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Erraram Ou Mudaram o Resultado?

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em abril 4, 2014

Ipea admite erro em pesquisa que apontou que maioria dos brasileiros apoiava ataques a mulheres

  • Pesquisa causou repercussão nacional; Ipea informou que houve troca em gráficos

BRASÍLIA – O Instituo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) informou nesta sexta-feira que os dados da pesquisa na qual 65,1% dos entrevistados concordavam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” estavam errados. De acordo com o Ipea, a porcentagem correta é 26%.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais , Rafael Guerreiro Osorio, pediu demissão do cargo assim que o erro foi detectado. Ele ingressou no órgão como estagiário, em 1999.

O instituto informou que o erro foi causado pela troca de gráficos. Outros dois dados divulgados também apresentavam equívocos.

Os 65% dos entrevistados concordam, na verdade, com a seguinte afirmação: “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”. Outras duas das 41 afirmações da pesquisa tiveram os dados invertidos na divulgação da pesquisa.

Sobre a frase “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, 58,4% dos entrevistados concordam plenamente, ao contrário dos 47,2% que haviam sido divulgados. Os dados dessa sentença foram trocados pelos da frase: “o que acontece com o casal em casa não interessa aos outros”.

Em nota, o Ipea pede desculpa pelo erro. “Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres.”

Outros resultados do levantamento ainda se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.

Campanha em redes sociais não foi em vão, diz jornalista

A informação de que 65,1% dos entrevistados concordavam que mulheres deveriam ser atacadas por causa do tipo de roupa que usavam causou protestos nas redes sociais. Mulheres de todas as partes do país publicaram fotos seminuas com os dizeres “Não mereço ser estuprada”.

A campanha começou depois que a jornalista Nana Queiroz publicou nas redes sociais uma foto tirada em frente ao Congresso Nacional com a frase escrita nos braços. Nana diz que ficou contente com a informação de que os dados estavam errados e que continuará a lutar pelo direito das mulheres:

– Meu protesto não foi em vão. Fico feliz em saber que esse número é menor, mas nossa luta só vai terminar quando o índice chegar a 0% – afirmou.

Nana chegou a receber ameaças de estupro depois de publicar a foto. A presidente Dilma Rousseff se solidarizou com o caso com publicações no twitter: “Por ter se manifestado nas redes contra a cultura de violência contra a mulher, a jornalista foi ameaçada de estupro. Organizadora do protesto #NãoMereçoSerEstuprada, Nana Queiroz merece toda a minha solidariedade e respeito” afirmou.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República divulgou uma nota em que diz que a “correção dos dados da pesquisa corrobora o fato de que a sociedade está em processo de mudança no que toca à igualdade de gênero”. Mas ainda segundo a nota, “continua lamentável o número de pessoas no Brasil que defendem que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

“Por isso, e especialmente em relação a esta última frase, a SPM reitera a importância da Lei Maria da Penha e que é fundamental, como sempre, a denúncia ao Ligue 180 sobre qualquer tipo de violência contra a mulher – sexual, física, psicológica ou patrimonial”, conclui a nota. Washington Luiz – http://oglobo.globo.com/pais/ipea-admite-erro-em-pesquisa-que-apontou-que-maioria-dos-brasileiros-apoiava-ataques-mulheres-12093685

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