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Donetsk e Lugansk declaram independência da Ucrânia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em maio 13, 2014

As regiões separatistas de Donetsk e Lugansk declararam, esta segunda-feira, a independência da Ucrânia, um dia depois dos referendos em que a esmagadora maioria dos votantes apoiou a secessão.

foto Maxim Zmeyev/REUTERSDonetsk e Lugansk declaram independência da UcrâniaSeparatistas declaram independência após referendo em Donetsk

No domingo, as regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk votaram em referendo. Segundo números divulgados hoje pelas comissões eleitorais locais, 89% dos votantes em Donetsk e mais de 94% em Lugansk aprovaram a independência.

O Governo da Ucrânia sustenta que as consultas não têm qualquer valor jurídico.

“A vontade do povo”

O presidente autoproclamado de Donetsk (leste), Denis Pushilin, proclamou “a República Popular de Donetsk“, “na sequência da expressão de vontade do povo” e “por forma a restaurar a justiça histórica”, e pediu a integração na Rússia. “Pedimos à Federação Russa que considere a questão de a República Popular de Donetsk se tornar parte da Federação Russa”, disse Pushilin, afirmando depois aos jornalistas que “a terra de Donetsk foi sempre parte do mundo russo”. Em Lugansk (leste), as autoridades autoproclamadas leram a “proclamação da República Popular de Lugansk” num comício no centro da capital regional, pouco depois do anúncio de Donetsk.

“O povo de Lugansk proclama a criação do Estado soberano da República Popular de Lugansk”, afirma a declaração. “Em conformidade com o direito internacional, o seu território e as suas fronteiras são indivisíveis e invioláveis”, acrescenta. No domingo, as duas regiões ucranianas votaram a secessão em referendo. Segundo números divulgados hoje pelas comissões eleitorais locais, 89% dos votantes em Donetsk e mais de 94% em Lugansk aprovaram a independência. A Rússia afirmou que respeita os resultados dos referendos, sem os reconhecer explicitamente, e considerou que deve ser aberto um diálogo entre o governo de Kiev e as regiões separatistas.

O governo da Ucrânia sustenta que as consultas “não têm qualquer valor jurídico”. Dirigentes separatistas das duas regiões anunciaram também hoje que as eleições presidenciais ucranianas previstas para 25 de maio não se vão realizar nos respetivos territórios. “Aqui não haverá”, disse Pushilin em Donetsk. Em Lugansk, Vasili Nikitin, responsável para a imprensa do chamado “Exército do Sudeste”, formado na autoproclamada “república popular”, fez declarações no mesmo sentido.”Talvez as eleições pudessem celebrar-se no território da região de Lugansk, mas agora somos a República Popular de Lugansk, por isso não haverá eleições”, disse. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3858434&page=-1

Pró-russos vencem referendos na Ucrânia que o Ocidente rejeita

Até Putin pedira o adiamento, mas os rebeldes foram em frente com a consulta. O resultado é pela secessão, mas o Ocidente e Kiev não aceitam a sua legitimidade.

Elementos de uma das mesas de voto em Donetsk despejam a urna e preparam-se para a contagem dos resultados
Elementos de uma das mesas de voto em Donetsk despejam a urna e preparam-se para a contagem dos resultados / MAXIM SHIPENKOV/EPA

Pode-se falar de “expressão da vontade popular” a propósito de um referendo (ou dois) em que a identidade dos eleitores não é verificada, em que há quem vote duas vezes, sem monitorização independente e com homens armados de uma das fações a vigiar? É assim que a televisão britânica BBC descreve as consultas populares sobre “autogoverno”, realizadas domingo nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia.

Salta à vista que as mínimas condições democráticas não foram preenchidas. A consulta não se realizou em todas as cidades destas regiões e, segundo a BBC, para votar bastava ir a uma mesa de voto qualquer e escrever o nome num papel. O próprio Presidente russo pedira o adiamento da votação, para qus se criassem condições.

Não lhe deram ouvidos, mas Vladimir Putin não se importou. Aceita os resultados anunciados pelos organizadores pró-russos: 89% a favor do “autogoverno” em Donetsk, 96% em Lugansk, com mais de 70% de participação. Moscovo emitiu um comunicado a defender a rápida aplicação dos resultados e a criticar as “tentativas de perturbar a votação pelo uso da força, incluindo armas pesadas, contra civis”. Refere-se à tentativa do exército ucraniano de evitar a votação, que Kiev diz ter sido uma “farsa”.

Muitos não sabem em que votaram

Em que consistiria a aplicação dos resultados é algo que ninguém sabe. A pergunta era “Apoia a Lei de Autogoverno Estatal da República Popular de Donetsk?” (ou Lugansk), mas as agências noticiosas falaram com eleitores para quem isso significava permanecer na Ucrânia com autonomia reforçada, outros que previam a anexação pela Rússia, como aconteceu na Crimeia em março.

Os pró-russos, que ocupam há meses edifícios estatais no leste do país, esperam clarificar a situação no próximo domingo, com uma espécie de segunda volta do referendo, a perguntar ao povo se quer aderir à Federação Russa. Uma semana depois disso, a 25, estão previstas eleições presidenciais em toda a Ucrânia, que os separatistas prometem boicotar.

O clima é cada vez mais tenso e receia-se a guerra civil. Daí que tanto a Rússia como o Governo de Kiev, inimigos figadais, apelem ao diálogo, tendo Moscovo sugerido a mediação da Organização para  Segurança e Cooperação Europeia (OSCE). Há 40 mil soldados russos perto da fronteira com a Ucrânia e Kiev teme que a agitação sirva de pretexto a uma invasão.

As potências ocidentais, União Europeia e Estados Unidos da América, rejeitam os referendos e preparam-se para agravar as sanções contra ucranianos e russos que não respeitam o Governo de Kiev. O presidente do Conselho Europeu vai esta segunda-feira à capital ucraniana.

Maioria contra a secessão

Do Presidente interino da Ucrânia, Herman van Rompuy pode esperar uma condenação do referendo. Olekandr Turchynov afirma que a consulta mais não foi do que “propaganda para encobrir assassínios, raptos, violência e outros crimes graves”. A seu ver, a única consequência deve ser a “responsabilização criminal dos organizadores”. Dispõe-se a dialogar, porém, com quem defender as suas ideias “sem sujar as mãos com sangue”.

No dia da consulta terão morrido apenas duas pessoas, após um tiroteio em Krasnoarmeisk, a 30 quilómetros de Donetsk, mas hoje já houve tiros e explosões em Slaviansk, cidade oriental cercada pelas tropas governamentais. Na sexta-feira passada morreram 21 pessoas em confrontos e, uma semana antes, pereceram 42 em Odessa.

As regiões abrangidas pelo referendo reúnem 6,5 milhões dos 46 milhões de habitantes da Ucrânia. Um estudo do instituto americano Pew indica que, nessa parte do país, 70% das pessoas são contra a divisão da Ucrânia. Mesmo entre os que falam russo, 58% quer o país intacto e só 18% apoiam a secessão. No entanto, dois terços rejeitam o Governo de Kiev, o que pode levá-los a votar pela independência ou anexação pela Rússia. http://expresso.sapo.pt/pro-russos-vencem-referendos-na-ucrania-que-o-ocidente-rejeita=f869695

Os separatistas pedem a união com a Rússia

Os líderes rebeldes de Donetsk propõem a anexação a Moscou

O leste da Ucrânia não realizará eleições presidenciais

Kiev condena o referendo como uma farsa

  • Tudo sobre o conflito ucraniano

Várias pessoas se reúnem para celebrar o resultado do referendo de Luhansk. / IGOR KOVALENKO (EFE)

Os dirigentes da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD) se dirigiram nesta segunda-feira pela tarde à Rússia para pedir que incorpore essa região (a província industrial e de mineração de mesmo nome) ao território da Federação Russa. Como argumento, citam o resultado do referendo de 11 de maio, uma consulta não reconhecida pela legislação ucraniana, na qual afirmam ter obtido mais de 2.250.000 votos a favor da autodeterminação de Donetsk, cuja população é de cerca de 4,5 milhões de pessoas. As eleições presidenciais da Ucrânia, previstas para 25 de maio, “não serão realizadas” em Donetsk, afirmou Denis Pushilin, um dos líderes separatistas.

O referendo foi condenado como uma “farsa propagandística” pelas autoridades de Kiev, enquanto o Kremlin exortou ao “diálogo” e à “implementação pacífica” dos resultados, além de enfatizar a alta participação e as dificuldades para realizar a consulta. Contudo, o Governo russo não se pronunciou sobre a solicitação de incorporação territorial.

A petição dos líderes da RPD ao Kremlin vai no mesmo sentido da que foi feita pelos dirigentes da república autônoma da Crimeia (parte do território da Ucrânia hoje anexado pela Rússia), embora na época os organizadores do referendo equivalente na península, em 16 de março, tenham apresentado o pedido de incorporação diretamente à Rússia. A consulta da RPD, por outro lado, somente perguntou ao eleitor se aprovava ou não a “autodeterminação” ou “independência” da província. Ativistas envolvidos no processo conjecturavam no domingo que, depois de uma fase de existência solitária, a RPD convocaria um novo referendo sobre o desejo de união ou não à Rússia.

No entanto, nesta segunda-feira os líderes da RPD, em uma entrevista coletiva à imprensa, negaram que vão realizar um novo referendo. Donetsk “obteve a soberania, ou seja, o direito de usar e determinar de forma independente o estabelecimento de uma relação federativa ou confederativa com qualquer país”, disse Pushilin. “Será informado com que país depois de consultas diretas com especialistas, porque já se elaboraram alguns modelos”, afirmou, dizendo ainda que as “possibilidades de colaboração” com as autoridades provisórias ucranianas se restringiram em consequência dos confrontos armados.

Román Lyaguin, o chefe da Comissão Eleitoral da RPD, qualificou de “medida adequada” a incorporação à Rússia. O que está para ser ver é se a Rússia decidirá incorporar esse território maior e muito mais problemático do que a Crimeia. Na avaliação de Boris Litvinov, um jurista que preparou o referendo, o Kremlin precisa de algum tempo para digerir os resultados da consulta.

Partindo da expressão da vontade popular da República de Donetsk e com o objetivo de restabelecer a justiça histórica, pedimos à Federação Russa que examine o tema da incorporação da República Popular de Donetsk

Denis Pushilin, um dos líderes separatistas

De acordo com os resultados definitivos anunciados pelo chefe da Comissão Eleitoral da RPD, foram registrados 2.252.867 votos a favor da autodeterminação (89,7% do total de votos) e 256.040 contra (10,12%). Em um referendo semelhante na região de Lugansk votaram 75% dos eleitores e 96,2% deles se pronunciou pela autodeterminação. Donetsk e Lugansk formam a bacia do Don, conhecida como Donbas.

Qualquer que seja o desdobramento político, o certo é que a indústria e a mineração local sofrem de modo cada vez mais acelerado as consequências da instabilidade reinante

Uma hora e meia depois do término da coletiva de imprensa dos líderes da RPD, Denis Pushilin leu a declaração na qual se afirma que “partindo da expressão da vontade popular da República Popular de Donetsk e com o objetivo de restabelecer a justiça histórica, pedimos que a Federação Russa examine o tema da incorporação da República Popular de Donetsk à Federação Russa”.

Antes, Pushilin havia dito que a única relação possível com a Ucrânia é para intercâmbio de prisioneiros com a ajuda de mediadores russos. Sobre a possibilidade de recorrer ao Exército russo para controlar o território, o líder separatista afirmou que a RPD tentará resolver os problemas com as próprias forças, embora não exclua a possibilidade de que, “se a situação piorar”, se possa pedir um “contingente de pacificadores” à Rússia. Ele afirmou também que em Donetsk a OSCE somente poderia desempenhar um papel inferior ao da Rússia.

Pavel Gúbarev, o denominado “governador popular” de Donetsk, disse em uma entrevista publicada no jornal governamental russo Rossiskaia Gazeta que Akhmetov financia as formações armadas da RDP

O coronel Igor Strelok (o sobrenome é um pseudônimo) foi nomeado comandante-chefe de todos os grupos armados da RPD, confirmou Pushilin. Strelok está baseado em Slaviansk, de onde dirige as operações armadas contra as forças leais a Kiev. É militar e russo, segundo fontes da RPD, e os meios de comunicação ucranianos o identificam como Igor Girkin, cidadão russo supostamente membro do serviço de contrainteligência do Exército (o GRU). Em uma entrevista ao diário russo Komsomolskaia Pravda, Strelok (assim chamado pelo jornal) dizia ser natural da Crimeia e ter ido a Donetsk à frente de um grupo de voluntários dos quais dois terços são ucranianos.

Ele disse que a maioria de seus homens tem experiência militar e havia lutado nas Forças Armadas da Rússia e em lugares como a Chechênia, a Ásia Central e o Iraque. Segundo informou na segunda-feira o jornal Novosti Donbasa, Strelok deu uma ordem para subordinação de todas as formações militares, órgãos de segurança, polícia, aduana, serviço de proteção de fronteiras, promotoria e outras estruturas paramilitares da região e declarando uma operação “contraterrorista” dirigida contra os uniformizados de Kiev que atuam em outra operação “contraterrorista” ordenada pelo presidente interino Oleksandr Turchinov.

Strelok enviou um representante permanente de Slaviansk a Donetsk para que esteja presente em todas as reuniões dos líderes da RPD, Meios vinculados com as estruturas de segurança da RPD afirmam que o militar teme que alguns deles possam ser comprados pelo oligarca Rinat Akhmetov, que se encontra em uma posição delicada, já que está diante da opção de integrar-se a uma nova entidade autoproclamada independente ou arriscar-se a perder seus ativos na região. Qualquer quer seja o desdobramento político, o certo é que a indústria e a mineração local sofrem de modo cada vez mais acelerado as consequências da instabilidade reinante.

Os líderes da RPD formam um grupo heterogêneo no qual ocorreram conflitos sobre a estratégia a seguir. Nesta segunda-feira, Pavel Gubarev, o denominado “governador popular” de Donetsk, disse em uma entrevista publicada no jornal governamental russo Rossiskaia Gazeta que Akhmetov financia as formações armadas da RDP. O oligarca negou a informação em um comunicado. “Estou firmemente convencido de que Donbas só pode ser feliz em uma Ucrânia unida. Estou a favor de uma Donbas forte em uma Ucrânia forte”, assinalou o oligarca.

Entre os incidentes do dia figura a tentativa de uma investida contra o hotel Vitoria de Donetsk, onde estabeleceu sua sede provisória o governador provincial, o oligarca Sergei Taruta, desde a ocupação da sede da administração provincial no início de março. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/05/12/internacional/1399909578_267199.html

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