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Mais de 200 escritores publicam carta contra leis “antigay” da Rússia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em fevereiro 6, 2014

Mais de 200 escritores, entre os quais Gunter Grass, Salman Rushdie e Jonathan Franzen, assinaram uma carta aberta para denunciarem as leis russas contra a propaganda “gay” e a blasfémia como contrárias à liberdade de expressão.

foto Bernardo Montoya/Reuters

Mais de 200 escritores publicam carta contra leis "antigay" da RússiaProtesto em frente à embaixada russa no México

A carta foi publicada no diário britânico “The Guardian”, esta quinta-feira, véspera do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, e junta-se a outros protestos contra aquelas leis. A câmara baixa do parlamento russo aprovou em 2013 uma lei que proíbe a propaganda a “relações sexuais não tradicionais” junto de menores, incluindo a distribuição de materiais sobre os direitos dos homossexuais, e uma outra que prevê penas de prisão até três anos para os autores de “ofensa a sentimentos religiosos”. Estas leis “põem especificamente em risco os escritores”, afirmam os signatários da carta, que por isso não podem “ficar parados enquanto assistem ao silenciamento, perseguição e, frequentemente, punição drástica de escritores e jornalistas pelo simples ato de comunicarem os seus pensamentos”.

As vozes da Rússia, “tanto literárias como jornalísticas”, esforçam-se por “se fazer ouvir”, mas as leis aplicadas nos últimos 18 meses no país prejudicam a liberdade de expressão, escrevem. “Uma democracia saudável deve ouvir as vozes independentes de todos os seus cidadãos (…) Por isso pedimos às autoridades russas que revoguem estas leis que estrangulam a liberdade de expressão”, afirmam. Além de Grass, a carta é assinada por três outros Nobel da Literatura – Wole Soyinka, Elfriede Jelinek e Orhan Pamuk -, bem como escritores proeminentes de mais de 30 países, como Ariel Dorfman, Carol Ann Duffy, Edward Albee, Julian Barnes, Ian McEwan e Neil Gaiman.

A romancista contemporânea russa Lyudmila Ulitskaya, a primeira mulher a receber o equivalente russo ao Booker Prize, subscreveu igualmente a carta. Em declarações ao “The Guardian”, Ulitskaya considerou que as autoridades russas tentam impor “uma ideologia cultural que, em muitos aspetos, é semelhante ao estilo de propaganda da era soviética”. “Como muitos cidadãos russos, estou profundamente preocupada com o aumento das restrições à liberdade de expressão no meu país através da crescente expansão da legislação e da burocracia arbitrária que afeta todos os aspetos da vida russa”, acrescentou. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3671988&page=-1

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