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A que se deve o sucesso de uma série onde todos morrem?

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em abril 7, 2014

“Se fosse simplesmente uma luta entre bem e o mal, em que há heróis e vilões, não seria tão apaixonante”, diz quem sabe tudo sobre “A Guerra dos Tronos”.

Sandor Clegane, "O Cão de Caça", é uma das personagens mais mortíferas (e mais odiadas e porventura mais respeitadas)
Sandor Clegane, “O Cão de Caça”, é uma das personagens mais mortíferas (e mais odiadas e porventura mais respeitadas)
SyFy Portugal

Não é totalmente verdade, mas é quase: morrem todos em “A Guerra dos Tronos”. Foi assim num inesperado nono episódio da terceira série, onde uma das personagens principais e destinada a liderar um mundo melhor – Robb Stark – foi assassinada num jantar de casamento. E com ele morreram a mãe e a mulher, que estava grávida (e não há pudor a filmar os homicídios).

Duas das âncoras da série – Stark e a mãe – desapareceram friamente numa boda bizarra. Como outros antes deles e mais depois, os argumentistas mataram-nos em vez de os pouparem. Há até expressão para isto ao longo dos episódios: “Valar Morghulis”, que tem “everybody dies” como equivalente em inglês.

Resultado da chacina: a série, tal como os livros em que se inspira (“As crónicas do gelo e fogo”, de George R.R. Martin), é um sucesso. A quarta série está aí e estreia esta terça-feira em Portugal, no “SyFy”.

E por que motivo é que a “Guerra dos Tronos”, onde a morte e a crueldade são dominantes (mas entrelaçadas com fantasia, dragões-bebé, sexo quase explícito, gente bonita e disforme), é este fenómeno de audiências (incluindo de pirataria)?

Para o psicólogo João Matos, a série “é um reflexo do caminho que a sociedade toma a nível mundial”. “A própria realidade está a mudar. A ideia de comunidade dá lugar ao trono, à desumanização, ao desprezo pelo outro em prol do poder pessoal”, acrescenta.

“Há uma identificação inconsciente com a possibilidade de não haver regras sociais e de se poder agir sem filtros”, sustenta ainda o psicólogo, a propósito do sucesso de “A Guerra dos Tronos”.

E o que dizem os fãs? “O facto de o autor estar constantemente a matar personagens principais faz com que haja um entusiasmo e um medo reais pelo futuro delas”, diz Vítor Rodrigues, administrador da página do Facebook “Games of Thrones (Portugal)”. “Se fosse simplesmente uma luta entre bem e o mal, em que há heróis e vilões, não seria tão apaixonante.” Ana Marques Afonso – http://expresso.sapo.pt/a-que-se-deve-o-sucesso-de-uma-serie-onde-todos-morrem=f863983

Uma resposta to “A que se deve o sucesso de uma série onde todos morrem?”

  1. Arwen said

    Republicou isso em Arwen Releiturase comentado:
    Game of Thrones hoje é uma das minhas séries preferidas.
    Não acho que as pessoas se identifiquem com a série pela violência em si, mas por a série expressar os problemas morais que enfrentamos desde o surgimento das primeiras sociedades e a série o faz de forma crua e brutal.
    Vivemos em especial no Brasil um momento em que os interesses sociais e os interesses pessoais dos políticos estão em conflito. Temos dezenas de Mindinhos, Joffrey Baratheon e Cercei, estamos carentes de pessoas integras e aspiramos por pessoas com o senso moral dos Stark.

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