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Elefantes de Aníbal vieram da Eritreia

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em janeiro 24, 2014

Quadro em que se descreve o uso de elefantes por Aníbal Barca numa batalha contra as forças romanas
Quadro em que se descreve o uso de elefantes por Aníbal Barca numa batalha contra as forças romanas Fotografia © WikiCommons

Um estudo agora publicado numa publicação da especialidade sugere que os elefantes empregues pelo general cartaginês Aníbal Barca na sua travessia dos Alpes, em 218 a.C, eram provenientes da Eritreia. A travessia, que sucedeu na época das guerras púnicas, constituiu uma total surpresa para os romanos, assim como a presença de paquidermes nas hostes cartaginesas.

O número de janeiro-fevereiro do Journal of Heredity, num estudo sobre os hábitos de reprodução e convívio dos elefantes da Eritreia, conclui pela origem nesta região dos paquidermes empregues pelo comandante militar cartaginês durante a sua proeza de atravessar os Alpes e surpreender as forças romanas em 218 a. C.

Todavia, os elefantes de Aníbal nunca foram relevantes no decurso da sua campanha na península italiana e acabaram por morrer de frio.

Para sustentar esta tese, os autores do estudo sugerem que, numa outra batalha, na mesma época, a Batalha de Ráfia, em 217 a.C, junto de Gaza (o atual porto de Rafah), em que as forças do rei grego Antíoco III enfrentaram as do faraó egípcio Ptolomeu IV, os relatos existentes, nomeadamente o de Políbio, referem a existência de um tipo de elefante comum na Eritreia, região então próxima das fronteiras do seu império.

E os elefantes não deveriam ser originários da África subsariana, pois estes são comuns apenas nas regiões de floresta, espaço distante da área de influência do império egípcio.Além disso, as descrições de Políbio não são muito precisas sobre as características e aspeto dos elefantes envolvidos na batalha de Ráfia, privilegiando o historiador as características dos elefantes nas hostes gregas, provenientes de regiões asiáticas, e considerados de maior porte.

Esta possibilidade foi durante muito tempo ignorada, não só devido a teses que sugeriam o recurso ao “elefante africano”, como a de William Gowers (que data de 1948), mas principalmente pelo constante declínio da população de elefantes na Eritreia. Atualmente, e num momento em que se considera estar esta em recuperação, não existem mais de 100 a 120 paquidermes em território da Eritreia, referem os autores do estudo intitulado War elephants Myths Debunked by DNA. Ora, os estudos de ADN feitos nos elefantes da Eritreia revelam que as suas características se identificam com as dos elefantes de savana, enquanto a população de elefantes de floresta mais próxima se situa a mais de 400 quilómetros. O aspeto e características dos elefantes da Eritreia são as que mais se aproximam das descrições conhecidas dos animais que integravam as hostes de Aníbal Barca. A.C.M. – http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3646656&page=-1

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