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Homem acha em sucata nos EUA peça avaliada em US$ 20 milhões

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em março 21, 2014

  • Revendedor por pouco não derreteu um ovo Fabergé desaparecido desde 1922

Ovo Fabergé, encontrado em meio à sucata: US$ 20 milhões Foto: - / AFPOvo Fabergé, encontrado em meio à sucata: US$ 20 milhões – / AFP

LONDRES – Quando um revendedor de sucata do Meio-Oeste americano adquiriu um ornamento dourado num mercado de pulgas, não poderia imaginar que estaria se tornando o dono de um ovo Fabergé, avaliado em US$ 20 milhões. A peça de oito centímetros, que faz parte da tumultuada história ostentatória da elite russa, deixou São Petersburgo após a Revolução Bolchevique de 1917 nas malas da aristocracia russa em fuga e desapareceu por décadas nos Estados Unidos.

Um americano, cujo nome não foi revelado, viu o ovo dourado quando procurava por peças de ouro e comprou-a por US$ 14 mil, esperando lucrar vendendo o ovo a uma fundição. Porém, nas negociações, não achou compradores por desacordo com relação ao valor do relógio e das pedras preciosas guardadas no interior do ovo.

Desesperado, o homem procurou informações pela internet e desconfiou que poderia estar com o ovo que o czar russo Alexandre III deu de presente à esposa, Maria Feodorovna, na Páscoa de 1887. Quando a autenticidade da peça foi confirmada no antiquário Wartski, em Londres, o dono do ovo ficou em choque:

— Seu queixo caiu. Ele simplesmente não conseguia falar. Um homem em jeans e camisa xadrez me entregou as fotos do ovo, que eu sabia ser original — diz Kieran McCarthy, diretor da Wartski, que em seguida viajou a um pequeno município do Meio-Oeste americano para inspecionar a peça dourada, na cozinha do homem. — Ele estava completamente fora de si. Simplesmente não podia acreditar no tesouro que possuía.

A Wartski adquiriu o ovo para um colecionador privado. McCarthy disse que não poderia revelar a identidade do homem que achou o ovo, o preço da venda e o nome do colecionador, mas disse que este não era russo.

A agência Reuters não conseguiu verificar a veracidade da história sem saber as identidades do vendedor e do colecionador, mas quando sugeriu a McCarthy ser fantástica demais para ser verdade, ele respondeu:

— Nós somos negociadores de antiguidades e portanto duvidamos de tudo, mas esta história é tão maravilhosa que não poderia ter sido inventada: está além da ficção e, nas lendas do ramo antiquário, não há nada como ela.

Além da ficção

Os nobres russos, que antes da revolução deslumbraram a aristocracia europeia por sua extravagância, desde o desmantelamento da União Soviética em 1991 voltaram a chamar a atenção do Ocidente, abocanhando tesouros, imóveis e até clubes de futebol.

Magnata da metalurgia, Viktor Vekselberg comprou uma coleção dos ovos imperiais de Páscoa de Fabergé por US$ 90 milhões da família Forbes em 2004. Os ovos foram levados de volta a Moscou e expostos no Kremlin.

Alexander Ivanov, um empresário russo apaixonado por tesouros czaristas, afirmou estar por trás da aquisição por US$ 18,5 milhões de um ovo Fabergé em Londres, em 2007.

O luxuosos ovos de Peter Carl Fabergé geraram mitos desde que foram criados para os czares russos. Apenas a realeza e bilionários podem ter a esperança de colecioná-los. Entre os proprietários atuais, estão a rainha Elizabeth e o Kremlin.

O czar Alexandre III pediu a Fabergé para fazer um ovo por ano até que seu filho, o próximo czar Nicolau II, pediu que ele criasse dois por ano — um para sua mulher e outro para sua mãe. A tradição acabou em 1917, quando Nicolau foi forçado a abdicar e ele e sua família foram executados pelos bolcheviques.

À medida que a elite russa deixava o país, os tesouros foram sendo vendidos sob o regime de Vladimir Lenin e seu sucessor, Josef Stalin, como parte da política “Tesouro por tratores”.

O misterioso ovo dourado, que se abre para revelar um relógio Vacheron Constantin feito com diamantes e ouro, foi registrado pela última vez em 1922, dois anos antes da morte de Lenin. Ele será exibido em Londres no próximo mês.

— Não é nada além de um maravilhoso milagre, um milagre que esse ovo tenha sobrevivido — diz McCarthy. — O tesouro passou por vários proprietários americanos e chegou perto de ser derretido.

Peter Carl Fabergé fez cerca de 50 ovos imperiais para os czares russos entre 1885 e 1916. Quarenta e dois sobreviveram, segundo Fabergé. REUTERS – http://oglobo.globo.com/economia/homem-acha-em-sucata-nos-eua-peca-avaliada-em-us-20-milhoes-11936789

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