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Avião mudou rota e dirigiu-se para o Estreito de Malaca

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em março 11, 2014

Operações de busca hoje no Mar da China do Sul
Operações de busca hoje no Mar da China do Sul Fotografia © Reuters

O Boeing 777-220ER desaparecido no fim de semana, quando voava entre Kuala Lumpur e Pequim, afastou-se da sua rota e voou a baixa altitude durante quase uma hora depois de ter desaparecido dos radares da aviação civil, revelaram ontem à noite altas fontes militares da Malásia.

A revelação surge após segunda-feira o chefe de estado-maior da força aérea do país ter dito que o voo MH370 fora brevemente detetado nos radares militares e coincidiu com o anúncio do alargamento da área de buscas de forma a incluir, além das regiões previstas no trajecto previsto do aparelho da Malaysia Airlines, quase todo o Golfo da Tailândia, uma maior área do Mar da China do Sul e todo o território da Malásia peninsular, onde se situa Kuala Lumpur, além do Estreito de Malaca onde já decorriam buscas desde o início da semana.

Um fonte militar garantiu que o voo MH370 sobrevoou o Estreito de Malaca cerca das 02.40 da manhã de sábado (18.40 de sexta-feira em Portugal continental), isto é cerca de uma hora depois de ter desaparecido dos radares dos controladores de tráfego aéreo em Kuala Lumpur e no Vietname. “Mudou de rota, baixou de altitude e dirigiu-se para o Estreito”, disse à Reuters aquela fonte militar. Todavia, isto não explica porque continua a não ser encontrado qualquer sinal do que terá sucedido em seguida.

O Estreito de Malaca é das vias marítimas mais concorridas do mundo, nele circulando centenas de petroleiros e porta-contentores. Com o comprimento de 800 quilómetros, no seu ponto mais estreito tem apenas 65 quilómetros de largura. Inúmeros recifes e bancos de areia complicam a sua travessia em águas de pouca profundidade, em média na ordem dos 25 metros. A revelação surgida ontem devolve relevância à teoria de uma possível ação terrorista. Por isso, o diretor da CIA, John Brennan, dizia ontem que só pelo facto de “não ter sido feita nenhuma reivindicação” não elimina a hipótese de ato terrorista. Um avião que se despenhasse sobre o Estreito embatendo num navio poderia causar sérios transtornos à navegação num ponto fundamental para o trânsito de mercadorias e combustível da e para a China. Este país, a que pertence o maior número de prováveis vítimas, anunciou a reorientação de dez satélites militares, dotados de equipamento ótico de alta resolução, para a área das buscas. Abel Coelho de Morais – http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3731328&seccao=%C1sia

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