REPÚBLICA BANANA PEOPLE

Publique sua OPINIÃO Sem CENSURA! DENÚNCIE! Seja Um Colaborador!

Os EUA incitam a Europa a reagir

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em abril 28, 2014

Obama pede aos aliados europeus firmeza e unidade diante do desafio russo na Ucrânia

O presidente acusa Moscou de incentivar a desestabilização do país

Grupos separatistas de Slaviansk libertaram a um dos oito observadores militares europeus retidos na zona, depois de comparecer em uma coletiva de imprensa. O libertado, um sueco, sofre diabetes. / sergei grits (ap)

Barack Obama acusou o Kremlin de não ter movido “um só dedo” para conseguir que os separatistas pró-Rússia na Ucrânia cumpram o acordo fechado em Genebra para diminuir uma tensão que situou as relações entre a Rússia e o Ocidente em seus níveis mais baixos desde o final da Guerra Fria. Ontem, o presidente norte-americano disse que era absolutamente necessário que os Estados Unidos e a União Europeia apresentassem uma mensagem de unidade para Moscou de que seus jogos de guerra devem acabar.

Com Washington e Bruxelas a ponto de impor novas sanções à Rússia –talvez nesta segunda-feira- o presidente dos Estados Unidos declarou da Malásia –durante a terceira etapa de seu giro asiático- que se estará “em uma posição mais firme para dissuadir Putin quando ele vir que o mundo está unido, que os Estados Unidos e a Europa estão unidos, e que este não é somente um conflito russo e norte-americano”.

Para Obama, Moscou não só ficou apática diante do acordo fechado no último dia 17 em Genebra, como que, em algumas ocasiões, se manifestou contra. “Há provas contundentes de que ficaram incentivando as atividades no leste e no sul da Ucrânia”, disse o presidente. O mandatário aproveitou uma nova ocasião para lembrar seu homólogo russo que está “ilhado” e que a chave do problema está em “respeitar a integridade territorial” da Ucrânia, ameaçada pelas milícias pró-Rússia.

A imposição de sanções à Rússia não é um tema resolvido, nem há consenso entre Washington e Bruxelas. No momento, os castigos que foram impostos e que estão previstos são contra pessoas em concreto e, em alguns casos, bancos que dão refúgio às atividades dos mesmos envolvidos. Mas não foram impostas sanções setoriais e na opinião de Obama isso somente poderá ser feito se existir “uma posição unificada de como proceder”.

As sanções propostas por Washington se concentraram principalmente nas exportações de alta tecnologia e na indústria de defesa russa, assim como em pessoas físicas e jurídicas próximas ao presidente Vladimir Putin, segundo declarou ontem o conselheiro adjunto de Segurança Nacional, Tony Blinken. Em uma entrevista à rede CBS, Blinken disse que as sanções impostas a Moscou depois da anexação da Crimeia no mês passado trouxeram danos à economia russa. “Já observamos um impacto significativo da pressão exercida sobre a Rússia nas últimas semanas. Seus mercados financeiros perderam cerca de 22% desde o início do ano e o rublo está em seu nível mais baixo”, assegurou.

Até o momento, Washington se encontra em uma linha mais dura de ataque que a Europa, que está em um espaço mais ambíguo e tímido, entre outras razões porque suas relações comerciais e laços econômicos com a Rússia são muito maiores do que os dos Estados Unidos e porque compra cerca de um quarto de seu gás natural em Moscou.

A grave crise internacional, que se vive desde a anexação russa da península da Crimeia, foi agravada nas últimas horas pela detenção de oito observadores militares europeus por milícias federalistas e separatistas pró-Rússia de Slaviansk, que Obama chamou de “capangas”. Os observadores detidos atuam sob proteção da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas não são membros da mesma. As forças pró-Rússia dizem que são espiões.

Kiev foi mais agressivo em seu discurso no final da semana passada e assegurava que Moscou estava dando todos os passos que desembocariam em uma “terceira guerra mundial”. Kiev, respaldado pelo Ocidente, acusa o Kremlin de planejar a invasão do leste da Ucrânia e de preparar o terreno para o treinamento e o apoio de separatistas armados que ocuparam os arredores de uma dúzia de edifícios públicos na região.

Para tranquilizar os aliados da OTAN com fronteiras com a Rússia, Washington enviou 150 paraquedistas à Lituânia no sábado passado. Cerca de 600 soldados norte-americanos chegaram à Polônia e a vários Estados bálticos que pertenceram à extinta União Soviética.

“A agressão russa renovou nossa determinação de reforçar a aliança da OTAN”, disse o secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, há algumas semanas, quando o acordo de Genebra estava sendo formalizado. Washington manifestou ceticismo sobre o mesmo, algo que se confirmou logo depois. “Estas medidas não são direcionadas para provocar ou ameaçar a Rússia, mas para demonstrar que a OTAN continua dedicada a suas tarefas de defesa coletiva”, acrescentou Hagel.  – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/27/internacional/1398626918_020947.html

Obama corteja a Malásia para neutralizar o crescimento chinês

O presidente dos EUA faz um pacto com o Governo de Kuala Lumpur para elevar o nível da relação bilateral para “associação completa”

Barack Obama bate sua mão com a de um jovem durante encontro em uma Universidade em Kuala Lumpur. / BARBARA WALTON (EFE)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro ministro da Malásia, Najib Razak, fecharam acordo para elevar o nível da relação entre os dois países para “associação completa” durante a reunião cúpula que mantiveram este domingo em Kuala Lumpur, segundo assegurou Razak depois do encontro. O pacto inclui maior colaboração em temas de segurança, economia, educação, ciência e tecnologia.

Obama chegou à Malásia no sábado pela tarde, vindo de Seul, para cobrir a terceira etapa do giro asiático que iniciou na quarta-feira no Japão, lhe levou em seguida para a Coreia do Sul, e terminará nesta terça-feira nas Filipinas.

A viagem do mandatário americano está destinada a convencer seus parceiros asiáticos de que o compromisso de segurança e econômico norte-americano com a região continua sendo chave para Washington apesar de que a complexa situação internacional o impediu de ter a atenção para Ásia-Pacífico como se esperava. Para os Estados Unidos –que o negam- e os países vizinhos da China, se trata de neutralizar o crescente poderio econômico e militar de Pequim na região.

Depois de garantir a Tóquio e Seul o respaldo em temas de segurança –por exemplo na disputa com a China por algumas ilhas no mar da China Oriental, no caso do Japão, e nas ameaças da Coreia do Norte, no caso da Coreia do Sul e do Japão- Obama cortejou a Malásia, um país com o qual os Estados Unidos tiveram relações difíceis durante anos. A tensão foi notável durante o mandato do primeiro ministro Mahathir Mohamad (1981-2003), grande crítico dos Estados Unidos, embora as relações, especialmente as econômicas, continuaram sendo intensas, e com Najib foram reforçadas.

Washington considera a Malásia um país cada vez mais aberto à influência americana e um elemento importante na sua estratégia de virada política, econômica e militar na Ásia. Obama é o primeiro presidente norte-americano que visita a Malásia desde Lyndon Johnson em 1966 e quer potencializar ainda mais as relações com este país de islamismo moderado.

Kuala Lumpur é, ao mesmo tempo, um importante parceiro comercial de Pequim e se opôs a alguns aspectos fundamentais do Acordo Estratégico Trans-Pacífico de Associação Econômica (TPP na siglas em inglês), um pacto comercial entre 12 países, no qual não está a China, que se encontra parado. O TPP é um dos eixos-chave da política de giro norte-americana para a Ásia, e é uma das prioridades da viagem de Obama.

A inquietação de Kuala Lumpur com Pequim aumentou recentemente, em especial depois que a China colocou em prática no final do ano passado exercícios navais em águas em disputa, e os Estados Unidos e a Malásia deram passos para reforçar seus laços de defesa.

Washington considera Najib Razak um reformista no fundo, embora tenha visto com inquietação os esforços de seu Governo para limitar a liberdade de expressão e a oposição política. Najib promoveu a imagem da Malásia no exterior como país de islamismo moderado. Mas membros das comunidades não muçulmanas asseguram que está utilizando políticas religiosas perigosas para ganhar votos, mediante passos como restringir a prática de outras religiões. Embora o islamismo seja a religião do Estado e a majoritária na Malásia (cerca de 60% da população), existem importantes comunidades de budistas, cristãos e hinduístas. O país tem 29 milhões de habitantes.

O líder da oposição Anwar Ibrahim acusou Najib de dirigir um Governo “corrupto e autoritário”. As críticas contra Najib aumentaram por assediar seus oponentes e restringir a liberdade de expressão, sobretudo depois de ter perdido o voto popular nas eleições do ano passado frente à oposição de Anwar. Najib conseguir se manter no poder mediante o que seus adversário dizem que é um sistema eleitoral inclinado que favorece a sua aliança. Anwar foi sentenciado no mês passado a cinco anos de prisão por sodomia, uma condenação que, segundo denunciou, tem motivações políticas, e que foi questionado pelo Estados Unidos.

Obama não se reuniu com Anwar, embora dissesse que isto não significa que não lhe preocupa sua situação e discutiu com Najib a necessidade de melhorar os direitos humanos na Malásia. E também reconheceu que os Estados Unidos têm também trabalho a fazer nestas questões. Susan Rice, conselheira nacional de segurança norte-americana, tem prevista uma reunião com Anwar, que foi vice-primeiro ministro entre 1993 e 1998, na segunda-feira.

Com a viagem de Obama, Najib quer, por enquanto, neutralizar as intensas críticas que seu Governo recebeu, tanto dentro como fora da Malásia –em especial da China- pela gestão do desaparecimento do voo MH37 da Malasya Airlines com 239 pessoas (a maioria deles, chineses) a bordo, no mês passado, e do qual continua sem ter rastro. Obama defendeu hoje o trabalho da Malásia na busca dos restos do avião no oceano Índico sul.

Durante o giro asiático, Obama teve que reservar sua atenção também para a crise na Ucrânia. Este domingo, assegurou que as sanções internacionais previstas contra a Rússia enviarão uma clara mensagem a Moscou de que deve colocar um fim à sua “provocação” no leste da Ucrânia, onde cresce o temor por uma invasão russa, informa France Presse. “Enquanto a Rússia continuar na via da provocação no lugar de tentar resolver o problema de forma pacifica e reduzi-lo, vai haver consequências e essas consequências seguirão aumentando”, afirmou. O presidente norte-americano viaja na segunda-feira para as Filipinas, última etapa de sua viagem asiática. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/27/internacional/1398608968_818031.html

A Alemanha freia o pedido do Reino Unido e da Polônia para castigar Putin

Londres anuncia uma nova lista de sancionados russos “nos próximos dias”

O presidente russo, no dia 22 de abril. / Sasha Mordovets (Getty)

A Europa está há meses superestimando o poder da sua palavra. Os diplomatas desenharam uma estratégia de ameaça crescente que devia acabar dissuadindo o presidente russo, Vladimir Putin, de interferir na Ucrânia. As mornas sanções adotadas até o momento não têm amedrontado Putin, mas a União Europeia resiste em elevar a pressão, apesar de ter tudo pronto para executar. As dúvidas da Alemanha, imitada por outros países, freiam o passo à ofensiva diplomática da qual a Polônia reclama.

“Temos que ser capazes de responder de uma maneira que às vezes é difícil para nós”, sugerem fontes diplomáticas polonesas, que encabeçam o grupo dos países do leste a favor de castigar duramente a Rússia. Os três bálticos, com minorias que falam a língua russa e forte dependência energética de Moscou, como na Ucrânia, se somam a este grupo da chamada linha dura. Hungria, Romênia e Bulgária, que também experimentaram as vantagens da Rússia, mostram uma atitude mais pragmática: defendem o castigo, mas pedem amparo a Bruxelas diante de um hipotético desabastecimento energético ou qualquer outra medida de vingança que Moscou adote.

Por motivos diferentes-principalmente o alinhamento com os Estados Unidos- estes países encontraram um aliado de exceção: o Reino Unido. “Seguiremos adiante com sanções adicionais, os custos para a Rússia aumentarão” advertiu ontem o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, embora tenha enfatizado que, por enquanto, a única novidade consiste em decretar “uma expansão nos próximos dias das multas existentes, medidas contra pessoas ou entidades na Rússia”. Bruxelas prepara-se para anunciar, em coordenação com Washington, a lista de novos nomes que serão acrescentados aos 33 russos e ucranianos que já têm a entrada proibida e seus bens em países da UE congelados por instigar o conflito na Crimeia.

O grupo de furiosos defensores do cerco a Putin é completado pela Suécia, cujo ministro das Relações Exteriores, Carl Bildt, se destaca por sua retórica beligerante nas reuniões com seus colegas europeus, explicam fontes diplomáticas.

Embora o diagnóstico da situação se assemelhe cada vez mais entre os dois bandos, os partidários do diálogo, encabeçados pela Alemanha, sustentam que penalizar mais a Rússia acaba sendo contraproducente. Porque, por enquanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, e outros líderes europeus têm linha direta com Putin, um jogo que temem perder caso apliquem com mais agressividade as multas. No caso de Berlim, pesam muito também, os poderosos laços energéticos e econômicos de um modo geral com Moscou. Sem essa dependência do gás, a Itália e a Espanha mantêm uma postura similar à alemã.

A França, que começou apoiando a vertente moderada, evolui para uma maior firmeza com Putin, sem chegar ao extremo polonês. Nessa terra de ninguém se situam também a Bélgica e a Holanda. O resto dos países poderiam facilmente aderir a um grupo ou a outro em função de como evoluam os acontecimentos. E estes apontam a um princípio de guerra civil na Ucrânia. “Os países da União Europeia não têm uma percepção comum da ameaça que a Rússia impõe. Estamos observando uma debilidade incrível da UE. O que está a Rússia está fazendo é mudar as fronteiras do continente”, alerta Judy Dempsey, especialista da casa de análise Carnegie Europe.

O motivo mais claro pelo qual Bruxelas possa acabar avançando para sanções de maior alcance (veto às exportações russas, embargo de armas, ostracismo diplomático…) é a influência norte-americana, que está pressionando fortemente nessa direção, o que é admitido por um alto cargo da diplomacia da UE. Por enquanto, a Comissão Europeia tem preparadas várias análises econômicas do que custaria à UE —e à cada um de suas países— fechar as portas à Rússia. Só falta a vontade política para passar a essa terceira fase de sanções. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/27/internacional/1398627704_229506.html

UE e EUA alargam sanções e Rússia promete resposta “dolorosa”

foto BAZ RATNER/ReutersUE e EUA alargam sanções e Rússia promete resposta "dolorosa"Pró-russos ocupam edifício governamental em Donetsk

A União Europeia e os Estados Unidos reforçaram, esta segunda-feira, as sanções impostas à Rússia pelo seu papel na crise na Ucrânia. A Rússia já prometeu uma resposta “dolorosa”.Na UE, segundo fontes diplomáticas citadas por agências internacionais, 15 nomes de responsáveis russos e ucranianos foram adicionados à lista de mais de 50 personalidades impedidas de obter vistos para território europeu e sujeitas ao congelamento de bens que tenham em países europeus.

A decisão foi tomada ao nível dos embaixadores dos 28 junto da UE, numa reunião extraordinária, e os novos nomes da lista serão publicados no jornal oficial da UE, em princípio na terça-feira. Nos Estados Unidos, as sanções foram alargadas a sete novos responsáveis e 17 empresas russas com ligações ao círculo mais próximo do presidente russo, Vladimir Putin.

Washington decidiu também tornar mais rigorosos os critérios para a emissão de licenças de exportação de produtos de alta tecnologia de uso militar, segundo um comunicado divulgado em Manila, onde o presidente, Barack Obama, está em visita oficial. “Os Estados Unidos tomaram novas medidas em resposta à intervenção ilegal da Rússia na Ucrânia e aos atos provocatórios que debilitam a democracia ucraniana e ameaçam a sua paz, segurança, estabilidade, soberania e integridade territorial”, lê-se no texto.

“O envolvimento da Rússia nos recentes atos de violência no leste da Ucrânia é inquestionável”, acrescenta o texto, sustentando que a Rússia nada fez para aplicar o acordo assinado com a Ucrânia, a UE e os Estados Unidos em Genebra. As sanções norte-americanas, que se sucedem a um primeiro conjunto decidido no início de março, visam entre outros responsáveis Oleg Belantsev, nomeado em março enviado do presidente Vladimir Putin para a Crimeia, Dmitri Kozak, vice-primeiro-ministro, e Serguei Chemezov, diretor do programa estatal de produção e exportação de tecnologia.

A Rússia prometeu, pouco depois, dar uma resposta “dolorosa” às novas sanções. “Vamos responder, com certeza”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, citado pelas agências russas. “Estamos certos de que essa resposta terá um efeito doloroso para Washington”, acrescentou. O vice-ministro escusou-se a dar pormenores, mas afirmou que a Rússia tem um “amplo leque” de opções. Para Riabkov, as novas medidas norte-americanas apenas contribuem para aumentar a tensão na Ucrânia e as palavras usadas para as justificar “mostram que os Estados Unidos perderam completamente o contacto com a realidade”. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3833934&page=-1

Novas sanções contra russos e ucranianos pró-russos

Mulher posa com pró-russos mascarados e armados que tomaram um edifício administrativo em Kostyantynivka, no leste da Ucrânia

Mulher posa com pró-russos mascarados e armados que tomaram um edifício administrativo em Kostyantynivka, no leste da Ucrânia Fotografia © Reuters

A União Europeia vai acrescentar 15 nomes de responsáveis russos e ucranianos pró-russos à lista de pessoas visadas por sanções no quadro da crise na Ucrânia, disseram fontes diplomáticas citadas pela AFP.

A medida foi hoje decidida pelos embaixadores dos 28 países da UE, que se reuniram em Bruxelas para analisar a ausência de uma redução da tensão na Ucrânia, nomeadamente no leste, onde os pró-russos não desmobilizam.

Ao mesmo tempo, os EUA fizeram também saber, em comunicado, que decidiram impor sanções a sete responsáveis russos e a 17 empresas próximas do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, como forma de represália em relação àquilo que classificaram como “atos de provocação”.

Segundo o comunicado da Casa Branca, citado pela AFP, Washington vai rever as condições de autorização de exportações para a Rússia de certos equipamentos de alta tecnologia que possam ter uso militar. O comunicado norte-americano foi divulgado em Manila, nas Filipinas, onde o Presidente Barack Obama se encontra atualmente em visita oficial.

A Rússia, por seu lado, fez saber que “vai responder” às novas sanções. “Estamos certos de que a nossa resposta terá um efeito doloroso para Washington”, ameaçou o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov.

Tudo isto acontece numa altura em que prossegue a crise dos reféns da OSCE, com 11 observadores desta organização internacional ainda retidos por separatistas pró-russos. Tal situação levou a OSCE a reunir esta tarde de emergência e o Governo alemão a exigir a Moscovo que condene esta ação dos ucranianos pró-russos.

“Nós pedimos aos responsáveis russos que se comprometam tanto publicamente como em privado com a libertação [dos observadores] e se distanciem claramente deste tipo de atos”, declarou o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, em conferência de imprensa em Berlim.

Ainda durante o dia de hoje, em Karkiv, também leste da Ucrânia, o presidente da câmara foi alvo de um atentado e ficou ferido. Guennadi Kernes “foi atingido a tiro nas costas”, segundo um comunicado colocado no site da câmara e citado por agências locais. “Está a ser operado. Os médicos tentam salvar a sua vida”, acrescenta, sem mais detalhes. E, segundo o jornalista do jornal espanhol ‘El Mundo’ em Slaviansk, Xavier Colás, separatistas pró-russos declararam de forma unilateral a República Popular de Lugansk e planeiam, para o dia 11 de maio, um referendo. Patrícia Viegashttp://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3833840&seccao=Europa&page=-1

TV ucraniana tomada por separatistas pró-russos

A tomada da estação foi um novo golpe para Kiev, que não consegue agir na região russófona a leste.

A estação de televisão de Donetsk, TRK, foi tomada por indivíduos com as caras tapadas, capuzes na cabeça e armados com bastões de beisebol
A estação de televisão de Donetsk, TRK, foi tomada por indivíduos com as caras tapadas, capuzes na cabeça e armados com bastões de beisebol – Getty

A estação de televisão de Donetsk, TRK, está desde ontem sintonizada com o canal russo que só emite notícias pró-Kremlin. Os separatistas tomaram a sede regional na cidade oriental de Donetsk, e cortaram o sinal da TV ucraniana, substituindo-o pelo da “Rossiya 24”. Umas três centenas de militantes pró-separatismo desfilaram a partir da Praça Lenine, no centro da cidade, arrancando bandeiras da Ucrânia sob o olhar da polícia, que não interveio. O ataque ao edifício da televisão foi precedido pelo hastear da bandeira da “República Popular de Donetsk” no topo do edifício.

O diretor da estação, Oleg Dzholos, declarou, abalado, que esperava poder continuar as emissões. No entanto, a tonalidade da programação já era outra desde que a estação oficial russa – a “Rossiya 24” -, chama “fascistas” aos líderes ucranianos pró-ocidentais, montando os programas com imagens originais de paradas nazis. A operação de tomada da estação foi feita por indivíduos com as caras tapadas, capuzes na cabeça e armados com bastões de beisebol. Durante a ocupação, três polícias de intervenção armados com Kalachnikovs estiveram presentes, aparentemente garantindo que a passagem de mãos decorresse com ordem.

A tomada da estação foi um novo golpe para Kiev, que não consegue agir na região russófona a leste, uma vez que a maioria das forças da ordem tem alinhado com os manifestantes pró-Moscovo e pouco tem feito para evitar a ocupação dos edifícios oficiais. Cristina Pereshttp://expresso.sapo.pt/tv-ucraniana-tomada-por-separatistas-pro-russos=f867434

 

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: