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O Furico e o Fuleco!

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em junho 19, 2014

Petistas querem Dilma em mais jogos da Copa após xingamentos na abertura

Fernando Bizerra Jr/EFE

A presidente Dilma Rousseff ouviu vaias na abertura da Copa em São PauloA presidente Dilma Rousseff ouviu vaias na abertura da Copa em São Paulo

A única aparição de Dilma Rousseff num jogo da Copa do Mundo no Brasil até agora foi constrangedora, com a presidente vaiada e xingada na partida de abertura entre Brasil e Croácia, no Itaquerão. Mesmo assim, cresce no PT o apoio a novas aparições de Dilma, principalmente na final do torneio.

O que motiva o apelo para que a presidente reapareça é avaliação no PT de que o episódio no estádio do Corinthians terminou com um saldo positivo para ela. Isso porque nas redes sociais e na imprensa foi considerável o número de opiniões a favor da presidente. Ela saiu como vítima da história, e os que cantaram “Ei, Dilma, vai tomar no cu!” ficaram com o carimbo de radicais na testa.

Nesse cenário, a presença de Dilma em outras partidas poderia gerar uma reação forte contra novos atos hostis direcionados à ela, na opinião de parlamentares que querem vê-la pelo menos na decisão, no Maracanã.

“A opinião da maioria das pessoas é de que houve exagero na abertura e de que foi um ato político, por isso teve um lado positivo para a presidente”, disse à reportagem o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). “Eu sou um antigo defensor da presença dela nos jogos. A Copa do Mundo é do Brasil, por isso ela tem que mostrar a cara”, completou Cândido.

Antes de o Mundial começar, a assessoria da presidente havia informado que ela assistiria ao jogo entre Alemanha e Portugal, em Salvador. Ficaria sentada entre Angela Merkel, chanceler alemã, e Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal. Depois, a confirmação da ida ao jogo em Salvador foi desmentida. Dilma não apareceu e não tem partidas em sua agenda.

O estafe presidencial nega que a ausência no jogo em Salvador tenha a ver com as vaias em São Paulo. Em discurso, a presidente disse que não se abalaria com as ofensas. “Eu não vou me deixar atemorizar por xingamentos que não podem ser sequer escutados pelas crianças e pelas famílias”, declarou ela. A presidente também não atendeu a um apelo de Felipão que queria sua presença na concentração. Ela preferiu mandar uma carta de incentivo ao time. Ricardo Perrone – http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/19/petistas-querem-dilma-em-mais-jogos-da-copa-apos-xingamentos-na-abertura.htm

 Por que o Fuleco anda sumido dos estádios? A Fifa tem os seus motivos

Quando Jérôme Valcke anunciou, em 2012, o tatu-bola como mascote da Copa, exaltou que o bicho, mais que um símbolo, representava o legado de “proteger a natureza”. Um ano e meio depois, a Fifa não destinou um centavo para preservá-lo. Coincidência ou não, o Fuleco anda sumido nos estádios da Copa e não apareceu nem mesmo na cerimônia de abertura do Mundial.

O líder da Associação Caatinga, organização não governamental que propôs o tatu-bola como mascote da Copa, diz que a Fifa tentou um acordo de última hora com grupos que defendem a preservação do animal, mas o valor oferecido era “uma proposta indecorosa”, segundo Rodrigo Castro. A bilionária entidade máxima do futebol, que teve um lucro de US$ 2,4 bilhões nos quatro anos de preparação da Copa 2014, encerrou as negociações depois que a ONG não aceitou os US$ 300 mil que ofereceu. E que seriam distribuídos em 10 anos.

A felicidade da escolha em setembro de 2012 se transformou em tristeza com as negativas da Fifa em ajudar o animal da caatinga, que é ameaçado de extinção. Com a presença de toda alta hierarquia da Fifa no Brasil nos últimos dias, inclusive Federico Addiechi, o chefe de responsabilidade social da entidade, veio uma proposta oficial após 16 meses de negociações.

“Eles ofereceram um trocado, um dinheiro que sobrou do programa de neutralização de emissão de carbono deles. Fizemos uma contraproposta e esperamos uma resposta até o apito final da Copa”, afirma Castro.

Segundo a Fifa, o valor oferecido foi de US$ 300 mil. Já a Associação Caatinga disse ter recebido uma proposta de R$ 300 mil. De qualquer forma, essas quantias seriam menores do que a colaboração de outros patrocinadores da ONG. O valor não teria impacto no programa de proteção do tatu bola.

Hoje em dia, por exemplo, não se sabe a população total desse tatu e a distribuição dela, e faltam muitos dados sobre seus hábitos. Até sua criação e reprodução em cativeiro são um desafio, afinal, nenhum exemplar da caatinga foi parar em um zoológico – só o mataco, o tatu-bola do cerrado, é visto em alguns zoos pelo mundo. Muita pesquisa e muito dinheiro são necessários para isso.

Na apresentação do Fuleco ao mundo há dois anos, Valcke disse que o tatu-bola era “perfeito” como mascote. “Um dos objetivos principais é usar a Copa como plataforma para comunicar a importância do meio ambiente e da ecologia”, disse à época o secretário-geral da Fifa. “Todos esperavam por uma arara. Mas o tatu-bola significa mais. Não é somente o símbolo de uma competição. Representa o legado, que é proteger a natureza.” A escolha do nome, uma mistura de “futebol” com “ecologia”, seria outra sinalização vinda de Zurique, sede do futebol mundial.

Porém, esse tal legado ecológico se soma a todas as outras frustrações do Mundial, desde a função de vários estádios até as obras de mobilidade urbana que ficaram no papel. Na imprensa internacional, principalmente a europeia e a brasileira, a promessa ambiental da Fifa repercutiu mal.

Nas redes sociais foram promovidos fóruns, campanhas e abaixo-assinados para que a organização da competição se comprometa com a salvação do mascote ameaçado de extinção do animal cujo habitat exclusivo é a caatinga nordestina, que hoje só tem protegido 1% de sua extensão original com reservas – o governo pernambucano prometeu criar um “Parque Estadual do Tatu-Bola” na região de Petrolina.

Por seu lado, a Fifa parece que  preferiu esconder o Fuleco durante a Copa do Mundo, e a maior prova disso foi a ausência dele na cerimônia de abertura da competição. Bonecos do mascote estão em estandes de patrocinadores do evento, como Visa e Coca-Cola, mas desapareceram das áreas capitaneadas por Joseph Blatter. “Nós estamos satisfeitos de fazer o mascote ser amado tanto no Brasil como no mundo todo”, disse Valcke em 2012. Mas a história não foi bem assim. A escolha do nome já gerou polêmica, pela sonoridade do nome, que gera facilmente trocadilhos e piadas.

A Fifa nega, no entanto, que esteja escondendo o mascote da Copa. A entidade afirma que ele tem sido exibido, sim, em todos os estádios, inclusive durante a abertura da Copa no Itaquerão e nas Fan Fest que estão sendo realizadas em todas as cidades sedes. A Fifa diz ainda que não houve nenhuma modificação nos critérios para exibição do Fuleco.

Durante a Copa das Confederações, em 2013, o mascote ganhou grande visibilidade, mas bonecos infláveis dele em Porto Alegre e em Brasília foram atacados e murchados em meio aos protestos contra os custos do Mundial de futebol. Para completar o esvaziamento de sentido dele, traficantes do Rio fizeram embalagens de maconha e cocaína. Surgiu o apelido “Fumeco” e sua “fuleconha”.

“Daqui a 40 anos, as pessoas vão lembrar dos jogos e do campeão da Copa, talvez até lembrem do mascote Fuleco. Mas nessa época o tatu-bola pode estar extinto, e as pessoas nem lembrarem dele”, sentencia Castro, que ainda tem esperança que até o fim da Copa a Fifa vai apresentar uma proposta melhor para as entidades ambientais. Rodrigo Bertolotto – http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/17/por-que-o-fuleco-anda-sumido-da-copa-a-fifa-tem-os-seus-motivos.htm

NE:  Significado de Fuleco – s.m. Ação de fulecar; ato de perder, ao jogo, tudo aquilo que possuía ou levava.

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