se negociar um acordo [sobre a guerra civil]”, ressaltou o comunicado.

Apesar da ambiguidade sobre a proporção da ajuda, o fato de a administração americana admitir que busca “estabilizar” o controle de determinadas regiões da Síria controladas por rebeldes sugere que se trata de um equipamento militar significativo. No entanto, Obama, como reitera o comunicado, não prevê o deslocamento de tropas para o país do oriente médio, e nem a realização de ataques aéreos, como os que foram descartados, no último minuto, em setembro de 2013, em troca da entrega das armas químicas do regime. “Continuamos a acreditar que não há uma solução militar para esta crise”, destaca.

Após anos de titubeios na resposta à crise síria, o risco é que a ajuda militar de Washington aos opositores moderados chegue tarde demais, e apenas contribua para o desenvolvimento do conflito. A proposta anunciada nesta quinta-feira – mais apoio aos rebeldes, sem a realização de uma intervenção americana – se enquadra na doutrina, contra as aventuras militares e a favor do multilateralismo, apresentada por Obama no final de maio deste ano, em um discurso na academia militar de West Point. O conflito no Iraque está apresentando aliados incômodos aos EUA: o Exército sírio está bombardeando posições do EIIL na fronteira com o país, e o Irã tenta frear o avanço jihadista com o uso de drones, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa norte-americana.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/27/internacional/1403820362_152631.html

A OMS exige “medidas drásticas” para combater o ebola

A ONG Médicos Sem Fronteiras vê uma epidemia “fora de controle”. Já houve 399 mortes, e o número de casos aumentou 20% em 10 dias

  • O ebola mais mortífero da história

Três mulheres lavam as mãos na entrada do hospital de Kipe, na Guiné. / CELLOU BINANI (AFP)

A epidemia do vírus ebola que afeta Guiné, Serra Leoa e Libéria avança com grande velocidade. Do dia 16 de junho até ontem, o total de casos nesses três países da África Ocidental cresceu 20%, passando de 528 para 635, enquanto o de mortos subiu 8,9% (passou de 337 para 367). Essa elevação na incidência da doença, detectada pela primeira vez na região em março, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a temer que o vírus “se internacionalize ainda mais”, segundo um comunicado. O perigo é evidente: da Guiné, o vírus já passou para dois países vizinhos, e, nessa região densamente povoada, com grande mobilidade e onde as famílias e etnias estão divididas entre vários Estados, a epidemia “está fora de controle”, afirma a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A OMS determinou que a próxima reunião sobre a doença, com a participação de autoridades locais, doadores e agentes com atuação na região, acontecerá em Acra, capital da vizinha Gana, nos dias 2 e 3 de julho, um sinal de preocupação com ao avanço do vírus através de novas fronteiras.

“O alarme pelo surto do vírus ebola é um desafio para os três países afetados”, disse a OMS em nota à imprensa, defendendo “medidas drásticas” para frear a expansão da doença.

Não é só a agência sanitária da ONU que manifesta preocupação. A MSF – que trabalha ativamente na região junto com equipes locais, da OMS, do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) e do seu equivalente americano, o CDC (Centro para o Controle de Doenças) – faz um diagnóstico ainda pior. Bart Janssens, diretor de operações da ONG, é taxativo: “Com a contínua aparição de novos focos na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria, há um risco real de que ela continue se expandindo”, disse.

Existe uma grande preocupação de que a doença se espalhe para mais países

O problema é que é difícil transformar essa necessidade de providências em ações práticas. O vírus ebola não tem tratamento nem vacina. O melhor que se pode fazer é identificar os afetados o mais rapidamente possível, isolá-los, tratar os seus sintomas e fazer um rigoroso acompanhamento das pessoas que estiveram em contato com os pacientes. E isso que se tem feito até agora. “A sociedade civil e as autoridades políticas e religiosas estão fracassando em assumir a escala da epidemia, com poucas figuras relevantes lançando mensagens que promovam a luta contra a doença”, disse Janssens.

Fuente: OMS. / EL PAÍS

Esse é o primeiro passo para tentar controlar a propagação do vírus, mas ele enfrenta vários inconvenientes. Para começar, os primeiros sintomas da infecção – febre, dor muscular, de cabeça, fraqueza e irritação na garganta – são inespecíficos. O mesmo pode acontecer com uma gripe, outra doença viral (a princípio, vários falsos positivos de ebola foram atribuídos a pessoas com uma enfermidade chamada febre de Lassa), ou a malária, por exemplo. Por isso os pacientes demoram a procurar os hospitais.

Além disso, até agora os surtos de ebola ocorriam na África Central (República Democrática do Congo e Uganda, sobretudo), razão pela qual a população não sabe o que enfrenta. E quem tem essa noção muitas vezes evita comparecer a um posto de saúde por medo do estigma associado à doença, algo que já começa a impregnar as zonas afetadas, segundo alerta a MSF.

A ONG destaca outro aspecto: “O desconhecimento sobre como se transmite a doença tem feito com que as pessoas continuem comparecendo a funerais [de possíveis vítimas fatais] em áreas onde não há medidas de controle”. Isso facilita o contato com os cadáveres, que são uma fonte de contágio – razão pela qual a medida recomendada nesses casos é a cremação, mas isso se choca com as tradições locais.

Diante dessa situação, a única medida possível é reforçar as equipes deslocadas para a zona e tentar detectar e isolar os pacientes o mais rapidamente possível. O ebola é diagnosticado por um exame de sangue que busca o material genético do vírus nas pessoas. Os sintomas mais chamativos (as famosas hemorragias internas e externas) só aparecem no final do processo.

A OMS anunciou o envio de 150 profissionais adicionais à região. A MSF, que tem 300 pessoas já mobilizadas na zona, afirma que seria preciso dispor de muitos profissionais de saúde a mais, principalmente médicos treinados para tratar esse tipo de enfermidade. É uma luta contra o relógio, naquela que já é a pior epidemia de ebola desde aquela que levou ao descobrimento do vírus, em 1976.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/26/sociedad/1403788441_227928.html

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