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Morre o ator Eli Wallach

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 25, 2014

Em 65 anos de carreira, artista brilhou no teatro, no cinema e na TV

Eli Wallach em cena 'Três homens em conflito' Foto: REPRODUÇÃO Eli Wallach em cena ‘Três homens em conflito’ – REPRODUÇÃO

NOVA YORK — Eli Wallach, um dos atores mais marcantes e prolíficos de sua geração, tanto no cinema quanto no teatro e na televisão, morreu nesta terça-feira aos 98 anos, segundo informou sua filha Katherine.

Eli Wallach nasceu no dia 7 de dezembro de 1915, no Brooklyn. Ele era uma das poucas crianças judias entre famílias de imigrantes italianos. E seu primeiro papel de destaque no teatro, seis anos depois de sua estreia na Broadway, foi justamente como um italiano, em 1951, na peça “A rosa tatuada”, de Tennessee Williams. O ator ganhou um prêmio Tony por sua atuação como o motorista de caminhão Alvaro Mangiacavallo no espetáculo.

Seu primeiro papel no cinema também foi na pele de um personagem de Williams, em “Boneca de carne” (1956), de Elia Kazan, adaptação da peça “27 wagons full of cotton”, escrita pelo dramaturgo.

Após se formar no colégio, o ator decidiu ingressar na Universidade do Texas, em Austin, “porque a anuidade era de US$ 30”. Lá, o ator aprendeu a cavalgar, habilidade que seria preponderante para seus celebrados trabalhos em westerns. Wallach fez mestrado em Educação na City College, em Nova York, com a intenção de se tornar professor, assim como seu irmão e suas duas irmãs.

No entanto, ele acabou estudando teatro até a Segunda Guerra Mundial, quando entrou para o exército. Ele alcançou a patente de capitão em seus cinco anos de serviço militar. Depois da guerra, Wallach se tornou um dos membros fundadores do Actors Studio, e estudou o método de atuação de Lee Strasberg.

Em mais de seis décadas de carreira, o versátil ator interpretou dezenas de personagens, muitas vezes ao lado de sua mulher, Anne Jackson, com quem foi casado por 68 anos. Nos mais diferentes papéis, Wallach sempre atuava com calma e domínio, seja na pele de um bandito mexicano, um general francês ou um chefe de família da máfia.

Apesar de ter trabalhado por muitos anos no cinema em filmes aclamados pela crítica, Wallach nunca foi indicado para um Oscar. Em novembro de 2010, contudo, menos de um mês antes de seu 95º aniversário, a Academia reconheceu sua contribuição à sétima arte ao lhe premiar com um Oscar honorário em homenagem ao “camaleão por excelência, que, sem fazer esforço, representava uma vasta gama de personagens sempre com seu inimitável selo de qualidade”.

A primeira paixão de Wallach foi o palco, onde ele e sua mulher Anne se tornaram o casal mais conhecido do teatro americano. Em uma entrevista para o New York Times em 1973, o ator afirmou que os filmes serviam para pagar as contas. “Eu monto em um cavalo na Espanha durante 10 semanas, e volto com dinheiro suficiente para fazer uma peça.”

Entre os inúmeros trabalhos de Wallach no cinema, destacam-se “Sete homens em conflito” (1960), “Lord Jim” (1965), “Três homens em conflito” (1966), “Querem me enlouquecer (1987), “O Poderoso Chefão III” (1990) e “Escritor fantasma” (2010). Sua última aparição em uma grande produção foi em “Wall Street – O dinheiro nunca dorme”, de 2010.

Mas o teatro foi sempre sua maior paixão, a atividade que nunca pensou em largar. “O que mais eu poderia fazer?”, disse ao New York Times em 1997. “Eu amo atuar”. The New York Times – http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/morre-ator-eli-wallach-13007984

 

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