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Vídeo retrata assédio num mundo dominado pelas mulheres

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em fevereiro 13, 2014

Uma curta metragem francesa tornou-se, esta semana, num fenómeno viral. No vídeo, imagina-se um mundo “ao contrário” onde os homens sentem, na primeira pessoa, como são tratadas as mulheres na vida quotidiana.

Consegue imaginar um mundo “ao contrário”, onde os homens não podem sair à rua sem serem assediados, onde usarem um calção mais curto ou uns chinelos de dedo é encarado como provocação e onde um piropo mal aceite pode acabar na esquadra? É isso mesmo que a realizadora francesa Eléonore Pourriat tenta retratar em “Majorité Opprimée” (Maioria Oprimida), uma curta metragem de dez minutos que tem dado que falar na Internet na última semana.

No vídeo, vemos a história de Pierre, um homem normal, a viver numa cidade francesa normalíssima e a fazer o seu dia-a-dia como habitualmente. A única diferença é que, neste vídeo, Pierre vive numa sociedade dominada pelas mulheres, onde são elas o sexo forte e fazem questão de o demonstrar. Neste mundo ao avesso, é o sexo feminino que corre sem camisola, urina em ruas (mais ou menos) escondidas e assedia sexualmente cada homem que passa. Nesse mundo, Pierre não pode sair à rua de calções sem ouvir comentários sexuais, a sua inteligência e discernimento são depreciados em conversas e até o homem que toma conta do seu filho usa um véu, por amor à esposa e para não ser castigado pela sua religião. No mundo de Pierre, um piropo não desejado termina com uma violação e com uma denúncia na esquadra, prontamente desdenhada pela mulher polícia que trata da ocorrência, como se Pierre fosse culpado do ataque. Já a esposa de Pierre também parece não compreender a gravidade da situação, culpando-o, igualmente, por andar na rua de calções e camisa e desacreditando todos os seus “disparates machistas”.

Este filme já tem cinco anos e foi apresentado, garante a realizadora em entrevista ao jornal britânico The Guardian, num festival em Kiev. No entanto, pouco impacto pareceu ter na altura, pelo que a autora decidiu, há uma semana, partilhá-lo na Internet. O resultado não se fez esperar: numa semana, o vídeo já tem mais de 3 milhões de visualizações no Youtube, tendo sido partilhado nas redes sociais a um ritmo constante. Quando questionada sobre o enorme feedback positivo que o vídeo está a ter na atualidade, em comparação com a desinteresse em que se viu mergulhado no passado, a autora entende que a “luta é mais importante agora”, pois “os direitos das mulheres estão em perigo”.

“Quando as mulheres são assediadas e atacadas, as pessoas muitas vezes dizem que a culpa é delas. Até mesmo as pessoas mais chegadas às vítimas o fazem. Era isso que queria demonstrar”, diz, ao tentar explicar a indiferença perante o ataque sexual sofrido por Pierre, no filme. “Às vezes os homens não conseguem compreender que as mulheres são atacadas todos os dias, até com palavras. Mas não é culpa deles. Eles não conseguem imaginar isso porque não são confrontados com isso diariamente”, garante. http://www.jn.pt/blogs/nosnarede/archive/2014/02/12/v-237-deo-retrata-ass-233-dio-num-mundo-dominado-pelas-mulheres.aspx

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