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Morre o colecionador de arte Cornelius Gurlitt, aos 81 anos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em maio 6, 2014

  • Alemão era acusado de manter 1,4 mil obras que teriam sido saqueadas por nazistas durante a Segunda Guerra

     Parte da coleção de Cornelius Gurlitt Foto: AFPParte da coleção de Cornelius Gurlitt AFP

    RIO – O controverso colecionador de arte alemão Cornelius Gurlitt morreu nesta terça-feira, aos 81 anos, em seu apartamento em Munique, na Alemanha. Gurlitt, centro da polêmica das obras supostamente saqueadas por nazistas, foi recentemente submetido a uma cirurgia no coração e passou uma semana no hospital. No momento do óbito, ele estava acompanhado apenas por um médico. Com a morte, a investigação policial sobre as 1,4 mil obras de artistas como Picasso, Matisse e Chagall mantidas por Gurlitt deve ser arquivada.

    Filho de Hildebrand Gurlitt, um dos principais marchands alemães do período da Segunda Guerra, Cornelius herdou do pai milhares de obras. Telas de Picasso, Gauguin, Delacroix, Renoir e outros mestres da História da arte conviveram com ele no apartamento em Munique, onde ficaram, ele e seu acervo, trancados durante décadas.

    A coleção de 1,4 mil obras, sobretudo em papel, ficaria conhecida como “tesouro de Munique” em 2013, quando veio a público o fato de que a polícia alemã encontrara as peças, um ano antes, na residência de Gurlitt. Na verdade, o colecionador, então com 80 anos, era investigado por sonegação de impostos, mas as buscas acabaram por apontar que seu acervo doméstico era provável fruto de saques que os nazistas praticaram durante a Segunda Guerra Mundial — o pai de Gurlitt era, à época, um dos marchands que trabalhavam para Hitler e cuja tarefa consistia em apreender ou negociair obras de arte considerada “degenerada”, como o regime classificou os trabalhos de modernos, como Monet, Picasso e Renoir, entre outros.

    Desde a revelação do caso no ano passado, Gurlitt tornou-se o centro da polêmica sobre a devolução de obras a judeus ou seus herdeiros que tiveram de vendê-las a baixos preços ao Terceiro Reich ou simplesmente foram roubados pelo exército alemão. O governo do país passou a ser pressionado por grupos judaicos internacionais e acabou por divulgar imagens de alguns dos trabalhos confiscados no apartamento.

    Uma das principais telas encontradas no apartamento em Munique, “Mulher sentada em uma poltrona” (1920), de Matisse, foi reivindicada pelos herdeiros do marchand francês Paul Rosenberg e, em março passado, os advogados de Gurlitt, informaram que devolveriam a pintura à família do judeu. Também em março, a polícia descobriu mais centenas de obras numa casa que Gurlitt mantinha na Áustria. Eram quase 200 peças de artistas do porte de Monet, Manet, Renoir e Cézanne.

    Os valores da coleção de Gurlitt são alvo de contradição, mas advogados alemães estimam que o avervo soma US$ 1 bilhão. O colecionador se comprometeu publicamente a colaborar com as investigações e a consequente devolução de trabalhos aos donos originais. Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/morre-colecionador-de-arte-cornelius-gurlitt-aos-81-anos-12394851#ixzz30yESNc00

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