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Esqueleto encontrado em caverna submersa do México liga antigos e modernos nativos americanos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em maio 16, 2014

  • Naia foi uma das primeiras habitantes das Américas, teve ancestrais beríngios e viveu há mais de 12 mil anos
  • A pesquisa está na edição desta quinta-feira da revista “Science”

 Na grande cúpula da caverna subaquática, a mergulhadora Susan Bird escova cuidadosamente o crânio encontrado para ser fotografado Foto: Paul NicklenNa grande cúpula da caverna subaquática, a mergulhadora Susan Bird escova cuidadosamente o crânio encontrado para ser fotografado Paul Nicklen

CIDADE DO MÉXICO – Seu nome é Naia, e por milhares e milhares de anos o esqueleto dessa adolescente ficou submerso em um elaborado sistema de cavernas em Hoyo Negro, a 39 metros de profundidade, na Península Yucatán, no México. Aparentemente, a menina caiu no que era um poço profundo e seco e morreu. Seu corpo foi descoberto em 2011, mas só agora a idade do esqueleto foi determinada.

FOTOGALERIA: Segredos arqueológicos de Hoyo Negro

Foi necessária uma equipe internacional de pesquisadores de 15 áreas diferentes para concluir que o mais antigo esqueleto bem preservado já conhecido tem entre 12 mil e 13 mil anos. Naia foi uma das primeiras habitantes das Américas e aparentemente é a ligação entre antigos e modernos nativos americanos.

Esta pesquisa, liderada por Pilar Luna, do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, está na edição desta quinta-feira da revista “Science”. Três instituições avaliaram o DNA mitocondrial extraído de um dente de Naia — este é o código genético que passa de mãe para filho. Viu-se que este DNA pertencia à linhagem do haplogrupo D1. Os haplogrupos são séries de alelos específicos de um cromossomos, e são usados para definir populações geneticamente.

— O desafio até agora tinha sido encontrar um fóssil adulto completo o suficiente para o trabalho morfológico e preservado o bastante para ter DNA mitocondrial, ao mesmo tempo que tivesse material apropriado para datação — explica o professor Yemane Asmeron, que participou da pesquisa junto com o cientista Victor Polyak, ambos do departamento de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade do Novo México. — Naia, o mais completo esqueleto encontrado, preenche estes requisitos e nosso laboratório era o mais adequado para o trabalho de datação.

Para solucionar o mistério da idade de Naia, os pesquisadores fizeram uma datação de urânio-tório de seus dentes, o que marcou a idade mínima do esqueleto em 12 mil anos. Embora promissores, os resultados foram inconclusivos, mas mais pistas tinham sido deixadas na caverna: depósitos minerais formados no chão da caverna a partir da água que caía do teto alteraram a datação dos dentes. Foi feita então uma datação de carbono e, além disso, um terceiro abordagem: dados do mar da região forneceram a idade mínima em que a caverna foi inundada. O lugar onde o esqueleto de Naia foi encontrado está a 39 metros abaixo do nível do mar em relação à época em que ela caiu ali.

A curva do nível do mar mostrou que o lugar, hoje a 42 metros embaixo d’água, ficou submerso durante o aumento do nível do mar, entre 9,7 mil e 10,2 mil anos atrás, depois que Naia e outros animais extintos caíram no poço. Na caverna também foram encontrados animais extintos como uma espécie de preguiça e um parente do elefante conhecido como “gomphothere”. Só então a datação do DNA do dente por radiocarbono forneceu a idade máxima do esqueleto, em 12,9 mil anos atrás.

Com as duas datações, Naia ficou com idade entre 12 mil e 12,9 mil anos, confirmando que ela era uma Paleoamericana, termo utilizado para designar os primeiros povos que entraram e, posteriormente, habitaram, o continente americano durante os últimos episódios glaciais do período Pleistoceno tardio. http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/esqueleto-encontrado-em-caverna-submersa-do-mexico-liga-antigos-modernos-nativos-americanos-12496348

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