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Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 28, 2014

Em evento, Dilma contraria Fifa e diz não saber sobre entrega de taça na final na Copa

Dilma Rousseff ao lado de Joseph Blatter na abertura da Copa do Mundo de 2014 (© Getty)Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, confirmou nesta sexta-feira que Dilma Roussef vai entregar a taça ao time campeão mundial na final da Copa do Mundo…

Getty – Dilma Rousseff ao lado de Joseph Blatter na abertura da Copa do Mundo de 2014

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, confirmou nesta sexta-feira que Dilma Roussef vai entregar a taça ao time campeão mundial na final da Copa do Mundo. A informação foi confirmada também pelo Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas a própria presidente, ao ser questionada se estaria no Rio de Janeiro para acompanhar a decisão, se mostrou espantada com a informação. De acordo com ela, ainda não foi definido como será a cerimônia na decisão. “Eu não sei disso. Nem disseram isso para mim. Estão perguntando uma coisa que nem me falaram”, disse Dilma Roussef, ao jornal O Estado de S.Paulo, em evento na noite desta sexta-feira. A dúvida com relação à presença da presidente cresceu após a manifestação da torcida brasileira no dia da abertura da Copa do Mundo. Na Arena Corinthians, em São Paulo, Dilma Roussef não foi bem recebida e chegou a ser ofendida, em alguns momentos da partida, pelo público presente.

Manifestações contrárias à presidente também haviam ocorrido na abertura da Copa das Confederações, em Brasília. Ao tentar fazer o tradicional discurso para abrir a competição, Dilma Roussef foi vaiada pelos torcedores. Nesta sexta-feira, no entanto, foi confirmado que Dilma estará na decisão da Copa e participará da cerimônia de entrega da taça. A presidente, por sua vez, preferiu fugir do assunto. A única certeza é que não fará nenhum discurso no Maracanã. Gazeta Press- espn.com.br – http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/em-evento-dilma-contraria-fifa-e-diz-n%C3%A3o-saber-sobre-entrega-de-ta%C3%A7a-na-final-na-copa

A gangue que subornou o mundo do futebol

Rovaniemi, Finlândia – Um homem chegou à delegacia da cidade em 2011 com uma denúncia incomum. Ele afirmou aos policiais que um sujeito de Cingapura estava comprando o resultado dos jogos de um time de futebol profissional da cidade.

A gangue que subornou o mundo do futebol

Rovaniemi, Finlândia – Um homem chegou à delegacia da cidade em 2011 com uma denúncia incomum. Ele afirmou aos policiais que um sujeito de Cingapura estava comprando o resultado dos jogos de um time de futebol profissional da cidade. A polícia não queria acreditar.

Essa cidade no círculo ártico é conhecida como a cidade natal do Papai Noel. Ela conta com um parque temático com renas, elfos e o sorridente São Nicolau. Além disso, é um destino popular para casais asiáticos que querem fazer amor sob as luzes da Aurora Boreal. Rovaniemi é famosa por muitas coisas, menos pelo crime organizado.

‘Então, após alguns dias começamos a perceber que aquilo era verdade’, afirmou Arttu Granat, detetive e caçador de alces aos fins de semana. ‘Por isso, demos início a uma equipe de vigilância’.

Logo, os detetives descobriram que Wilson Raj Perumal, comprador de partidas vindo de Cingapura, estava à solta em Rovaniemi, trabalhando com diversos jogadores, sem que o treinador ficasse sabendo. Perumal era considerado um risco por seus comparsas de um grupo de compra de partidas vindo de Cingapura, de forma que enviaram um representante à Finlândia para dedurá-lo à polícia, afirmou Granat.

Perumal foi preso e recebeu uma segunda chance: fale tudo, ou seja deportado para Cingapura, onde a punição pode ser muito severa.

Perumal deu com a língua nos dentes. Seu relato – juntamente com documentos oficiais, investigações judiciais e entrevistas com pessoas que sabiam das operações do grupo – revelou a que ponto as apostas ilegais haviam infectado o futebol internacional, levantando ainda mais dúvidas a respeito da legitimidade do que os torcedores veem em campo.

Steve Goddard, a former head of refereeing for the South African Football Association, at his home in a suburb of Johannesburg, May 26, 2014. Goddard was threatened for his role in thwarting a criminal ring that had apparently already succeeded in fixing one international match in 2010, according to an unreleased FIFA report. (© Joao Silva/The New York Times)

Nenhuma gangue de compra de resultados havia explorado as vulnerabilidades do futebol com mais intensidade que o grupo para o qual Perumal trabalhava. Esse grupo havia manipulado centenas de partidas profissionais em todo o planeta, identificando jogadores e juízes que aceitavam subornos – especialmente em países de menor renda.

Os esquemas do grupo frequentemente eram bem sucedidos, incluindo amistosos realizados antes da Copa do Mundo de 2010, preocupando as autoridades em relação a sua capacidade de evitar a compra de resultados.

Aprendendo a comprar os jogos

Perumal aprendeu a comprar jogos em uma escola informal em Cingapura, ao lado de Tan Seet Eng, um cingapuriano conhecido como Dan Tan. No início dos anos 1990, eles se reuniam em estádios onde apostadores ilegais anotavam as apostas do campeonato de futebol da Malásia e de Cingapura.

Os compradores de resultados eram tão bem sucedidos que um ministro do governo malaio estimou que eles eram capazes de comprar até 70 por cento das partidas do campeonato. A corrupção era tão generalizada que o campeonato deixou de ser realizado.

Na parte mais baixa da hierarquia dos compradores de jogos estão os ‘corredores’: os atravessadores que ficam entre os jogadores e os compradores. Acima dos compradores estão empresários influentes com dinheiro para bancar as compras mais caras, além da proteção necessária para garantir que a rede funcione tranquilamente.

No início do grupo, havia apenas um rei, conhecido como Tio Frankie, uma lenda entre os compradores de resultados. Ele era um empresário sino-indonésio que às vezes usava o nome Frankie Chung, mas seu nome verdadeiro não foi confirmado. Ele sabia que a expansão global do futebol representava uma série de oportunidades de compra. Tio Frankie ia a grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo, e tentava comprar jogadores e juízes.

Tio Frankie ensinou Tan e Perumal os segredos sombrios do futebol internacional: muitas equipes e seus funcionários são realmente pobres, de forma que há jogadores, técnicos e juízes abertos ao recebimento de propinas.

‘Em todas as competições internacionais era possível encontrar apostadores’, afirmou Kwesi Nyantakyi presidente da Associação de Futebol de Gana. ‘Sim, em todas as competições. Eles estão lá em todas as competições. Isso acontece o tempo todo nos maiores campeonatos, na Copa do Mundo, na Copa Africana de Nações’.

‘Os apostadores não são africanos’, acrescentou. ‘São europeus e asiáticos. Por isso, têm muito dinheiro para gastar com essas coisas’.

Na qualidade de um país repleto de jogadores talentosos, mas com pouco dinheiro, Gana é um dos países mais alvejados pelos compradores de resultados em torneios internacionais, afirmou Nyantakyi. De forma que ele não ficou surpreso em 2007, quando foi revelada uma tentativa de comprar o resultado de uma partida internacional envolvendo o famoso treinador de goleiros da equipe de Gana, Abukari Damba, que trabalhava com os criminosos de Cingapura.

Depois que alguns jogadores o denunciaram, Damba confessou e afirmou em uma audiência na Associação de Futebol de Gana que havia trabalhado com os compradores de resultado de Cingapura por 10 anos.

Entram em cena os Irmãos Sapina

Perumal se juntou ao grupo internacional de compra de resultados em 2008. Na cela onde foi interrogado em 2011, revelou o esquema do grupo para Granat e outros policiais finlandeses. O grupo possuía parceiros europeus e financiadores chineses que forneciam dinheiro supostamente lavado por meio de cassinos em Macau.

O grupo que comprava os resultados era uma rede criminosa, de acordo com os investigadores europeus. Os europeus forneciam juízes, jogadores e técnicos; Tan e os cingapurianos davam acesso a um mercado vasto e não regulamentado de apostas na Ásia.

Se os compradores de resultado contavam apenas com o juiz de determinada partida, diziam que aquele era um jogo de uma estrela. Nesse caso, o grupo asiático apostaria menos dinheiro. Se contavam com todos os jogadores e com a equipe técnica de um jogo, tinham em mãos uma partida cinco estrelas, e o grupo apostava muito mais.

O sistema havia sido criado em um quarto de hotel em Viena, em setembro de 2008, entre o grupo asiático liderado por Tan e os irmãos Sapina, dois apostadores croatas que viviam em Berlim e possuíam uma vasta rede de jogadores, juízes e técnicos corruptos. Os irmãos Sapina foram condenados duas vezes pela compra de resultados de jogos na Alemanha e estão cumprindo pena no país.

Juntos, compraram os resultados de centenas de partidas de futebol ao redor do planeta, praticamente em todos os campeonatos. Uma vez que os irmãos Sapina haviam convencido seus contatos a alterarem os resultados, Tan poderia fazer apostas no mercado asiático, o maior do planeta. Uma vez que a maior parte do mercado asiático é ilegal, as estimativas de seu tamanho variam drasticamente. Patrick Jay, executivo sênior do Jockey Club de Hong Kong, uma das maiores empresas de apostas controladas pelo governo no mundo, estima que o mercado asiático tenha gerenciado cerca de um trilhão de dólares em apostas.

‘É gigantesco’, afirmou Jay. ‘A FIFA vive falando sobre quanto dinheiro ganha a cada quatro anos com a Copa do Mundo. Você sabe o que quatro bilhões de dólares representam nos mercados de apostas ilegais da Ásia? Uma terça-feira ruim!’.

A gangue sobrevive

Em 2011, Perumal foi considerado culpado por corrupção na Finlândia e recebeu uma sentença de dois anos de prisão. Foi liberado antes do tempo. No fim de abril, foi preso novamente na Finlândia porque, de acordo com a polícia, havia voltado ao mercado de compra de resultados e tinha um mandato de prisão internacional pendente. Agora ele pode ser extraditado para Cingapura.

No ano passado, a polícia de Cingapura prendeu Tan. Contudo, ele está em detenção por tempo indeterminado e pode não ser julgado. A presença do grupo talvez nunca seja completamente revelada.

A prisão dos dois provavelmente não colocará fim à compra de resultados na Ásia. Granat, o detetive que ajudou a acabar com as atividades de Perumal no norte da Finlândia, afirmou reconhecer o alcance do grupo.

‘Lembro que comecei a levar a coisa a sério quando Wilson Raj Perumal estava na prisão há uma semana e me disse, ‘Aquele jogo na semana que vem vai ter o resultado comprado”, afirmou Granat. ‘Ele estava preso, mas ainda sabia o que estava acontecendo’.

Em uma entrevista recente em Kuala Lumpur, um membro do grupo discutiu quais seriam os próximos passos da organização. ‘Dan Tan e os outros estão presos, mas o cartel das apostas continua firme e forte’, afirmou, exigindo que seu nome fosse mantido em segredo, por medo de represálias. ‘Eles já têm pessoas novas para fazer o serviço. É impossível pará-los’.  Declan Hill- The New York Times News Service/Syndicate – http://nytsyn.br.msn.com/colunistas/a-gangue-que-subornou-o-mundo-do-futebol#page=0

O rubor da FIFA

O maior organismo futebolístico perdeu qualquer autoridade moral ao não sancionar a corrupção de seus membros e dá exemplo de sua falta de critério nos castigos aos jogadores

  • ESPECIAL Tudo sobre a Copa do Mundo 2014

O presidente da FIFA, Sepp Blatter, domingo passado no Maracanã. / REUTERS

Havia aparentemente certo consenso na Copa, se é que no futebol se pode falar em acordo, sobre a necessidade de que Luis Suárez fosse punido de forma inequívoca por morder Chiellini. O senso comum convidava a aplicar o regulamento de imediato, conceder ao castigado o direito de apelar e resolver sem mais demora um assunto que com o tempo acabou se tornando um show que excedeu a Copa.

Não se falou do castigo que merecia propriamente o jogador, mas lembrou-se da sua infância difícil, dos seus problemas com o álcool e do seu currículo penitenciário no Ajax e no Liverpool. Já são três as vezes que Luis Suárez mordeu um jogador do time rival e inclusive se soube que um torcedor norueguês ganhou dinheiro depois de apostar que o uruguaio voltaria a cravar seus dentes em um zagueiro.

As redes sociais se encheram de piadas, brincadeiras e fotomontagens sobre Suárez, que foi comparado ao Drácula ou a Hannibal Lecter, e foi convidado a ver um psicólogo ou um veterinário. O escárnio sobre o personagem foi frequentemente tão excessivo como a defesa irracional que os uruguaios fizeram de seu ilustre cidadão, desde o presidente Mujica ao capitão Lugano, passando por Tabárez, o técnico da seleção.

Negar a evidência e transformar uma infração futebolística em um assunto de Estado não foi, tampouco, a melhor defesa de Suárez. O caso ultrapassou o âmbito esportivo e escapou, portanto, ao seu controle e muito especialmente ao da FIFA, que julgou o jogador como atleta e cidadão e, de passagem, castigou de forma indireta o Liverpool, seu atual clube, enquanto não há compensação alguma para o prejudicado, que é a Itália.

Suárez pode ser condenado a nove ou mais jogos e receber uma multa de 82.000 euros –cerca de 246.000 reais– ou 200.000 euros – aproximadamente 600.000 reais– de acordo com a justiça esportiva, sempre discutível. Suspendê-lo de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses, por outro lado, é menos razoável e mais parece uma pena contra um delinquente que, como tal, tem sua entrada em campo proibida. Mesmo que ele tenha sido tratado de hooligan, sua transferência de clube não foi proibida.

É preciso manter o negócio e aplicar o fair play. Assim é a hipocrisia da FIFA, de novo populista e arbitrária: não se sabe por que meter o dedo em um olho, dar uma cotovelada, uma cabeçada ou quebrar a tíbia e o perônio sai mais barato do que uma mordida. O maior organismo futebolístico perdeu qualquer autoridade moral ao não sancionar a corrupção de seus membros e dá exemplo de sua falta de critério nos castigos aos jogadores

É preciso manter o negócio e aplicar o fair play. Assim é a hipocrisia da FIFA, de novo populista e arbitrária

Luis Suárez merece ser punido como jogador, mas precisa de cuidados como pessoa, e a FIFA não é precisamente o melhor doutor. A punição não é apenas desproporcionada, mas soa populista, própria do show midiático que move o futebol e, principalmente, seus dirigentes, aqueles que transformam a administração e a aplicação da pena em uma notícia maior do que a falta.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/26/deportes/1403801968_761269.html

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