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Cidadãos protestam contra massacre de golfinhos

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em fevereiro 9, 2014

Protesto junto á embaixada do Japãp

Cerca de duas dezenas de pessoas protestaram esta manhã, em frente à embaixada do Japão, contra o massacre anual de golfinhos e baleias nesse país.

Com cartazes de protesto contra os massacres de golfinhos e baleias no Japão, duas dezenas de pessoas enfrentaram hoje a chuva para revelaram a sua indignação em frente à embaixada do Japão, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

A ação, que partiu de um grupo de cidadãos e foi convocada através do Facebook, visou sensibilizar a opinião pública para os direitos dos animais. Rita B., uma das responsáveis pelo protesto, explicou ao Diário de Notícias que “não tencionamos colocar ninguém contra os japoneses, porque a maioria da população daquele país não tem responsabilidade nos massacres de animais”, adiantando que “os grandes responsáveis são o governo japonês, que insiste em dizer que a caça aos golfinhos é uma prática ancestral (justifica-a como sendo uma tradição) e os parques aquáticos de todo o mundo, que utilizam estes animais como atrações e levam a que a sua captura aumente de ano para ano”.

“A grande maioria dos golfinhos capturados são mortos para consumo, enfrentando uma morte lenta e dolorosa, os outros, que sejam considerados mais aptos para serem treinados, são vendidos a delfinários, parques aquáticos e zoos de todo o mundo”, diz.

A estudante de arquitetura paisagística, de 24 anos, explicou que embora não tenham conseguido falar com ninguém da embaixada do Japão, esta foi notificada da sua presença e das razões do protesto. “Para nós, o mais importante é sensibilizar as pessoas para este crime”, diz, adiantando que “as pessoas com quem temos contactado nas ruas estão muito recetivas a este tipo de ações, conseguimos perceber que a maioria delas tem grande carinho pelos golfinhos e mostra muito interesse em querer saber mais sobre o problema”.

Rita explicou ainda que muitas pessoas querem ajudar a acabar com a exploração dos animais mas não sabe como, por isso, deixa uma ideia. “Uma das formas de protestar contra a captura de golfinhos pode ser, por exemplo, não ir assistir a eventos em parques aquáticos onde sejam utilizados estes animais”, mas, afirma, “a informação é a melhor arma, estar informado acerca do que se passa é o primeiro passo para acabar com as injustiças, sejam elas quais forem”, por isso, diz, “só por ajudarmos a prestar essa iformação já podemos considerar que a nossa ação foi bem sucedida”.

Segundo o folheto que destribuiram nas ruas, “cerca de 20 mil golfinhos, botos e pequenos cetáceos são brutalmente assassinados todos os anos no japão. Destes, 18 mil são mortos nas águas do norte do Japão e mais de dois mil são capturados na baía de Taiji, uma prática que acontece entre os meses de setembro e março”. Luís Manuel Cabral – http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3677016&page=-1

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