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Descobertas placas que tatuavam prisioneiros de Auschwitz

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em março 14, 2014

“Nós obtivemos os selos há algumas semanas e confirmámos a sua autenticidade”, afirmou hoje o porta-voz do Museu de Auschwitz.As cinco placas metálicas usadas para tatuar números vão integrar o museu de Auschwitz  Jacek Bednarczyk/EPA As cinco placas metálicas usadas para tatuar números vão integrar o museu de Auschwitz

As placas metálicas utilizadas para tatuar os prisioneiros de Auschwitz foram doadas por um anónimo ao museu do campo de concentração. “Nós obtivemos os selos há algumas semanas e confirmámos a sua autenticidade”, afirmou hoje o porta-voz do Museu de Auschwitz, Bartosz Bartyzel, acrescentando que as receberam de um doador que pretende permanecer anónimo.

Associadas às terríveis memórias da história do campo de concentração nazi, as placas metálicas que serviam para tatuar números no corpo dos prisioneiros são especialmente raras, só se sabendo da existência de outras no Museu Médico Militar de São Petersburgo, segundo indicou o Museu de Auschwitz à agência AFP. Os utensílios foram descobertos na “área de uma das rotas de evacuação” usadas pelos nazis em 1945 para transportarem dezenas de milhares de prisioneiros para o oeste quando as tropas soviéticas se aproximaram do campo vindas de leste, referiu Bartyzel. “São cinco selos: um 0, dois 3 e dois 6 ou 9”, indicou, não revelando mais informações sobre de onde vieram as placas, a fim de preservar o anonimato do seu doador.

Símbolo do genocídio judaico

Após ter invadido a Polónia em 1939, a Alemanha nazi montou o campo de concentração num antigo quartel militar localizado a poucos quilómetros da cidade de Auschwitz. O campo tornou-se um dos grandes símbolos do genocídio judaico. Entre 1940 e 1945, um milhão morreu em Auschwitz-Birkenau, mas a esse número somam-se  mais de 100 mil outras pessoas, entre as quais polacos não judaicos, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, militantes anti-nazis e homossexuais. “À medida que o número de sobreviventes vai encolhendo, este tipo de descoberta não tem valor. É um testemunho do que aconteceu aqui”, afirmou o porta-voz do museu.

Prisioneiro soviéticos foram os primeiros a serem tatuados

Os nazis começaram a tatuar os prisioneiros para os identificar quando perceberam que outros métodos, como a numeração dos uniformes, não resultavam. Prisioneiros soviéticos foram os primeiros a serem tatuados em 1941, antes do método se ter generalizado no campo no ano seguinte. Os nazis pressionavam as placas metálicas pontiagudas contra a pele dos prisioneiros, depois colocavam tinta nas feridas de modo a criarem as tatuagens. Começaram por fazer tatuagens no peito dos prisioneiros, mais tarde nos braços. Auschwitz-Birkenau foi o único campo de concentração que numerou os prisioneiros através deste método, segundo esclareceu Bartyzel. As placas serão integradas no acervo do museu e vão ser apresentadas numa nova exposição que estará patente ao público daqui a alguns anos. Alexandre Costa – http://expresso.sapo.pt/descobertas-placas-que-tatuavam-prisioneiros-de-auschwitz=f860740

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