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Obras vizinhas ao Comperj danificam estrada em Itaboraí

Publicado por REPÚBLICA BANANA PEOPLE em janeiro 25, 2012

Estrada de Sambaetiba cede e reparo enche manilhas de pedras

Estrada no entorno do Comperj vira atoleiro após chuvas Foto Armando José / Eu-Repórter

ITABORAÍ (RJ) – Chegar a sítios pela Estrada de Sambaetiba, em Itaboraí (RJ), é como participar de um rali. Segundo o leitor Armando Sousa, as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que está sendo erguido pela Petrobras desde 2007, são as responsáveis pelo péssimo estado da via. Mesmo os reparos que teriam sido feitos pela empresa não ajudaram a resolver o problema.

No começo de janeiro, Sousa escreveu ao Eu-Repórter contando que manilhas instaladas para ajudar na drenagem da estrada, sem pavimentação, estariam causando o afundamento de trechos da via. Além disso, as cercas do Comperj também estariam prejudicando o escoamento da água da chuva, favorecendo a formação de atoleiros. No último dia 20, o leitor enviou outro relato, dizendo que funcionários do complexo cobriram as depressões com pedras. Entretanto, imagens feitas por Sousa no sábado (21) mostram que a estrada voltou a ceder, e as pedras rolaram para dentro das manilhas (clique aqui para ver as fotos). E o problema dos atoleiros persiste.

- Depois que vocês (repórteres) me ligaram, consertaram a manilha no ponto onde (o solo) estava cedendo. Na estrada mesmo, não fizeram nada. Só consigo ir a cavalo. Atolei mesmo sem chuva – descreveu o leitor, por telefone.

Desde meados do ano passado, Sousa recorre ao telefone 0800 789 001, criado para fornecer informações e receber reclamações sobre o Comperj, para pedir uma solução. Até o começo deste mês, Sousa não tinha recebido um retorno da Petrobras sobre os danos – “um discurso bem diferente de quando desapropriaram as terras”, escreveu ele no primeiro relato recebido pelo Eu-Repórter.

Também ao GLOBO a Petrobras não retornou, apesar dos insistentes pedidos de informação nos últimos dias. A Prefeitura de Itaboraí prometeu enviar uma equipe de fiscais ao local para verificar “se é a obra do Comperj que está provocando tal situação e para que sejam tomadas as medidas cabíveis” e esclarece que a Secretaria de Obras do município “estará fazendo um amplo trabalho de recuperação de vias no distrito de Sambaetiba.” O município não informou datas para a fiscalização, nem para a recuperação.

Previsto para entrar em operação em 2014, o Comperj ocupa um terreno cuja área é de 45 milhões de metros quadrados. Segundo o site oficial, as obras devem gerar 200 mil empregos. O projeto original previa que o complexo receberia investimentos de US$ 8,5 bilhões da Petrobras (em abril de 2011, com o anúncio do uso do gás natural como matéria-prima, a estimativa era de que os gastos cairiam em até 30%). O Globo

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