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Fim das manobras militares russas na Ucrânia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em março 4, 2014

Anúncio da retirada russa veio do Kremlin

Governo diz que exercicíos militares não estão relacionados com a situação na Ucrânia. (Atualizada às 13h19)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou aos militares que realizavam exercícios desde dia 26 de fevereiro que regressassem aos quartéis.

O anúncio da retirada veio do Kremlin, que explica que o Chefe de Estado tomou a decisão na segunda-feira, depois de ler um relatório do comando militar sobre o sucesso das manobras militares. O Governo de Moscovo nega qualquer relação entre as movimentações e a situação na Ucrânia.

Na última quarta-feira Putin tinha decretado a entrada em alerta das tropas no oeste e centro do país, mas também nas áreas perto da Ucrânia, com o objetivo de verificar a sua prontidão para combate.

Nestes exercícios participaram 150 mil militares, 90 aviões, mais de 120 helicópteros, 80 blindados, 1.200 peças de artilharia e 80 navios.

FORÇAS RUSSAS DISPARAM TIROS DE AVISO (13h18)

As forças russas que cercam a base aérea ucraniana de Belbek, perto de Sebastopol, na Crimeia, dispararam tiros de aviso sobre militares ucranianos que se tentavam aproximar, disse um oficial ucraniano à agência France Presse.

Os homens dispararam para o ar quando um grupo de 300 militares ucranianos se estava a aproximar do aeroporto, cerca das 09h00 (07h00 em Lisboa), declarou Oleksiy Khramov, um oficial da base, num contacto telefónico.

“Eles dispararam vários tiros para o ar e disseram que abririam fogo se eles se continuassem a aproximar”, disse Khramov. Os soldados ucranianos não continuaram e ficaram no exterior da base, adiantou.

De acordo com estas fontes, forças russas cercam a base de Belbek onde se encontram dezenas de soldados ucranianos.

Mas, segundo o presidente russo, Vladimir Putin, as unidades militares ucranianas estão a ser bloqueadas por forças locais de autodefesa e não por tropas russas.

COMISSÃO EUROPEIA ANUNCIA QUARTA-FEIRA AJUDA FINANCEIRA (13h09)

Bruxelas apresenta na quarta-feira um pacote de ajuda financeira à Ucrânia, cujos contornos ainda não são conhecidos, anunciou esta terça-feira a porta-voz da Comissão Europeia.

“O colégio de comissários deverá chegar amanhã a um acordo sobre um plano de ajuda” à Ucrânia, anunciou Pia Ahrenkilde Hansen, na habitual conferência de imprensa diária da Comissão.

Kiev enfrenta o perigo da bancarrota do país, pelo que, em cima da mesa, estará um pacote de curto prazo, que contará com a participação do Fundo Monetário Internacional.

O acordo de associação já proposto pela União Europeia à Ucrânia inclui um envelope financeiro de cerca de 610 milhões de euros.

Bruxelas poderá ainda mobilizar fundos na ordem dos 500 milhões, mas só na quarta-feira os números serão confirmados pela ‘Comissão Barroso’.

O acordo de associação foi rejeitado pelo ex-Presidente Viktor Yanukovich, gerando uma contestação popular que resultou, no dia 27 de fevereiro, com a constituição de um novo Governo de unidade nacional até às presidenciais de 25 de maio.

UNIÃO EUROPEIA DEVE EVITAR ATITUDES “EXCESSIVAMENTE RADICAIS” (12h41)

O ministro dos Negócios Estrangeiros português defendeu, esta terça-feira, que a União Europeia tem de “chamar à realidade” a Rússia para as consequências de uma intervenção na Ucrânia, mas deve evitar atitudes “excessivamente radicais” para “evitar ruturas”.

Em declarações aos jornalistas à margem da 25.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, Rui Machete recordou que o que está em jogo na crise da Ucrânia não é só aquele país e a Crimeia, mas também o futuro das relações entre a Rússia e a União Europeia.

“É preciso encontrar vias que possam ser percorridas por ambas as entidades e que permitam o diálogo”, disse.

“Não devemos abandonar a ideia de construir uma parceria com a Rússia e evitar ruturas se puderem ser evitadas”, acrescentou

Questionado sobre a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de mandar regressar às bases os militares em exercício junto à fronteira com a Ucrânia, ao mesmo tempo que ameaça “reduzir a zero” a sua dependência económica dos EUA em caso de sanções, Machete disse fazer parte de “um processo complexo”.

“Um certo desanuviamento é preciso para depois se poder negociar”, explicou o ministro português, afirmando que entretanto “é preciso ir acertando posições”.

MACHETE CONDENA NO CONSELHO DIREITOS HUMANOS VIOLAÇÃO DA RÚSSIA (11h59)

O ministro dos Negócios Estrangeiros português condenou, esta terça-feira, “inequivocamente a violação da integridade territorial da Ucrânia” pela Rússia e, perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, pediu o fim de “todas as movimentações provocatórias de tropas”.

Na sua intervenção no segmento de Alto Nível da 25.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH), Rui Machete manifestou “grande preocupação” com a “deterioração da situação” na Ucrânia, em particular os desenvolvimentos na Crimeia.

“Condenamos inequivocamente a violação da integridade territorial da Ucrânia pelas tropas russas”, afirmou, num discurso em português.

O ministro apelou “às partes para que demonstrem contenção e que cessem, de imediato, todas as movimentações provocatórias de tropas”.

“É essencial manter a paz e a estabilidade na região e preservar a unidade, soberania e integridade territorial da Ucrânia, no pleno respeito dos acordos internacionais existentes”, afirmou ainda o chefe da diplomacia portuguesa, encorajando a Rússia “a seguir uma via pacífica, através do diálogo com a Ucrânia, se necessário com recurso a mediação internacional”.

Na sua intervenção, o ministro condenou ainda “todas as violações e abusos de direitos humanos ocorridos no decurso da atual crise” e considerou “necessário estabelecer um diálogo interno inclusivo, que tenha em consideração a diversidade regional, cultural e linguística da Ucrânia e que vá ao encontro das aspirações democráticas da população”.

LÍDERES EUROPEUS DEVEM CONDENAR AÇÃO RUSSA MAS MANTER VIA PARA A PAZ (11h54)

O presidente da Comissão Europeia defendeu, esta terça-feira, que os líderes europeus devem “condenar” firmemente as recentes ações da Rússia na Crimeia, mas manter uma via política para garantir a paz, “o bem mais precioso da Europa”.

“Estamos muitíssimo preocupados com esta situação e com o que isto pode representar para a paz na Europa, a paz é o bem mais precioso que temos na Europa e estamos a fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para, por uma via política e diplomática, evitar que haja situações mais difíceis do que aquelas que já temos, por isso é que foi decidido convocar este Conselho informal [na próxima quinta-feira] “, afirmou José Manuel Durão Barroso.

As declarações do chefe do executivo comunitário foram proferidas à Lusa e à SIC, após ter participado num debate no Parlamento Europeu, em Bruxelas, promovido pela Provedoria Europeia de Justiça.

“Eu espero que haja uma posição firme de todos os governos no sentido de condenar o que se está a passar, de mostrar que haverá consequências se não se corrigir a situação, mas ao mesmo tempo que se continue com uma via política, diplomática, para garantir o bem mais precioso que temos na Europa, que é a paz”, referiu Barroso.

Questionado sobre as consequências que poderão advir da cimeira extraordinária de quinta-feira, Durão Barroso respondeu: “Não vou agora especular”.

A União Europeia convocou na segunda-feira um conselho europeu de chefes de Estado e Governo para debater a situação na Ucrânia e a escalada de tensão com a Rússia.

PUTIN DIZ QUE SE RESERVA O DIREITO DE ATUAR SE CIDADÃOS RUSSOS FOREM ATINGIDOS (11h51)

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta terça-feira que se “reserva o direito de atuar” com todos os meios ao seu alcance, considerando essa atuação “legítima”, se a situação se estender às regiões do este da Ucrânia habitadas por russos.

Numa conferência de imprensa difundida pela televisão oficial, o presidente russo sublinhou que o objetivo é defender os cidadãos.

Vladimir Putin afirmou ainda que a Rússia não considera a anexação da república autónoma da Crimeia ucraniana e negou que as forças russas estejam a cercar as bases militares da Crimeia.

Quem bloqueia as unidades militares ucranianas na Crimeia não são tropas russas, mas sim forças locais de autodefesa, sublinhou.

Vladimir Putin considerou ainda que o presidente deposto ucraniano, Viktor Yanukovych, não tem futuro político, mas reconheceu que legalmente é ainda chefe de Estado.

“Eu acho que ele não tem futuro político. E eu disse-lhe isso”, afirmou Putin em declarações transmitidas pela televisão estatal.

PRIMEIRO-MINISTRO IATSENIOUK REÚNE-SE COM LÍDERES EUROPEUS NA 5ª FEIRA EM BRUXELAS (11h10)

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniouk, vai reunir-se com os líderes da União Europeia (UE) na quinta-feira, em Bruxelas, anunciou esta terça-feira o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Os chefes de Estado e de Governo da UE vão reunir-se, numa cimeira extraordinária, na quinta-feira, para debater a situação na Ucrânia e, antes do início dos trabalhos, reúnem-se com Iatseniouk, anunciou Van Rompuy.

A cimeira extraordinária tem início marcado para as 11h30 (10h30 em Lisboa) e deverá terminar às 15h00. Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Iatseniouk, 39 anos, assumiu a liderança do Governo de união nacional, em Kiev, no dia 27 de fevereiro, estando em funções até às eleições presidenciais de 25 de maio.

PUTIN DENUNCIA “GOLPE DE ESTADO” (11h03)

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou esta terça-feira uma “tomada de poder pelas armas” na Ucrânia, sublinhando que o que aconteceu foi um “golpe de estado anticonstitucional”, resultado de uma insurreição armada.

Estas foram as primeiras declarações de Putin acerca da crise na Ucrânia e ocorreram num encontro com um grupo de jornalistas difundido pela televisão oficial.

RÚSSIA REDUZIRÁ A ZERO A DEPENDÊNCIA ECONÓMICA DOS EUA (08h57)

A Rússia “reduzirá a zero” a sua dependência económica dos EUA em caso de sanções por causa da situação na Ucrânia, anunciou esta terça-feira um conselheiro do Kremlin.

“Encontraremos um meio de reduzir a nossa dependência financeira dos EUA, mas tiraremos dessas sanções grande vantagem”, declarou Serguei Glaziev à agência pública Ria Novosti.

“As tentativas de aplicar sanções contra a Rússia levarão ao colapso o sistema financeiro norte-americano e ao fim da dominância dos EUA no sistema financeiro Mundial”, acrescentou.

De acordo com fonte oficial norte-americana citada pelo diário ‘The Wall Street Journal’, os EUA anunciaram ter suspendido as negociações com a Rússia para estreitar laços comerciais e de investimento, devido à intervenção militar de Moscovo na península ucraniana da Crimeia.

A notícia da suspensão da cooperação económica surgiu poucas horas depois dos EUA terem anunciado a suspensão da cooperação militar com a Rússia

Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo já tinha condenado em Genebra as ameaças de “sanções e boicote” após as movimentações militares da Rússia na Ucrânia, quando o Ocidente equaciona, por exemplo, privar Moscovo do seu assento no G8. Joana de Sales com Lusa – http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/fim-das-manobras-militares-russas-na-ucrania

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