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Guerra Cívil na Ucrânia! Cinco dezenas de mortos no regresso dos confrontos em Kiev

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em fevereiro 20, 2014

O número de vítimas mortais dos confrontos entre manifestantes armados e a Polícia no centro de Kiev ultrapassa já as cinco dezenas. Os números oficiais indicam para já 25 mortos, mas as agências Reuters e AFP contabilizaram no local e de forma detalhada pelo menos o dobro. Os novos confrontos eclodiram esta quinta-feira de madrugada apesar da trégua decidida pelo Governo.

foto BULENT KILIC/AFP

Cinco dezenas de mortos no regresso dos confrontos em Kiev

A agência de notícias francesa e a Reuters avançam um número superior a 50 vítimas mortais com base na contagem de corpos espalhados na Praça da Independência, no centro de Kiev e nos locais de apoio.

Um fotógrafo da Reuters contou 21 cadáveres num local da praça a apenas algumas centenas de metros do local onde o presidente Viktor Yanukovich estava reunido com uma delegação da União Europeia. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, França e Polónia reuniram com Yanukovich e deverão comunicar o resultado desse encontro, ao final desta quinta-feira, em Bruxelas, numa reunião de todos os ministros da União, que vão decidir sanções contra os responsáveis pelo banho de sangue. A Rússia já criticou as medidas anunciadas pela UE e pelos Estados Unidos, considerando que apenas vão piorar a situação.

Uma declaração oficial da presidência ucraniana afirmou que várias dezenas de polícias foram mortos ou feridos nos confrontos que resultaram de uma ofensiva dos opositores, horas depois de ter sido acordada uma trégua. A Reuters cita testemunhas segundo as quais foram vistos atiradores furtivos a disparar durante os confrontos. O Ministério da Saúde confirmou que entre as vítimas desta quinta-feira estão mais dois polícias.

Confrontos durante uma hora

O número de vítimas mortais sobe, assim, para pelo menos cinco dezenas, sendo 12 delas agentes de Polícia, o que torna os confrontos desta quinta-feira no período mais sangrento dos 22 anos de história da Ucrânia pós-soviética. A agência Interfax-Ukrania, citada pela agência de notícias espanhola EFE, indicava ter encontrado 13 cadáveres numa paragem de autocarros também na praça. Manifestantes com a cara tapada atiraram cocktails molotov e pedras contra a polícia antimotim na praça da Independência, o epicentro dos três meses de manifestações contra o Governo ucraniano, segundo a AFP. A polícia usou balas de borracha para tentar repelir o ataque, afirmando que um atirador havia ferido 20 polícias disparando munições reais a partir da janela de um prédio com vista para a praça.

A sede do Governo ucraniano na praça também foi evacuada esta quinta-feira de manhã. “Esta manhã todos os funcionários abandonaram o local. Recebemos ordens oficiais neste sentido”, indicou um responsável, sem dar mais detalhes. O regresso dos confrontos, que se mantiveram ativos de forma intensa durante cerca de uma hora, aumentaram as preocupações a que deu voz o primeiro-ministro polaco (país com que a Ucrânia faz fronteira), admitindo que a situação se transforme em guerra civil ou numa divisão do país entre os pró-europeus do lado oriental e o lado russófono do Leste.

Esta quinta-feira de manhã, o presidente da Câmara de Kiev anunciou o abandono do partido do presidente Yanukovich em protesto contra o “banho de sangue e a luta fraticida” no centro da capital ucraniana. “Estou pronto a fazer tudo para parar a luta fraticida e o banho de sangue no coração da Ucrânia, na praça da Independência. A vida humana deve ser o valor superior no nmosso país e ninguém deve contrariar este princípio”, afirmou Volodymyr Makeïenko, acrescentando que abandonava o Partido das Regiões que está no poder.

Polícias capturados

Os ativistas que recapturaram a praça, conhecida como Maidan (“Independência”) ou “Euro-Maidan” para a oposição, foram vistos, segundo a Reuters, a levar vários polícias uniformizados. Dezenas de manifestantes feridos estavam a receber primeiros socorros no átrio do hotel Ucrânia, onde vários jornalistas estrangeiros estão alojados. Vários jornalistas relataram a existência de buracos de bala nas paredes e janelas do hotel se situa em frente à praça. Os dois lados acusam-se mutuamente do uso de munições reais. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3696533&page=-1

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