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Ativista defensora dos direitos humanos é morta a tiros em sua casa na Líbia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 27, 2014

Salwa Bugaighis foi assassinada por cinco homens armados e encapuzados que invadiram sua residência em BenghaziA advogada Salwa Bugaighis teve participação ativa na transição política na Líbia após a queda de Gaddafi – ABDULLAH DOMA / AFP

 

BENGHAZI — Como num dia comum de votação, a ativista Salwa Bugaighis, de 48 anos, foi às urnas pela manhã nesta quinta-feira para participar das eleições parlamentares em Benghazi, na Líbia. Postou fotos e declarações na sua conta do Facebook e chegou a dar entrevistas sobre confrontos locais a uma rede de TV. Uma das líderes da revolução que derrubou Muamar Kadafi em 2011, a advogada e feminista havia deixado o país depois de diversas ameaças, mas voltou para participar do pleito. À tarde, foi morta por cinco homens armados, encapuzados e vestidos com uniformes militares, dentro da casa onde a família morava.

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Além de chocar o país e o mundo, o assassinato deu visibilidade às grandes dificuldades da transição líbia à democracia: apenas 18% dos eleitores participaram da votação.

— Salwa era uma mulher muito corajosa. Quando cercaram a casa, ela tirou uma foto com o iPad. Essam (marido dela) tentava negociar e conter os assassinos — disse o tio da ativista, Wahid Bugaighis.

Esfaqueada e baleada várias vezes, Salwa chegou a ser transferida para um hospital, mas morreu logo após dar entrada. O marido, Essam al-Ghariani, está desaparecido desde então — a polícia suspeita que tenha sido sequestrado. O segurança particular do casal também foi atingido e sua condição de saúde é estável.

No começo do dia, Salwa chegou a dar uma entrevista por telefone a um canal de TV local sobre os confrontos ao redor do bairro, que começaram depois que militantes atacaram tropas do Exército, perto dos locais de votação.

— São pessoas que querem frustrar as eleições — disse à rede al-Nabaa, horas antes de ser morta. — Benghazi sempre foi desafiadora, e sempre será, apesar da dor e do medo.

CAMPANHA POR PARTICIPAÇÃO FEMININA

Durante a noite, centenas de líbios foram às ruas numa vigília noturna em memória da ativista.

— Todos os partidários da verdade estão ameaçados — disse Hassan al-Amin, outro proeminente ativista e ex-chefe da Comissão de Direitos Humanos no Parlamento, que também fugiu do país por ameaças.

A morte da feminista também causou comoção fora do país, já que Salwa era reconhecida internacionalmente pela luta por direitos humanos. A ONU e a União Europeia condenaram o crime.

— O assassinato parece destinado a silenciar críticos e a dissidência — lamentou Hanan Salah, da Human Rights Watch. — Sua convicção de que o diálogo é a única saída para a Líbia agora estará para sempre em silêncio.

No Twitter, o embaixador britânico, Michael Aron, disse que estava “devastado com o assassinato terrível”. Deborah Jones, embaixadora dos EUA no país, também se indignou pela rede social: “Acordei esta manhã rezando para que fosse um pesadelo horrível. Agora, todos temos um trabalho a fazer: transformar em realidade o sonho de Salwa Bugaighis de uma Líbia livre.”

Nascida numa família proeminente em Benghazi, a ativista foi uma das primeiras a aderir às barricadas em 2011, durante a Primavera Árabe. Pouco depois, demitiu-se do primeiro governo rebelde, o Conselho Nacional de Transição — que conduziu o início da mudança política no país após a queda de Kadafi —, acusando o órgão de excluir membros do sexo feminino.

Uma das figuras mais carismáticas do movimento, Salwa foi responsável por uma campanha bem sucedida que estabeleceu cotas mínimas para os legisladores do sexo feminino no Parlamento. E também se opôs a movimentos para tornar o uso do hijab (o véu islâmico) obrigatório — o que causou conflitos com a Irmandade Muçulmana e extremistas islâmicos. Não por acaso, seu apoio ferrenho aos direitos das mulheres lhe garantiu inimigos entre vários grupos terroristas. Nenhum deles assumiu a autoria do ataque desta quinta-feira.

Salwa e sua irmã, Iman, já não faziam parte do Conselho Nacional de Transição, mas continuavam envolvidas em acordos com diferentes partidos e associações para promover o desenvolvimento social, político e econômico na Líbia. O país, que vive uma onda de violência e de instabilidade, além de uma crise política e econômica, deixou de produzir 1,5 milhões de barris de petróleo por dia porque algumas das principais entradas foram bloqueadas por milicianos. http://oglobo.globo.com/mundo/ativista-defensora-dos-direitos-humanos-morta-tiros-em-sua-casa-na-libia-13027133

Uma resposta to “Ativista defensora dos direitos humanos é morta a tiros em sua casa na Líbia”

  1. Arwen said

    Republicou isso em Arwen Releiturase comentado:
    Acredito que o caminho para um governo mais justo seja de fato a democracia. Mas a verdadeira democracia na qual temos o direito de escolher entre candidatos idôneos e conscientes de que governar não é servir aos próprios interesses, mas trabalhar pelo bem comum.
    Neste sentido nós – BRASIL – Ainda não somos uma verdadeira democracia.
    Quando tantos ainda lutam pelo direito ao voto nós subvertemos a ideia, transformamos em uma obrigação alienando nossa população com relação a importância e o poder do voto. É hora de nós também lutarmos por democracia exercendo nosso direito/dever de forma consciente. – Manifesto que sou a favor de anular o voto quando não nos sentirmos representados por nenhum dos candidatos apresentados. Votar não é só colocar um numero na urna e ir para casa seguir a vida, é escolher um candidato que você acredita que vai cumprir as propostas feitas. Anular o voto é a única forma segura de dizer a todos os candidatos do pleito que não confiamos neles e dizer aos partidos que exigimos opções mais honestas.
    O voto nulo é o único que pode anular uma eleição fazendo com que novos candidatos sejam escolhidos.
    O voto em branco é com assinar um cheque e entregar a primeira pessoa que passar na rua para ela fazer o que quiser.
    Votar em pessoas como Tiririca ou palhaço fulano de tal não é voto de protesto porque fortalece a chapa do partido e permite que outros que você nem sabe o nome também sejam eleitos, e pior, sem nenhum compromisso com a população.
    Votar só no partido – sem escolher candidato – É a mesma coisa do voto em branco.

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