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Metade da riqueza mundial pertence a 1% da população

Posted by REPÚBLICA BANANA PEOPLE em janeiro 20, 2014

Sem-abrigo com os seus pertences, em Los Angeles. Os EUA são um dos países citados num relatório, que dá conta do sentimento de que as leis são feitas para beneficiar os mais ricosRelatório da Oxfam revela que desigualdades se agravaram e apela à criação de políticas mais eficazes para combater o fosso entre ricos e pobres. FREDERIC J. BROWN/AFP/Getty Images Sem-abrigo com os seus pertences, em Los Angeles. Os EUA são um dos países citados num relatório, que dá conta do sentimento de que as leis são feitas para beneficiar os mais ricos

Metade da riqueza total do mundo está nas mãos de apenas um por cento da população, conclui um relatório da organização internacional Oxfam. O relatório revela ainda que sete em cada dez pessoas vivem em países onde as desigualdades económicas se agravaram nos últimos 30 anos, além de sublinhar que a soma da fortuna das 85 pessoas mais ricas do mundo é equivalente à riqueza da metade mais pobre da população. Na base deste documento, a que foi dado o nome “Working for the few” (qualquer coisa como “Trabalhando para uma minoria”), estão dados do Fórum Económico Mundial e do Credit Suisse de 2013.

Para a Oxfam fica também evidente que as pessoas não confiam que as desigualdades, em qualquer das suas formas, possam acabar. O sentimento é o de que as leis são feitas para beneficiar os mais ricos, lê-se no relatório, que cita uma pesquisa realizada em seis países – Espanha, Brasil, India, África do Sul, Reino Unido e EUA. Aproveitando a realização do Fórum Económico Mundial em Davos, a Oxfam apela à adoção de políticas que combatam a cada vez maior separação entre ricos e pobres, e chama a atenção para os potenciais riscos do agravamento deste fosso. Mafalda Ganhão – http://expresso.sapo.pt/metade-da-riqueza-mundial-pertence-a-1-da-populacao=f851596

85 ricos somam tanto dinheiro quanto 3,5 bilhões de pobres no mundo

A parcela de 1% dos mais abastados dos EUA concentra 95% do crescimento depois da crise. 80% dos espanhóis acham que a lei favorece os poderosos

Uma criança, em um lixeiro em Guwahati, Índia. / Foto: REUTERS / VÍDEO: Atlas

A concentração em massa dos recursos econômicos nas mãos de poucos abre uma brecha que supõe uma grande ameaça para os sistemas políticos e econômicos inclusivos, porque favorece poucos em detrimento da maioria. De modo que para lutar contra a pobreza é básico abordar a desigualdade. Esta é a conclusão do relatório Governar para as Elites. Sequestro democrático e desigualdade econômica, que a ONG Oxfam Intermón publica hoje.

O estudo parte de dados objetivos de várias instituições oficiais e relatórios internacionais que constatam a “excessiva” concentração da riqueza mundial nas mãos de poucos. São dados como esse, de que 85 indivíduos acumulam tanta riqueza como os 3,570 bilhões de pessoas que formam a metade mais pobre da população mundial. Ou que a metade da riqueza está em mãos de 1% de todo mundo. Isso sem contar, adverte o relatório, que uma considerável quantidade desta riqueza está oculta em paraísos fiscais.

O relatório da organização, que será apresentado no Fórum Econômico Mundial de Davos junto a um clamor para que se adotem compromissos para frear a desigualdade, adverte que “as elites econômicas estão sequestrando o poder político para manipular as regras do jogo econômico, o que massacra a democracia”.

Os grandes investidores se aproveitaram dos planos de resgate público”

O relatório vai acompanhado de dados que mostram com nitidez o acréscimo da concentração de riqueza em poucas mãos desde 1980 até a atualidade. Ou como a concentração e a brecha seguem aumentando apesar da grande recessão do ano 2008. Nos Estados Unidos, por exemplo, a fatia de 1% mais rica da população concentrou 95% do crescimento posterior à crise financeira. Na Europa, os rendimentos conjuntos das 10 pessoas mais ricas superam o custo total das medidas de estímulo aplicadas na União Europeia entre 2008 e 2010 (217 bilhões de euros contra 200 bilhões).

O calor na pressão fiscal aos ricos, os recortes sociais ou o resgate da banca com fundos públicos são exemplos de um fenômeno que é tão visível que aumenta a consciência pública do acréscimo deste poder. A Oxfam Intermón apoia esta afirmação em uma pesquisa realizada na Espanha, Brasil, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, que revela que a maior parte da população acha que as leis estão desenhadas para favorecer os ricos. Na Espanha, 80% da população acha que as leis estão feitas com este objetivo.

Sobre o caso espanhol, o diretor da Oxfam Intermón, José María Lado, afirma que o país “não escapa desta dinâmica” e que a atual crise se explica em parte por ela: “Os casos nos quais os interesses de uma minoria economicamente poderosa se impuseram aos interesses da cidadania são numerosos na história de nossa democracia. A crise econômica, financeira, política e social na qual padece a Espanha hoje tem boa parte de sua origem precisamente nessas dinâmicas perniciosas onde o interesse público e os processos democráticos foram sequestrados pelos interesses de uma minoria”.

Entre as políticas desenhadas nos últimos anos que favorecem a minoria de ricos, a organização enumera a desregulamentação e opacidade financeira, os paraísos fiscais, a redução de impostos as rendas mais altas ou os recortes de despesa em serviços e investimentos públicos. O relatório constata como, no caso da Europa, “as tremendas pressões dos mercados financeiros impulsionaram drásticas medidas de austeridade que atingiram as classes baixa e média, enquanto os grandes investidores se aproveitaram dos planos de resgate público”.

A organização pede que se tomem medidas contra os paraísos fiscais

Por tudo isso, a Oxfam Intermón exigirá no enquadramento do Fórum Econômico Mundial de Davos a seus assistentes (sejam particulares ou representantes de Governos) que adotem compromissos em áreas como os paraísos fiscais (que não se permita que se utilizem para evadir impostos); que se façam públicos os investimentos em empresas e fundos; que respaldem sistemas fiscais progressivos; que exijam a seus Governos que os impostos se destinem a serviços públicos ou em saneamento básico e em educação universais, ou que as empresas que representam paguem salários dignos a seus empregados e os países legislen nesta direção, fortalecendo pisos salariais e direitos trabalhistas.

Se ocorre a alguém pensar que as propostas da Oxfam Intermón são utópicas, a organização lembra que “esta perigosa tendência” é reversível e que existem exemplos disso. Foi o caso, lembra, dos Estados Unidos ou Europa depois da II Guerra Mundial, quando o crescimento econômico se compatibilizou com a redução da desigualdade, ou o caso da América Latina, onde a desigualdade diminuiu “significativamente durante a última década graças a uma fiscalização mais progressiva, os serviços públicos, a proteção oficial e o emprego digno”.

O relatório também contempla exemplos de concentração em países em desenvolvimento e alude à superminoritaria elite indiana, milionários que em boa parte forjaram suas fortunas em setores cujos benefícios dependem do acesso aos serviços básicos; ao poder das elites no Paquistão e sua influência na manipulação legal; à desigualdade na África, apesar da abundância de recursos, ou à chamada “rede mundial de segredos bancários”, que não é nada mais do que a formação dos paraísos fiscais. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/19/economia/1390168909_581864.html

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