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Todas as perguntas das autoridades brasileiras a Duarte Lima

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em março 27, 2014

Duarte Lima será interrogado a 30 de abril, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. Justiça brasileira aperta o cerco ao ex-deputado.Todas as perguntas das autoridades brasileiras a Duarte Lima Foto: Nuno Fox

A carta rogatória enviada do Brasil para o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa não deixa dúvidas quanto às fortes suspeitas que recaem sobre Duarte Lima por parte das autoridades do Rio de Janeiro. No documento, constam 46 perguntas elaboradas pelo procurador brasileiro Eduardo Luiz Rolins de Faria e que serão feitas no próximo dia 30 de abril, às 14h30, pela juíza Cláudia Pina do TIC.

A justiça brasileira quer saber se Duarte Lima matou Rosalina Ribeiro por causa de seis milhões de euros, qual a razão pela qual o ex-deputado ligou para uma loja de armas de Belo Horizonte ou porque se desfez do telemóvel um dia após a morte da portuguesa. Estas só são três das principais questões. O ex-deputado terá de ainda de esclarecer porque entregou o carro alugado com um tapete novo, qual o tipo de relacionamento que tinha com Rosalina Ribeiro, porque razão se deslocou ao Brasil em dezembro de 2009 ou em que hotel ficou hospedado no Rio de Janeiro.

O tribunal de Saquarema tem também muitas dúvidas sobre os valores transferidos de Rosalina Ribeiro para a conta bancária do advogado português. E pergunta porque Lima trouxe um telemóvel pré-pago de Portugal e não usou o seu número pessoal. As perguntas focam também um dos aspetos mais polémicos, e menos explicados, da viagem de Duarte Lima, que começou em Belo Horizonte e terá terminado no Rio de Janeiro: o réu teria algum relacionamento em Minas Gerais?

Há algumas questões com um conteúdo semelhante às 56 que haviam sido elaboradas pela polícia do Rio de Janeiro, poucos meses depois do homicídio. Exemplo disso é quando lhe é perguntado onde alugou o carro e porque marcou um encontro com a cliente de noite, fora do apartamento dela, sabendo de antemão que a idosa tinha medo de sair de casa depois do anoitecer. Outras que vão mais longe e reforçam a tese de que não haveria nenhuma Gisele em Maricá, como justificou Lima. E põem em causa o trajeto do português nas horas mais próximas do homicídio, tendo como base as multas de trânsito do carro que guiava, na zona de Maricá.

O questionário termina com perguntas relativas ao processo pelo qual Duarte Lima é acusado de ter burlado o BPN, com terrenos em Oeiras – e pelo qual está em prisão domiciliária. E até lhe é perguntado se o filho, Pedro Lima, está ou não preso. Quer um dia sair de Portugal?, interrogam os brasileiros no final.

Será Gisele ou Michele?

Além das 46 perguntas provenientes da acusação, há ainda mais 27 questões feitas pela defesa do ex-deputado do PSD. Numa delas, os advogados brasileiros de Duarte Lima deixam a possibilidade de o português se ter equivocado com o nome da mulher misteriosa que se terá encontrado em Maricá, como Rosalina Ribeiro, horas antes do homicídio. Perguntam-lhe se, em vez de Gisele, possa ser um outro nome semelhante, como Michele.

Uma grande parte das questões da defesa levanta a possibilidade de haver outros suspeitos do crime. Os advogados perguntam se Rosalina Ribeira estaria preocupada com a presença de Olímpia Feteira, a filha do seu ex-companheiro, Lúcio Tomé Feteira, no Rio de Janeiro, dias antes do crime. E se a idosa teria confessado esse receio ao ex-deputado. Lembram também que Rosalina Ribeiro alterou o testamento em Portugal antes de ter partido para o Brasil. E deixam a pergunta no ar: quem foi beneficiado e prejudicado com essa mudança testamentária?

Os advogados de Duarte Lima perguntam ainda se houve algum tipo de desentendimento com a cliente, pormenores da transferência bancária de cinco milhões de euros de Rosalina para a conta do português no banco suíço UBS e as razões de ter viajado para o Brasil em dezembro de 2009.

Entre o Brasil, o BPN e o Monte Branco

Duarte Lima foi acusado pelo Ministério Público brasileiro pelo homicídio da portuguesa Rosalina Ribeiro, morta em dezembro de 2009, em Saquarema, arredores do Rio de Janeiro. A portuguesa era ex-companheira do milionário de Leiria, Tomé Feiteira. A defesa do ex-deputado, liderada pelo advogado Germano Marques da Silva, tem optado por um silêncio total neste processo. Mas nos próximos dias haverá novidades. Apesar de Duarte Lima estar em prisão domiciliária, no caso da alegada burla ao BPN, os seus advogados têm pedido para que a medida de coação no Brasil, de prisão preventiva, seja alterada. Duarte Lima é ainda arguido num outro processo, o do Monte Branco, do qual será conhecida a acusação no final do ano. Hugo Francohttp://expresso.sapo.pt/todas-as-perguntas-das-autoridades-brasileiras-a-duarte-lima=f862716

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